{"id":484,"date":"2005-04-08T00:00:00","date_gmt":"2005-04-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=484"},"modified":"2005-04-08T00:00:00","modified_gmt":"2005-04-08T00:00:00","slug":"sade-parto-o-momento-da-vida-mata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/sade-parto-o-momento-da-vida-mata\/","title":{"rendered":"Sa&uacute;de: Parto, o momento da vida, mata!"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, 08\/04\/2005 &ndash; As complica&ccedil;&otilde;es na gravidez e no parto matam 500 mil mulheres por ano, e quase 11 milh&otilde;es de meninos e meninas n&atilde;o chegam aos 5 anos de idade. Mas estas trag&eacute;dias que podem ser prevenidas n&atilde;o s&atilde;o prioridade dos governos, alertou a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. &quot;Medidas bastante simples fariam uma enorme diferen&ccedil;a&quot;, garantiu nesta quinta-feira o m&eacute;dico Ian Smith, assessor do diretor-geral da OMS, Lee Jong Wook. Por exemplo, &quot;um melhor cuidado com os rec&eacute;m-nascidos, cujos primeiros cinco minutos de vida s&atilde;o os mais perigosos&quot;, reduziria muito a mortalidade infantil, afirmou Smith.<br \/> <!--more--> <br \/> O relat&oacute;rio da OMS &quot;Cada m&atilde;e e cada crian&ccedil;a contar&atilde;o&quot;, divulgado nesta quinta-feira por ocasi&atilde;o do Dia Mundial da Sa&uacute;de, diz que quase 90% das mortes de menores de 5 anos s&atilde;o podem ser atribu&iacute;das a seis fatores, que s&atilde;o: nascimento prematura, asfixia durante o parto e infec&ccedil;&otilde;es (37%), infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias baixas, em especial pneumonia (19%), diarr&eacute;ia (18%), mal&aacute;ria (8%), sarampo (4%) e aids (3%). Para reduzir esta trag&eacute;dia, os especialistas da OMS reclamam um cuidado cont&iacute;nuo que comece ainda antes da gravidez e que se estenda ao nascimento e &agrave; inf&acirc;ncia.<\/p>\n<p> Isso implicaria um investimento maci&ccedil;o nos sistemas de sa&uacute;de, particularmente o deslocamento de m&eacute;dicos, parteiras e enfermeiras, j&aacute; que milh&otilde;es de mulheres d&atilde;o &agrave; luz em suas casas sem contarem com aten&ccedil;&atilde;o especializada. &quot;Temos uma enorme necessidade de recursos adicionais, cerca de US$ 90 bilh&otilde;es nos pr&oacute;ximos 10 anos. por isso, nos perguntamos: quem no mundo est&aacute; disposto a se comprometer? Quais s&atilde;o nossas prioridades?&quot;, perguntou Smith. Dois dos objetivos-chave da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para 2015 &eacute; reduzir a mortalidade infantil a um ter&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o a 1990 e a materna a um quarto.<\/p>\n<p> Noventa e tr&ecirc;s pa&iacute;ses est&atilde;o no caminho de cumprir esta meta. Mas, em outros 43, onde vivem 12% da popula&ccedil;&atilde;o mundial, h&aacute; uma paralisa&ccedil;&atilde;o e, ainda, um agravamento da situa&ccedil;&atilde;o, acrescentou o m&eacute;dico. A maioria destas na&ccedil;&otilde;es est&aacute; na &Aacute;frica subsaariana, regi&atilde;o que enfrenta a amea&ccedil;a tripla das guerras, da pobreza extrema e da aids. &quot;Uma das palavras-chave do relat&oacute;rio &eacute; exclus&atilde;o&quot;, disse Smith. &quot;As mulheres s&atilde;o exclu&iacute;das dos servi&ccedil;os essenciais e os governos t&ecirc;m a responsabilidade de fazer algo a respeito. Este &eacute; o primeiro ano em que combinamos o Dia Mundial da Sa&uacute;de com o Informe sobre a Sa&uacute;de no Mundo, como maneira de garantirmos que a mensagem chegue clara e forte&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> Por outro lado, o governo dos Estados Unidos provocou uma controv&eacute;rsia ao lan&ccedil;ar uma campanha para reformar o Programa de A&ccedil;&atilde;o aprovado por unanimidade na Confer&ecirc;ncia Internacional sobre Popula&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento realizada em 1994 no Cairo. Washington indicou em uma confer&ecirc;ncia na sede da ONU, esta semana, sua disposi&ccedil;&atilde;o de apoiar o Programa de A&ccedil;&atilde;o, mas, somente &quot;se nada justificar o direito ao aborto&quot;. A confer&ecirc;ncia do Cairo &quot;deixou claro que o aborto &eacute; um assunto nacional, n&atilde;o internacional. O governo de George W. Bush est&aacute; determinado a sabotar as reuni&otilde;es p&oacute;s-Cairo com um assunto delicado que foi resolvido em 1994&quot;, disse &agrave; IPS um delegado de um pa&iacute;s do Sul em desenvolvimento.<\/p>\n<p> O presidente da ONG Population Institute, Werner Fornos, disse que no par&aacute;grafo 8.25 do Programa de A&ccedil;&atilde;o do Cairo consta claramente que &quot;em nenhum caso o aborto dever&aacute; ser promovido como meio de planejamento familiar&quot;. &quot;O que pode ser mais preciso ou conciso do que isto? Outra vez, o governo Bush joga carne crua para aplacar os fundamentalistas que usam o problema do aborto a fim de suprimir o planejamento familiar&quot;, disse Fornos &agrave; IPS. A delega&ccedil;&atilde;o norte-americana tamb&eacute;m solicitou que seja emendado o Programa de A&ccedil;&atilde;o de modo a priorizar na preven&ccedil;&atilde;o da aids a abstin&ecirc;ncia e a monogamia, e que somente se ofere&ccedil;a preservativos aqueles &quot;cujo comportamento os coloque em risco de transmitir ou infectar-se com o v&iacute;rus HIV causador da aids.<\/p>\n<p> Mas, como quatro quintos das mulheres com HIV s&atilde;o contagiadas por companheiro &uacute;nico, alguns especialistas alertam que o enfoque do governo dos Estados Unidos &eacute; perigosamente m&iacute;ope. &quot;Um modo seguro de conseguir que cada m&atilde;e e crian&ccedil;a contem, como diz o lema do Dia Mundial da Sa&uacute;de, &eacute; garantir o acesso universal &aacute; sa&uacute;de reprodutiva, como estabelecemos&quot; no Cairo, disse nesta quinta-feira Thoraya Ahmed Obaid, diretora-executiva do Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Popula&ccedil;&atilde;o (Unfpa). Ao estimar que a gravidez pode converter-se este ano em senten&ccedil;a de morte para meio milh&atilde;o de mulheres, Obaid disse que outros 200 milh&otilde;es demandam sem &ecirc;xito m&eacute;todos anticoncepcionais seguros e efetivos.<\/p>\n<p> &quot;Isto &eacute; uma crise de sa&uacute;de p&uacute;blica e um esc&acirc;ndalo moral&quot;, advertiu Obaid. &quot;Se essa necessidade fosse atendida, os n&uacute;meros de gravidez n&atilde;o desejada e abortos inseguros definhariam&quot;. A OMS considerou que 68 mil mulheres morrem por ano devido a abortos mal feitos. O relat&oacute;rio da organiza&ccedil;&atilde;o inclui alguns &ecirc;xitos. As mortes por sarampo, uma doen&ccedil;a que pode ser prevenida com vacina&ccedil;&atilde;o, ca&iacute;ram de 873 mil em 1999 para 530 mil em 2003. desde 2001, uma campanha mundial a cargo de v&aacute;rias ag&ecirc;ncias intergovernamentais vacinou 150 milh&otilde;es de meninos e meninas em todo o mundo. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, 08\/04\/2005 &ndash; As complica&ccedil;&otilde;es na gravidez e no parto matam 500 mil mulheres por ano, e quase 11 milh&otilde;es de meninos e meninas n&atilde;o chegam aos 5 anos de idade. Mas estas trag&eacute;dias que podem ser prevenidas n&atilde;o s&atilde;o prioridade dos governos, alertou a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. &quot;Medidas bastante simples fariam uma enorme diferen&ccedil;a&quot;, garantiu nesta quinta-feira o m&eacute;dico Ian Smith, assessor do diretor-geral da OMS, Lee Jong Wook. 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