{"id":4847,"date":"2009-03-10T13:55:03","date_gmt":"2009-03-10T13:55:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=4847"},"modified":"2009-03-10T13:55:03","modified_gmt":"2009-03-10T13:55:03","slug":"destaques-ambicioso-satelite-polar-ainda-e-projeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/03\/america-latina\/destaques-ambicioso-satelite-polar-ainda-e-projeto\/","title":{"rendered":"DESTAQUES: Ambicioso sat\u00e9lite polar ainda \u00e9 projeto"},"content":{"rendered":"<p>BERLIM, 10\/03\/2009 &ndash; (Tierram\u00e9rica). Se tudo correr bem, a Ag\u00eancia Espacial Europeia tentar\u00e1, pela segunda vez, em novembro, colocar em \u00f3rbita o Cryosat-2, destinado a revelar os segredos dos gelos polares.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_4847\" style=\"width: 177px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/412_4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4847\" class=\"size-medium wp-image-4847\" title=\"Imagem computadorizada do Cryosat-2. - Esa - AOES Medialab\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/412_4.jpg\" alt=\"Imagem computadorizada do Cryosat-2. - Esa - AOES Medialab\" width=\"167\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4847\" class=\"wp-caption-text\">Imagem computadorizada do Cryosat-2. - Esa - AOES Medialab<\/p><\/div>  Quando foi concebido, o sat\u00e9lite de observa\u00e7\u00e3o polar Cryosat-2, da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), a amea\u00e7a do aquecimento global era uma hip\u00f3tese compartilhada por alguns cientistas e ambientalistas. Agora, dez anos depois, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, suas origens e suas consequ\u00eancias para a vida sobre o planeta constituem uma certeza. Por\u00e9m, o Cryosat-2 continua sendo um projeto, paralisado pela burocracia e insufici\u00eancias t\u00e9cnicas inerentes a tais miss\u00f5es.<\/p>\n<p>O objetivo do sat\u00e9lite era medir de maneira precisa as mudan\u00e7as de volume nas massas de gelo polar para comprovar os efeitos do aquecimento global no \u00c1rtico e na Ant\u00e1rtida. Deveria ter sido colocado em \u00f3rbita em outubro de 2005. Os dados que colhesse nos tr\u00eas anos e meio seguintes serviriam de base cient\u00edfica para os debates sobre como limitar ou reduzir as emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa. Por\u00e9m, o lan\u00e7amento fracassou por falhas t\u00e9cnicas no lan\u00e7a-foguetes. Apenas em novembro deste ano, a ESA estar\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de realizar um novo lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>Nos mais de tr\u00eas anos transcorridos, o conhecimento acumulado sobre o derretimento das massas de gelo \u00e9 consider\u00e1vel. O estudo mais exaustivo sobre a vida no Polo Norte, apresentado em fevereiro pela organiza\u00e7\u00e3o Artic Ocean Diversity, estabeleceu que uma quantidade crescente de crust\u00e1ceos de \u00e1guas quentes estende seu habitat para zonas polares, como as norueguesas Ilhas Svalbard, devido ao aquecimento global. Entretanto, a ESA continua acreditando que a miss\u00e3o Cryosat ser\u00e1 \u00fatil.<\/p>\n<p>\u201cClaro que os conhecimentos sobre o aquecimento e derretimento das massas de gelo avan\u00e7aram. Mas a tecnologia utilizada pelo Cryosat permitir\u00e1 as medi\u00e7\u00f5es mais precisas jamais feitas sobre as altera\u00e7\u00f5es no volume das geleiras nos dois polos\u201d, disse ao Terram\u00e9rica Daniel Steinhage, especialista em geleiras do Instituto Alfred Wegener para a Pesquisa Polar e Marinha, da Alemanha, e conselheiro cient\u00edfico da miss\u00e3o Cryosat.<\/p>\n<p>Entretanto, reconheceu que as observa\u00e7\u00f5es do Cryosat-2 chegar\u00e3o muito tarde para serem utilizadas na confer\u00eancia que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas realizar\u00e1 de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, para se chegar a um acordo clim\u00e1tico internacional destinado a substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. \u201cIsso n\u00e3o significa que os conhecimentos que o sat\u00e9lite coletar n\u00e3o sejam \u00fateis ao debate cient\u00edfico sobre o aquecimento global\u201d, disse Steinhage.<\/p>\n<p>A partir de meados de novembro, o sat\u00e9lite estar\u00e1 em \u00f3rbita do planeta durante 42 meses, a 717 quil\u00f4metros de altura, com inclina\u00e7\u00e3o incomum, que lhe permitir\u00e1 alcan\u00e7ar latitudes de at\u00e9 88 graus nos dois polos. \u201cPor raz\u00f5es geom\u00e9tricas, \u00e9 muito dif\u00edcil manter uma \u00f3rbita ao redor da Terra que alcance latitudes de 88 graus, tanto no norte quanto no sul do planeta\u201d, afirmou Steinhage. Estas latitudes constituem um \u00e2ngulo cego para praticamente todos os sat\u00e9lites que orbitam a Terra passando pelos polos. \u201cPor isso, as imagens e medi\u00e7\u00f5es dos polos dispon\u00edveis atualmente s\u00e3o incompletas. O Cryosat-2 vai preencher essas lacunas, obtendo dados desconhecidos sobre a geologia dos polos e do gelo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O sat\u00e9lite ser\u00e1 capaz de realizar medi\u00e7\u00f5es de grande precis\u00e3o gra\u00e7as ao seu radar interferom\u00e9trico que, ao contr\u00e1rio dos tradicionais, disp\u00f5e de duas antenas que emitem sinais eletromagn\u00e9ticos e recebem seus ecos refletidos pela superf\u00edcie gelada nos polos. As antenas funcionam como olhos humanos, permitindo uma vis\u00e3o tridimensional das massas polares. O radar \u201cpode medir exatamente a energia que for refletida da superf\u00edcie das camadas de gelo, independente do \u00e2ngulo que tenham\u201d, disse Steinhage.<\/p>\n<p>Isto permitir\u00e1 tomar medidas tridimensionais, tanto da espessura das camadas de gelo sobre o n\u00edvel do mar nos dois polos e suas modifica\u00e7\u00f5es anuais, como das mais \u00ednfimas mudan\u00e7as na superf\u00edcie. O radar interferom\u00e9trico pode fornecer dados ignorados sobre o padr\u00e3o dos fluxos marinhos nas margens da massa de gelo, cuja correla\u00e7\u00e3o com o derretimento \u00e9 crucial para determinar as mudan\u00e7as de longo prazo, explicou ao Terram\u00e9rica Duncan Wingham, professor de F\u00edsica do Clima no University College de Londres. Wingham destacou que \u201co Cryosat utiliza radares que emitem microondas em lugar de simples ondas magn\u00e9ticas, o que aumenta a exatid\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Como o sat\u00e9lite sobrevoar\u00e1 tanto o Polo Norte quanto o Polo Sul, suas medi\u00e7\u00f5es permitir\u00e3o verificar ou retificar as observa\u00e7\u00f5es feitas at\u00e9 hoje sobre o ritmo de derretimento das massas de gelo no \u00c1rtico e na Ant\u00e1rtida. \u201cPrecisamos saber se estas mudan\u00e7as se compensam mutuamente e quais s\u00e3o os mecanismos de transmiss\u00e3o atrav\u00e9s dos oceanos\u201d, enfatizou Steinhage.<\/p>\n<p>* O autor \u00e9 correspondente da IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BERLIM, 10\/03\/2009 &ndash; (Tierram\u00e9rica). 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