{"id":4875,"date":"2009-03-18T15:11:05","date_gmt":"2009-03-18T15:11:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=4875"},"modified":"2009-03-18T15:11:05","modified_gmt":"2009-03-18T15:11:05","slug":"chile-camponesas-a-margem-da-pujanca-agricola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/03\/america-latina\/chile-camponesas-a-margem-da-pujanca-agricola\/","title":{"rendered":"CHILE: Camponesas \u00e0 margem da pujan\u00e7a agr\u00edcola"},"content":{"rendered":"<p>Santiago, 18\/03\/2009 &ndash; A agricultura do Chile \u00e9 um dos setores mais produtivos e de sustentado crescimento exportador, mas as mulheres camponesas soma \u00e0s desigualdades de sempre o crescente dom\u00ednio das empresas, a precariedade trabalhista, a baixa renda e a paralisa\u00e7\u00e3o de seu acesso \u00e0 terra.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_4875\" style=\"width: 169px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/AliciaMunozAnamuri1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4875\" class=\"size-medium wp-image-4875\" title=\"Alicia Mu\u00f1oz, presidente da associa\u00e7ao das camponesas - Gentileza Anamuri\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/AliciaMunozAnamuri1.jpg\" alt=\"Alicia Mu\u00f1oz, presidente da associa\u00e7ao das camponesas - Gentileza Anamuri\" width=\"159\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4875\" class=\"wp-caption-text\">Alicia Mu\u00f1oz, presidente da associa\u00e7ao das camponesas - Gentileza Anamuri<\/p><\/div>  Enquanto se perdem de vista os altos edif\u00edcios e os modernos centros comerciais de Santiago, a paisagem para o sul \u00e9 substitu\u00edda por grandes extens\u00f5es de vinhedos de cada lado da estrada, em um pa\u00eds onde o setor alimentos representa entre 10% e 15% do produto interno bruto.<\/p>\n<p>Quatro horas de viagem depois, os caminhos passam a ser de terra e na pequena localidade de Los Cristales, de 2.600 habitantes, uma \u00fanica rua asfaltada resume as diferentes realidades do campo chileno e seus habitantes. Grandes planta\u00e7\u00f5es de ma\u00e7as para exporta\u00e7\u00e3o, trigo ou batatas, junto a escrit\u00f3rios administrativos. Um pouco mais al\u00e9m, pequenas hortas familiares ao lado de casas muito modestas e conjuntos de casas sociais com escasso terreno vizinho.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ter um pouquinho de terra, tenho um pedacinho superpequeno. Mas, nem todos t\u00eam acesso a isso, um pedacinho de terra para fazer suas coisas. Tive a sorte de ter uma heran\u00e7a\u201d, contou \u00e0 IPS Miriam Guzm\u00e1n, moradora em Los Cristales, a 330 quil\u00f4metros da capital. A heran\u00e7a de que fala teve de dividir entre quatro irm\u00e3os. A ela coube uma \u00e1rea de mil metros quadrados onde tem uma pequena ch\u00e1cara com cebola, batata e tomate, enquanto economiza para construir uma casa com ajuda do subsidio habitacional rural.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o d\u00e1 nem mesmo para ter animais, \u00e9 um peda\u00e7o muit\u00edssimo pequeno. Meus irm\u00e3os j\u00e1 t\u00eam suas casas. Mas como ainda n\u00e3o tenho, estou tirando proveito do terreno enquanto isso, porque depois de construir minha casa o local vai ficar ainda menor\u201d, acrescentou Guzm\u00e1n. A falta de acesso \u00e0 terra \u00e9 uma barreira especialmente para as mulheres. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e a Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) destaca que a necessidade de proporcionar um acesso em condi\u00e7\u00f5es de igualdade \u00e0 terra \u00e9 urgente para avan\u00e7ar nos objetivos mundiais da seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>A falta de seguran\u00e7a em mat\u00e9ria de propriedade, direito ao usufruto da terra, s\u00e3o os fatores mais relevantes que freiam o aumento tanto da produtividade agr\u00edcola quanto da renda da mulher camponesa, detalha a FAO, cuja sede latino-americana fica em Santiago. Neste aspecto, para a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Mulheres rurais e Ind\u00edgenas (Anamuri), que re\u00fane mais de 10 mil camponesas, o Estado chileno segue em d\u00edvida com suas reclama\u00e7\u00f5es de oportunidades iguais de acesso \u00e0 terra e de aten\u00e7\u00e3o para seus problemas sociais e econ\u00f4micos espec\u00edficos. \u201cA terra n\u00e3o est\u00e1 nas m\u00e3os dos camponeses. \u00c9 muito pouca terra nas m\u00e3os de pequenos agricultores, muito pouca, porque de alguma forma foram se afogando no processo de 17 anos de ditadura\u201d, disse \u00e0 IPS Alicia Munhoz, presidente da Anamuri.<\/p>\n<p>Para Munhoz, a interven\u00e7\u00e3o da ditadura militar do general Augusto Pinochet (1973-1990) contra os avan\u00e7os de redistribui\u00e7\u00e3o da propriedade impulsionados pela Reforma Agr\u00e1ria do governo da Unidade Popular liderado por Salvador Allende (1970-1973), marcou de forma nefasta o panorama da distribui\u00e7\u00e3o da terra e de suas riquezas. Quase 19 anos depois de recuperada a democracia, a maior parte da \u00e1rea agr\u00edcola chilena est\u00e1 nas m\u00e3os de empresas ou pessoas jur\u00eddicas. Trata-se do que foi definido como \u201cempresariza\u00e7\u00e3o\u201d do campo chileno na An\u00e1lise da Propriedade Agr\u00edcola Desde Uma Perspectiva de G\u00eanero, elaborada pelo Escrit\u00f3rio de Estudos e Pol\u00edticas Agr\u00e1rias (Odepa) do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>Apesar de apenas 11% das explora\u00e7\u00f5es serem propriedade de pessoas jur\u00eddicas, 65% da superf\u00edcie agr\u00edcola nacional s\u00e3o controlados por empres\u00e1rios privados. A distribui\u00e7\u00e3o da propriedade est\u00e1 determinada pelo mercado neste pa\u00eds de 16,5 milh\u00f5es de habitantes, dos quais apenas 13% s\u00e3o rurais. O modelo neoliberal domina desde que foi implementado pela ditadura, destacam analistas. Em conversa com a IPS, Alfredo Apey, chefe de Pol\u00edticas Agr\u00e1rias da Odepa, alertou que \u201ch\u00e1 muitas empresas que compraram terras e come\u00e7aram a trabalhar no neg\u00f3cio agr\u00edcola: vinhedos, companhias exportadoras de frutas, inclusive sociedades. E essas firmas passam a ter uma propriedade distinta da individual, e isso n\u00e3o necessariamente \u00e9 bom ou mau\u201d.<\/p>\n<p>O problema ocorre quando a empresa, que \u00e9 mais eficiente do ponto de vista produtivo, provoca uma redu\u00e7\u00e3o da terra para a pequena agricultura, explicou Apey. E \u00e9 isso o que temem os camponeses e as camponesas, sobretudo diante de uma crise econ\u00f4mica mundial cujo impacto em um setor muito dependente da exporta\u00e7\u00e3o apenas acaba de come\u00e7ar. Ao endividamento pelas perdas das colheitas de 2008 devido \u00e0 seca, por exemplo, poderiam somar-se novas d\u00edvidas que finalmente os obriguem a perder mais terras. Nesse caso \u201ctem um efeito negativo do ponto de vista cultural\u201d, j\u00e1 que afeta o equil\u00edbrio social e econ\u00f4mico e fomenta fen\u00f4menos como a migra\u00e7\u00e3o campo-cidade, explicou Apey.<\/p>\n<p>Mulheres sem terra<\/p>\n<p>O crescente controle empresarial da terra trouxe a paralisa\u00e7\u00e3o do acesso da mulher \u00e0 propriedade rural, segundo diferentes estudos. Nos \u00faltimos 10 anos, no Chile se manteve a tend\u00eancia de uma grande desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o da terra entre homens e mulheres, explicou Apey. A rela\u00e7\u00e3o homem-mulher neste ponto \u00e9 de 75% e 25% e as mulheres somente s\u00e3o propriet\u00e1rias de 9% da superf\u00edcie nacional destinada \u00e0 atividade agr\u00edcola e florestal. Essa desigualdade tem raiz em uma cultura patriarcal ancestral, mas as camponesas organizadas criticam que o Estado nada fez para reverter a tend\u00eancia.<\/p>\n<p>Para a Anamuri, os sucessivos governos privilegiaram o desenvolvimento empresarial sobre o dos pequenos produtores e a redu\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as entre homens e mulheres quanto \u00e0 propriedade agr\u00edcola individual. Mas, admite que a atual presidente, Michelle Bachelet, pelo menos demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o da mulher camponesa. Apey destacou algumas iniciativas oficiais para enfrentar a desigualdade de g\u00eanero e citou medidas para melhorar o acesso ao cr\u00e9dito e aos programas de irriga\u00e7\u00e3o e florestais, entre outros. Tamb\u00e9m enumerou pol\u00edticas como a compra de terras para restituir a comunidades ind\u00edgenas e iniciativas par que a popula\u00e7\u00e3o rural possa se manter no campo e desenvolver sua atividade tradicional.<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00f3s \u00e9 importante n\u00e3o apenas recuperar terras, mas evitar que as pessoas, que alguns segmentos, sobretudo os menores, percam terra por desigualdades quanto ao resultado dos processos produtivos\u201d, explicou o chefe de Pol\u00edticas Agr\u00e1rias. \u201cPor isso h\u00e1 cr\u00e9ditos, programas de fomento e de transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica\u201d para apoiar as fam\u00edlias que vivem da explora\u00e7\u00e3o de terras menores e conseguir n\u00e3o s\u00f3 que mantenham sua produ\u00e7\u00e3o de subsist\u00eancia, mas que se fortale\u00e7am e cres\u00e7am, disse Apey.<\/p>\n<p>Munhoz, presidente da Anamuri, reconhece estes avan\u00e7os e algumas medidas como capacita\u00e7\u00f5es de mulheres camponesas, mas \u00e9 critica com o governo sobre ao cesso \u00e0 terra e o apoio aos camponeses e camponesas. \u201cO governo ap\u00f3ia a grande empresa e a ela pouco importa quebra hoje ou amanh\u00e3, porque o governo corre a lhes dar dinheiro\u201d, disse. Por outro lado, \u201cos camponeses, que t\u00eam meio hectare, essa pequena planta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o recebem subsidio\u201d, apesar de serem os mais fr\u00e1geis diante de fen\u00f4menos como a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, acrescentou.<\/p>\n<p>Miriam Guzm\u00e1n concorda que h\u00e1 mais facilidades para quem possui propriedades maiores. \u201cMas, de repente t\u00eam perdas. Assim, \u00e9 melhor a gente n\u00e3o se meter, as mulheres, por exemplo, n\u00e3o nos atrevemos a isso, porque os produtos usados aqui no campo s\u00e3o car\u00edssimos e se a safra n\u00e3o \u00e9 boa a pessoa acaba endividada\u201d, disse.<\/p>\n<p>Baixa renda para as camponesas<\/p>\n<p>O Chile \u00e9 visto como um exemplo de estabilidade macroecon\u00f4mica e de avan\u00e7os sociais. Mas para as mulheres camponesas os dados est\u00e3o muito longe de serem exemplares. A pobreza diminuiu de 1990 a 2006 de quase 40% para 13,7% e no \u00e2mbito rural a queda foi muito semelhante. Mas o Servi\u00e7o Nacional da Mulher reconhece que as mulheres rurais s\u00e3o um dos grupos sociais mais vulner\u00e1veis, junto com o das chefes de fam\u00edlia. Para os pesquisadores do Centro Latino-americano para o Desenvolvimento Rural (Rimisp), o crescimento agr\u00edcola dos \u00faltimos 15 anos n\u00e3o produziu a queda da pobreza rural no Chile, um \u00eaxito derivado da diversifica\u00e7\u00e3o do trabalho no campo.<\/p>\n<p>Essa diversifica\u00e7\u00e3o de renda, via empregos n\u00e3o agr\u00edcolas, atividades secundarias e transfer\u00eancias p\u00fablicas, foi a que mais contribuiu para que a pobreza rural diminu\u00edsse, determinou Rimisp em 2008, no estudo Boom Agr\u00edcola e Persist\u00eancia da Pobreza Rural. De fato, o setor silvo-agropecu\u00e1rio obteve no ano passado resultados destacados, com crescimento de 23% de suas exporta\u00e7\u00f5es, com renda de US$ 8,404 bilh\u00f5es, em um ano em que as vendas gerais no exterior aumentaram 0,2% e alguns setores ca\u00edram 8%.<\/p>\n<p>Mas as camponesas est\u00e3o muito longe de sentir essa bonan\u00e7a e suportam sal\u00e1rios estagnados h\u00e1 20 anos, destacou Anamuri. Enquanto o sal\u00e1rio m\u00ednimo no Chile est\u00e1 fixado em cerca de US$ 265, as trabalhadoras agr\u00edcolas t\u00eam sal\u00e1rios entre US$ 67 e US$ 150. Al\u00e9m disso, a maioria delas trabalha por temporada em empregos informais, muitas sem contrato, sem prote\u00e7\u00e3o social de sa\u00fade, nem economia para sua aposentadoria. \u201cTrabalho para um pequeno agricultor, neste momento estou colhendo feij\u00f5es de segunda a s\u00e1bado em hor\u00e1rio continuado as oito da manh\u00e3 at\u00e9 tr\u00eas da tarde\u201d, disse Guzm\u00e1n \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Por seu trabalho recebe US$ 10 por dia e consegue juntar US$ 240 no m\u00eas. Mas isso apenas na \u00e9poca da colheita, que neste pa\u00eds vai de novembro a mar\u00e7o. \u201cEst\u00e1 muito ruim para a mulher. \u00c9 um trabalho duro, \u00e9 pesado. Em geral, se trabalha em grandes propriedades, ou para empres\u00e1rios. E \u00e9 ruim, porque a temporada \u00e9 curta e se n\u00e3o for aproveitada depois vem o inverno e n\u00e3o h\u00e1 trabalho\u201d, explicou Guzm\u00e1n. O resto do ano sobrevive com empregos dom\u00e9sticos em casas particulares de localidades vizinhas, onde ainda ganha menos. O cultivo de sua horta lhe permite \u201cganhar uns dinheirinho com a venda\u201d e conseguir verduras para o consumo de sua fam\u00edlia, explicou esta camponesa de 32 anos, cujo companheiro est\u00e1 desempregado, e que quer ver constru\u00edda sua casa antes de ter filhos.<\/p>\n<p>Alicia Mu\u00f1oz disse que para a Anamuri \u00e9 o modelo industrial e agroexportador que devastou os campos e reduziu a incid\u00eancia dos camponeses no setor, e que a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em uma mudan\u00e7a de modelo, que permita aos habitantes rurais tradicionais desenhar suas pr\u00f3prias pol\u00edticas agro-alimentares; caminhar para a soberania alimentar e voltar a se falar da necessidade de uma reforma agr\u00e1ria. \u201c\u00c9 um fato o modelo atual n\u00e3o favorecer a produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o camponesa, pelo contr\u00e1rio, depreda o ambiente, produz precariedade trabalhista e desvaloriza o trabalho agr\u00edcola e das mulheres rurais\u201d, sentenciou a presidente da associa\u00e7\u00e3o das camponesas. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santiago, 18\/03\/2009 &ndash; A agricultura do Chile \u00e9 um dos setores mais produtivos e de sustentado crescimento exportador, mas as mulheres camponesas soma \u00e0s desigualdades de sempre o crescente dom\u00ednio das empresas, a precariedade trabalhista, a baixa renda e a paralisa\u00e7\u00e3o de seu acesso \u00e0 terra. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/03\/america-latina\/chile-camponesas-a-margem-da-pujanca-agricola\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":169,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12,5],"tags":[21,24],"class_list":["post-4875","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/169"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4875\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}