{"id":492,"date":"2005-04-12T00:00:00","date_gmt":"2005-04-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=492"},"modified":"2005-04-12T00:00:00","modified_gmt":"2005-04-12T00:00:00","slug":"onu-o-japo-corteja-a-ndia-pensando-no-conselho-de-segurana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/onu-o-japo-corteja-a-ndia-pensando-no-conselho-de-segurana\/","title":{"rendered":"ONU: O Jap&atilde;o corteja a &Iacute;ndia pensando no Conselho de Seguran&ccedil;a"},"content":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, 12\/04\/2005 &ndash; O Jap&atilde;o procura seduzir a &Iacute;ndia para que ap&oacute;ie sua inten&ccedil;&atilde;o de conseguir um lugar permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. &quot;O apoio da &Iacute;ndia &eacute; chave para o Jap&atilde;o, que trabalha duro para ser inclu&iacute;do no Conselho&quot;, disse o analista Masaaki Fukunaga, especialista em assuntos da &Aacute;sia meridional na Universidade Gifu. Fukunaga explicou que T&oacute;quio apela pra o apoio de Nova D&eacute;lhi depois da hostilidade demonstrada por China e Cor&eacute;ia do Sul &agrave;s suas pretens&otilde;es. &quot;Os &uacute;ltimos passos dados pelo Jap&atilde;o demonstram como &eacute; importante voltar sua aten&ccedil;&atilde;o para as rela&ccedil;&otilde;es com a &Iacute;ndia. T&oacute;quio se deu conta de que esse pa&iacute;s &eacute; um s&oacute;cio estrat&eacute;gico que pode ajud&aacute;-lo a manter o equil&iacute;brio de poderes na &Aacute;sia&quot;, afirmou a economista Yoshie Shimane, do Instituto de Economias em Desenvolvimento, com sede na capital japonesa. O Jap&atilde;o converteu a &Iacute;ndia no principal destino de sua ajuda oficial ao desenvolvimento (AOD), ao prometer-lhe mais de US$ 12,5 bilh&otilde;es para este ano fiscal.<br \/> <!--more--> <br \/> O secret&aacute;rio-geral da ONU, Kofi Annan, apresentou no m&ecirc;s passado dois projetos para aumentar de 15 para 24 o n&uacute;mero de integrantes do Conselho de Seguran&ccedil;a, e exortou a Assembl&eacute;ia Geral a escolher um antes de sua reuni&atilde;o de setembro. Dos atuais 15 membros do Conselho, Estados Unidos, China, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha e R&uacute;ssia s&atilde;o os &uacute;nicos com lugar permanente e direito de veto. Anna afirma que o &oacute;rg&atilde;o deve ser ampliado para que efetivamente reflita os interesses de toda a comunidade internacional. O Jap&atilde;o reclama um assento permanente argumentando que &eacute; um dos principais contribuintes financeiros das opera&ccedil;&otilde;es de paz das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, junto com os Estados Unidos, e que constantemente fornece assist&ecirc;ncia econ&ocirc;mica a pa&iacute;ses em desenvolvimento atrav&eacute;s de sua AOD. Por&eacute;m, a pretens&atilde;o japonesa n&atilde;o foi bem recebida em Pequim nem em Seul.<\/p>\n<p> Milh&otilde;es de chineses teriam assinado uma peti&ccedil;&atilde;o publicada na Internet para pedir que seja rejeitada a iniciativa do governo japon&ecirc;s, ao qual acusam de haver distorcido os fatos hist&oacute;ricos de seu passado imperialista em livros escolares. Entre outras coisas, os textos dizem que T&oacute;quio &quot;possui&quot; as ilhas de Takeshima, no Mar do Jap&atilde;o, disputadas com a Cor&eacute;ia do Sul. O arquip&eacute;lago foi ocupado nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX pelo outrora imp&eacute;rio japon&ecirc;s, que lan&ccedil;ou uma campanha colonialista na &Aacute;sia oriental cometendo todo tipo de crime contra a popula&ccedil;&atilde;o civil. A Cor&eacute;ia do Sul disse que coloca a soberania das ilhas acima de suas rela&ccedil;&otilde;es com o Jap&atilde;o.<\/p>\n<p> Por sua vez, a China anunciou na semana passada que se oporia a qualquer iniciativa para ampliar o Conselho de Seguran&ccedil;a. O embaixador chin&ecirc;s na ONU, Wang Guangya, disse &agrave; Assembl&eacute;ia Geral na &uacute;ltima quarta-feira que se governo entendia a preocupa&ccedil;&atilde;o de Annan, mas adiantou que n&atilde;o apoiaria nenhuma das f&oacute;rmulas apresentadas. No final do m&ecirc;s passado, T&oacute;quio anunciou a suspens&atilde;o de seus empr&eacute;stimos em ienes a Pequim, que contribu&iacute;ram para o crescimento econ&ocirc;mico chin&ecirc;s desde os anos 80. Pequim chegou a receber cr&eacute;ditos japoneses com juros baixos no valor de US$ 25 bilh&otilde;es em 2000. O Jap&atilde;o suspendeu os empr&eacute;stimos em rep&uacute;dio &agrave; decis&atilde;o chinesa de aumentar em 12,6% seu or&ccedil;amento militar para este ano.<\/p>\n<p> Analistas prev&ecirc;em que T&oacute;quio e Nova D&eacute;lhi conseguir&atilde;o uma nova e estreita rela&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;ximos meses, que complementar&aacute; a ambi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica indiana com o objetivo de o Jap&atilde;o se consolidar como uma pot&ecirc;ncia mundial com ex&eacute;rcito nacional pr&oacute;prio. A Constitui&ccedil;&atilde;o japonesa, desenhada pela ocupa&ccedil;&atilde;o norte-americana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), pro&iacute;be as For&ccedil;as de Autodefesa de participarem de conflitos internacionais. O primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, procura deixar para tr&aacute;s esse papel pacifista e ter maior peso militar. No m&ecirc;s passado, o chanceler Yoriko Kawaguchi, ao participar de uma reuni&atilde;o de empres&aacute;rios em Nova D&eacute;lhi, comparou a rela&ccedil;&atilde;o de seu pa&iacute;s com a &Iacute;ndia &agrave; de um casal que come&ccedil;a a descobrir o amor.<\/p>\n<p> Por sua vez, Yukio Okamoto, ex-assessor diplom&aacute;tico de Koizumi, disse no mesmo encontro que &quot;a presen&ccedil;a de uma &Iacute;ndia democr&aacute;tica e forte no continente asi&aacute;tico contribui diretamente com os interesses nacionais do Jap&atilde;o&quot;. Koizumi prev&ecirc; visitar a &Iacute;ndia em maio, mas, n&atilde;o lhe ser&aacute; f&aacute;cil conseguir os favores do governo indiano, que procurar uma rela&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica muito mais din&acirc;mica do que a atual. O ministro da Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio da &Iacute;ndia, Kamal Nath, disse que seu governo busca &quot;uma nova associa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; n&atilde;o centrada na OAD, mas nos investimentos estrangeiros diretos&quot;.<\/p>\n<p> Nath indicou que os investimentos diretos japoneses na &Iacute;ndia somaram US$ 3,2 bilh&otilde;es entre 1991 e 2004, 4,8% de todos os investimentos estrangeiros nesse per&iacute;odo. A economista Shimane disse que cada vez mais empresas japonesas est&atilde;o interessadas em investir na &Iacute;ndia, atra&iacute;das pelas fortes leis democr&aacute;ticas desse pa&iacute;s, sua experi&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e m&atilde;o-de-obra barata. Mas, enquanto o Jap&atilde;o corteja a &Iacute;ndia, esta se aproxima mais da China. Os primeiros-ministros Wen Jiabao, da China, e Manhoman Singh, da &Iacute;ndia, assinaram nesta segunda-feira, em Nova D&eacute;lhi, uma s&eacute;rie de acordos para melhorar suas rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas, econ&ocirc;micas e culturais. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, 12\/04\/2005 &ndash; O Jap&atilde;o procura seduzir a &Iacute;ndia para que ap&oacute;ie sua inten&ccedil;&atilde;o de conseguir um lugar permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. &quot;O apoio da &Iacute;ndia &eacute; chave para o Jap&atilde;o, que trabalha duro para ser inclu&iacute;do no Conselho&quot;, disse o analista Masaaki Fukunaga, especialista em assuntos da &Aacute;sia meridional na Universidade Gifu. Fukunaga explicou que T&oacute;quio apela pra o apoio de Nova D&eacute;lhi depois da hostilidade demonstrada por China e Cor&eacute;ia do Sul &agrave;s suas pretens&otilde;es. &quot;Os &uacute;ltimos passos dados pelo Jap&atilde;o demonstram como &eacute; importante voltar sua aten&ccedil;&atilde;o para as rela&ccedil;&otilde;es com a &Iacute;ndia. T&oacute;quio se deu conta de que esse pa&iacute;s &eacute; um s&oacute;cio estrat&eacute;gico que pode ajud&aacute;-lo a manter o equil&iacute;brio de poderes na &Aacute;sia&quot;, afirmou a economista Yoshie Shimane, do Instituto de Economias em Desenvolvimento, com sede na capital japonesa. O Jap&atilde;o converteu a &Iacute;ndia no principal destino de sua ajuda oficial ao desenvolvimento (AOD), ao prometer-lhe mais de US$ 12,5 bilh&otilde;es para este ano fiscal.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/onu-o-japo-corteja-a-ndia-pensando-no-conselho-de-segurana\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":200,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-492","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/200"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=492"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}