{"id":4920,"date":"2009-03-31T18:25:42","date_gmt":"2009-03-31T18:25:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=4920"},"modified":"2009-03-31T18:25:42","modified_gmt":"2009-03-31T18:25:42","slug":"chile-aborto-entre-moeda-eleitoral-e-ilegalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/03\/america-latina\/chile-aborto-entre-moeda-eleitoral-e-ilegalidade\/","title":{"rendered":"CHILE: Aborto entre moeda eleitoral e ilegalidade"},"content":{"rendered":"<p>Santiago, 31\/03\/2009 &ndash; A despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto terap\u00eautico volta ao primeiro plano no Chile como instrumento da batalha eleitoral para a presid\u00eancia, enquanto milhares de mulheres no pa\u00eds s\u00e3o for\u00e7adas a interromper a gravidez de forma ilegal.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_4920\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mujeres_protestan_por_aborto_PatriciaCocqIPS1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4920\" class=\"size-medium wp-image-4920\" title=\" - Patricia Cocq\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mujeres_protestan_por_aborto_PatriciaCocqIPS1.jpg\" alt=\" - Patricia Cocq\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4920\" class=\"wp-caption-text\"> - Patricia Cocq\/IPS<\/p><\/div>  Por tr\u00e1s de cada decis\u00e3o de abortar h\u00e1 m\u00faltiplas raz\u00f5es, explicaram \u00e0 IPS v\u00e1rias das mulheres que interromperam sua gravidez, com Paz, que acabava de se separar do marido quando soube que estava gr\u00e1vida. \u201cEle era o pior dos homens, n\u00e3o queria ter um filho seu\u201d,contou esta mulher de 32 anos, v\u00edtima de viol\u00eancia machista e que pediu para usar um nome fict\u00edcio. Isso a motivou a pagar o equivalente a US$ 985 por uma \u201caspira\u00e7\u00e3o\u201d com sete semanas de gravidez.<\/p>\n<p>\u201cNunca senti culpa. Acredito que sempre \u00e9 uma decis\u00e3o dif\u00edcil, mesmo estando muito segura\u201d, afirmou ao contar sua experi\u00eancia de tr\u00eas anos passados. Agora vive feliz uma gravidez de oito meses com um novo companheiro e ressalta que \u201cminha op\u00e7\u00e3o sempre foi a maternidade. Conhe\u00e7o dezenas de outros casos onde foi dram\u00e1tico por causa da condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, por exemplo, que te leva a testar m\u00e9todos menos seguros. Eu contava com apoio, dinheiro, com tudo necess\u00e1rio para fazer o aborto. Outras n\u00e3o t\u00eam essa sorte\u201d, disse Paz. Ningu\u00e9m de sua fam\u00edlia sabe do aborto. \u201cMeu companheiro atual tampouco e acho que n\u00e3o tem motivo para saber. Meu ex-marido nunca soube, e para mim sua opini\u00e3o n\u00e3o importa em nada\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O Chile permitiu o aborto terap\u00eautico entre 1931 e 1989, quando o governo do ditador Augusto Pinochet (19173-1990) o proibiu totalmente. A interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez se mant\u00e9m 19 anos depois da restaura\u00e7\u00e3o da democracia como um crime punido com tr\u00eas a cinco anos de pris\u00e3o para a mulher e um pouco menos para quem a praticar. Junto com o Chile somente alguns pa\u00edses como Andorra, El Salvador, Filipinas, Malta e Nicar\u00e1gua penalizam o aborto sem nenhum tipo de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A volta do aborto terap\u00eautico foi uma demanda constante de organiza\u00e7\u00f5es de mulheres desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o, mas at\u00e9 agora exclu\u00edda das agendas dos governos de centro-esquerda Concerta\u00e7\u00e3o de Partidos pela Democracia, que governo o Chile desde 1990. A principal causa do que as feministas locais chamam de n\u00e3o pagamento de uma d\u00edvida da democracia com as chilenas \u00e9 a f\u00e9rrea oposi\u00e7\u00e3o do Partido Democrata-Crist\u00e3o (DC). Nem mesmo a atual presidente socialista, Michelle Bachelet, conseguiu flexibilizar a postura de seu s\u00f3cio no governo.<\/p>\n<p>Por isso as organiza\u00e7\u00f5es femininas veem com desconfian\u00e7a a proposta feita este m\u00eas pelo ex-presidente e pr\u00e9-candidato presidencial pela DC, Eduardo Frei (1994-2000) sobre a necessidade de \u201cabrir o debate\u201d sobre o aborto. Um grupo de organiza\u00e7\u00f5es correu a exigir que n\u00e3o fizesse uso eleitoral da quest\u00e3o na campanha para as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de dezembro. Influenciada pela Igreja Cat\u00f3lica, que condena qualquer tipo de aborto, a oposi\u00e7\u00e3o direitista j\u00e1 fechou a porta \u00e0 discuss\u00e3o do assunto. Nos \u00faltimos 19 anos nenhum dos projetos de lei a favor da despenaliza\u00e7\u00e3o parcial do aborto progrediu no parlamento. A \u00faltima iniciativa foi bloqueada em 2007.<\/p>\n<p>Por ser uma pr\u00e1tica ilegal, h\u00e1 apenas estimativas sobre sua dimens\u00e3o. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade enviou \u00e0 IPS um estudo da pesquisadora M\u00f4nica Weisner, que estabelece em 120 mil anuais o n\u00famero de abortos. Outros informes falam em 160 mil, o que se traduz em uma das taxas de aborto ilegal mais altas da Am\u00e9rica Latina. Estes c\u00e1lculos se baseiam na quantidade de mulheres que d\u00e3o entrada nos hospitais em raz\u00e3o de abortos feitos antes das 20 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, registrados no sistema de sa\u00fade. Em 2006 foram 23.052 casos.<\/p>\n<p>O especialista Enrique Donoso detalhou que \u201cem pa\u00edses onde o aborto \u00e9 ilegal estima-se que para cada entrada hospitalar por essa raz\u00e3o h\u00e1 cinco que n\u00e3o s\u00e3o hospitalizadas\u201d, em um artigo publicado no ano passado na revista da Sociedade Chilena de Obstetr\u00edcia e Ginecologia. Embora um ter\u00e7o da quantidade de gravidez terminem em aborto no Chile, a morte por este motivo \u00e9 baixo, destacou Donoso. Segundo dados do Instituto Nacional de Estat\u00edsticas, a taxa de mortalidade materna por aborto em 2000 foi de duas para cada 10 mil nascidos vivos. Em 2005 caiu para 1,4.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil estruturar o perfil das mulheres que abortam, porque s\u00e3o de todos os n\u00edveis sociais, de todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o, com idades entre 12 e 50 anos\u201d, disse \u00e0 IPS Gloria Maira, da n\u00e3o-governamental Rede Chilena Contra a Viol\u00eancia Domestica e Sexual e que em 2008 publicou um estudo sobre aborto e viol\u00eancia sexual. \u201cO que primava at\u00e9 a d\u00e9cada de 80 eram mulheres com v\u00e1rios filhos nascidos vivos, de prec\u00e1ria condi\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f4mica, geralmente casadas. Nos anos 80, M\u00f4nica Weisner encontra mulheres que n\u00e3o necessariamente vivem com o companheiro, onde o aborto tamb\u00e9m ocorre nos casos de mulheres que ainda n\u00e3o eram m\u00e3es\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Para Maira, a \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que as mulheres ricas geralmente t\u00eam maior acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sexual e a m\u00e9todos anticoncepcionais, podem optar por abortos clandestinos no sistema privado, como reconhecem os pr\u00f3prios m\u00e9dicos, ou realiz\u00e1-lo no estrangeiro.<\/p>\n<p>M\u00faltiplas raz\u00f5es em cada decis\u00e3o<\/p>\n<p>Nelly Lizama, de 63 anos, cat\u00f3lica, nunca se questionou por interromper sua segunda gravidez. Tinha 16 anos e um filho de poucos meses quando foi a um ginecologista ao fam\u00edlia. Nunca soube qual procedimento foi usado, mas ao final sentiu-se aliviada. Nessa \u00e9poca os abortos eram chamados de \u201crem\u00e9dios\u201d, disse Lizama. \u201cEram muito comuns, pelo escasso conhecimento que as mulheres tinham dos m\u00e9todos anticoncepcionais\u201d disse \u00e0 IPS esta m\u00e3e de quatro rapazes.<\/p>\n<p>Diferente \u00e9 a realidade de Cristina de la Sotta, diretora-executiva da privada e independente Funda\u00e7\u00e3o Chile Unido, que ap\u00f3ia mulheres com gravidez n\u00e3o desejada e com historias de aborto volunt\u00e1rio. A esta entidade chegam mulheres arrependidas, que nunca superaram o impacto de seus abortos provocados, contou Cristina \u00e0 IPS. \u201cElas nos dizem que a interrup\u00e7\u00e3o foi uma solu\u00e7\u00e3o, mas uma solu\u00e7\u00e3o ruim\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o muitas gr\u00e1vidas descartam a id\u00e9ia de n\u00e3o ter seus filhos, porque descobrem que a maternidade \u00e9 \u201cum sentimento profundo\u201d, afirmou Cristina. Apesar do passado, ela acredita que aborto \u201cn\u00e3o deveria ser um crime para a mulher,porque mais do que autora, encobridora ou c\u00famplice ela \u00e9 uma v\u00edtima da circunstancia\u201d e precisa de apoio. Para ningu\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil a decis\u00e3o de abortar, ressaltou.<\/p>\n<p>Abusos da clandestinidade<\/p>\n<p>\u201cTinha 14 anos, estava no primeiro ano do ensino m\u00e9dio e tinha um noivo que era meu primeiro parceiro sexual\u201d, contou \u00e0 IPS a chilena T\u00e2mara Vidaurr\u00e1zaga sobre o contexto de sua primeira gravidez h\u00e1 quase 20 anos. Quando seus pa\u00eds souberam, conclu\u00edram que deveria abortar. Nesse momento \u201ceu n\u00e3o podia pensar bem, tinha muito medo\u201d, recordou. Mas disse que nunca se sentiu pressionada por eles. Ao contr\u00e1rio, agradece muito o apoio que recebeu. \u201cN\u00e3o tive d\u00favidas. Minha fam\u00edlia n\u00e3o era muito religiosa e nunca tivemos a culpa cat\u00f3lica nem a cren\u00e7a de que devo sacrificar minha vida porque um deus assim o quer\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O procedimento, feito por um \u201cginecologista conhecido\u201d a oito semanas de gravidez, custou 500 mil pesos da \u00e9poca (US$ 871). \u201cA clandestinidade \u00e9 o que torna t\u00e3o desagrad\u00e1vel a interrup\u00e7\u00e3o, n\u00e3o a decis\u00e3o\u201d, pensa Vidaurr\u00e1zaga, que hoje \u00e9 m\u00e3e de uma menina \u201cdesejada e esperada, que adore e \u00e9 o centro da minha vida\u201d, contou.<\/p>\n<p>O t\u00edmido debate eleitoral que acontece no Chile sobre o aborto terap\u00eautico \u00e9 protagonizado por pol\u00edticos, m\u00e9dicos e religiosos, a maioria homens, e diz respeito apenas aos casos de mulheres com risco de vida, por exemplo, as que t\u00eam gravidez fora do \u00fatero. Diversas pesquisas mostram que a maioria dos chilenos e chilenas aprova esse tipo de aborto nesse e em dois outros casos: quando a gravidez \u00e9 fruto de uma viol\u00eancia e quando o feto apresenta m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o severa. Distantes, com se n\u00e3o existissem, restam as outras m\u00faltiplas raz\u00f5es que apresentam diariamente as mulheres para justificar um aborto. \u201cO debate \u00e9 med\u00edocre, m\u00edope e mesquinho\u201d, disse Maira.<\/p>\n<p>A quem serve a dor?<\/p>\n<p>A parteira Pamela Eguiguren, formada em sa\u00fade p\u00fablica e pesquisadora da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade do Chile, terminou recentemente uma pesquisa sobre gravidez incompat\u00edvel com a vida extra-uterina, com a anencefalia (feto sem parte do c\u00e9rebro), que fez em conjunto com duas organiza\u00e7\u00f5es feministas. \u201cDeparamos experi\u00eancias tremendamente dolorosas, com um sistema de sa\u00fade que reage de forma muito torpe, porque n\u00e3o h\u00e1 protocolos para estes casos. A aten\u00e7\u00e3o depende da sensibilidade do m\u00e9dico\u201d, explicou Eguiguren \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>O calv\u00e1rio para essas gr\u00e1vidas come\u00e7a no momento do diagn\u00f3stico. Em lugar de comprar enxoval para os filhos, devem adquirir um lugar no cemit\u00e9rio porque est\u00e3o obrigadas a dar \u00e0 luz, contou Pamela. Muitas sofrem depress\u00e3o e outros transtornos ps\u00edquicos. Algumas decidem n\u00e3o mais engravidar. No fim do caminho, tendem a uma \u201cresigna\u00e7\u00e3o\u201d no processo e resgatar aspectos positivos para que valha a pena tanto sofrimento, acrescentou. Por exemplo, valorizam abra\u00e7ar seus bebes antes que morram poucas horas depois de nascidos.<\/p>\n<p>\u201cMuitas mulheres t\u00eam em sua hist\u00f3ria um aborto e nem por isso ficam marcadas\u201d, disse Eguiguren. \u201cMas, viver uma gravidez incompat\u00edvel com a vida \u00e9 algo que se lembra ara sempre\u201d, acrescentou. \u00c9 legitimo algumas escolherem n\u00e3o abortar nesses casos, \u201cmas, me parece uma tortura fazer passar por isso quem n\u00e3o quer. Voc\u00ea se pergunta a quem serve a dor que vivem. Quem est\u00e1 ali para dar-lhes apoio? Que esta ali para ajud\u00e1-las economicamente?\u201d, perguntou.<\/p>\n<p>Maira est\u00e1 convencida de que se o pa\u00eds n\u00e3o trabalhar \u201cpara ser uma sociedade mais informada\u201d, livre e com mais educa\u00e7\u00e3o sexual e contracep\u00e7\u00e3o, os abortos n\u00e3o diminuir\u00e3o. \u201cTemos de abrir o debate \u00e0 sociedade civil e que as mulheres n\u00e3o tenham culpa nem estigma de falar. Atualmente, n\u00e3o se legitima a voz das mulheres. Digamos o que dissermos, n\u00e3o existimos\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Senti que era um acidente<\/p>\n<p>Isabel (nome fict\u00edcio) abortou h\u00e1 uma d\u00e9cada, aos 22 anos. \u201cEstava no quarto ano da universidade e tinha um companheiro h\u00e1 dois anos. Quando soube da gravidez nos separamos porque ele n\u00e3o me deu apoio\u201d, contou \u00e0 IPS. \u201cNunca tive o desejo de ter filhos e n\u00e3o imaginava minha vida com a responsabilidade de criar um\u201d, contou. Isabel pagou US$ 800 pelo aborto. \u201cTinha de estudar pelo menos mais um ano e n\u00e3o queria que minha m\u00e3e ou outra pessoa cuidasse da crian\u00e7a. Al\u00e9m disso, usava anticoncepcional, ent\u00e3o senti que n\u00e3o era minha responsabilidade, que foi apenas um acidente\u201d, contou.<\/p>\n<p>Com cerca de oito meses de gesta\u00e7\u00e3o, foi a uma casa afastada da cidade, \u201cpreparada para a opera\u00e7\u00e3o. Me pegaram com um carro onde havia as duas mulheres que faziam o aborto, a especialista e sua ajudante, mas uma terceira pessoa que tamb\u00e9m ia abortar, com a qual conversei no caminho. Me disse que ia pela segunda vez porque j\u00e1 tinha tr\u00eas filhos\u201d, contou.<\/p>\n<p>Carga de dor<\/p>\n<p>A colombiana Sandra Casta\u00f1eda, da n\u00e3o-governamental Rede de Sa\u00fade das Mulheres da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, formada por mais de 600 organiza\u00e7\u00f5es e com sede no Chile, pensa que \u201co aborto tem uma carga de dor f\u00edsica e moral importante\u2019. Mas as mulheres \u201co praticam com risco de serem presas ou morrer. Ent\u00e3o, a quest\u00e3o \u00e9 como a sociedade as acompanha neste processo\u201d, disse. Esta foi uma das principais conclus\u00f5es extra\u00eddas dos pain\u00e9is sobre aborto que a Rede fez em cinco regi\u00f5es do pa\u00eds, para elaborar uma agenda p\u00fablica para a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto terap\u00eautico.<\/p>\n<p>\u201cOutra dado \u00e9 que em 99,9% dos casos o piro do processo foi o tratamento recebido, a maneira como foram humilhadas, a falta de higiene em que o aborto foi praticado\u201d, disse Casta\u00f1eda. Os depoimentos obtidos pela Rede tamb\u00e9m falam de mulheres for\u00e7adas por seus companheiros ao aborto contra a vontade, outras violadas ou for\u00e7adas a ter esses filhos e mulheres que n\u00e3o abortariam, mas que respeitam a escolha de quem o faz. IPS\/Envolverde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santiago, 31\/03\/2009 &ndash; A despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto terap\u00eautico volta ao primeiro plano no Chile como instrumento da batalha eleitoral para a presid\u00eancia, enquanto milhares de mulheres no pa\u00eds s\u00e3o for\u00e7adas a interromper a gravidez de forma ilegal. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/03\/america-latina\/chile-aborto-entre-moeda-eleitoral-e-ilegalidade\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":50,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,6,11,7],"tags":[21,24],"class_list":["post-4920","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-direitos-humanos","category-politica","category-saude","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/50"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4920\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}