{"id":5003,"date":"2009-04-23T16:44:41","date_gmt":"2009-04-23T16:44:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5003"},"modified":"2009-04-23T16:44:41","modified_gmt":"2009-04-23T16:44:41","slug":"mulheres-nem-global-nem-local-glocal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/04\/mundo\/mulheres-nem-global-nem-local-glocal\/","title":{"rendered":"MULHERES: Nem global, nem local: glocal"},"content":{"rendered":"<p>Seul, 23\/04\/2009 &ndash; Mulheres feministas de v\u00e1rias partes do mundo adotaram a id\u00e9ia do ativismo \u201cglocal\u201d, neologismo nascido da contra\u00e7\u00e3o entre global e local, para criar pontes entre cidad\u00e3s da Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_5003\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Mujeres_redNGA_JiyoungLeeAnIPS1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5003\" class=\"size-medium wp-image-5003\" title=\"Mulheres de Rede de Ativismo Glocal (NGA) - Jiyoung LeeAn\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Mujeres_redNGA_JiyoungLeeAnIPS1.jpg\" alt=\"Mulheres de Rede de Ativismo Glocal (NGA) - Jiyoung LeeAn\/IPS\" width=\"200\" height=\"107\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5003\" class=\"wp-caption-text\">Mulheres de Rede de Ativismo Glocal (NGA) - Jiyoung LeeAn\/IPS<\/p><\/div>  Cerca de 30 ativistas dessas tr\u00eas regi\u00f5es se reuniram em um painel intensivo de dois dias em Seul, seguido de um f\u00f3rum p\u00fablico no s\u00e1bado no qual anunciaram a cria\u00e7\u00e3o da Rede de Ativismo Glocal (NGA) e a Escola de Feminismo. A rede come\u00e7ar\u00e1 com cinco pontos \u201cglocais\u201d, na China, Cor\u00e9ia do Sul, M\u00e9xico e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>\u201cPara lidar com a crise econ\u00f4mica global temos de explorar novas formas e pontos fortes. A intera\u00e7\u00e3o entre respostas locais e globais renovar\u00e1 o ativismo feminista com base em propostas verdes (ecol\u00f3gicas), vermelhas (marxismo) e lil\u00e1s (feminismo), disse a mexicana Martha Patricia V\u00e9lez Tapia. O enfoque glocal se refere a respostas que vinculam o local entre si e o local com o global, ao contr\u00e1rio dos atuais conceitos de Sul, Terceiro Mundo ou transnacional, explicaram as organizadoras. A id\u00e9ia surgiu na Cor\u00e9ia do Sul h\u00e1 muitos anos. \u201cVivemos em um sistema global patriarcal, que refor\u00e7a a discrimina\u00e7\u00e3o baseada em g\u00eanero, classe, ra\u00e7a e esp\u00e9cie. Nosso movimento se assentar\u00e1 em um modelo ideol\u00f3gico do feminismo combinado com o verde, o vermelho e o lil\u00e1s\u201d, disse Gaphee Ko, do ponto glocal da Cor\u00e9ia do Sul. O sistema patriarcal global \u00e9 fomentado pelo militarismo, capitalismo, imperialismo e fundamentalismo, segundo as feministas. Para combat\u00ea-los, a NGA pretende criar um Centro de Pesquisa Te\u00f3rica, a Escola de Feminismo e a Rede de Grupos Glocais. O Centro criar\u00e1 uma agenda e teorias para apoiar o ativismo glocal. Seu prop\u00f3sito principal ser\u00e1 teorizar sobre a natureza sexista do trabalho feminino. Os principais assuntos de interesses ser\u00e3o o trabalho dom\u00e9stico, sexual, de cuidado de pessoas e a atividade profissional remunerada realizada pelas mulheres.<\/p>\n<p>A Escola de Feminismo oferecer\u00e1 um espa\u00e7o para a experimenta\u00e7\u00e3o onde ser\u00e3o combinados os diversos movimentos e as teorias feitas pelo Centro de Pesquisa Te\u00f3rica. As participantes ser\u00e3o feministas que trabalham nessas \u00e1reas. Ter\u00e3o a possibilidade de relacionar o ativismo e as teorias enquanto seguem o plano de estudo. Al\u00e9m disso, se integrar\u00e3o \u00e0 rede de grupos glocais que se prop\u00f5em planejar e implementar f\u00f3runs e campanhas baseados em seus v\u00ednculos e integra\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s completar o plano de estudos, as mulheres voltar\u00e3o ao seu grupo glocal e poder\u00e3o organizar diferentes f\u00f3runs e pain\u00e9is sobre as \u00e1reas em que trabalham. A Escola de Feminismo come\u00e7ar\u00e1 a funcionar em outubro neste pa\u00eds.<\/p>\n<p>As integrantes do Comit\u00ea fundador das duas propostas, pertencentes aos cinco grupos glocais, se reunir\u00e3o para criar um plano de estudos comum em julho. O processo de cria\u00e7\u00e3o da NGA foi um grande desafio que exigiu muita paci\u00eancia, contaram as organizadoras. O idioma, que poder\u00e1 ser um obst\u00e1culo, foi vencido com um servi\u00e7o de interpretes e tradutores durante todo o processo. \u201c\u00c9 uma forma muito nova de debater e discutir e requer uma grande dose de paci\u00eancia. Pode-se ter um grande entusiasmo sobre algo, mas como se deve esperar pela tradu\u00e7\u00e3o perde-se o impulso de dar uma resposta emocional. \u00c9 uma experi\u00eancia muito nova para n\u00f3s. Por isso a palavra-chave \u00e9 paci\u00eancia\u201d, disse a sul-africana Johanna Kehler. Al\u00e9m disso, para minimizar a brecha do idioma, o plano de estudos incluir\u00e1 interatividade de idiomas para facilitar as comunica\u00e7\u00f5es entre as ativistas dos diferentes grupos glocais.<\/p>\n<p>No f\u00f3rum do s\u00e1bado foram discutidos diferentes assuntos, como direitos das trabalhadoras sexuais, igualdade de g\u00eanero, direitos trabalhistas, para integr\u00e1-los \u00e0 agenda da NGA e da Escola de Feminismo. A ativista chinesa XiaoPei He expressou grande interesse em estabelecer uma colabora\u00e7\u00e3o concreta atrav\u00e9s da NGA em assuntos ligados as comunidades de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais e transg\u00eanero LGBT). \u201cNa China formaram-se muitas redes ap\u00f3s a Quarta Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mulher, realizada em Pequim em 1995, mas n\u00e3o se concentraram o suficiente na comunidade LGBT, como fizerem em outros assuntos, de trabalho e migra\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou. \u201cDevemos colaborar e criar teorias feministas para sustentar nosso ativismo\u201d, concluiu. IPS\/Envolverde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seul, 23\/04\/2009 &ndash; Mulheres feministas de v\u00e1rias partes do mundo adotaram a id\u00e9ia do ativismo \u201cglocal\u201d, neologismo nascido da contra\u00e7\u00e3o entre global e local, para criar pontes entre cidad\u00e3s da Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/04\/mundo\/mulheres-nem-global-nem-local-glocal\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":643,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,11],"tags":[24],"class_list":["post-5003","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo","category-politica","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/643"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5003"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5003\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}