{"id":504,"date":"2005-04-14T00:00:00","date_gmt":"2005-04-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=504"},"modified":"2005-04-14T00:00:00","modified_gmt":"2005-04-14T00:00:00","slug":"naes-unidas-brasil-pode-perder-vaga-no-conselho-de-segurana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/naes-unidas-brasil-pode-perder-vaga-no-conselho-de-segurana\/","title":{"rendered":"Na&ccedil;&otilde;es Unidas: Brasil pode perder vaga no Conselho de Seguran&ccedil;a"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 14\/04\/2005 &ndash; Quarenta pa&iacute;ses liderados por It&aacute;lia, Argentina, Cor&eacute;ia do Sul, M&eacute;xico e Paquist&atilde;o lan&ccedil;aram uma intensa campanha para bloquear a destina&ccedil;&atilde;o de postos permanentes no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas a Brasil, Alemanha, &Iacute;ndia e Jap&atilde;o. Em uma campanha iniciada pelo chanceler italiano Gianfranco Fini, o grupo de 40 na&ccedil;&otilde;es manifestou sua oposi&ccedil;&atilde;o a qualquer consagra&ccedil;&atilde;o de novos membros permanentes al&eacute;m dos cinco j&aacute; existentes. Tamb&eacute;m postularam a incorpora&ccedil;&atilde;o de novos postos aos 10 membros que n&atilde;o s&atilde;o permanentes. O Conselho conta com cinco membros permanentes com direito de veto sobre as decis&otilde;es do &oacute;rg&atilde;o &#8211; China, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha e R&uacute;ssia &#8211; e outros 10 escolhidos a cada dois anos pelo crit&eacute;rio de representa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica.<br \/> <!--more--> <br \/> &Agrave; It&aacute;lia protesta contra a possibilidade de ficar fora do Conselho de Seguran&ccedil;a, pois considera que tem credenciais iguais ou melhores que as da Alemanha para ocupar um assento permanente, segundo observadores da ONU. Roma expressou fortes reservas pela candidatura alem&atilde;, e se mostrou decidida a anul&aacute;-la. &quot;N&atilde;o cremos que seja &uacute;til admitir novos membros permanentes, a menos que seja com o mais amplo consenso poss&iacute;vel, o que n&atilde;o acontece agora&quot;, disse na segunda-feira o chanceler Fini. Por outro lado, Argentina e M&eacute;xico viram que suas pretens&otilde;es de representar a Am&eacute;rica Latina foram superadas pela do Brasil.<\/p>\n<p> Por sua vez, o Paquist&atilde;o, tradicional rival da &Iacute;ndia, n&atilde;o quer v&ecirc;-la elevada ao status de membro permanente. Portanto, sem se manifestar diretamente contra sua vizinha, se op&otilde;e ao seu ingresso permanente no principal &oacute;rg&atilde;o executivo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. A Cor&eacute;ia do Sul &eacute; extremamente cr&iacute;tica do passado belicista do Jap&atilde;o, pa&iacute;s com o qual mant&eacute;m disputas territoriais. &quot;Um pa&iacute;s que n&atilde;o se arrepende de seus erros hist&oacute;ricos e carece da confian&ccedil;a de seus vizinhos &eacute; incapaz de desempenhar um papel de lideran&ccedil;a na sociedade internacional&quot;, disse no m&ecirc;s passado o embaixador coreano na ONU, Kim Sam-hoon. Os 40 pa&iacute;ses contr&aacute;rios &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o do bloco de membros permanentes do Conselho de Seguran&ccedil;a se denominam, como grupo, &quot;Uni&atilde;o pelo consenso&quot;.<\/p>\n<p> Seus representantes se reuniram em Nova York na &uacute;ltima segunda-feira. &quot;&Eacute; um lobby muito poderoso&quot; afirmou Jim Paul, diretor-executivo do Global Policy F&oacute;rum, um centro acad&ecirc;mico com sede em Nova York. Mas, t&atilde;o importante quanto a oposi&ccedil;&atilde;o dos 40 &eacute; a decidida oposi&ccedil;&atilde;o dos atuais cinco membros permanentes do Conselho em compartilhar seus privil&eacute;gios. Isso &eacute; certo, particularmente no caso da China. &quot;As manifesta&ccedil;&otilde;es antijaponesas da semana passada constitu&iacute;ram a maior declara&ccedil;&atilde;o nesse sentido&quot;, ressaltou Paul. No gigante asi&aacute;tico tamb&eacute;m foi lan&ccedil;ada uma campanha de coleta de assinaturas contra T&oacute;quio. Este tipo de campanha n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel sem a ben&ccedil;&atilde;o do governo, explicou o analista.<\/p>\n<p> O secret&aacute;rio-geral da ONU, Kofi Annan, recomendou no m&ecirc;s passado dois caminhos poss&iacute;veis para a reforma do Conselho de Seguran&ccedil;a, coincidindo com as conclus&otilde;es de um painel de especialistas que deram seu parecer no come&ccedil;o do ano. O primeiro consiste em incorporar seis membros permanentes, sem poder de veto, e tr&ecirc;s n&atilde;o permanentes, divididos entre &Aacute;frica, &Aacute;sia e Pac&iacute;fico, Europa e Am&eacute;rica. O segundo modelo implicaria manter os cinco atuais membros permanentes, mas criando oito assentos cujos membros os ocupariam por quatro anos com op&ccedil;&atilde;o de renova&ccedil;&atilde;o do mandato, e um novo posto rotativo, como at&eacute; agora, pelo per&iacute;odo de dois anos n&atilde;o-renov&aacute;veis. As propostas de Annan foram muito criticadas na semana passada pelos Estados Unidos e pela China.<\/p>\n<p> Estas reservas foram desanimadoras para Brasil, Alemanha, &Iacute;ndia e Jap&atilde;o, que confiavam que se sentariam em uma cadeira permanente do Conselho de Seguran&ccedil;a at&eacute; o final deste ano. A China tamb&eacute;m se nega a aceitar qualquer proposta que necessite de consenso, algo que &quot;enfureceu&quot; &#8211; segundo Paul &#8211; alem&atilde;es e japoneses, pois acreditavam que obteriam o apoio de dois ter&ccedil;os dos 191 membros da ONU na Assembl&eacute;ia Geral. Segundo Paul, a comunidade internacional poderia chegar a um acordo para um &quot;ligeiro aumento dos membros n&atilde;o-permanentes&quot; semelhante ao de 1965, quando foram incorporados tr&ecirc;s postos ao Conselho. Esse seria o m&iacute;nimo denominador comum para um consenso, acrescentou. &quot;N&atilde;o haveria controv&eacute;rsias e n&atilde;o se enfraqueceria o predom&iacute;nio dos cinco membros permanentes&quot;, concluiu o especialista. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 14\/04\/2005 &ndash; Quarenta pa&iacute;ses liderados por It&aacute;lia, Argentina, Cor&eacute;ia do Sul, M&eacute;xico e Paquist&atilde;o lan&ccedil;aram uma intensa campanha para bloquear a destina&ccedil;&atilde;o de postos permanentes no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas a Brasil, Alemanha, &Iacute;ndia e Jap&atilde;o. Em uma campanha iniciada pelo chanceler italiano Gianfranco Fini, o grupo de 40 na&ccedil;&otilde;es manifestou sua oposi&ccedil;&atilde;o a qualquer consagra&ccedil;&atilde;o de novos membros permanentes al&eacute;m dos cinco j&aacute; existentes. Tamb&eacute;m postularam a incorpora&ccedil;&atilde;o de novos postos aos 10 membros que n&atilde;o s&atilde;o permanentes. O Conselho conta com cinco membros permanentes com direito de veto sobre as decis&otilde;es do &oacute;rg&atilde;o &#8211; China, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha e R&uacute;ssia &#8211; e outros 10 escolhidos a cada dois anos pelo crit&eacute;rio de representa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/naes-unidas-brasil-pode-perder-vaga-no-conselho-de-segurana\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-504","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}