{"id":5041,"date":"2009-05-04T16:40:23","date_gmt":"2009-05-04T16:40:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5041"},"modified":"2009-05-04T16:40:23","modified_gmt":"2009-05-04T16:40:23","slug":"mulheres-america-latina-participacao-politica-desde-o-berco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/05\/america-latina\/mulheres-america-latina-participacao-politica-desde-o-berco\/","title":{"rendered":"MULHERES-AM\u00c9RICA LATINA: Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica desde o ber\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>Caracas, 04\/05\/2009 &ndash; \u201cDesde o ber\u00e7o se deve aprender que as mulheres t\u00eam direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de forma exatamente igual \u00e0 dos homens\u2019, afirmou \u00e0 IPS Gladys Acosta, chefe do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Mulher (Unifem), para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, para quem a pol\u00edtica \u00e9 a chave que abre todas as portas para a igualdade.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_5041\" style=\"width: 143px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/GladysAcosta_jefaUnifemLatam1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5041\" class=\"size-medium wp-image-5041\" title=\"Gladys Acosta, chefe de UNIFEM para Am\u00e9rica Latina e o Caribe - Gentileza Unifem\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/GladysAcosta_jefaUnifemLatam1.jpg\" alt=\"Gladys Acosta, chefe de UNIFEM para Am\u00e9rica Latina e o Caribe - Gentileza Unifem\" width=\"133\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5041\" class=\"wp-caption-text\">Gladys Acosta, chefe de UNIFEM para Am\u00e9rica Latina e o Caribe - Gentileza Unifem<\/p><\/div>  Advogada e soci\u00f3loga, a peruana Gladys Acosta \u00e9 uma ativista pelos direitos da mulher desde a d\u00e9cada de 70 e, at\u00e9 assumir, no final de 2008, seu cargo no Unifem foi durante 10 anos representante do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia em diferentes pa\u00edses.<\/p>\n<p>Acosta acredita que o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior \u00eaxito das mulheres latino-americanas, mas que fica turvado pela desigualdade no trabalho. Sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio e os compromissos assumidos pela regi\u00e3o para 2015,m o pior \u00e9 alta mortalidade materna, enquanto na erradica\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil foram dados passos gigantescos, disse Acosta. Em entrevista \u00e0 IPS, durante visita \u00e0 Venezuela, analisou tamb\u00e9m o avan\u00e7o no terceiro objetivo, de igualdade de g\u00eanero e poder das mulheres.<\/p>\n<p>IPS &#8211; Desde os anos 70, a comunidade internacional come\u00e7ou a enfrentar a discrimina\u00e7\u00e3o contra a mulher. O que se aprendeu nessas tr\u00eas d\u00e9cadas?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; Depois de 30 anos temos claro como as coisas caminham, a an\u00e1lise deve continuar, mas o que se sabe \u00e9 suficiente para agir. E o que se sabe \u00e9 que s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas, porque a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 sist\u00eamica. As a\u00e7\u00f5es isoladas n\u00e3o rompem o fen\u00f4meno da discrimina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o serve, por exemplo, focar apenas na quest\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher e n\u00e3o cuidar de sua inser\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o, de seu acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, na pol\u00edtica, no sucesso dos padr\u00f5es trabalhistas que lhe correspondem. A discrimina\u00e7\u00e3o tem in\u00e9rcia pr\u00f3pria, o que ocorre se nada \u00e9 efeito \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>IPS &#8211; Na Am\u00e9rica Latina, em que as mulheres mais avan\u00e7aram?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; Indiscutivelmente na educa\u00e7\u00e3o. A onda de democracia que p\u00f4s fim \u00e0 ditaduras militares na Am\u00e9rica Latina favoreceu uma maci\u00e7a inser\u00e7\u00e3o das mulheres na educa\u00e7\u00e3o. E mais, j\u00e1 estamos perto de ter mais mulheres do que homens no sistema educacional. O problema agora \u00e9 de trabalho. As mulheres ainda recebem muito aqu\u00e9m de suas capacidades e contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Prevalece a id\u00e9ia de que o sal\u00e1rio da mulher \u00e9 complementar ao do homem, quando a realidade mostra que as chefes de fam\u00edlia j\u00e1 s\u00e3o 30% na regi\u00e3o e, al\u00e9m disso, h\u00e1 chefes de fam\u00edlia que t\u00eam marido. As mulheres precisam ser consideradas uma for\u00e7a de trabalho igual ao homem no todo, desmontando barreiras invis\u00edveis e vis\u00edveis. Mas, neste e em outros campos a realidade \u00e9 distorcida por estere\u00f3tipos e, portanto, s\u00e3o aplicadas solu\u00e7\u00f5es inadequadas.<\/p>\n<p>IPS &#8211; Um exemplo dessa percep\u00e7\u00e3o anacr\u00f4nica no campo trabalhista?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; A migra\u00e7\u00e3o. Continua sendo vista como masculina, quando est\u00e1 feminilizada e com as mulheres em torno de 50% do total. E \u00e9 uma migra\u00e7\u00e3o de alta qualifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 verdade que seja de empregadas dom\u00e9sticas, por exemplo, o que ocorre \u00e9 que no pa\u00eds de destino muitas vezes fazem um trabalho abaixo de sua qualifica\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 que os pa\u00edses perdem for\u00e7a de trabalho com instru\u00e7\u00e3o, que poderia dar uma grande contribui\u00e7\u00e3o, mas que acaba em outro pa\u00eds executando um trabalho mais remunerado, mas de baixa qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Perde-se o investimento feito nessa pessoa, e \u00e9 um processo particular de g\u00eanero. Naturalmente, tamb\u00e9m h\u00e1 fuga de talentos masculinos, mas no caso das mulheres estas acabam de chegar ao sistema educacional e trabalhista e j\u00e1 partem. No Unifem avaliamos que o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o feminina tem a ver com uma falta de presta\u00e7\u00e3o de contas na pol\u00edtica trabalhista porque, se fosse uma pol\u00edtica de reten\u00e7\u00e3o das mulheres com instru\u00e7\u00e3o, estas n\u00e3o iriam embora.<\/p>\n<p>IPS &#8211; Continua havendo muitas falhas nas pol\u00edticas dos Estados latino-americanos a favor das mulheres?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; H\u00e1 um grande n\u00famero de vazios, porque n\u00e3o se faz o necess\u00e1rio, n\u00e3o se d\u00e1 seguimento ao que se deve e as autoridades n\u00e3o assumem a responsabilidade para que se cumpra a lei. A pol\u00edtica p\u00fablica continua sendo assistencial e n\u00e3o social, e isso \u00e9 muito claro em momentos de crise como o atual. \u00c9 preciso fortalecer a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o ou o trabalho e a pol\u00edtica assistencial deve ser para segmentos e momentos muito particulares. Mas se h\u00e1 uma vis\u00e3o da mulher com setor vulner\u00e1vel, a pol\u00edtica ser\u00e1 err\u00f4nea.<\/p>\n<p>IPS &#8211; A senhora insiste no papel retroalimentador da amplia\u00e7\u00e3o dos direitos femininos.<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; Naturalmente, porque impulsionar os direitos das mulheres tem um efeito transversal positivo sobre todos os demais direitos e isso ocorre tamb\u00e9m com os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel defender os direitos da inf\u00e2ncia sem defender os da mulher, porque uma mulher sem consci\u00eancia clara de seus direitos n\u00e3o ir\u00e1 defender bem os de seus filhos. Em desnutri\u00e7\u00e3o infantil fica clar\u00edssimo, as mulheres com mais informa\u00e7\u00e3o e maior n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o sabem melhor o que devem comer. As mais educadas cuidam melhor de seus filhos.<\/p>\n<p>Na mortalidade materna, se cruzarmos o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o com este indicador fica claro que morrem mais as que s\u00e3o menos informadas. H\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos que provoca o avan\u00e7o das mulheres, o maior cuidados com meninas e as adolescentes, sua maior forma\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o para tomar decis\u00f5es em suas vidas, tudo isso se reflete em uma pol\u00edtica muito maior. A pol\u00edtica \u00e9 um pouco cega. \u00c9 necess\u00e1ria uma vis\u00e3o melhor do Estado sobre o que ocorre com a popula\u00e7\u00e3o feminina, que \u00e9 uma for\u00e7a superdin\u00e2mica.<\/p>\n<p>IPS &#8211; A participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica feminina poder corrigir essa miopia?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; A participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 um tema central. Desde a escola, ou melhor, desde o ber\u00e7o, se deve aprender que as mulheres t\u00eam direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de forma exatamente igual aos homens. E elas t\u00eam de ter claro que a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 uma chave, a chave da voz, \u00e9 uma chave da cidadania. Deve-se fazer v\u00e1rias coisas ao mesmo tempo. \u00c9 preciso fazer as leis sobre viol\u00eancia, porque esse \u00e9 realmente um obst\u00e1culo enorme para a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica,para o desenvolvimento e para a pessoa humana.<\/p>\n<p>Mas, ao mesmo tempo, deve-se avan\u00e7ar no sentido de as mulheres terem mais voz na pol\u00edtica, porque \u00e9 onde s\u00e3o tomadas as decis\u00f5es, e tem de ser em todos os n\u00edveis do Estado, no Executivo, Judici\u00e1rio, onde s\u00e3o feitas as regras eleitorais, por todo lado. \u00c9 um grupo muito pequeno que tem acesso ao poder pol\u00edtico. A mulher j\u00e1 conta com uma massa cr\u00edtica suficiente para acelerar seus direitos e o maior acelerador \u00e9 a pol\u00edtica. Sua presen\u00e7a no poder pol\u00edtico \u00e9 essencial.<\/p>\n<p>IPS &#8211; As leis de cotas s\u00e3o o instrumento adequado para for\u00e7ar essa o presen\u00e7a?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; A lei de cotas \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o afirmativa, temporal, e aos homens ficam t\u00e3o nervosos com as cotas \u00e9 preciso dizer: no dia em que se alcan\u00e7ar a igualdade, as cotas acabar\u00e3o. O problema maior \u00e9 que o avan\u00e7o \u00e9 muito lento. Neste ritmo, ser\u00e3o necess\u00e1rios 40 anos para chegar \u00e0 zona de igualdade. Deve-se buscar aceleradores e as leis de cotas s\u00e3o um deles.<\/p>\n<p>IPS &#8211; Qual o papel dos homens na conquista da igualdade de g\u00eanero?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; Fundamental. \u00c9 necess\u00e1ria a participa\u00e7\u00e3o dos homens para desmontar a desigualdade de g\u00eanero, tanto em n\u00edvel de grandes pol\u00edticas, quanto na sociedade e no lar. \u00c9 preciso modificar os padr\u00f5es e trocar o chip. Uma mulher e seu companheiro, ambos trabalhando e ambos educados, n\u00e3o h\u00e1 nenhum motivo para que seja ela a assumir sozinha as tarefas de casa. O homem colabora, n\u00e3o compartilha, e isso \u00e9 pior quanto mais se desce na escala social. Mulheres em setores populares devem garantir a comida e prepar\u00e1-la, cuidar da roupa, dos filhos e da casa, e trazer dinheiro. O desgaste \u00e9 enorme para ela, mais ainda quando se deixou para as fam\u00edlias tarefas que s\u00e3o pr\u00f3prias do Estado.<\/p>\n<p>IPS &#8211; Sobre as metas do mil\u00eanio, em particular sobre igualdade de g\u00eanero, em que a regi\u00e3o est\u00e1 melhor e pior?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; H\u00e1 pa\u00edses que atingir\u00e3o metas importantes. Mas uma que est\u00e1 muito dif\u00edcil de ser atingida \u00e9 a da mortalidade materna. A m\u00e9dia na regi\u00e3o \u00e9 de 130 mulheres mortas para cada 100 mil nascidos vivos. Mas na Europa e nos pa\u00edses desenvolvidos \u00e9 de nove. \u00c9 uma brecha enorme. A meta para 2015 \u00e9 de redu\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas, mas muitas na\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguir\u00e3o porque se a discrimina\u00e7\u00e3o tem in\u00e9rcia, a maternidade tem uma tremenda in\u00e9rcia. A raz\u00e3o \u00e9 que se baseia no preconceito. A maternidade \u00e9 vista como um fato natural e as mortes no parto, por serem tantas, tamb\u00e9m s\u00e3o vistas da mesma forma.<\/p>\n<p>Deve-se acompanhar bem de perto o quer vai ocorrer com a mortalidade materna, porque afeta muitos pa\u00edses, como a Guatemala, onde 70% dos partos acontecem em casa, mas tamb\u00e9m outros, como a Argentina, onde 95% dos partos s\u00e3o feitos no sistema de sa\u00fade. \u00c9 preciso priorizar a pol\u00edtica p\u00fablica materna. Bol\u00edvia e Equador d\u00e3o exemplo ao incorporarem o seguro maternidade gratuito. Basta estar gr\u00e1vida para ser atendida. Assim deve ser. A aten\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade n\u00e3o pode depender de pagamento. Se avan\u00e7ou mais em mortalidade infantil, que n\u00e3o foi totalmente vencida, mas os passos s\u00e3o gigantescos e se investe muito mais nisso.<\/p>\n<p>IPS &#8211; A m\u00eddia tradicional reflete o crescente papel de protagonistas femininas na sociedade?<\/p>\n<p>Gladys Acosta &#8211; N\u00e3o. A m\u00eddia de massa n\u00e3o fez as mudan\u00e7as que deveria, sua agenda est\u00e1 muito articulada no comercial e com muitos estere\u00f3tipos. Um exemplo, tudo o que diz respeito \u00e0 viol\u00eancia contra e mulher e cr\u00f4nica policial. Deve-se descobrir que h\u00e1 uma potencialidade em um mercado de mulheres pensantes que exigem outra oferta. At\u00e9 a moda foi mais r\u00e1pida em fazer sua a id\u00e9ia de libera\u00e7\u00e3o das mulheres e as fez mais livres em suas roupas. A m\u00eddia, por\u00e9m, continua atada a estere\u00f3tipos. N\u00e3o veem a mulher a n\u00e3o ser com pap\u00e9is muito espec\u00edficos e de v\u00edtima ou de malvada. IPS\/Envolverde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caracas, 04\/05\/2009 &ndash; \u201cDesde o ber\u00e7o se deve aprender que as mulheres t\u00eam direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de forma exatamente igual \u00e0 dos homens\u2019, afirmou \u00e0 IPS Gladys Acosta, chefe do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Mulher (Unifem), para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, para quem a pol\u00edtica \u00e9 a chave que abre todas as portas para a igualdade. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/05\/america-latina\/mulheres-america-latina-participacao-politica-desde-o-berco\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":72,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,11],"tags":[21,24],"class_list":["post-5041","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-politica","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5041","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/72"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5041"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5041\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}