{"id":5091,"date":"2009-05-18T16:21:03","date_gmt":"2009-05-18T16:21:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5091"},"modified":"2009-05-18T16:21:03","modified_gmt":"2009-05-18T16:21:03","slug":"biodiversidade-pesquisar-para-conservar-baleias-francas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/05\/ambiente\/biodiversidade-pesquisar-para-conservar-baleias-francas\/","title":{"rendered":"BIODIVERSIDADE: Pesquisar para conservar baleias francas"},"content":{"rendered":"<p>Boston, EUA,, 18\/05\/2009 &ndash; Quando uma baleia franca que nada no Atl\u00e2ntico norte, perto da cidade norte-americana de Boston, canta \u00e0s tr\u00eas da manh\u00e3, toca um telefone em uma pequena localidade do Estado de Nova York. Um analista especialmente treinado atende seu celular, l\u00ea a mensagem de texto que informa a localiza\u00e7\u00e3o de uma das apenas 500 baleias que restam no mundo, e pula da cama direto para o computador.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_5091\" style=\"width: 147px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ballena_franca_New_England_Aquarium_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5091\" class=\"size-medium wp-image-5091\" title=\" - Acuario de Nueva Inglaterra\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ballena_franca_New_England_Aquarium_1.jpg\" alt=\" - Acuario de Nueva Inglaterra\" width=\"137\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5091\" class=\"wp-caption-text\"> - Acuario de Nueva Inglaterra<\/p><\/div>  Depois de verificar mais dados, decide telefonar, para dar um alerte de emerg\u00eancia, a um navio-tanque de g\u00e1s natural liquefeito. \u201cPode acontecer que os tirem da cama. N\u00e3o \u00e9 um trabalho f\u00e1cil\u201d, disse Chris Tremblay, gerente do sistema de alerta, a respeito dos 15 analistas.<\/p>\n<p>A rede de Escuta de Baleias Francas \u00e9 administrada pelo Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Bioac\u00fastica da Universidade de Cornell. O sistema funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, cada vez que \u00e9 detectado um chamado de baleia em qualquer das 16 b\u00f3ias de escuta instaladas perto de Boston, ou das 10 que flutuam pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Nova York. Os analistas cumprem esses estranhos hor\u00e1rios de trabalho por considerarem que se trata de uma oportunidade para proteger um dos animais mais amea\u00e7ados do mundo, explicou Tremblay \u00e0 IPS. \u201cSentem que est\u00e3o fazendo algo importante\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Com 65 toneladas e 15 metros de comprimento, estas baleias n\u00e3o t\u00eam pressa. Avan\u00e7am pesadamente atrav\u00e9s das frias \u00e1guas da costa leste da Am\u00e9rica do Norte, chegando \u00e0 ba\u00eda de Fundy, no Canad\u00e1, \u00e0 velocidade m\u00e1xima de 16 quil\u00f4metros por hora, com fazem h\u00e1 milhares de anos. Estes mam\u00edferos nadam com suas bocas completamente abertas, para se alimentarem e chamar seus companheiros. \u201cA \u00fanica coisa que se pode dizer \u00e9 que s\u00e3o muito estranhas\u2019, disse \u00e0 IPS Charles \u201cStormy\u201d Mayo, cientista do Centro Provincetown para os Estudos Costeiros. \u201cUma boca gigante ocupa o ter\u00e7o frontal do animal. Possui enormes paredes de l\u00e2minas c\u00f3rneas em lugar de dentes, o que permite a capacidade de filtrar quantidades monstruosas de \u00e1gua e caudas muito maiores do que as outras baleias\u201d, acrescentou Mayo, que h\u00e1 35 anos estuda o que, onde e como comem estes cet\u00e1ceos.<\/p>\n<p>A baleia franca do Atl\u00e2ntico norte foi alvo de ca\u00e7a, a ponto de no s\u00e9culo XIX ter ficado \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o e sua popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o se recuperar. Atualmente, as \u00e1guas por onde nadam as baleias est\u00e3o saturadas de navios-tanques, pequenas embarca\u00e7\u00f5es e barcos de pesca, al\u00e9m de redes de redes estendidas perto da superf\u00edcie da \u00e1gua por meio de flutuadores, cord\u00e9is e apetrechos de pesca. Morrem principalmente ao colidirem com embarca\u00e7\u00f5es e se enroscarem nesses apetrechos, explicou Mary Colligan, especialista em baleias do Escrit\u00f3rio Nacional de Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica. Colligan \u00e9 uma das centenas de conservacionistas, pesquisadores e especialistas do governo que tentam desesperadamente impedir a extin\u00e7\u00e3o das baleias. \u201cNosso objetivo \u00e9 zerar as ocorr\u00eancias. \u00c9 um problema muito dif\u00edcil, porque n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Em geral, as baleias vivem at\u00e9 70 anos, mas hoje em dia seu ciclo vital m\u00e9dio \u00e9 de apenas 15, principalmente por causas humanas, segundo o programa de bioac\u00fastica de Cornell. Mais de 75% das baleias francas t\u00eam cicatrizes produzidas pelas h\u00e9lices dos barcos ou por aparelhos usados para a pesca comercial, segundo o Centro Provincetown. \u201cNos casos mais graves, os apetrechos ficam presos na boca impedindo a alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Colligan. A popula\u00e7\u00e3o baleeira diminuiu durante d\u00e9cadas. Desde por volta de 1999 s\u00e3o aplicadas normas pesqueiras e de circula\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, bem como elaborados sistemas de alerta, com o de Boston.<\/p>\n<p>\u201cAs \u00e1guas pelas quais migram, e seus habitat, agora s\u00e3o mais seguros gra\u00e7as \u00e0s medidas de conserva\u00e7\u00e3o que conseguimos implementar\u201d, disse \u00e0 IPS Moira Brown, cientista do Aqu\u00e1rio de Nova Inglaterra. Nos \u00faltimos tempos, \u201cas coisas t\u00eam melhor aspecto para as baleias francas\u201d, afirmou. Ap\u00f3s anos de queda, a popula\u00e7\u00e3o de baleias come\u00e7ou a aumentar ao ritmo de 1% ao ano. Neste 2009 j\u00e1 nasceram 39 filhotes, um recorde, segundo Brown,. Sua dedica\u00e7\u00e3o a estes mam\u00edferos a levou a entrar no mar, perto de Boston, em janeiro, quando a temperatura \u00e9 de seis graus negativos em terra. Brown reveza com outros membros da tripula\u00e7\u00e3o, parada sobre a coberta, para observar e fotografar as baleias. Todos os integrantes da equipe vestem trajes de pe\u00e7a \u00fanica, devidamente isolados. \u201cE com um colete salva-vidas, para seguran\u00e7a\u201d, explicou.<\/p>\n<p>As fotografias s\u00e3o inseridas em uma base de dados de cada baleia conhecida, ajudando muito os investigadores. Os exemplares s\u00e3o identificados por uma protuber\u00e2ncia branca \u00fanica (calosidades) atr\u00e1s de suas cabe\u00e7as. Ao nascerem, os filhotes tem uma pele totalmente suave, mas em apenas semanas formam-se as calosidades, que as acompanham pelo resto de suas vidas. Oficialmente, os pesquisadores catalogam os animais por n\u00famero. Extra-oficialmente, alguns s\u00e3o conhecidos como Nantucket ou silver. Kingfisher, por exemplo, vive, ano ap\u00f3s ano, com um aparelho de pesca enroscado em torno de suas barbatanas. Ruth Leeney e sua equipem fazem fotografias \u00e1reas de baleias que se alimentam na ba\u00eda de Cape C\u00f3d. \u201cEste trabalho \u00e9 particularmente interessante porque se costuma a fundir pesquisa com conserva\u00e7\u00e3o\u201d, disse \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>* Este artigo \u00e9 parte de uma s\u00e9rie produzida pela IPS (Inter Press Service) e pela IFEJ (Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Jornalistas Ambientais) para a Alian\u00e7a de Comunicadores para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (www.complusalliance.org).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boston, EUA,, 18\/05\/2009 &ndash; Quando uma baleia franca que nada no Atl\u00e2ntico norte, perto da cidade norte-americana de Boston, canta \u00e0s tr\u00eas da manh\u00e3, toca um telefone em uma pequena localidade do Estado de Nova York. 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