{"id":5147,"date":"2009-06-02T14:26:32","date_gmt":"2009-06-02T14:26:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5147"},"modified":"2009-06-02T14:26:32","modified_gmt":"2009-06-02T14:26:32","slug":"reportagem-os-camponeses-trocaram-a-coca-pelo-cacau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/06\/america-latina\/reportagem-os-camponeses-trocaram-a-coca-pelo-cacau\/","title":{"rendered":"REPORTAGEM: Os camponeses trocaram a coca pelo cacau"},"content":{"rendered":"<p>FLORENCIA, Col\u00f4mbia, 02\/06\/2009 &ndash; (Tierram\u00e9rica).-Em meio \u00e0s idas e vindas da guerra e da coca, um grupo de camponeses colombianos abra\u00e7ou a elabora\u00e7\u00e3o de chocolate em plena Amaz\u00f4nia.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_5147\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/424_Foto2_Cosecha_cacao_Gentile.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5147\" class=\"size-medium wp-image-5147\" title=\"Colheita de cacau em Remolinos del Cagu\u00e1n. - Gentileza Rodrigo Velaidez\/Chocagu\u00e1n\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/424_Foto2_Cosecha_cacao_Gentile.jpg\" alt=\"Colheita de cacau em Remolinos del Cagu\u00e1n. - Gentileza Rodrigo Velaidez\/Chocagu\u00e1n\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5147\" class=\"wp-caption-text\">Colheita de cacau em Remolinos del Cagu\u00e1n. - Gentileza Rodrigo Velaidez\/Chocagu\u00e1n<\/p><\/div>  A Chocagu\u00e1n Amaz\u00f4nico, empresa camponesa de produ\u00e7\u00e3o alternativa nascida em plena bonan\u00e7a da coca colombiana, comemorar\u00e1 em setembro 15 anos de exist\u00eancia no cora\u00e7\u00e3o da guerra. A Chocagu\u00e1n elabora chocolate com o cacau amaz\u00f4nico cultivado por 115 associados, em Caquet\u00e1, departamento do sul da Col\u00f4mbia, pa\u00eds que h\u00e1 45 anos sofre uma guerra interna. Cerca de 20% de seus integrantes s\u00e3o mulheres chefes de fam\u00edlia. H\u00e1 quase 20 anos, o sacerdote cat\u00f3lico italiano Giacinto Franzoi lan\u00e7ou ali sua campanha \u201cN\u00e3o \u00e0 droga, sim \u00e0 borracha e ao cacau\u201d.<\/p>\n<p>O mission\u00e1rio chegou em 1978 a Remolinos del Cagu\u00e1n, povoado da selva \u00e0s margens do Rio Cagu\u00e1n, \u00e1guas abaixo do munic\u00edpio de Cartagena del Chair\u00e1, 117 quil\u00f4metros a sudeste de Florencia, capital de Caquet\u00e1. Quase ao mesmo tempo chegou a coca. Alguns homens, entre eles um norte-americano ex-combatente da Guerra do Vietn\u00e3, levaram uma semente desconhecida que, disseram aos moradores, os tiraria da pobreza. Os promotores do cultivo guardavam o segredo sobre seu uso e compartimentavam o procedimento qu\u00edmico para tratar a folha do arbusto, at\u00e9 que os pr\u00f3prios produtores armaram o quebra-cabe\u00e7as e reproduziram o procedimento de produ\u00e7\u00e3o da pasta base, passo intermedi\u00e1rio para a obten\u00e7\u00e3o da coca\u00edna.<\/p>\n<p>O reino da pasta base<\/p>\n<p>Por muito tempo, a pasta base foi o principal produto de Remolinos. Os compradores se multiplicaram e competiam entre si, oferecendo quantias nunca vistas. \u201cForam anos de del\u00edrio geral. Os camponeses que haviam ficado de fora da bonan\u00e7a nos pediam as sementes\u201d de coca, conta Sime\u00f3n P\u00e9rez a Franzoi no livro \u201cDeus e a coca\u00edna: como um mission\u00e1rio sobreviveu em El Cagu\u00e1n\u201d, escrito pelo italiano e lan\u00e7ado este m\u00eas em Bogot\u00e1. No livro, Franzoi descreve esses tempos de butiques, joalherias, modernos eletrodom\u00e9sticos que funcionavam com geradores movidos a \u00f3leo combust\u00edvel, prostitui\u00e7\u00e3o, pistas clandestinas de pouso e montes de dinheiro que se esfuma\u00e7avam com a mesma facilidade com que surgiam.<\/p>\n<p>No final de 1964, haviam entrado no Caquet\u00e1 as comunistas For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (Farc), que em maio completaram 45 anos e cujo documento de cria\u00e7\u00e3o reclama uma reforma agr\u00e1ria ainda pendente. Desde 1962, a crescente concentra\u00e7\u00e3o da propriedade das melhores terras foi complementada com o fomento estatal ao desmatamento, em troca de t\u00edtulos de propriedade aos colonos que se aventuraram al\u00e9m da fronteira agr\u00edcola. Uma consequ\u00eancia foi a expans\u00e3o do cultivo da coca, como o mais rent\u00e1vel em regi\u00f5es isoladas e distantes dos centros comerciais.<\/p>\n<p>Cartagena del Chair\u00e1 tem 13.622 quil\u00f4metros quadrados, e metade \u00e9 parte da Reserva Florestal da Amaz\u00f4nia. A selva amaz\u00f4nica, \u00faltima grande mancha de floresta do planeta, pagou em Caquet\u00e1 os pratos quebrados pela droga e pelo conflito. Em tempos de coca, \u201chavia boa aflu\u00eancia de dinheiro\u201d, disse ao Terram\u00e9rica Rub\u00e9n Dar\u00edo Montes, representante legal da Chocagu\u00e1n e ex-presidente do Comit\u00ea de Cacaueiros de Remolinos del Cagu\u00e1n e Suncillas, rio tribut\u00e1rio do Cagu\u00e1n. \u201cN\u00e3o havia controle das autoridades\u201d, lembrou. A primeira incurs\u00e3o contra o narcotr\u00e1fico, em 1988, destruiu um dos laborat\u00f3rios de drogas que funcionavam na \u00e1rea na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Milagre do cacau<\/p>\n<p>Desde 1985, as comunidades organizadas de Remolinos come\u00e7aram a propor a substitui\u00e7\u00e3o da coca por outros cultivos. Diante da ofensiva antidrogas, muitos fugiram. \u201cO padre Jacinto (como Franzoi \u00e9 chamado no local) era p\u00e1roco no povoado e come\u00e7ou a analisar o que fazer para evitar que as pessoas partissem e n\u00e3o aumentassem os cord\u00f5es de mis\u00e9ria\u201d nas cidades, disse Montes. Oito pessoas atenderam ao chamado do sacerdote para mudar de cultivo, e em 1994 registraram o Comit\u00ea de Cacaueiros e a empresa Chocagu\u00e1n. Depois, mais camponeses aproximaram-se.<\/p>\n<p>A borracha foi descartada porque demora oito anos para produzir, enquanto as sementes melhoradas de cacau d\u00e3o frutos um ano e meio ap\u00f3s o plantio. Os primeiros tabletes de 500 gramas de chocolate puro foram elaborados em 1993. A f\u00e1brica de chocolates desafiava a l\u00f3gica do mercado. Naquele ano, vendia-se, a cada domingo, em Remolinos, uma tonelada de pasta base, a US$ 1.350 o quilo, segundo o c\u00e2mbio da \u00e9poca. Enquanto isso, cada produtor vendia na semana entre 20 e 50 quilos de gr\u00e3os de cacau \u00e0 rec\u00e9m-criada Chocagu\u00e1n, que pagava US$ 2,70 por quilo.<\/p>\n<p>A Chocagu\u00e1n fabricava por semana 50 pacotinhos com nove bolinhas artesanais de chocolate puro, condimentado com canela ou cravo. Todo mundo comprava, inclusive a guerrilha e os narcotraficantes. O neg\u00f3cio floresceu. \u201cGra\u00e7as a Deus, e \u00e0 economia da coca, tudo o que se produzia era vendido\u201d, disse Rodrigo Velaidez, assessor da Chocagu\u00e1n e agr\u00f4nomo especialista em cacau.<\/p>\n<p>Entre a coca e o Plano Col\u00f4mbia<\/p>\n<p>Em 1996, a crise rural, causada pela s\u00fabita pol\u00edtica de abertura comercial, arrasou com mais de um quinto da \u00e1rea de cultivos tradicionais do pa\u00eds e com mais de 300 mil empregos, segundo Dar\u00edo Fajardo, ex-consultor do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e a Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO). Isso impulsionou o cultivo de coca, sempre dizimando \u00e1reas de floresta. O consequente excesso na produ\u00e7\u00e3o derrubou seu pre\u00e7o, gerando, tamb\u00e9m em 1996, as marchas de camponeses produtores de coca que pediam ao governo a\u00e7\u00f5es para compensar as perdas. As Farc a princ\u00edpio recha\u00e7aram a coca. Mas, quando o dinheiro do narcotr\u00e1fico come\u00e7ou a financiar grupos paramilitares que se alinharam com o Ex\u00e9rcito na luta contrainsurgente, a guerrilha envolveu-se ativamente no neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>O Plano Col\u00f4mbia, ativado desde 2000 com financiamento norte-americano, buscou reduzir a renda obtida com a droga pelas Farc, com fumiga\u00e7\u00f5es a\u00e9reas usando glifosato. Enquanto isso, os associados da Chocagu\u00e1n ampliavam lentamente o plantio de cacau e adquiriam m\u00e1quinas para instalar sua f\u00e1brica em Remolinos, com recursos pr\u00f3prios, ajuda de governos nacionais e locais, e apoio internacional intermediado por Franzoi. Hoje, as vendas se dividem entre Caquet\u00e1 e regi\u00f5es de departamentos vizinhos. O chocolate tamb\u00e9m chegou \u00e0 rede local dos supermercados Carrefour, por gest\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, e a lojas de produtos vegetarianos.<\/p>\n<p>Dos 200 hectares plantados, est\u00e3o em produ\u00e7\u00e3o cerca de 70, pertencentes a metade dos s\u00f3cios, que fornecem \u00e0 Chocagu\u00e1n entre tr\u00eas e 200 quilos semanais do gr\u00e3o. Sete empregados tempor\u00e1rios, dos quais tr\u00eas ou quatro s\u00e3o mulheres, cuidam de processar o chocolate. Agora a empresa pretende mudar parte do processamento para Cartagena del Chair\u00e1, o que economizar\u00e1 custos, reduzir\u00e1 os riscos do transporte do produto por rio em zona de guerra e facilitar\u00e1 a proje\u00e7\u00e3o comercial. A cada semestre, a Chocagu\u00e1n promove \u201cdias de campo\u201d para atualiza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas ambientalmente amig\u00e1veis. \u201cPelo menos 70% dos associados aplicam os conhecimentos adquiridos\u201d, disse Velaidez.<\/p>\n<p>Os diretores da Chocagu\u00e1n atribuem a sobreviv\u00eancia da empresa ao fato de pertencer a quatro redes nacionais de produ\u00e7\u00e3o alternativa e de resist\u00eancia \u00e0 guerra, apoiadas na coopera\u00e7\u00e3o de Su\u00ed\u00e7a e Holanda, entre outros. Na Chocagu\u00e1n, \u201cn\u00e3o somos extirpadores da coca. Somos promotores da substitui\u00e7\u00e3o gradual e volunt\u00e1ria dos cultivos de uso il\u00edcito. As pessoas nunca foram for\u00e7adas a nada. E assim \u00e9 at\u00e9 hoje\u201d, disse Velaidez. O pr\u00f3prio Montes tem apenas um hectare de cacau. \u201c\u00c9 pouco. O m\u00ednimo para garantir uma rentabilidade \u00e9 tr\u00eas hectares por fam\u00edlia. \u00c9 por falta de dinheiro, porque terreno eu tenho. E esse hectare semeei por conta e risco pessoal\u201d, contou. A guerra gera incerteza. \u201cSe eu planto, tenho de gastar tr\u00eas milh\u00f5es de pesos (US$ 1.350) para semear, mas eles chegam e fumigam. N\u00e3o h\u00e1 garantia de que n\u00e3o fumigar\u00e3o o cacau\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Em Remolinos houve fumiga\u00e7\u00f5es com glifosato em 1996, 1999, 2002 e 2005. A \u00faltima foi a mais do\u00edda para os cacaueiros, porque aconteceu depois de a experi\u00eancia receber o prestigiado Pr\u00eamio Nacional de Paz 2004, concedido ao trabalho de resist\u00eancia civil, baseado na seguran\u00e7a e na soberania alimentar em momentos de uma maci\u00e7a ofensiva militar. \u201cCaquet\u00e1 foi uma das regi\u00f5es de principal enfoque da ajuda militar antidrogas dos Estados Unidos\u201d, disse ao Terram\u00e9rica Adam Isacson, considerado o principal especialista no Plano Col\u00f4mbia e diretor do Latin American Security Programa, do norte-americano Center for International Policy.<\/p>\n<p>Desde 2004, foram deslocados para Caquet\u00e1 17 mil soldados, mas n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o sobre a propor\u00e7\u00e3o de recursos militares e de intelig\u00eancia do Plano Col\u00f4mbia destinados ao departamento. Em um c\u00e1lculo pessoal, \u201cmuito conservador\u201d, Isacson disse que \u201co apoio norte-americano a opera\u00e7\u00f5es em Caquet\u00e1 soma, no m\u00ednimo, US$ 5 milh\u00f5es por ano, ou US$ 50 milh\u00f5es desde 2000\u201d. \u201cPoderiam ter usado esses recursos em obras para a regi\u00e3o, como melhorias da habita\u00e7\u00e3o, programas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o \u2013 que \u00e9 um problema \u2013, e em vias de acesso\u201d, lamentou Montes. Em 1995, as comunidades organizadas elaboraram uma proposta de substitui\u00e7\u00e3o completa da coca em Remolinos, que somava pouco mais de US$ 19 milh\u00f5es, no c\u00e2mbio da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Persegui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Remolinos de Cagu\u00e1n e seus habitantes ficaram estigmatizados desde que ali aconteceram decepcionantes di\u00e1logos de paz entre o governo e as Farc (1998-2002). Com as Farc houve \u201cmomentos de tens\u00e3o\u201d e \u201catritos\u201d, disseram membros da empresa camponesa. \u201cA chave \u00e9 ficar \u00e0 margem, com argumentos\u201d, acrescentaram. Mas os associados da Chocagu\u00e1n n\u00e3o escaparam das persegui\u00e7\u00f5es e da pris\u00e3o. Inclusive Franzoi foi acusado de ter entregue US$ 68.300 \u00e0s Farc e de ter guardado armas da guerrilha em sua par\u00f3quia. Por\u00e9m, em junho de 2008, a promotoria o desvinculou da investiga\u00e7\u00e3o, e pouco depois o sacerdote voltou \u00e0 It\u00e1lia. \u201cSe n\u00e3o se respeita o padre, ao menos vamos respeitar a pessoa\u201d, disse Montes.<\/p>\n<p>O sacerdote italiano, hoje com 66 anos, em 2005, guiou pacientemente esta rep\u00f3rter pelo jardim de cacau, a dois quil\u00f4metros do povoado, semeado com diversas esp\u00e9cies para obter sementes e preservar tipos gen\u00e9ticos, que testemunham a busca de alternativas para esta parte da Amaz\u00f4nia. \u201cN\u00e3o importa quem planta nem quem rega, Deus \u00e9 quem faz crescer\u201d, dizia na \u00e9poca uma placa de madeira na entrada do jardim. Em 2007, foi substitu\u00eddo por outro, onde se l\u00ea: \u201cChocagu\u00e1n, uma op\u00e7\u00e3o de vida para uma economia solid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>* Este artigo \u00e9 parte de uma s\u00e9rie produzida pela IPS (Inter Press Service) e pela IFEJ (Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Jornalistas Ambientais) para a Alian\u00e7a de Comunicadores para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (www.complusalliance.org).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FLORENCIA, Col\u00f4mbia, 02\/06\/2009 &ndash; (Tierram\u00e9rica).-Em meio \u00e0s idas e vindas da guerra e da coca, um grupo de camponeses colombianos abra\u00e7ou a elabora\u00e7\u00e3o de chocolate em plena Amaz\u00f4nia. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/06\/america-latina\/reportagem-os-camponeses-trocaram-a-coca-pelo-cacau\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,11],"tags":[21],"class_list":["post-5147","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-politica","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5147"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5147\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}