{"id":5163,"date":"2009-06-05T17:38:40","date_gmt":"2009-06-05T17:38:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5163"},"modified":"2009-06-05T17:38:40","modified_gmt":"2009-06-05T17:38:40","slug":"economia-a-crise-cria-um-mundo-mais-conflitivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/06\/mundo\/economia-a-crise-cria-um-mundo-mais-conflitivo\/","title":{"rendered":"ECONOM\u00cdA: A crise cria um mundo mais conflitivo"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 05\/06\/2009 &ndash; A Terra \u00e9 um lugar mais perigoso desde o ano passado, segundo o novo \u00cdndice de Paz Global, devido, principalmente, \u00e0 crise econ\u00f4mico-financeira internacional nascida nos Estados Unidos. <!--more--> Com a paralisa\u00e7\u00e3o da economia em 2008, muitos dos indicadores usados para medir a situa\u00e7\u00e3o de paz aumentaram, como a probabilidade de incidentes violentos e instabilidade pol\u00edtica, enquanto outros diminu\u00edram, como o respeito aos direitos humanos.<\/p>\n<p>\u201cExiste uma correla\u00e7\u00e3o clara entre a crise econ\u00f4mica e a deteriora\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de paz\u201d, afirmou Clyde McConaghy, do Instituto de Economia e Paz, respons\u00e1vel pelo \u00cdndice de Paz Global (GPI), divulgado ontem. \u201cIss confirma que a paz \u00e9 um valor da economia real, que gera um ambiente que permite aos trabalhadores produzir, aos comerciantes vender, aos empres\u00e1rios e cientistas inovar e aos governos regular e, por sua vez, cria riqueza\u201d, explicou. Outras causas incluem o recrudescimento de conflitos violentos em alguns pa\u00edses e as consequ\u00eancias da disparada do pre\u00e7o dos alimentos e dos combust\u00edveis em 2008.<\/p>\n<p>O GPI, primeiro \u00edndice a classificar as na\u00e7\u00f5es por sua tranquilidade e identificar os poss\u00edveis catalisadores de paz, foi criado pelo australiano Steve Killela, filantropo e empres\u00e1rio. O GPI faz parte do Instituto de Economia e Paz, um centro de estudo dedicado a examinar a rela\u00e7\u00e3o entre o desenvolvimento econ\u00f4mico, o setor privado e a paz. Este ano, o GPO classificou 144 na\u00e7\u00f5es, contra 140 em 2008, segundo sua \u201cfalta de viol\u00eancia\u201d. Nova Zel\u00e2ndia subiu do quarto para o primeiro lugar do ano passado para este, seguida de Dinamarca e Noruega, ambas em segundo lugar. Isl\u00e2ndia, que liderou a lista em 2008, baixou tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es devido \u00e0 viol\u00eancia gerada pela crise econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, est\u00e1veis e menores aparecem nos primeiros lugares. Catorze dos 20 primeiros pa\u00edses s\u00e3o da Europa central e ocidental. Os Estados Unidos subiram seis posi\u00e7\u00f5es e est\u00e1 em 83\u00ba lugar. \u201cSua melhor posi\u00e7\u00e3o \u00e9 relativa porque se deveu \u00e0 melhoria do indicador possibilidade de atentado terrorista e queda na classifica\u00e7\u00e3o de outras na\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos EUA\u201d, explicou Leo Abruzzese, diretor de pesquisas da Unidade de Intelig\u00eancia Econ\u00f4mica da Am\u00e9rica do Norte, que fez os c\u00e1lculos para o GPI. \u201cOs Estados Unidos melhoraram sua posi\u00e7\u00e3o apesar da crise econ\u00f4mica, mas alguns fatores, com disponibilidade de arma, grande popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria e os combates que protagoniza, impediram que ocupasse melhor posi\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Pelo terceiro ano consecutivo, o pa\u00eds que fecha a lista \u00e9 o Iraque. O seguem Afeganist\u00e3o e Som\u00e1lia, onde s\u00e3o travados combates e h\u00e1 uma grande agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. B\u00f3snia-Herzegovina foi o pa\u00eds que mais melhorou, subindo 23 posi\u00e7\u00f5es at\u00e9 a 50\u00aa. Madagascar, por as vez, registrou a pior queda, 30 posi\u00e7\u00f5es, devido \u00e0 crescente instabilidade pol\u00edtica e \u00e0s violentas manifesta\u00e7\u00f5es. Angola, que subiu 16 posi\u00e7\u00f5es em 2009, melhora ano a ano desde que o GPI foi criado.<\/p>\n<p>O GPI \u00e9 formado por 23 indicadores qualitativos e quantitativos fornecidos por fontes muito respeitadas, escolhidas por um painel de especialistas internacionais entre os quais h\u00e1 cientistas e dirigentes de organiza\u00e7\u00f5es que promovem a paz. Os indicadores combinam medidas internas e externas de tranquilidade, que v\u00e3o desde a porcentagem de presos, passando pelo grau de delinq\u00fc\u00eancia organizada at\u00e9 o gasto militar e respeito aos direitos humanos. \u201cA paz \u00e9 um requisito para sobreviver no s\u00e9culo XXI que conhecemos\u201d, disse McConaghy no lan\u00e7amento do GPI, ontem. \u201c\u00c9 um objetivo concreto que pode ser medido e avaliado, n\u00e3o apenas em termos sociais, mas tamb\u00e9m econ\u00f4micos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O painel de especialistas internacionais que supervisiona a compila\u00e7\u00e3o de dados decidiu incluir mais cinco pa\u00edses este ano, Burundi, Ge\u00f3rgia, Guiana, Montenegro e Nepal. As 144 na\u00e7\u00f5es selecionadas concentram quase 99% da popula\u00e7\u00e3o mundial e mais de 87% da massa territorial do planeta. Hong Kong desapareceu devido ao seu status especial dentro da China. Este territ\u00f3rio mant\u00e9m um alto grau de autonomia, mas os assuntos relacionados com exterior e defesa dependem de Pequim.<\/p>\n<p>Outra mudan\u00e7a do GPI \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o de dois indicadores que foram utilizados em 2007 e 2008, o grau de participa\u00e7\u00e3o militar na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas ou sua aus\u00eancia. O indicador deixou de ser usado porque n\u00e3o m\u00e9dia com precis\u00e3o o compromisso dos pa\u00edses com as miss\u00f5es de paz da ONU. A falta de participa\u00e7\u00e3o foi inicialmente inclu\u00edda porque se considerou que uma na\u00e7\u00e3o com soldados no estrangeiro n\u00e3o podia considerar-se tranquila. Mas os especialistas reconheceram que o indicador pode ser amb\u00edguo.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pelo GPI esperam que a publica\u00e7\u00e3o anual do \u00edndice mostre uma tend\u00eancia que possa ser usada por governos e diferentes organismos e institui\u00e7\u00f5es ara encontrar a melhor forma de conseguir uma conviv\u00eancia pac\u00edfica. O Instituto de Economia e Paz recomendou a governos e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais incluir como objetivo de seus programas de assist\u00eancia ao desenvolvimento \u00e0 capacidade das comunidades para promover a paz. Tamb\u00e9m prop\u00f4s que governos e universidades financiem estudos espec\u00edficos sobre como conseguir a paz. Al\u00e9m disso, as associa\u00e7\u00f5es empresariais deveriam formar comiss\u00f5es para trabalharem com as autoridades nesse mesmo sentido.<\/p>\n<p>A presente do centro Fulbright, Harriet Fulbright, convidada para a apresenta\u00e7\u00e3o do estudo, anunciou que sua organiza\u00e7\u00e3o propiciar\u00e1 uma nova confer\u00eancia para \u201ccriar mais consci\u00eancia sobre o GPI\u201d. O Simp\u00f3sio Global das Na\u00e7\u00f5es Pac\u00edficas, a ser realizado em novembro, reunir\u00e1 as duas na\u00e7\u00f5es que encabe\u00e7am a classifica\u00e7\u00e3o em nove regi\u00f5es para \u201cdiscutir sua situa\u00e7\u00e3o de paz\u201d. O GPI tem apoio de v\u00e1rios ganhadores do pr\u00eamio Nobel, como Martti Ahtisaari, ex-presidente da Finl\u00e2ndia; o arcebispo Desmond Tutu; o l\u00edder espiritual tibetano Dalai Lama; o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e o ex-secret\u00e1rio-geral da ONU Kofi Annan. O GPI ser\u00e1 apresentado sexta-feira na sede das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nova York. IPS\/Envolverde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 05\/06\/2009 &ndash; A Terra \u00e9 um lugar mais perigoso desde o ano passado, segundo o novo \u00cdndice de Paz Global, devido, principalmente, \u00e0 crise econ\u00f4mico-financeira internacional nascida nos Estados Unidos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/06\/mundo\/economia-a-crise-cria-um-mundo-mais-conflitivo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":729,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,5,4],"tags":[14],"class_list":["post-5163","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-economia","category-mundo","tag-america-do-norte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5163","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/729"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5163"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5163\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}