{"id":5166,"date":"2009-06-08T16:02:43","date_gmt":"2009-06-08T16:02:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5166"},"modified":"2009-06-08T16:02:43","modified_gmt":"2009-06-08T16:02:43","slug":"mudanca-climatica-a-espera-de-um-acordo-china-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/06\/ambiente\/mudanca-climatica-a-espera-de-um-acordo-china-eua\/","title":{"rendered":"MUDAN\u00c7A CLIM\u00c1TICA: \u00c0 espera de um acordo China-EUA"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 08\/06\/2009 &ndash; A coopera\u00e7\u00e3o entre Estados Unidos e China foi objeto de debate na semana passada em Washington, onde s\u00e3o analisadas as possibilidades de um acordo bilateral para reduzir as emiss\u00f5es contaminantes. <!--more--> Nesta semana, funcion\u00e1rios norte-americanos viajar\u00e3o a Pequim para impulsionar a coopera\u00e7\u00e3o ambiental. A delega\u00e7\u00e3o incluir\u00e1 o enviado especial do Departamento de Estado para a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, Todd Stern; o assessor cient\u00edfico da Casa Branca John Holdren, e o secret\u00e1rio-adjunto de Energia, David Sandalow.<\/p>\n<p>Na quarta-feira Stern falou no Centro para o Progresso Norte-americano sobre a necessidade de coopera\u00e7\u00e3o entre Washington e Pequim para combater a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. No dia seguinte, o Comit\u00ea de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Senado realizou uma audi\u00eancia sobre o mesmo tema, com o testemunho de v\u00e1rios especialistas. As estat\u00edsticas s\u00e3o assombrosas: juntos, os dois pa\u00edses respondem por 40% de todas as emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa. Embora os Estados Unidos sejam o maior contaminador mundial da hist\u00f3ria, a emiss\u00f5es chinesas dispararam nos \u00faltimos 20 anos. Em 1992, a China produzia 2,5 gigatoneladas anuais de di\u00f3xido de carbono. Esse n\u00famero aumentou para mais de sete gigatoneladas ao ano, ultrapassando os registros norte-americanos.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Internacional de Energia prev\u00ea que, se continuarem os n\u00edveis atuais, as emiss\u00f5es chinesas aumentar\u00e3o para 12 gigatoneladas por ano at\u00e9 2030. Al\u00e9m disso, 16 das 20 cidades mais contaminadas do mundo est\u00e3o na China. E Pequim emite seis vezes mais part\u00edculas contaminantes do que Nova York. Entretanto, na \u00faltima d\u00e9cada a China tamb\u00e9m se converteu no maior gerador mundial de energia e\u00f3lica, e em 2008 liderou os novos investimentos em fontes renov\u00e1veis de energia, com aumento de 18% durante 2007, com US$ 15,6 bilh\u00f5es, segundo o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Por sua vez, os pa\u00edses mais ricos do mundo reduziram seus investimentos em rela\u00e7\u00e3o a 2007.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es feitas no Centro para o Progresso Norte-americano, Stern disse que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 \u201cum assunto essencialmente global, que demanda uma solu\u00e7\u00e3o global\u201d. Nesse plano, destacou tr\u00eas iniciativas do Departamento de Estado: comprometer-se no processo de uma conven\u00e7\u00e3o marco, fortalecer o di\u00e1logo entre as maiores economias do planeta, e comprometer-se em rela\u00e7\u00f5es bilaterais-chave, especialmente com a China. Existe um consenso cada vez maior quanto a uma necessidade imediata de Washington e Pequim, como m\u00e1ximos contaminantes mundiais, avan\u00e7arem para uma rela\u00e7\u00e3o bilateral para combater a mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a necessidade de um acordo ainda \u00e9 mais urgente devido \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es que ter\u00e3o lugar na confer\u00eancia das partes da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, que acontecer\u00e1 em dezembro na cidade de Copenhague. As participa\u00e7\u00f5es norte-americana e chinesa no combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica s\u00e3o vistas como um passo pr\u00e9vio necess\u00e1rio para essas conversa\u00e7\u00f5es. Na capital dinamarquesa, as outras na\u00e7\u00f5es seguir\u00e3o seu exemplo, disse Stern. \u201cUma robusta associa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos com a China far\u00e1 mais do que qualquer outra coisa para garantir uma resposta mundial positiva \u00e0 urgente amea\u00e7a da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, agora esse acordo bilateral parece mais poss\u00edvel do que nunca, j\u00e1 que os dois pa\u00edses implementaram mudan\u00e7as internas para reduzir suas emiss\u00f5es de g\u00e1s estufa, em contraste com sua rejei\u00e7\u00e3o anterior em assumir tal compromisso. Os Estados Unidos est\u00e3o dando passos significativos para uma legisla\u00e7\u00e3o sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, com o projeto de Lei de Energia Limpa e Seguran\u00e7a, conhecida como Waxman-Markey. Este foi aprovada no dia 21 de maio pelo Comit\u00ea de Energia e Com\u00e9rcio da C\u00e2mara de Representantes, e agora espera o apoio do restante dos deputados. O projeto Waxman-Markey \u00e9 \u201ctremendamente ambicioso\u201d, com seus objetivos de redu\u00e7\u00e3o de 80% nas emiss\u00f5es norte-americanas at\u00e9 2050 em rela\u00e7\u00e3o aos valores de 2005, disse Stern.<\/p>\n<p>Contrariamente ao que muitos pensam Pequim tamb\u00e9m est\u00e1 impulsionando iniciativas ambientais. Agora esse pa\u00eds \u00e9 um dos principais produtores de energia solar e e\u00f3lica, e tamb\u00e9m aumentou sua constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios de baixo consumo energ\u00e9tico. Al\u00e9m disse, estabeleceu o ambicioso objetivo de liderar a produ\u00e7\u00e3o mundial de carros el\u00e9tricos. Stern disse que os l\u00edderes chineses lhe disseram que o pa\u00eds \u201cest\u00e1 ansioso para abra\u00e7ar vias de desenvolvimento baixas em carbono e pronto para desempenhar um papel positivo e construtivo nas negocia\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>De todo modo, h\u00e1 obst\u00e1culos diplom\u00e1ticos a serem superados. Na audi\u00eancia de quinta-feira, William Chadler, diretor de energia e clima no Carnegie Endowment for International Peace, destacou a desconfian\u00e7a m\u00fatua entre as duas pot\u00eancias. Os norte-americanos temem que a China \u201ccompre muito petr\u00f3leo e fa\u00e7a aumentar o pre\u00e7o da gasolina. Os chineses temem que os norte-americanos controlem o petr\u00f3leo do Oriente M\u00e9dio e as rotas de navega\u00e7\u00e3o para a China\u201d, afirmou. O aspecto econ\u00f4mico do combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 considerado chave para convencer as partes quanto \u00e0 necessidade de uma nova pol\u00edtica nesse sentido.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a economia chinesa cresceu de maneira assombrosa. No \u00faltimo meio s\u00e9culo, seu produto interno bruto por habitante aumentou 10% ao ano, chegando a US$ 5 mil. A China se converteu na segunda maior economia, bem como aem uma pot\u00eancia comercial, e atualmente representa a metade de toda a constru\u00e7\u00e3o global. Este crescimento econ\u00f4mico \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais Pequim negou-se a aceitar tetos internacionais vinculantes para suas emiss\u00f5es. \u201cNa China, muitos temem que os limites \u00e0s emiss\u00f5es restrinjam o crescimento econ\u00f4mico\u201d, disse Stern. O objetivo \u00e9 que Washington se encontre com Pequim na metade do caminho e o incentivo a \u201cn\u00e3o deixar de crescer, mas crescer de modo inteligente\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Na audi\u00eancia de quinta-feira, Elizabeth Economy, do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, sugeriu que al\u00e9m do sinal de alerta \u201cse deveria apresentar uma oportunidade\u201d. Chandler, por sua vez, disse que a coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cum ato de autopreserva\u00e7\u00e3o m\u00fatua, que ajuda tanto os Estados Unidos quanto a China a evitarem o desastre clim\u00e1tico e a eventual san\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses se eles n\u00e3o agirem, assentando as bases para uma a\u00e7\u00e3o mundial de sucesso\u201d. IPS\/Envolverde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 08\/06\/2009 &ndash; A coopera\u00e7\u00e3o entre Estados Unidos e China foi objeto de debate na semana passada em Washington, onde s\u00e3o analisadas as possibilidades de um acordo bilateral para reduzir as emiss\u00f5es contaminantes. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/06\/ambiente\/mudanca-climatica-a-espera-de-um-acordo-china-eua\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":491,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,10,11],"tags":[14,17,21],"class_list":["post-5166","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-energia","category-politica","tag-america-do-norte","tag-asia-e-pacifico","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/491"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5166"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5166\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}