{"id":523,"date":"2005-04-22T00:00:00","date_gmt":"2005-04-22T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=523"},"modified":"2005-04-22T00:00:00","modified_gmt":"2005-04-22T00:00:00","slug":"china-embargo-de-armas-nova-pedra-nas-relaes-europa-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/china-embargo-de-armas-nova-pedra-nas-relaes-europa-eua\/","title":{"rendered":"China: Embargo de armas, nova pedra nas rela&ccedil;&otilde;es Europa-EUA"},"content":{"rendered":"<p>Paris, 22\/04\/2005 &ndash; O plano da Fran&ccedil;a, Alemanha e de outros governos europeus de reiniciar a exporta&ccedil;&atilde;o de armas para a China separa este bloco dos Estados Unidos, como ocorreu com a invas&atilde;o do Iraque h&aacute; dois anos. Segundo analistas independentes, a quest&atilde;o &eacute; uma prova de fogo para a capacidade da UE de conceber e levar adiante uma pol&iacute;tica externa soberana, independente das restri&ccedil;&otilde;es de Washington. &quot;Os que se op&otilde;em ao levantamento do embargo militar contra a China tentam restringir a capacidade da Europa de atuar de acordo com seus interesses&quot;, disse &aacute; IPS Pascal Boniface, diretor do Instituto de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e Estrat&eacute;gia (IRIS), com sede em Paris.<br \/> <!--more--> <br \/> A UE previa levantar antes de julho deste ano o embargo militar aplicado &agrave; China desde o massacre de manifestantes pela democracia na pra&ccedil;a da Paz Celestial, em 1989, para vender equipamentos militares ao gigante asi&aacute;tico, contra a oposi&ccedil;&atilde;o de Washington. Mas, alguns legisladores europeus, sobretudo brit&acirc;nicos, pensam que n&atilde;o &eacute; o momento oportuno para cancelar o embargo. O argumento foi dado por Pequim no m&ecirc;s passado, quando a Assembl&eacute;ia Nacional do Povo da China aprovou uma lei anti-seces&atilde;o que permite o uso da for&ccedil;a para sufocar toda tentativa independentista de Taiwan. Isto agravou a tens&atilde;o na &Aacute;sia oriental e levou os Estados Unidos a insistirem na necessidade de a UE manter a san&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> A inten&ccedil;&atilde;o do governo de George W. Bush &eacute; conter o crescimento militar chin&ecirc;s, que vem acompanhado de uma expans&atilde;o econ&ocirc;mica sem precedentes e de uma influ&ecirc;ncia maior na pol&iacute;tica internacional. Mas, nas &uacute;ltimas semanas, tanto o presidente franc&ecirc;s, Jacques Chirac, quanto o chanceler alem&atilde;o, Gerhard Schoreder, insistiram em dizer que a UE deve suspender o embargo militar &agrave; China. &quot;O embargo &eacute; sup&eacute;rfluo&quot;, disse Schoreder na &uacute;ltima quinta-feira em uma sess&atilde;o plen&aacute;ria do parlamento. O atual regime chin&ecirc;s n&atilde;o se parece com o que reprimiu brutalmente as manifesta&ccedil;&otilde;es estudantis de 1989, argumentou.<\/p>\n<p> Schoreder elogiou o &quot;impressionante crescimento econ&ocirc;mico chin&ecirc;s&quot; e lembrou que a economia da Alemanha depende em grande parte das exporta&ccedil;&otilde;es, por isso uma boa rela&ccedil;&atilde;o com a China beneficiaria seu pa&iacute;s. Chirac fez considera&ccedil;&otilde;es semelhantes, tanto em Paris quanto no exterior. Em uma reuni&atilde;o no final de mar&ccedil;o com o primeiro-ministro japon&ecirc;s, Junichiro Koizumi, o presidente franc&ecirc;s qualificou de &quot;leg&iacute;tima&quot; a reclama&ccedil;&atilde;o chinesa pedindo o fim do embargo. Ind&uacute;strias civis da Fran&ccedil;a e da Alemanha obtiveram nos &uacute;ltimos meses contratos multimilion&aacute;rios com a China. Os esfor&ccedil;os dos dois pa&iacute;ses para levantar o embargo t&ecirc;m o apoio da Espanha e, em menor grau, de Gr&atilde;-Bretanha e B&eacute;lgica. Por&eacute;m, a iniciativa provocou iradas rea&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios pol&iacute;ticos europeus de todos os setores ideol&oacute;gicos.<\/p>\n<p> A oposi&ccedil;&atilde;o se fortaleceu depois que o subsecret&aacute;rio de Estado dos Estados Unidos, Robert Zoellick, chamou o eventual levantamento do embargo de &quot;um erro&quot; que &quot;inibiria as oportunidades de integra&ccedil;&atilde;o&quot; entre Estados Unidos e Europa. Depois dessas declara&ccedil;&otilde;es, o Parlamento Europeu votou no &uacute;ltimo dia 14, por esmagadora maioria, uma resolu&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria exortando a UE a manter o embargo de armas. Na opini&atilde;o de Boniface, do IRIS, a oposi&ccedil;&atilde;o ao fim do embargo parece ignorar que este n&atilde;o ajudou a melhorar os direitos humanos na China, nem impediu aliados dos Estados Unidos, como Israel, de entregarem material militar a Pequim.<\/p>\n<p> &quot;Segundo a Controladoria Geral dos Estados Unidos, entre 1990 e 1996, anos seguintes &agrave; imposi&ccedil;&atilde;o do embargo, a Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e depois a R&uacute;ssia e Israel entregaram armas &agrave; China no valor de US$ 5,3 bilh&otilde;es&quot;, disse Boniface. O embargo tampouco impediu a transfer&ecirc;ncia de tecnologia militar de governos europeus para a China. As exporta&ccedil;&otilde;es de armas europ&eacute;ias para esse pa&iacute;s duplicaram entre 2002 e 2003, chegando a US$ 520 milh&otilde;es, segundo dados oficiais. O fim do embargo n&atilde;o mudaria o equil&iacute;brio de poder na &Aacute;sia, disse Boniface. &quot;O or&ccedil;amento militar chin&ecirc;s representa apenas um d&eacute;cimo do Jap&atilde;o e dos Estados Unidos&quot;, recordou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paris, 22\/04\/2005 &ndash; O plano da Fran&ccedil;a, Alemanha e de outros governos europeus de reiniciar a exporta&ccedil;&atilde;o de armas para a China separa este bloco dos Estados Unidos, como ocorreu com a invas&atilde;o do Iraque h&aacute; dois anos. 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