{"id":526,"date":"2005-04-22T00:00:00","date_gmt":"2005-04-22T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=526"},"modified":"2005-04-22T00:00:00","modified_gmt":"2005-04-22T00:00:00","slug":"direitos-humanos-uso-de-crianas-soldado-continua-impune","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/direitos-humanos-uso-de-crianas-soldado-continua-impune\/","title":{"rendered":"Direitos humanos: Uso de crian&ccedil;as-soldado continua impune"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 22\/04\/2005 &ndash; O Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, que condena sistematicamente o uso de crian&ccedil;as-soldados, n&atilde;o age com a mesma rapidez quando se trata de estabelecer castigos para quem comete esses abusos. Desde fevereiro circula entre os 15 membros desse organismo um projeto de resolu&ccedil;&atilde;o que imporia embargos de armas e restri&ccedil;&otilde;es de viagens a l&iacute;deres governamentais e insurgentes que usam meninos e meninas como pe&ccedil;as de suas guerras. &quot;Continuo ouvindo que a aprova&ccedil;&atilde;o &eacute; iminente&quot;, disse &agrave; IPS Casey Kelso, diretor da rede de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais Coaliz&atilde;o contra o Uso de Crian&ccedil;as-Soldado, com sede em Londres, integrada, entre outras, por Anistia Internacional, Human Rights Watch e Save the Children.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;Mas, o que ouvimos de fontes diplom&aacute;ticas em Nova York &eacute; que as negocia&ccedil;&otilde;es s&atilde;o extremamente lentas e dif&iacute;ceis. N&atilde;o esperamos nada de concreto para o futuro pr&oacute;ximo&quot;, acrescentou Kelso. Na semana passada, em um editorial intitulado &quot;Crian&ccedil;as em combate&quot;, o jornal The Washington Post tamb&eacute;m criticou a lentid&atilde;o das negocia&ccedil;&otilde;es em curso. &quot;Talvez por temor quanto &agrave; natureza t&atilde;o espec&iacute;fica das recomenda&ccedil;&otilde;es, o Conselho de Seguran&ccedil;a ainda n&atilde;o desenvolveu uma resolu&ccedil;&atilde;o baseada nelas&quot;, disse o jornal. Esta &eacute; uma &aacute;rea em que o governo dos Estados Unidos poderia pressionar a ONU, &quot;se seus diplomatas tivessem interesse&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; IPS, o subsecret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, o ugandense Ocara Otoni, representante especial da organiza&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria de Crian&ccedil;as e Conflitos Armados, admitiu que existe uma demora. De todo modo, informou que o rascunho da resolu&ccedil;&atilde;o ainda est&aacute; em negocia&ccedil;&atilde;o, pois os 15 integrantes do Conselho solicitaram esclarecimentos e analisam as implica&ccedil;&otilde;es de alguns dos castigos propostos para os infratores. Este organismo j&aacute; expressou sua inten&ccedil;&atilde;o de adotar &quot;medidas concretas&quot; contra os culpados de abusar de meninos e meninas.<\/p>\n<p> &quot;&Eacute; importante que o Conselho cumpra sua promessa nesta ocasi&atilde;o. Disso depende a credibilidade da resolu&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmou Otunnu. &quot;A imposi&ccedil;&atilde;o de medidas cuidadosamente calibradas e espec&iacute;ficas podem conseguir o impacto desejado sobre os governos, bem como sobre os insurgentes&quot;, acrescentou. Al&eacute;m de limita&ccedil;&otilde;es &agrave;s viagens de funcion&aacute;rios e do embargo de armas, Otunnu prop&ocirc;s proibir a ajuda, restri&ccedil;&atilde;o do fluxo de recursos financeiros e a exclus&atilde;o de dirigentes insurgentes e funcion&aacute;rios de governos de qualquer previs&atilde;o de anistia ou cargo administrativo. Uma fonte diplom&aacute;tica disse que estas san&ccedil;&otilde;es devem obter a unanimidade dos 15 membros do Conselho antes de o projeto de resolu&ccedil;&atilde;o poder ser apresentado.<\/p>\n<p> Otunnu disse que, embora a quantidade de abusos tenha ca&iacute;do nos &uacute;ltimos anos, ainda existe mais de um quarto de milh&atilde;o de meninos e meninas explorados como soldados, pe&otilde;es, oper&aacute;rios, espi&otilde;es e escravos sexuais. &quot;Dezenas de milhares de meninas submetidas a viola&ccedil;&atilde;o e outras formas de viol&ecirc;ncia sexual, incluindo seu uso como armas de guerra&quot;, afirmou. Desde 2003, mais de 11,5 milh&otilde;es de crian&ccedil;as tiveram de abandonar suas casas e mudar para outros pontos de seus pa&iacute;ses por causa da guerra, e outros 2,4 milh&otilde;es foram obrigados a buscar ref&uacute;gio no exterior. Entre 800 e mil meninas e meninos morrem ou foram mutilados por minas terrestres por m&ecirc;s, informou Otunnu. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, mais de dois milh&otilde;es de crian&ccedil;as morreram em situa&ccedil;&otilde;es b&eacute;licas, e mais de seis milh&otilde;es ficaram feridas gravemente ou com defici&ecirc;ncias permanentes.<\/p>\n<p> No relat&oacute;rio que apresentou ao Conselho de Seguran&ccedil;a em fevereiro, Otunnu enumerou 17 situa&ccedil;&otilde;es de &quot;grave preocupa&ccedil;&atilde;o&quot; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as, e tamb&eacute;m a 54 grupos em conflitos b&eacute;licos que abusam deles, entre os quais figuram governos e organiza&ccedil;&otilde;es insurgentes. Estes 54 ex&eacute;rcitos e mil&iacute;cias operam em pa&iacute;ses com Birm&acirc;nia, Burundi, Col&ocirc;mbia, Costa do Marfim, Filipinas, Nepal, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, Som&aacute;lia, Sri Lanka, Sud&atilde;o e Uganda. &quot;Nossas investiga&ccedil;&otilde;es indicam que o cont&iacute;nuo fluxo de armas, em particular as de pequeno porte para bandos que recrutam e enviam para a frente de batalha crian&ccedil;as-soldado ajuda a perpetuar o abuso&quot;, disse Kelso &agrave; IPS.<\/p>\n<p> O ativista indicou que sua Coaliz&atilde;o pretende que a pr&oacute;xima resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a incorpore uma proibi&ccedil;&atilde;o do fornecimento de armas pequenas, outro equipamento b&eacute;lico ou ajuda militar a grupos em conflito, especificamente na Costa do Marfim, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, Som&aacute;lia e Sud&atilde;o. O Conselho deveria, ainda, ordenar o fim do recrutamento de crian&ccedil;as e sua participa&ccedil;&atilde;o em conflitos como condi&ccedil;&atilde;o para o levantamento de san&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes, acrescentou. Em anos anteriores, o Conselho aprovou resolu&ccedil;&otilde;es contra o recrutamento de crian&ccedil;as. &quot;Este ano, no entanto, existe retic&ecirc;ncia em estabelecer amea&ccedil;as referentes &agrave;s san&ccedil;&otilde;es vigentes&quot;, disse Kelso. &quot;Nos disseram que elementos extras como o abuso dos menores n&atilde;o ajudaria na resolu&ccedil;&atilde;o de um conflito, o que tornaria pouco realista esperar uma resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho&quot;, explicou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 22\/04\/2005 &ndash; O Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, que condena sistematicamente o uso de crian&ccedil;as-soldados, n&atilde;o age com a mesma rapidez quando se trata de estabelecer castigos para quem comete esses abusos. Desde fevereiro circula entre os 15 membros desse organismo um projeto de resolu&ccedil;&atilde;o que imporia embargos de armas e restri&ccedil;&otilde;es de viagens a l&iacute;deres governamentais e insurgentes que usam meninos e meninas como pe&ccedil;as de suas guerras. &quot;Continuo ouvindo que a aprova&ccedil;&atilde;o &eacute; iminente&quot;, disse &agrave; IPS Casey Kelso, diretor da rede de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais Coaliz&atilde;o contra o Uso de Crian&ccedil;as-Soldado, com sede em Londres, integrada, entre outras, por Anistia Internacional, Human Rights Watch e Save the Children.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/04\/mundo\/direitos-humanos-uso-de-crianas-soldado-continua-impune\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}