{"id":5466,"date":"2009-08-28T16:33:54","date_gmt":"2009-08-28T16:33:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5466"},"modified":"2009-08-28T16:33:54","modified_gmt":"2009-08-28T16:33:54","slug":"brasil-musica-abre-portas-para-a-inclusao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/08\/america-latina\/brasil-musica-abre-portas-para-a-inclusao-social\/","title":{"rendered":"BRASIL: M\u00fasica abre portas para a inclus\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo, 28\/08\/2009 &ndash; \u201cCaminhamos uma hora e vinte minutos, porque n\u00e3o temos dinheiro para o \u00f4nibus, que faz o trajeto em 30 minutos, mas as meninas nunca faltam \u00e0s aulas de m\u00fasica, nem mesmo quando ficam sem almo\u00e7o \u2018por falta de tempo\u2019\u201d, conta a m\u00e3e, Maria da Cruz  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_5466\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/gurid071_RT81.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5466\" class=\"size-medium wp-image-5466\" title=\" - M\u00e1rcia Zoet, gentileza Proyecto Gur\u00ed\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/gurid071_RT81.jpg\" alt=\" - M\u00e1rcia Zoet, gentileza Proyecto Gur\u00ed\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5466\" class=\"wp-caption-text\"> - M\u00e1rcia Zoet, gentileza Proyecto Gur\u00ed<\/p><\/div>  Naquele dia de junho, Jaqueline, de 9 anos, estava com a garganta inflamada, o que a impedia de se exercitar no violino, mas acompanhou a irm\u00e3 de 13 anos para que n\u00e3o perdesse sua aula de percuss\u00e3o. \u201cAs duas precisam vir, porque n\u00e3o tenho com quem deixar uma delas em casa\u201d, justificou a m\u00e3e.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o de Maria da Cruz e de suas filhas se repete \u00e0s ter\u00e7as-feiras e quintas-feiras para aproveitar a oportunidade oferecida pelo Projeto Guri em Itaquaquecetuba, munic\u00edpio pobre de 350 mil habitantes na \u00e1rea metropolitana da capital paulista. Guri \u00e9 uma palavra ind\u00edgena guarani que significa menino. O projeto, iniciado em 1995 pela Secretaria de Cultura do Estado de S\u00e3o Paulo com a miss\u00e3o de promover a \u201cinclus\u00e3o s\u00f3cio-cultural de crian\u00e7as e adolescentes por meio do ensino musical\u201d, atende cerca de 40 mil menores e atrai uma grande maioria de pobres por ser gratuito. Essa quantidade de alunos \u00e9 um recorde para iniciativas deste tipo no Brasil, mas equivale a apenas 0,5% dos estudantes prim\u00e1rios e secund\u00e1rios do Estado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m constitui uma fonte sem precedentes de trabalho para os m\u00fasicos, pois oferece 1.800 postos de professores e auxiliares. As aulas s\u00e3o dadas em 362 polos distribu\u00eddos em 302 munic\u00edpios e administrados pela Associa\u00e7\u00e3o de Amigos do Projeto Guri, basicamente com recursos do governo estadual, al\u00e9m de contribui\u00e7\u00f5es de s\u00f3cios, como prefeituras e institui\u00e7\u00f5es que oferecem sedes, e patrocinadores que ajudam financeiramente.<\/p>\n<p>Melhorando o aprendizado<\/p>\n<p>\u201cMeus filhos sonham em ser m\u00fasicos, tocam e cantam o dia todo\u201d, diz Eliana Mendes, que leva tr\u00eas de seus quatro filhos ao Projeto Guri. Al\u00e9m da futura profissionaliza\u00e7\u00e3o, ela comemora os frutos imediatos. O mais velho, de 12 anos, melhorou muito da dificuldade para falar gra\u00e7as ao coral, e a filha que estuda viol\u00e3o est\u00e1 superando uma timidez excessiva. Maria da Cruz destaca que estudar percuss\u00e3o reduziu a agressividade de sua filha, que tamb\u00e9m se reconciliou com a escola, antes rejeitada sob o argumento de que \u201cbasta saber ler e escrever\u201d.<\/p>\n<p>As m\u00e3es lamentam que o Polo Itaquaquecetuba, com 428 alunos, deixou de oferecer merendas no come\u00e7o deste ano, quando foi transferido do amplo edif\u00edcio de uma escola especial para o vesti\u00e1rio e oficinas de um est\u00e1dio de futebol no mesmo bairro do Morro Branco. As novas instala\u00e7\u00f5es, pequenas e sem ventila\u00e7\u00e3o, muito quentes ou muito frias, segundo a \u00e9poca do ano, n\u00e3o permitem que os 120 componentes da orquestra ensaiem juntos e \u00e9 preciso fazer isso em grupos separados, queixa-se a coordenadora da unidade local do Guri, Jocimara Caetano. Al\u00e9m disso, em raz\u00e3o da umidade, alguns instrumentos apareceram com mofo.<\/p>\n<p>A prefeitura transferiu o p\u00f3lo este ano porque precisava de mais salas de aula na escola para atender as crian\u00e7as de um novo conjunto habitacional rec\u00e9m-constru\u00eddo, que aumentou muito a popula\u00e7\u00e3o do bairro. A prioridade \u00e9 o ensino regular. \u201cS\u00f3 queremos um local adequado para um projeto s\u00e9rio e bom, que socializa e forma cidad\u00e3os\u201d, reclamou Raimundo Siqueira, que tem uma filha e um sobrinho no p\u00f3lo, criticando a Secretaria Municipal de Cultura por esta neglig\u00eancia.<\/p>\n<p>M\u00e1rcia de Camargo, dona de um pequeno com\u00e9rcio vizinho, tamb\u00e9m deseja uma sede melhor, agradecida porque cantar no coral ajudou seu filho de 9 anos a vencer uma boa parte de seu d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e m\u00e1 dic\u00e7\u00e3o. \u201cA arte \u00e9 a melhor educa\u00e7\u00e3o\u201d, reconheceu Luci Arena, diretora da escola de onde o p\u00f3lo foi desalojado. A m\u00fasica desenvolve \u201ca aten\u00e7\u00e3o, a disciplina e a conviv\u00eancia. Uma aula convencional n\u00e3o estimula a concentra\u00e7\u00e3o, mas a m\u00fasica sim\u201d, al\u00e9m de emocionar e, por isso, impulsionar o aprendizado, disse a Arena.<\/p>\n<p>A escola tinha um aluno com defici\u00eancia mental que \u201centrava e sa\u00eda da sala de aula quando queria, com se estivesse em sua casa\u201d, mas ao freq\u00fcentar o Projeto Guri entendeu a necessidade das regras e de escutar os professores. A partir de ent\u00e3o, progrediu muito tamb\u00e9m no ensino regular, contou a diretora. Ela, que n\u00e3o tem poderes para manter o projeto na escola porque suas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o apenas pedag\u00f3gicas, explicou que seus alunos aumentaram para 1.400 este ano, 300 a mais do que em 2008, e ser\u00e3o necess\u00e1rias novas salas em 2010.<\/p>\n<p>Vi\u00e9s social<\/p>\n<p>Entretanto, o Projeto Guri tem \u201cobjetivos sociais\u201d, n\u00e3o educativos nem de fomento do emprego, segundo sua diretora-executiva, Alessandra Costa. Busca-se \u201cdemocratizar o acesso \u00e0 cultura musical\u201d, mas principalmente como uma inicia\u00e7\u00e3o, pois \u201cn\u00e3o pretendemos formar artistas\u201d, afirmou. Em sua vis\u00e3o, o ensino musical fornece \u201cinstrumentos para a vida\u201d, fomentando \u201ccapacidades cognitivas, sensoriais e f\u00edsicas\u201d para qualquer carreira ou emprego que o aluno seguir, por isso o projeto se define como s\u00f3cio-cultural.<\/p>\n<p>Nesse aspecto, somente se admite o ensino coletivo e n\u00e3o se faz distin\u00e7\u00e3o de classe, mas estimula-se a mistura para proporcionar uma conviv\u00eancia \u201csaud\u00e1vel, igualit\u00e1ria\u201d de alunos de diferentes camadas sociais, o que favorece o desenvolvimento da sociedade, explicou a diretora. A descoberta de talentos \u00e9 \u201calgo que acontece, mas n\u00e3o \u00e9 uma meta\u201d, acrescentou. Por\u00e9m, essas limita\u00e7\u00f5es definidas no projeto contradizem os sonhos e objetivos de provavelmente a maioria dos alunos, estimulados pela forma\u00e7\u00e3o de orquestras nos p\u00f3los mais numerosos e pelas apresenta\u00e7\u00f5es que fazem em ocasi\u00f5es especiais.<\/p>\n<p>Boa parte dos professores \u00e9 de ex-alunos do Grui, como Valdir Maia, de 27 anos, que estudou cinco anos no projeto, onde sentiu \u201camor pelo violoncelo ao ouvir o primeiro som\u201d, e passou depois \u00e0 universidade. Agora d\u00e1 aula no P\u00f3lo de Achiropita, uma par\u00f3quia cat\u00f3lica do tradicional bairro paulista do Bixiga.<\/p>\n<p>A descentraliza\u00e7\u00e3o administrativa do Projeto Guri est\u00e1 criando 13 Polos Regionais para coordenar um conjunto de polos locais e que oferecem um ensino mais qualificado, incorporando novos instrumentos e formando bandas populares, o que incentiva a busca pela profissionaliza\u00e7\u00e3o. Em um desses P\u00f3los Regionais, que pode chegar a 500 alunos, cada instrumento ter\u00e1 seu professor, enquanto nos locais um professor d\u00e1 aula para um conjunto de instrumentos, como os de sopro ou de cordas, explicou Ideli Costa Nichele, coordenadora do P\u00f3lo Regional de Jundia\u00ed, a 60 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo. Isto poderia acentuar as desigualdades entre polos grandes e os mais prec\u00e1rios das pequenas cidades. Em Cordeir\u00f3polis, munic\u00edpio de 20 mil habitantes a 160 quil\u00f4metros da capital paulista, o Projeto Guri local s\u00f3 funciona no per\u00edodo da tarde, excluindo os alunos do turno vespertino. Um ter\u00e7o de sua capacidade, de 129 alunos, est\u00e1 ocioso.<\/p>\n<p>De todo modo, a presen\u00e7a do projeto beneficia \u201cuma juventude esquecida\u201d e os pobres, destacou o secret\u00e1rio de Cultura de Cordeir\u00f3polis, Nivaldo Menezes, destacando que a sede do polo \u00e9 mantida pela contribui\u00e7\u00e3o privada. Os pol\u00edticos, segundo ele, n\u00e3o gostam da cultura por seu \u201clento retorno. Um ator demora anos para se formar, enquanto uma ponte \u00e9 constru\u00edda em poucos meses\u201d, disse. O inevit\u00e1vel florescimento de talentos levou a administra\u00e7\u00e3o do projeto a decidir criar um Fundo de Bolsas para ajudar alguns ex-alunos a prosseguirem seus estudos em institui\u00e7\u00f5es de excel\u00eancia, nacionais e estrangeiras.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia ganhou for\u00e7a quando Anna Murakawa, de 18 anos, foi convidada no ano passado a aperfei\u00e7oar seus estudos de violino na Academia Nacional de Sofia, capital da Bulg\u00e1ria, onde vive desde mar\u00e7o com apoio financeiro do Projeto Guri. A pr\u00f3xima benefici\u00e1ria ser\u00e1 Milena Salvatti, que descobriu tardiamente, aos 17 anos, sua paix\u00e3o pelo violoncelo, ap\u00f3s sonhar com a dan\u00e7a e o desenho. Em seis meses no Projeto Guri e apenas tr\u00eas de aulas efetivas com o instrumento, revelou talento suficiente para ganhar uma bolsa de prepara\u00e7\u00e3o e depois se graduar na universidade. Agora, aos 25 anos, a jovem cuja m\u00e3e \u00e9 aposentada por invalidez e que n\u00e3o conheceu o pai, pois abandonou a m\u00e3e antes de seu nascimento, tem de aprender rapidamente a l\u00edngua alem\u00e3 para fazer mestrado na Su\u00ed\u00e7a, como convidada de uma orquestra de Zurique.<\/p>\n<p> M\u00daSICA PARA A PACI\u00caNCIA<\/p>\n<p>\u201cCom a m\u00fasica ganhamos paci\u00eancia\u201d, destacam as jovens detidas no Centro de Atendimento S\u00f3cioeducativo ao Adolescente (CASA) do bairro paulistano da Mooca. Respeito ao outro e \u00e0s regras, disciplina e for\u00e7a de vontade s\u00e3o outras virtudes que puderam desenvolver, mas, talvez n\u00e3o estivessem ali se houvessem aprendido antes a serem pacientes. A paci\u00eancia se adquire nos ensaios coletivos, porque um tem de esperar v\u00e1rios minutos, observando a execu\u00e7\u00e3o dos demais, para intervir com seu instrumento no momento preciso, em alguns casos uma \u00fanica vez e por escassos segundos em toda uma obra, explicam as jovens.<\/p>\n<p>Orientadas por tr\u00eas professores, uma dezena de internas do centro j\u00e1 comp\u00f5em uma pequena orquestra de flautas, saxofones, violinos e percuss\u00e3o, cujo som conseguem combinar lendo partituras. S\u00e3o adolescentes pobres que jamais se imaginaram tocando instrumento e tendo aulas de m\u00fasica. O Projeto Grui oferece cursos de m\u00fasica em 46 unidades de interna\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Casa. Fazem parte da reforma executada desde 2006 no tratamento de adolescentes infratores em S\u00e3o Paulo, para torn\u00e1-lo realmente s\u00f3cioeducativo. Os centros CASA substitu\u00edram os grandes locais de deten\u00e7\u00e3o da extinta Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), onde eram freq\u00fcentes as rebeli\u00f5es, as fugas e os atos violentos. H\u00e1 cerca de seis mil jovens internos no Estado, a imensa maioria de homens.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de m\u00fasica, fazem teatro, dan\u00e7a, esportes e cursam o ensino regular. Entre as adolescentes, o tr\u00e1fico de drogas \u00e9 o crime mais comum, mas Celina (nome fict\u00edcio escolhido por ela), uma negra forte e t\u00edmida de 19 anos, est\u00e1 ali por homic\u00eddio. Matou o homem que tentava violentar sua sobrinha, justifica. Em poucos meses sair\u00e1 livre, ao completar tr\u00eas anos de interna\u00e7\u00e3o educacional. Consideradas por seus colegas e funcion\u00e1rios do centro como \u201ca mais musical e melhor cantora\u201d do grupo, onde \u00e9 a principal percussionista, seu sonho \u00e9 cuidar da m\u00e3e, voltar \u00e0 sua igreja evang\u00e9lica e gravar um disco de m\u00fasica religiosa.<\/p>\n<p> DEIXAM DE SER POBRES<\/p>\n<p>\u201cO Projeto Guri poderia ter grandes orquestras se de fato se acreditasse nas crian\u00e7as\u201d, diz o diretor da Orquestra Sinf\u00f4nica da Bahia, Ricardo Castro, que impulsiona uma iniciativa de educa\u00e7\u00e3o musical com os mesmos objetivos. Nascida em julho de 2007 em Salvador, capital baiana, seu projeto j\u00e1 conta com uma orquestra que encantou o p\u00fablico de S\u00e3o Paulo e mais sete capitais do nordeste em julho e agosto. Seu objetivo, expresso no nome N\u00facleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojib\u00e1), \u00e9 reproduzir o sistema venezuelano, que conta com mais de 220 orquestras e 180 n\u00facleos dos quais participam 350 mil crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n<p>\u201cToda crian\u00e7a pode tocar bem um instrumento\u201d, afirma Castro, pianista de sucesso na Europa que voltou \u00e0 Bahia para assumir a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica da estatal OSBA em janeiro de 2007, com a condi\u00e7\u00e3o de poder construir os Neojib\u00e1. \u201cEm tr\u00eas meses pode-se executar pe\u00e7as simples\u201d com um grupo de jovens, acrescentou, enquanto a necessidade de talento especial \u00e9 \u201capenas para os solistas\u201d. \u00c0s cr\u00edticas de que a forma\u00e7\u00e3o musical erudita n\u00e3o tira as crian\u00e7as da pobreza nem das favelas, Castro responde prontamente: \u201cQuem passa por essa experi\u00eancia deixa de ser pobre, porque ganha riqueza interior, orgulho e autoestima, e volta \u00e0 favela para transform\u00e1-la\u201d. IPS\/Envolverde<\/p>\n<p>* O projeto que deu origem a este trabalho foi ganhador das Bolsas AVINA de Investiga\u00e7\u00e3o Jornal\u00edstica. A Funda\u00e7\u00e3o AVINA e a Casa Daros, parceira na categoria Arte e Sociedade, n\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis pelos conceitos, opini\u00f5es e outros aspectos de seu conte\u00fado.<\/p>\n<p> (Envolverde\/IPS)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo, 28\/08\/2009 &ndash; \u201cCaminhamos uma hora e vinte minutos, porque n\u00e3o temos dinheiro para o \u00f4nibus, que faz o trajeto em 30 minutos, mas as meninas nunca faltam \u00e0s aulas de m\u00fasica, nem mesmo quando ficam sem almo\u00e7o \u2018por falta de tempo\u2019\u201d, conta a m\u00e3e, Maria da Cruz <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/08\/america-latina\/brasil-musica-abre-portas-para-a-inclusao-social\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":131,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12],"tags":[19,21],"class_list":["post-5466","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-desenvolvimento","tag-arte-y-cultura","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/131"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5466"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5466\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}