{"id":5490,"date":"2009-09-02T17:40:39","date_gmt":"2009-09-02T17:40:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5490"},"modified":"2009-09-02T17:40:39","modified_gmt":"2009-09-02T17:40:39","slug":"ambiente-brasil-o-desafio-do-desenvolvimento-com-menos-contaminacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/09\/america-latina\/ambiente-brasil-o-desafio-do-desenvolvimento-com-menos-contaminacao\/","title":{"rendered":"AMBIENTE-BRASIL: O desafio do desenvolvimento com menos contamina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, 02\/09\/2009 &ndash; O Brasil ter\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos o desafio de crescer de forma sustent\u00e1vel, superando o mesmo obst\u00e1culo das emiss\u00f5es de gases causadores do efeito de estufa que o mundo industrializado enfrenta agora, pelo qual os sectores ind\u00fastria e energia respondem por 30%. <!--more--> O relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio do Ambiente sobre o crescimento da ind\u00fastria e a gera\u00e7\u00e3o e consumo de energia mostra que os dois setores ter\u00e3o peso mais expressivo nas emiss\u00f5es totais de g\u00e1s carb\u00f4nico.<\/p>\n<p>Estas estimativas antecipam que ind\u00fastria e energia em conjunto aumentaram as emiss\u00f5es totais de di\u00f3xido de carbono (CO2) em 1994 de 18% para quase 30%, enquanto a gerada pelo desmatamento apresentou quedas sucessivas. O minist\u00e9rio disse que o desmatamento em 1994 representava cerca de 70% das emiss\u00f5es de g\u00e1s estufa totais do pa\u00eds, enquanto hoje \u00e9 estimada em torno de 60 por cento.<\/p>\n<p> estudo apresentado dias atr\u00e1s compara dados das emiss\u00f5es de 1994 com os de 2007, com base em fontes oficiais como o Minist\u00e9rio da Energia e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. As autoridades apontam como &#8220;um dos vil\u00f5es&#8221; a expans\u00e3o das usinas termoel\u00e9tricas. Em 1994, para cada gigawatt consumido eram emitidas 42 toneladas de CO2, enquanto que agora esse n\u00famero saltou para 54, devido ao aumento da participa\u00e7\u00e3o dessas centrais. Segundo o relat\u00f3rio, os setores da ind\u00fastria e de energia emitiam 243 toneladas de CO2 em 1994, e em 13 anos \u00e9 estimado um total de 444 mil toneladas s\u00f3 na gera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos anos o Brasil vai se equiparar com os pa\u00edses europeus em termos de emiss\u00f5es&#8221;, disse em entrevista \u00e0 IPS o ambientalista Fabio Feldman, secret\u00e1rio do F\u00f3rum Paulista de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, que n\u00e3o ficou surpreso com os dados apresentados. &#8220;Sab\u00edamos que no Brasil estamos focando muito em desmatamento, mas estamos esquecendo que teremos problemas com as emiss\u00f5es pelos setores da ind\u00fastria e energia, como afirma o relat\u00f3rio,&#8221; acrescentou.<\/p>\n<p>o caso do sector dos transportes, outro segmento que aumentou as suas emiss\u00f5es, a solu\u00e7\u00e3o, como explicou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, &#8220;ser\u00e1 o governo e a sociedade tomarem medidas concretas como enfatizar o coletivo, investir em hidrovias e exigir a inspe\u00e7\u00e3o anual de emiss\u00f5es pelos ve\u00edculos\u201d. No caso do sector el\u00e9trico, Minc disse que ser\u00e3o preciso medidas como o incentivo \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia limpa, limitando a expans\u00e3o das usinas termel\u00e9tricas que passaram a emitir 122% a mais.<\/p>\n<p>Apenas o setor de transporte passou a emitir 50 milh\u00f5es de toneladas adicionais de CO2 na atmosfera. S\u00e3o 30 milh\u00f5es pelo consumo de motores a \u00f3leo diesel, 15 milh\u00f5es pela combust\u00e3o de gasolina e cinco milh\u00f5es de g\u00e1s natural. Isso, de acordo Minc, implica repensar a matriz brasileira de transportes, setor que \u201cvalorizou a via terrestre, que j\u00e1 era grande e aumentou ainda mais nos \u00faltimos anos\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Estes dados preliminares mostram que o Brasil ter\u00e1 de se comprometer com um esfor\u00e7o mundial para mudar a curva de emiss\u00f5es&#8221;, diz Feldman. O Ambientalista considera interessante os dados apresentados sobre a contribui\u00e7\u00e3o para as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono dos transportes com motores diesel, \u201cque em nosso pa\u00eds \u00e9 de m\u00e1 qualidade. N\u00e3o podemos manter a mesma tend\u00eancia de emiss\u00f5es\u201d, alerta. Para alterar a composi\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica, considera importante aumentar o poder de participa\u00e7\u00e3o e\u00f3lica e das energias renov\u00e1veis em geral.<\/p>\n<p>Em termos industriais, Feldman enfatiza que o grande desafio do Brasil ser\u00e1 produzir mais com menos energia, ou, como prefere dizer o ministro, &#8220;crescer emitindo menos carbono\u201d. Feldman est\u00e1 preocupado com o entusiasmo do Brasil e de seus governantes com as mais recentes descobertas de reservas de petr\u00f3leo na chamada camada do pr\u00e9-sal no litoral. Segundo estimativas oficiais, as reservas nacionais de petr\u00f3leo v\u00e3o aumentar em cerca de 50.000 bilh\u00f5es de barris com a explora\u00e7\u00e3o desses campos a partir de 2010. &#8220;\u00c9 muito preocupante, porque isso significa mais disponibilidade de petr\u00f3leo, e mais barato, o que sujar\u00e1 a matriz energ\u00e9tica ainda mais&#8221;, explica o ambientalista.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente est\u00e1 promovendo um projeto de lei para que as usinas termel\u00e9tricas assumam o custo ambiental, proporcionalmente ao dano que causarem, e o compensem com a\u00e7\u00f5es de reflorestamento. A medida enfrenta oposi\u00e7\u00e3o dentro do pr\u00f3prio governo, mas, de acordo com Feldman, \u00e9 essencial. &#8220;Se forem exigidas contrapartidas em termos de economia de carbono, aumentar\u00e1 o custo da energia, e isso torna mais as energias renov\u00e1veis mais competitivas\u201d, afirma Feldman.<\/p>\n<p>A matriz energ\u00e9tica brasileira, considerada at\u00e9 hoje uma das mais limpas do mundo, disp\u00f5e de 69% de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica, enquanto a proveniente de fontes como as centrais termoel\u00e9tricas a g\u00e1s representam 10,%, a biomassa, 5,03%, biodiesel 4,83%, carv\u00e3o 1,28% e nuclear 1,77%, entre outras.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Ambiente considera que o estudo \u00e9 um sinal de alerta e em contrapartida prop\u00f5e mais pol\u00edticas p\u00fablicas para reduzir o impacto dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Refere-se a a\u00e7\u00f5es que promovam os ve\u00edculos flex, que trabalham indiferentemente com gasolina ou \u00e1lcool derivado de cana; a produ\u00e7\u00e3o de biodiesel e o investimento em transporte fluvial. Atualmente, mais de 90 por cento da nova frota brasileira de autom\u00f3vel s\u00e3o de motores flex. &#8220;Temos de atuar nestes sectores para inverter a curva ascendente das emiss\u00f5es&#8221;, afirma Suzana Kahn, secret\u00e1ria nacional de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. IPS\/Envolverde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, 02\/09\/2009 &ndash; O Brasil ter\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos o desafio de crescer de forma sustent\u00e1vel, superando o mesmo obst\u00e1culo das emiss\u00f5es de gases causadores do efeito de estufa que o mundo industrializado enfrenta agora, pelo qual os sectores ind\u00fastria e energia respondem por 30%. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/09\/america-latina\/ambiente-brasil-o-desafio-do-desenvolvimento-com-menos-contaminacao\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,5,11],"tags":[],"class_list":["post-5490","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-economia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5490\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}