{"id":5512,"date":"2009-09-09T15:54:18","date_gmt":"2009-09-09T15:54:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=5512"},"modified":"2009-09-09T15:54:18","modified_gmt":"2009-09-09T15:54:18","slug":"metas-do-milenio-asia-recessao-afeta-esforcos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2009\/09\/direitos-humanos\/metas-do-milenio-asia-recessao-afeta-esforcos\/","title":{"rendered":"METAS DO MIL\u00caNIO-\u00c1SIA: Recess\u00e3o afeta esfor\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>Bangcoc, 09\/09\/2009 &ndash; A crise financeira mundial atenta contra os esfor\u00e7os pelas metas do mil\u00eanio na \u00c1sia. A recess\u00e3o que come\u00e7ou nos Estados Unidos e se espalhou a outras economias industrializadas esgotou os mercados para as exporta\u00e7\u00f5es desta regi\u00e3o. <!--more--> Os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio, definidos em 2000 pela Assembl\u00e9ia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, incluem reduzir pela metade a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que sofrem pobreza e fome, em rela\u00e7\u00e3o aos \u00edndices de 1990, garantir a educa\u00e7\u00e3o primaria universal, promover a igualdade de g\u00eanero e reduzir a mortalidade infantil e a materna. Tamb\u00e9m constam dessas metas combater a Aids, a mal\u00e1ria e outras doen\u00e7as; assegurar a sustentabilidade ambiental e fomentar uma associa\u00e7\u00e3o mundial para o desenvolvimento, tudo isto at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>\u201cO tamanho da recess\u00e3o das economias no mundo industrializado e a d\u00edvida p\u00fablica significam que esses pa\u00edses ir\u00e3o demorar algum tempo a mais do que o previsto para voltarem a crescer\u201d, disse Tiziana Bonapace, da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica e Social para a \u00c1sia e o pacifico, uma ag\u00eancia da ONU com sede em Bangcoc. \u201cO que preocupa nossa regi\u00e3o \u00e9 que possa ocorrer uma diminui\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o da pobreza\u201d, acrescentou. A atual crise \u00e9 muito mais desanimadora para a regi\u00e3o do que a que enfrentou em 1997, que come\u00e7ou na Tail\u00e2ndia e se propagou a outras partes do sudeste asi\u00e1tico. Nessa ocasi\u00e3o foram as economias regionais que diminu\u00edram.<\/p>\n<p>Alguns pa\u00edses, como a Tail\u00e2ndia, passaram de um crescimento de dois d\u00edgitos para uma contra\u00e7\u00e3o. \u201cA crise de 1997 teve forma de V: a profundidade foi dram\u00e1tica, embora a recupera\u00e7\u00e3o tenha sido r\u00e1pida\u201d, afirmou Bonapace em uma entrevista. \u201cAs economias voltadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o exportaram a si mesmas da crise porque as economias industrializadas n\u00e3o foram afetadas. Mas, desta vez \u00e9 diferente. A oportunidade de sair da crise pela exporta\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe. Esta crise financeira significar\u00e1 que os governos ter\u00e3o menos recursos para investir no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Um informe do Banco Asi\u00e1tico de Desenvolvimento apresenta um ponto de vista semelhante, argumentando que a regi\u00e3o \u00c1sia-pac\u00edfico enfrenta um desafio para cumprir suas Metas do Mil\u00eanio em mat\u00e9ria de pobreza, devido ao colapso econ\u00f4mico mundial. \u201cCom a recente crise mundial, que causou grandes redu\u00e7\u00f5es das exporta\u00e7\u00f5es, na produ\u00e7\u00e3o e na demanda agregada, o crescimento regional continuar\u00e1 sob severa press\u00e3o \u00e0 baixa\u201d, afirmou o economista-chefe do Banco, Jong-Wha Lee, em um comunicado que acompanhou o informe.<\/p>\n<p>\u201cUm crescimento mais lento no curto prazo dificultar\u00e1 os avan\u00e7os no \u00eaxito dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio para muitos pa\u00edses na \u00c1sia e no Pacifico\u201d, acrescentou a institui\u00e7\u00e3o. \u201cNo ano passado, os investimentos estrangeiros diretos ca\u00edram fortemente em v\u00e1rias economias, devido \u00e0 crise econ\u00f4mica mundial\u201d, prosseguiu o Banco, com sede em Manila, em sua publica\u00e7\u00e3o anual \u201cIndicadores-chave 2009\u201d. Informes divulgados no in\u00edcio deste ano indicavam as \u00e9pocas problem\u00e1ticas que a regi\u00e3o enfrenta. Em maio, por exemplo, a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) revelava que a crise econ\u00f4mica poderia elevar o n\u00famero de desempregados na regi\u00e3o \u00c1sia-Pac\u00edfico em 2009 a 26,3 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Essa previs\u00e3o pode significar que \u201ca quantidade de desempregados na regi\u00e3o em sua totalidade chegue a 112,2 milh\u00f5es\u201d, constituindo-se a maior taxa da \u00c1sia-Pac\u00edfico, segundo a OIT. \u201cA crise deixou claro o quanto \u00e9 vulner\u00e1vel o setor exportador\u201d, afirmou o economista Gyorgy Sziraczki, do escrit\u00f3rio da OIT para \u00c1sia-Pac\u00edfico, em Bangcoc. \u201cNo passado, a \u00c1sia se beneficiou de seu dinamismo exportador, mas, em consequ\u00eancia disso, agora ficou vulner\u00e1vel\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres s\u00e3o as mais afetadas, porque constituem a maior for\u00e7a de trabalho no setor exportador da regi\u00e3o. Elas ajudaram suas fam\u00edlias a sa\u00edrem da pobreza trabalhando em fabricas de \u00e1reas urbanas\u201d, disse Sziraczki \u00e0 IPS. A China, o gigante asi\u00e1tico que nos \u00faltimos 15 anos surgiu como a f\u00e1brica do mundo, teve um papel significativo na redu\u00e7\u00e3o da pobreza na regi\u00e3o. Foi respons\u00e1vel por cerca de 68% da queda geral o n\u00famero de pessoas que vivem com menos de um d\u00f3lar por dia. Estima-se que em 1990 377 milh\u00f5es de chineses viviam na pobreza absoluta, n\u00famero que baixou atualmente para 173 milh\u00f5es.<\/p>\n<p> Agora, cerca de 640 milh\u00f5es de pessoas na \u00c1sia-Pac\u00edfico (ou quase um quinto da popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em desenvolvimento da regi\u00e3o) vivem com menos de um d\u00f3lar di\u00e1rio. A maioria reside na \u00cdndia, o outro gigante asi\u00e1tico, com cerca de 330 milh\u00f5es de habitantes. \u201cNos \u00faltimos 15 anos, a \u00c1sia conseguiu r\u00e1pidos progressos na luta contra a pobreza, reduzindo a quantidade de pobres em cerca de uma em cada duas pessoas para uma em cada quatro\u201d, diz o Banco Asi\u00e1tico de Desenvolvimento em seu informe. \u201cPor\u00e9m, grandes bols\u00f5es de pobreza extrema persistem, embora muitas economias tenham registrado crescimento recorde nesse tempo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A atual preocupa\u00e7\u00e3o em torno da crise financeira mundial e sua rela\u00e7\u00e3o com os Objetivos do Mil\u00eanio sobre a pobreza faz eco \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es semelhantes surgidas nos \u00faltimos dois anos. Outro fator que contribuiu para a preocupa\u00e7\u00e3o foi o aumento nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e dos alimentos. Estima-se que cem milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo foram empurradas para a pobreza absoluta devido ao encarecimento dos alimentos, revelou a ONU no ano passado. IPS\/Envolverde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bangcoc, 09\/09\/2009 &ndash; A crise financeira mundial atenta contra os esfor\u00e7os pelas metas do mil\u00eanio na \u00c1sia. 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