{"id":59,"date":"2005-01-20T00:00:00","date_gmt":"2005-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=59"},"modified":"2005-01-20T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-20T00:00:00","slug":"comunicaes-zona-perigosa-na-sia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/comunicaes-zona-perigosa-na-sia\/","title":{"rendered":"Comunica&ccedil;&otilde;es: Zona perigosa na &Aacute;sia"},"content":{"rendered":"<p>Bangkok, 20\/01\/2005 &ndash; Na &Aacute;sia h&aacute; cada vez mais meios de comunica&ccedil;&atilde;o, mas continua sendo o lugar mais perigoso para o trabalho jornal&iacute;stico, segundo a organiza&ccedil;&atilde;o Rep&oacute;rteres Sem Fronteiras. Na classifica&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;ses com maior liberdade de imprensa elaborado pela RSF anualmente, os pa&iacute;ses da &Aacute;sia oriental e do Oriente M&eacute;dio ocupam as &uacute;ltimas posi&ccedil;&otilde;es. A Cor&eacute;ia do Norte fecha a lista em 167 lugar, a China est&aacute; em 162, Vietn&atilde; em 161, Laos em 153, Ar&aacute;bia Saudita 159, Ir&atilde; 158, S&iacute;ria 155 e Iraque 148.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;Nesses pa&iacute;ses, a liberdade de imprensa simplesmente n&atilde;o existe e os jornalistas est&atilde;o submetidos &agrave; repress&atilde;o e censura cotidianas. Ali n&atilde;o est&atilde;o garantidas nem a liberdade de informa&ccedil;&atilde;o nem a seguran&ccedil;a dos jornalistas. No Iraque a guerra que perdura &eacute; a mais assassina dos &uacute;ltimos anos para a profiss&atilde;o (44 jornalistas foram assassinados desde o in&iacute;cio do conflito, em mar&ccedil;o de 2003)&quot;, diz a organiza&ccedil;&atilde;o. O continente asi&aacute;tico tamb&eacute;m est&aacute; caracterizado pelas contradi&ccedil;&otilde;es. As Filipinas s&atilde;o um dos pa&iacute;ses da &Aacute;sia com maior liberdade de express&atilde;o, mas n&atilde;o &eacute; um lugar seguro para os jornalistas. Neste arquip&eacute;lago do sudeste da &Aacute;sia morreram oito profissionais este ano, um a mais do que em 2003.<\/p>\n<p> Bangladesh, Nepal, Paquist&atilde;o e Sri Lanka foram outros pa&iacute;ses asi&aacute;ticos onde morreram jornalistas no cumprimento de sua atividade, diz o &quot;&Iacute;ndice Mundial de Liberdade de Imprensa&quot;, divulgado na semana passada. O n&uacute;mero total de jornalistas assassinados este ano na &Aacute;sia &eacute; de 44, quatro a mais do que em 2003 e 18 a mais do que 2002, segundo a RSF. A &Aacute;sia tamb&eacute;m se destaca por ser o continente com maior n&uacute;mero de jornalistas na pris&atilde;o. Este ano foram presos 128 rep&oacute;rteres por exercerem sua profiss&atilde;o. O pa&iacute;s onde h&aacute; mais jornalistas presos &eacute; a China, com 26, seguida da Birm&acirc;nia com 11 e Vietn&atilde; com tr&ecirc;s. &quot;No final dos anos 90 havia esperan&ccedil;a de que a situa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o melhoraria, mas isso se converteu em ilus&atilde;o&quot;, disse &agrave; IPS o representante da RSF para a &Aacute;sia , Philippe Latour.<\/p>\n<p> &quot;O pequeno avan&ccedil;o que testemunhamos naquela oportunidade agora est&aacute; paralisado, e n&atilde;o creio que as coisas melhorem em lugares como Birm&acirc;nia&quot;, acrescentou. Por sua vez, a ativista Kulachada Chaipipat, da Alian&ccedil;a Jornal&iacute;stica do Sudeste de &Aacute;sia, disse &agrave; IPS que com freq&uuml;&ecirc;ncia os rep&oacute;rteres s&atilde;o amea&ccedil;ados por governos, poderosos empres&aacute;rios e, inclusive, por ju&iacute;zes. &quot;O pior &eacute; que os ataques contra os jornalistas permanecem na maior impunidade. Nunca vimos pessoas que estivessem por tr&aacute;s dos assassinatos de jornalistas serem levadas &agrave; Justi&ccedil;a nas Filipinas&quot;, disse Chaipipat. A debilidade do Poder Judicial em alguns pa&iacute;ses da &Aacute;sia permite que sejam cometidos todo tipo de viola&ccedil;&otilde;es da liberdade de imprensa e se censure alguns meios, acrescentou.<\/p>\n<p> A &uacute;ltima v&iacute;tima foi Bambang Harymurti, editor da revista Tempo, uma das principais da Indon&eacute;sia. O jornalista foi condenado, em setembro, a um ano de pris&atilde;o por ter &quot;difamado&quot; um empres&aacute;rio em um artigo onde apresentava dados que o ligavam a um inc&ecirc;ndio intencional que destruiu um mercado t&ecirc;xtil em Jacarta no ano passado. A senten&ccedil;a contra o jornalista foi &quot;uma vergonha&quot;, escreveu Kavi Chongkittavorn, editor e colunista do jornal tailand&ecirc;s The Nation. &quot;Vai contra o vibrante processo de democratiza&ccedil;&atilde;o iniciado na Indon&eacute;sia desde a queda (da ditadura do general Ali) Suharto, em 1998&quot;, afirmou Chongkittavorn. &quot;&Eacute; imperativo que a comunidade jornal&iacute;stica regional trabalhe unida para que os governos anulem as leis sobre difama&ccedil;&atilde;o&quot; que atentam contra a liberdade de imprensa, acrescentou.<\/p>\n<p> A RSF assinalou que em todo o continente asi&aacute;tico s&atilde;o cada vez mais freq&uuml;entes os paradoxos como os das Filipinas e da Indon&eacute;sia, onde, a par de uma maior prega&ccedil;&atilde;o sobre a liberdade de express&atilde;o, aumentam os ataques contra os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, a situa&ccedil;&atilde;o em Cingapura &eacute; semelhante &agrave; do Laos e Vietn&atilde;, diz a organiza&ccedil;&atilde;o. &quot;Nesses pa&iacute;ses, a imprensa independente n&atilde;o existe ou &eacute; perseguida e censurada todos os dias. A liberdade de informa&ccedil;&atilde;o e a seguran&ccedil;a dos jornalistas n&atilde;o est&atilde;o garantidas&quot;, diz o relat&oacute;rio.<\/p>\n<p> Por outro lado, os dois pa&iacute;ses mais pobres do sudoeste da &Aacute;sia, Timor Leste e Camboja, est&atilde;o entre as na&ccedil;&otilde;es do continente com melhor ambiente para o jornalismo, em 65 e 109 lugares, respectivamente na classifica&ccedil;&atilde;o. &quot;Cingapura &eacute; hostil aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. H&aacute; um monop&oacute;lio sobre a imprensa, e a companhia que a controla est&aacute; vinculada com o Estado. Por isso, h&aacute; muitos assuntos que s&atilde;o tabu&quot;, disse Latour. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; um pouco melhor no Camboja, onde existem alguns limites &agrave; liberdade de express&atilde;o, mas pelo menos h&aacute; mais espa&ccedil;o para a imprensa funcionar, acrescentou. A China tamb&eacute;m segue o paradoxo do continente, segundo a RSF, pois, apesar de contar com cada vez mais meios de comunica&ccedil;&atilde;o, &quot;o Partido Comunista continua usando a viol&ecirc;ncia&quot; para colocar-lhes freio. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bangkok, 20\/01\/2005 &ndash; Na &Aacute;sia h&aacute; cada vez mais meios de comunica&ccedil;&atilde;o, mas continua sendo o lugar mais perigoso para o trabalho jornal&iacute;stico, segundo a organiza&ccedil;&atilde;o Rep&oacute;rteres Sem Fronteiras. 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