{"id":601,"date":"2005-05-16T00:00:00","date_gmt":"2005-05-16T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=601"},"modified":"2005-05-16T00:00:00","modified_gmt":"2005-05-16T00:00:00","slug":"comrcio-como-o-auge-econmico-da-china-bom-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/05\/mundo\/comrcio-como-o-auge-econmico-da-china-bom-para-o-mundo\/","title":{"rendered":"Com&eacute;rcio: Como o auge econ&ocirc;mico da China &eacute; bom para o mundo"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 16\/05\/2005 &ndash; As exporta&ccedil;&otilde;es t&ecirc;xteis chinesas aumentaram vertiginosamente desde que foram suprimidas as tarifas alfandeg&aacute;rias para este setor, no dia 1&ordm; de janeiro deste ano, de acordo com a data-limite estabelecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio. Os industriais t&ecirc;xteis dos Estados Unidos e da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia j&aacute; est&atilde;o reclamando medidas protecionistas para deter a hemorragia de importa&ccedil;&otilde;es, mas ainda &eacute; muito cedo para compreender qual ser&aacute; o verdadeiro efeito da elimina&ccedil;&atilde;o das tarifas. Antes de se tomar qualquer medida, &eacute; necess&aacute;rio efetuar uma an&aacute;lise cuidadosa da integra&ccedil;&atilde;o global da China no sistema comercial multilateral.<br \/> <!--more--> <br \/> Embora as condi&ccedil;&otilde;es de incorpora&ccedil;&atilde;o da China &aacute; OMC permitam que outros pa&iacute;ses possam limitar as importa&ccedil;&otilde;es de t&ecirc;xteis chinesas at&eacute; 2008, os governos deveriam esperar pelo menos um ano antes de tomar medidas protecionistas. Para come&ccedil;ar, seria um erro castigar os produtores chineses por investirem fortemente em sua ind&uacute;stria. Por outro lado, os industriais dos pa&iacute;ses afetados pelas importa&ccedil;&otilde;es chinesas deveriam ter se preparado para enfrentar esta situa&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o se produziu repentinamente e sem aviso pr&eacute;vio. &Eacute; importante ter em conta que a China n&atilde;o &eacute; apenas um grande exportador, mas tamb&eacute;m um grande importador. Atualmente, &eacute; o terceiro maior importador do mundo, depois dos Estados Unidos e da Alemanha, mas &agrave; frente do Jap&atilde;o.<\/p>\n<p> As importa&ccedil;&otilde;es chinesas tamb&eacute;m se tornaram geograficamente mais diversificadas. Durante os &uacute;ltimos cinco anos, as compras chinesas no exterior cresceram em geral mais rapidamente do que suas exporta&ccedil;&otilde;es. O aumento das importa&ccedil;&otilde;es superou o das exporta&ccedil;&otilde;es em uma porcentagem de aproximadamente 5% ao ano, o que n&atilde;o &eacute; surpreendente, j&aacute; que a expans&atilde;o econ&ocirc;mica da China requer milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares para equipamentos, tecnologia e mat&eacute;rias-primas. De fato, o auge econ&ocirc;mico da China &eacute; potencialmente ben&eacute;fico para o mundo em sua totalidade. O aumento de suas importa&ccedil;&otilde;es estimula o crescimento impulsionado pelas exporta&ccedil;&otilde;es no mundo durante os &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p> Desde o in&iacute;cio das reformas econ&ocirc;micas, entre 1979 e 2004, o PIB da China cresceu 9,3% anuais e, embora se esperasse um ritmo mais lento em 2005, no primeiro trimestre deste ano se manteve em 9,5%. Penso que nos pr&oacute;ximos anos come&ccedil;aremos a ver uma nova fase da integra&ccedil;&atilde;o da China ao sistema comercial multilateral. Quando Pequim se uniu &aacute; OMC, deu um sinal importante sobre seu compromisso e vontade para levar sua economia a se harmonizar com as normas da organiza&ccedil;&atilde;o. A tarefa nem sempre foi f&aacute;cil, mas ao longo deste processo a China reduziu progressivamente suas tarifas alfandeg&aacute;rias, reduziu por etapas suas medidas n&atilde;o-alfandeg&aacute;rias e as restri&ccedil;&otilde;es sobre com&eacute;rcio e servi&ccedil;os. No com&eacute;rcio de bens, a taxa m&eacute;dia alfandeg&aacute;ria caiu de 42,9%, em 1992, para 10,4%, no in&iacute;cio de 2004. Em geral, a atua&ccedil;&atilde;o da China foi muito boa.<\/p>\n<p> Mas a China n&atilde;o resolveu todas as quest&otilde;es nem atenuou as preocupa&ccedil;&otilde;es de outros membros da OMC, os quais duvidam que o regime chin&ecirc;s chegue a cumprir rigidamente as condi&ccedil;&otilde;es para seu acesso &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, fui informado de que o n&iacute;vel de falsifica&ccedil;&atilde;o e pirataria continuando preocupando muitos integrantes da OMC. Tamb&eacute;m em setores espec&iacute;ficos industriais e de servi&ccedil;os ainda existem na China v&aacute;rios obst&aacute;culos criados contra companhias estrangeiras. O com&eacute;rcio varejista, que foi aberto &agrave; competi&ccedil;&atilde;o estrangeira desde o in&iacute;cio de 2005, &eacute; um desses exemplos; compreendo que as novas normas tenham causado preocupa&ccedil;&atilde;o entre os investidores por suas defini&ccedil;&otilde;es vagas.<\/p>\n<p> A China ter&aacute; de ampliar seus esfor&ccedil;os com rela&ccedil;&atilde;o &aacute; necessidade de transpar&ecirc;ncia, o que ajudar&aacute; a dissipar toda id&eacute;ia falsa sobre o seu compromisso com a agenda de reformas. Algumas ind&uacute;strias de servi&ccedil;os sens&iacute;veis ter&atilde;o de se abrir ainda mais este ano e, portanto ficar&atilde;o mais expostas &agrave; competi&ccedil;&atilde;o, enquanto uma s&eacute;rie de restri&ccedil;&otilde;es ser&aacute; levantada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o estrangeira no mercado acion&aacute;rio. Com mais mercados abertos, os chineses certamente dever&atilde;o enfrentar maior competi&ccedil;&atilde;o, mas isso n&atilde;o &eacute; necessariamente uma conseq&uuml;&ecirc;ncia negativa. Como mostrou a &uacute;ltima d&eacute;cada de reformas, uma economia mais aberta &eacute; o melhor caminho para estimular a competitividade.<\/p>\n<p> A China tamb&eacute;m &eacute; um ator ativo nas negocia&ccedil;&otilde;es globais sobre com&eacute;rcio que desenvolvidas no contexto da Rodada de Doha. Entretanto, creio que, &agrave; medida que amadurecer a integra&ccedil;&atilde;o chinesa &agrave; OMC, teremos a necessidade de v&ecirc;-la participar ainda mais ativamente das negocia&ccedil;&otilde;es. Muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento v&ecirc;em na experi&ecirc;ncia chinesa uma prova concreta de que o caminho para a abertura e a integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;micas tamb&eacute;m &eacute; o caminho para o crescimento e a moderniza&ccedil;&atilde;o. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p> (*) Supachai Panitchpakdi &eacute; diretor-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 16\/05\/2005 &ndash; As exporta&ccedil;&otilde;es t&ecirc;xteis chinesas aumentaram vertiginosamente desde que foram suprimidas as tarifas alfandeg&aacute;rias para este setor, no dia 1&ordm; de janeiro deste ano, de acordo com a data-limite estabelecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio. Os industriais t&ecirc;xteis dos Estados Unidos e da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia j&aacute; est&atilde;o reclamando medidas protecionistas para deter a hemorragia de importa&ccedil;&otilde;es, mas ainda &eacute; muito cedo para compreender qual ser&aacute; o verdadeiro efeito da elimina&ccedil;&atilde;o das tarifas. Antes de se tomar qualquer medida, &eacute; necess&aacute;rio efetuar uma an&aacute;lise cuidadosa da integra&ccedil;&atilde;o global da China no sistema comercial multilateral.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/05\/mundo\/comrcio-como-o-auge-econmico-da-china-bom-para-o-mundo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":351,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-601","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/351"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=601"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/601\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}