{"id":607,"date":"2005-05-18T00:00:00","date_gmt":"2005-05-18T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=607"},"modified":"2005-05-18T00:00:00","modified_gmt":"2005-05-18T00:00:00","slug":"comrcio-portal-portugus-para-o-europa-e-frica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/05\/mundo\/comrcio-portal-portugus-para-o-europa-e-frica\/","title":{"rendered":"Com&eacute;rcio: Portal portugu&ecirc;s para o Europa e &Aacute;frica"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 18\/05\/2005 &ndash; Chegou a hora do Brasil descobrir Portugal. Ou, pelo menos, as vantagens que a antiga metr&oacute;pole pode oferecer aos empres&aacute;rios brasileiros como plataforma para seus neg&oacute;cios na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e &Aacute;frica. Para concretizar o projeto, o grupo Cobra de S&atilde;o Paulo, controlado pelo Banco do Brasil, est&aacute; decidido a investir US$ 156 milh&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o de um parque tecnol&oacute;gico em Ponte de Lima, extremo norte de Portugal. Durante uma visita a Lisboa esta semana, o vice-presidente do BB para as &aacute;reas de tecnologia e log&iacute;stica, Jos&eacute; Luiz de Cerqueira C&eacute;sar, disse que o projeto servir&aacute; para que os empres&aacute;rios brasileiros &quot;utilizem as plataformas que Portugal possui na &Aacute;frica e no mercado comum da UE&quot;.<br \/> <!--more--> <br \/> Sob o nome de Condom&iacute;nio Brasil, o parque tecnol&oacute;gico de Ponte de Lima pretende criar condi&ccedil;&otilde;es para que empresas de diferentes setores participem de projetos na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e na &Aacute;frica, especialmente nos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa, grupo formado por Angola, Cabo Verde, Guin&eacute;-Bissau, Mo&ccedil;ambique e S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe. Em conversa com jornalistas, Cerqueira C&eacute;sar disse que o objetivo &eacute; que as empresas brasileiras estabelecidas em Portugal &quot;se situem no mesmo n&iacute;vel de competitividade e igualdade, privil&eacute;gios e benef&iacute;cios&quot;, das companhias lusitanas no mercado comum da UE.<\/p>\n<p> Comparado com os demais pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, &quot;n&atilde;o existem grandes diferen&ccedil;as com Portugal&quot;, mas a op&ccedil;&atilde;o por Ponte de Lima foi motivada porque &quot;existem outras afinidades entre os dois pa&iacute;ses, como l&iacute;ngua, cultura e costumes&quot;, afirmou o executivo. No Condom&iacute;nio Brasil se instalar&atilde;o, inicialmente, cerca de 30 empresas brasileiras, que em conjunto com seus pares portugueses far&atilde;o um esfor&ccedil;o coletivo para criar condi&ccedil;&otilde;es de competitividade nos mercados africanos e europeus. Estas 30 firmas pioneiras n&atilde;o atuar&atilde;o isoladamente, mas atrav&eacute;s de uma estrutura empresarial onde as compet&ecirc;ncias se complementem. Isto permitir&aacute; que, diante das oportunidades que se apresentarem em Portugal e no resto da UE, possam competir com os grandes cons&oacute;rcios europeus.<\/p>\n<p> Isto porque, segundo revelou Cerqueira C&eacute;sar, &quot;h&aacute; casos em que empresas brasileiras disputam isoladamente algumas licita&ccedil;&otilde;es na Fran&ccedil;a ou Alemanha, mas sem sucesso, pois, fatalmente, sua capacidade de competi&ccedil;&atilde;o &eacute; muito inferior &agrave;s j&aacute; estabelecidas em Portugal&quot;. Quanto &agrave; &Aacute;frica, para o Brasil as vantagens competitivas de Portugal em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses europeus se baseiam fundamentalmente em um amplo conhecimento desse continente, que contou uma presen&ccedil;a lusa de 560 anos, per&iacute;odo que concluiu em 1975. empresas portuguesas das mais variadas atividades encontram-se plenamente avalizadas nas ex-prov&iacute;ncias de ultramar e muitas delas tamb&eacute;m realizam opera&ccedil;&otilde;es em outras na&ccedil;&otilde;es africanas, especialmente na &Aacute;frica do Sul, no Zimb&aacute;bue, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo (ex-Zaire), Nam&iacute;bia e Senegal.<\/p>\n<p> Lisboa &eacute; o primeiro s&oacute;cio comercial, o principal investidor estrangeiro e o maior doador no campo da coopera&ccedil;&atilde;o, tanto multilateral quanto bilateral, dos cinco pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa. Com rela&ccedil;&atilde;o ao Brasil, a situa&ccedil;&atilde;o registra uma tend&ecirc;ncia de deteriora&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, nos quais o investimento portugu&ecirc;s foi a pique. Dados do Instituto de Com&eacute;rcio Exterior de Portugal (ICEP) indicam que em 2004 as empresas portuguesas investiram no mercado brasileiro apenas US$ 372 milh&otilde;es, 13 vezes menos do que em 2000, quando o investimento portugu&ecirc;s chegou a US$ 5 bilh&otilde;es. Quanto ao investimento brasileiro em Portugal, os n&uacute;meros s&atilde;o bastante t&iacute;midos. No ano passado, segundo o ICEP, ficou em US$ 52,8 milh&otilde;es, um valor de todo modo significativo se comparado com os esqu&aacute;lidos US$ 9,5 milh&otilde;es aplicados em 2000.<\/p>\n<p> A balan&ccedil;a comercial apresenta um desequil&iacute;brio claramente favor&aacute;vel ao Brasil, que vendeu para Portugal mercadorias no valor de US$ 1,112 bilh&atilde;o, enquanto gastou com importa&ccedil;&otilde;es desse pa&iacute;s US$ 20,8 milh&otilde;es. Filipe Botton, propriet&aacute;rio e gerente-geral da Lugoplaste, empresa portuguesa de embalagens de pl&aacute;stico, h&aacute; 10 anos no Brasil, em recente entrevista ao jornal P&uacute;blico, de Lisboa, disse que &quot;o mercado brasileiro &eacute; muito competitivo, com regras completamente diferentes das europ&eacute;ias, o que significa ter uma grande capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um mercado muito interessante, mas n&atilde;o sei se as empresas portuguesas est&atilde;o preparadas ou t&ecirc;m for&ccedil;a financeira para entrar no Brasil&quot;, ressaltou Botton.<\/p>\n<p> Apesar destas dificuldades, os analistas econ&ocirc;micos da imprensa portuguesa afirmam unanimemente que esta nova coopera&ccedil;&atilde;o bilateral, tanto para a UE quanto para a &Aacute;frica, deve incentivar outras entidades brasileiras a formarem cons&oacute;rcios, instalar-se em Portugal e consolidar posi&ccedil;&otilde;es no mercado internacional. Opini&atilde;o compartilhada pelo portugu&ecirc;s Jo&atilde;o Oliveira Rendeiro, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Luso-Brasileira (FLB), para quem &quot;Lisboa deve ser uma promotora dos interesses brasileiros na Europa. O Brasil &eacute; cada vez mais uma pot&ecirc;ncia mundial&quot;, destacou Rendeiro, que tamb&eacute;m preside o Banco Privado Portugu&ecirc;s, institui&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito com interesses centrados no setor tur&iacute;stico do maior pa&iacute;s da Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p> O empres&aacute;rio considerou deplor&aacute;vel que &quot;Portugal ande distra&iacute;do em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia do Brasil no mundo&quot;, um pa&iacute;s que, em lugar dos atuais 182 milh&otilde;es de habitantes, em 2050 dever&aacute; contar com 250 milh&otilde;es de almas, uma das popula&ccedil;&otilde;es menos envelhecidas do planeta&quot;. Segundo previs&otilde;es de institui&ccedil;&otilde;es internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) citadas pelo informe da FLB, estima-se que o produto interno bruto brasileiro ocupar&aacute;, em 2020, o d&eacute;cimo-primeiro lugar em import&acirc;ncia no mundo, superado apenas por dois pa&iacute;ses europeus, Alemanha e Fran&ccedil;a.<\/p>\n<p> &quot;N&atilde;o devemos ignorar&quot; a sombra da crescente competi&ccedil;&atilde;o espanhola no Brasil, advertiu Rendeiro, recomendando &quot;demonstrar o peso dos argumentos portugueses para refor&ccedil;ar as rela&ccedil;&otilde;es com o Brasil&quot;. Quais s&atilde;o estas vantagens portuguesas? Segundo o presidente da FLB, se trata basicamente da &quot;grande compreens&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o brasileira, das afinidades culturais e da l&iacute;ngua comum&quot;. Para o Brasil, &quot;Portugal n&atilde;o constitui uma alternativa geoestrat&eacute;gica, ao contr&aacute;rio da Espanha, que aposta em uma difus&atilde;o cada vez maior da l&iacute;ngua castelhana&quot;, ressaltou Rendeiro. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 18\/05\/2005 &ndash; Chegou a hora do Brasil descobrir Portugal. Ou, pelo menos, as vantagens que a antiga metr&oacute;pole pode oferecer aos empres&aacute;rios brasileiros como plataforma para seus neg&oacute;cios na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e &Aacute;frica. Para concretizar o projeto, o grupo Cobra de S&atilde;o Paulo, controlado pelo Banco do Brasil, est&aacute; decidido a investir US$ 156 milh&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o de um parque tecnol&oacute;gico em Ponte de Lima, extremo norte de Portugal. Durante uma visita a Lisboa esta semana, o vice-presidente do BB para as &aacute;reas de tecnologia e log&iacute;stica, Jos&eacute; Luiz de Cerqueira C&eacute;sar, disse que o projeto servir&aacute; para que os empres&aacute;rios brasileiros &quot;utilizem as plataformas que Portugal possui na &Aacute;frica e no mercado comum da UE&quot;.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/05\/mundo\/comrcio-portal-portugus-para-o-europa-e-frica\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":256,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/256"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}