{"id":609,"date":"2005-05-18T00:00:00","date_gmt":"2005-05-18T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=609"},"modified":"2005-05-18T00:00:00","modified_gmt":"2005-05-18T00:00:00","slug":"sade-a-guerra-contra-a-aids-necessita-de-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/05\/mundo\/sade-a-guerra-contra-a-aids-necessita-de-dinheiro\/","title":{"rendered":"Sa&uacute;de: A guerra contra a aids necessita de dinheiro"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 18\/05\/2005 &ndash; Enquanto a Assembl&eacute;ia Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas se prepara para uma confer&ecirc;ncia de alto n&iacute;vel sobre HIV\/aids, no pr&oacute;ximo m&ecirc;s, funcion&aacute;rios, especialistas e ativistas lan&ccedil;aram uma voz de alerta pela falta de fundos para a luta contra essa doen&ccedil;a mortal. &quot;Existe uma crise urgente em n&iacute;vel mundial, e &eacute; uma crise de financiamento&quot;, disse &aacute; IPS Paul Zeitz, diretor-executivo da Global Aids Alliance, coaliz&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais que desde Washington se dedicam a combater a aids. &quot;&Agrave; medida que os custos sobem, mais pessoas contraem o v&iacute;rus da defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica adquirida (HIV) e as necessidades estimadas aumentam&quot;, acrescentou. A confer&ecirc;ncia da ONU, prevista para os dias 2 e 3 de junho, vai revisar os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados at&eacute; agora na luta contra a aids.<br \/> <!--more--> <br \/> No m&ecirc;s passado, o secret&aacute;rio geral da ONU, Kofi Annan, advertiu sobre a &quot;persistente brecha entre as necessidades de financiamento e os recursos dispon&iacute;veis, tanto em n&iacute;vel nacional quanto internacional&quot;. O Programa Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre HIV\/aids (Onusida) calculou que dever&atilde;o ser investidos anualmente US$ 12 bilh&otilde;es, a partir de agora, at&eacute; chegar aos US$ 20 bilh&otilde;es em 2007. O gasto com a luta contra a aids aumentou de US$ 2,1 bilh&atilde;o em 2001 para US$ 6,1 bilh&atilde;o no ano passado. Mas, prev&ecirc;-se que esse financiamento permanecer&aacute; estancado ou crescer&aacute; marginalmente. Stephen Lewis, enviado especial da ONU para a &Aacute;frica para atender a emerg&ecirc;ncia do HIV\/aids, concordou com a maioria dos especialistas, funcion&aacute;rios e ativistas de que a falta de recursos dificulta a luta contra a doen&ccedil;a.<\/p>\n<p> &quot;O fato de termos de lutar por motivos relativamente pequenos para salvar a vida de milh&otilde;es de pessoas, quando agora gastamos US$ 1bilh&atilde;o de d&oacute;lares em armas e US$ 300 bilh&otilde;es no Afeganist&atilde;o e Iraque &eacute; uma obscenidade, uma mortificante indignidade internacional&quot;, disse Lewis &agrave; IPS. &quot;Falamos de quantias relativamente pequenas, um m&aacute;ximo de US$ 20 bilh&otilde;es em 2007, para salvar v&aacute;rios milh&otilde;es de vidas. &Aacute; algo espantosamente errado&quot;, acrescentou. O ritmo de propaga&ccedil;&atilde;o da aids continua mais acelerado do que os esfor&ccedil;os para deter a enfermidade. A &Aacute;frica subsaariana &eacute; a regi&atilde;o mais necessitada de fundos, e aquela onde o HIV &eacute; transmitido com maior rapidez.<\/p>\n<p> &quot;A falta de financiamento &eacute; mais clara na &Aacute;frica&quot;, disse &agrave; IPS Ann-Louise Colgan, da organiza&ccedil;&atilde;o &Aacute;frica Action. &quot;A marginaliza&ccedil;&atilde;o do continente n&atilde;o s&oacute; o deixa mais vulner&aacute;vel ao HIV como, tamb&eacute;m, deprime a capacidade dos pa&iacute;ses africanos responderem a esta crise de sa&uacute;de&quot;, afirmou. Segundo Colgan, as necessidades financeiras s&atilde;o, na realidade, muito frugais em compara&ccedil;&atilde;o com os grandes gastos militares dos pa&iacute;ses mais ricos. &quot;Esses mesmos pa&iacute;ses falham consistentemente em dar o financiamento necess&aacute;rio para lutar contra a doen&ccedil;a na &Aacute;frica. Parece ser o caso de uma apatia internacional&quot;, acrescentou. Colgan recordou que para o diretor da Onuside, Piter Piot, a crise teria sito atendida de &quot;modo muito diferente e com maior urg&ecirc;ncia&quot; se tivesse ocorrido na Europa &quot; e se os brancos fossem os mais afetados&quot;.<\/p>\n<p> Os Estados Unidos, os 25 pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e o Jap&atilde;o s&atilde;o &quot;mesquinhos&quot;, disse Zeitz. O presidente George W. Bush prometeu em janeiro de 2003 US$ 15 bilh&otilde;es no per&iacute;odo de cinco anos, dos quais US$ 10 bilh&otilde;es eram compromissos que n&atilde;o haviam sido formulados at&eacute; ent&atilde;o, recordou o ativista. &quot;Pensamos que daria cerca de US$ 3 bilh&otilde;es por ano, mas isso n&atilde;o aconteceu. Graduaram o financiamento com muita lentid&atilde;o&quot;, afirmou. O Grupo dos Sete pa&iacute;ses mais industrializados (Estados Unidos, Gr&atilde;-Bretanha, Fran&ccedil;a, Alemanha, Jap&atilde;o, Canad&aacute; e It&aacute;lia) devem recobrar o ju&iacute;zo quando falarem de aids, e que isso &quot;depende da pr&oacute;xima c&uacute;pula&quot;, que acontecer&aacute; em julho na Esc&oacute;cia.<\/p>\n<p> Uma das possibilidades &eacute; que o anfitri&atilde;o da c&uacute;pula, o primeiro-ministro brit&acirc;nico, Tony Blair, e seu ministro das Finan&ccedil;as, Gordon Brown, conven&ccedil;am seus colegas a duplicar a ajuda ao exterior. O &quot;grande avan&ccedil;o&quot; deve proceder dos Estados Unidos, segundo Lewis. &quot;E ningu&eacute;m est&aacute; t&atilde;o pr&oacute;ximo de Bush quanto Blair. Se Bush far&aacute; outra jogada dram&aacute;tica, dever&aacute; ser empurrado por Blair&quot;, afirmou. Em janeiro de 2002, governos, ag&ecirc;ncias da ONU, organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e o setor privado criaram um Fundo Conjunto para a Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Mal&aacute;ria. O Fundo demonstrou ser um mecanismo eficaz para atender a epidemia em 127 pa&iacute;ses. Mas, os Estados Unidos e outros pa&iacute;ses ricos parecem decididos a n&atilde;o financiar esse organismo, afirmou a ativista.<\/p>\n<p> Washington preferiu, por outro lado, manter seu enfoque unilateral para atacar a aids, tanto na &Aacute;frica como em todo o mundo, segundo Colgan. E as pr&oacute;prias iniciativas norte-americanas, concentradas na abstin&ecirc;ncia sexual e promo&ccedil;&atilde;o de medicamentos caros, est&atilde;o sem financiamento. Desde que a aids foi detectada em 1981, 20 milh&otilde;es de pessoas morreram por casa da doen&ccedil;a. Em dezembro passado viviam com o HIV cerca de 39,4 milh&otilde;es de pessoas. A taxa de infec&ccedil;&atilde;o continua aumentando, com 4,9 milh&otilde;es de pessoas que contra&iacute;ram o v&iacute;rus somente em 2004, segundo estudos da ONU. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 18\/05\/2005 &ndash; Enquanto a Assembl&eacute;ia Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas se prepara para uma confer&ecirc;ncia de alto n&iacute;vel sobre HIV\/aids, no pr&oacute;ximo m&ecirc;s, funcion&aacute;rios, especialistas e ativistas lan&ccedil;aram uma voz de alerta pela falta de fundos para a luta contra essa doen&ccedil;a mortal. &quot;Existe uma crise urgente em n&iacute;vel mundial, e &eacute; uma crise de financiamento&quot;, disse &aacute; IPS Paul Zeitz, diretor-executivo da Global Aids Alliance, coaliz&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais que desde Washington se dedicam a combater a aids. &quot;&Agrave; medida que os custos sobem, mais pessoas contraem o v&iacute;rus da defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica adquirida (HIV) e as necessidades estimadas aumentam&quot;, acrescentou. 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