{"id":62,"date":"2005-01-20T00:00:00","date_gmt":"2005-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=62"},"modified":"2005-01-20T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-20T00:00:00","slug":"comunicaes-a-aventura-de-construir-uma-imprensa-independente-no-afeganisto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/comunicaes-a-aventura-de-construir-uma-imprensa-independente-no-afeganisto\/","title":{"rendered":"Comunica&ccedil;&otilde;es: A aventura de construir uma imprensa independente no Afeganist&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Montevid&eacute;u, 20\/01\/2005 &ndash; No Afeganist&atilde;o &quot;h&aacute; intimida&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia, problemas de seguran&ccedil;a&quot;, mas &quot;o que mais custa &eacute; liberar perguntas sem as quais um jornalista n&atilde;o existe. Perguntar por que e para que&quot;, explica o argentino Ricardo Grassi, embarcado na tarefa de criar uma imprensa independente nesse pa&iacute;s em guerra. Pajhwok Afghan News (algo como Not&iacute;cias Afeg&atilde;s Eco) come&ccedil;ou a transmitir informa&ccedil;&otilde;es pouco antes das elei&ccedil;&otilde;es nacionais de 9 de outubro. Na quarta-feira passada foi anunciada oficialmente a vit&oacute;ria do at&eacute; agora presidente interino, Hamid Kazai. O Afeganist&atilde;o continua ocupado por 20 mil soldados norte-americanos e cerca de mais tr&ecirc;s mil da Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (Otan).<br \/> <!--more--> <br \/> Grassi, 35 anos de jornalismo, militante de esquerda nos anos 70 em seu pa&iacute;s, ex-editor e ex-chefe de reda&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia IPS, estava no Afeganist&atilde;o investigando mecanismos para fomentar o desenvolvimento de meios de comunica&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia quando lhe propuseram organizar e dirigir uma ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias independente. Foi quando descobriu que ser latino-americano apresentava uma vantagem comparativa. &quot;Na Am&eacute;rica Latina desenvolvemos uma vis&atilde;o cr&iacute;tica sobre a circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e os atores presentes nela&quot;, disse &agrave; IPS desde Cabul, em entrevista por e-mail<\/p>\n<p> P- Qual sua opini&atilde;o sobre as elei&ccedil;&otilde;es?<\/p>\n<p> R- Antes coincidia com os afeg&atilde;os que tentaram adi&aacute;-las para dar tempo de criar for&ccedil;as pol&iacute;ticas representativas, capazes de negociar com dignidade com os Estados Unidos. Mas, isto n&atilde;o interessa a Washington e muito menos a George W. Bush, que queria dizer &quot;democratizamos o Afeganist&atilde;o&quot; antes de colocar em jogo sua presid&ecirc;ncia. Tampouco a empresa petrol&iacute;fera Unical, da qual foram consultores os dois &quot;presidentes&quot; deste pa&iacute;s, Karzai e Zalmai Khalilzad, o embaixador norte-americano. H&aacute; alguns anos a Unical deseja construir um gasoduto atravessando o Afeganist&atilde;o de norte a sul. As elei&ccedil;&otilde;es podem ser vistas como uma farsa que coroa a verdadeira hist&oacute;ria. Mas votaram oito milh&otilde;es de pessoas em um total de 11,5 milh&otilde;es registradas. Essa mobiliza&ccedil;&atilde;o agrega um valor que supera qualquer farsa e muda o pa&iacute;s. Agora &eacute; preciso ver como as coisas correm. Ao longo da hist&oacute;ria, os afeg&atilde;os sempre t&ecirc;m n&iacute;tido quem ocupou o pa&iacute;s: Ciro o Grande, Alexandre Magno, Genghis Khan, russos, ingleses, sovi&eacute;ticos.<\/p>\n<p> P- Como chegou ao Afeganist&atilde;o e acabou dirigindo a Pajhwok?<\/p>\n<p> R- Foi em maio, e de um modo inesperado. Em 2003, a Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia (&oacute;rg&atilde;o executivo da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia) contratou o jornalista ingl&ecirc;s Nick Nugent e a mim para prepararmos um relat&oacute;rio sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Afeganist&atilde;o, recomendar pol&iacute;ticas e continuar apoiando meios independentes, e, mais decididamente, a cria&ccedil;&atilde;o de um sistema p&uacute;blico, a reorganiza&ccedil;&atilde;o da R&aacute;dio e TV (RTA) e da ag&ecirc;ncia nacional de not&iacute;cias Bakhtar International Agency (BIA). RTA e BIA s&atilde;o governamentais, segundo o modelo da extinta Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, ainda n&atilde;o modificado. Propusemos coloc&aacute;-las fora do controle governamental, com uma primeira fase de financiamento estatal e, quando existir, do parlamento, segundo o modelo de pa&iacute;ses europeus, e com um conselho de administra&ccedil;&atilde;o soberano integrado por figuras independentes. Cuidei de planejar e armar o or&ccedil;amento da nova ag&ecirc;ncia nacional de not&iacute;cias. Meu desejo era reorganizar a Bakhtar. Em abril, o Instituto for War and Peace Reporting (IWPR, Instituto para o Reporte sobre Paz e Guerra) me prop&ocirc;s organizar e dirigir uma ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias independente, que agora se chama Pajhwok Afghan News. Pajhwok quer dizer &quot;eco&quot; em idiomas farsi (persa) e Pashto.<\/p>\n<p> P- Qual o papel do IWPR?<\/p>\n<p> R- &Eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental mais s&eacute;ria de todas as que vieram ao Afeganist&atilde;o para formar jornalistas. A &uacute;nica com m&eacute;todo e vontade de treinar formadores de jornalistas afeg&atilde;os. J&aacute; h&aacute; 10 jornalistas afeg&atilde;os em condi&ccedil;&otilde;es de treinarem outros. Come&ccedil;aram aqui h&aacute; dois anos, sob a dire&ccedil;&atilde;o de duas pessoas extraordin&aacute;rias, Lisa Schnellinger e Toma Willard, norte-americanas, embora a sede central do IWPR fique em Londres e esteja presente em 22 pa&iacute;ses. Em janeiro decidiram levar o processo ao extremo: cobrir e distribuir informa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, uma ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias que fosse, por sua vez, um centro de forma&ccedil;&atilde;o. Conseguiram os fundos. Meu or&ccedil;amento &eacute; de US$ 2,3 milh&otilde;es. O plano &eacute; fazer com que a Pajhwok seja totalmente afeg&atilde; quanto meu trabalho terminar, em mar&ccedil;o.<\/p>\n<p> P- Como funciona a ag&ecirc;ncia?<\/p>\n<p> R- O contexto &eacute; sempre de forma&ccedil;&atilde;o, embora seja um trabalho pago. Cada rep&oacute;rter, editor, tradutor, motorista ou arquivista &eacute; avaliado pelos formadores afeg&atilde;os e por jornalistas estrangeiros da sala de not&iacute;cias, uma b&uacute;lgara, duas afeg&atilde;s-norte-americanas, uma norte-americana, um ingl&ecirc;s e eu, que descobri a enorme vantagem de ser latino-americano.<\/p>\n<p> P- Qual vantagem?<\/p>\n<p> R- A Am&eacute;rica Latina &eacute; pobre. Para exercer nossa profiss&atilde;o aprendemos a arte do detalhe, e a paix&atilde;o &eacute; mais forte do que a compensa&ccedil;&atilde;o financeira. Essa bagagem permite quebrar aqui a rela&ccedil;&atilde;o mals&atilde; que tende a se estabelecer com os ricos que chegam da Europa ou da Am&eacute;rica do Norte. Por&eacute;m h&aacute; algo mais importante: na Am&eacute;rica Latina desenvolvemos uma vis&atilde;o cr&iacute;tica sobre a circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e os atores presentes nelas. Todos tendem a colocar um pa&iacute;s do Norte como o ator principal: &eacute; o Jap&atilde;o ou a Alemanha que d&aacute; um empr&eacute;stimo a um pa&iacute;s do sul, e quase nunca o pa&iacute;s do Sul &eacute; protagonista. Esta diferen&ccedil;a &eacute; vital e dificilmente percebida por um jornalista do Norte, e os do Sul repetem este esquema mecanicamente, at&eacute; que chega um latino-americano e diz que deve ser o contr&aacute;rio. Na Pajhwok procuramos fazer com que o Afeganist&atilde;o e sua popula&ccedil;&atilde;o sempre sejam o ator principal.<\/p>\n<p> P- Existe jornalismo afeg&atilde;o?<\/p>\n<p> R- Antes do regime Taliban (que controlou o pa&iacute;s entre 1996 e 2001), o Afeganist&atilde;o estava ocupado pelos sovi&eacute;ticos, que o invadiram em dezembro de 1979 para apoiar o regime comunista instalado em abril de 1978. Todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o eram e s&atilde;o governamentais. O que mudou agora &eacute; que h&aacute; independentes, embora todos necessitem ser financiados por alguma ag&ecirc;ncia de coopera&ccedil;&atilde;o. Ainda n&atilde;o existe um mercado publicit&aacute;rio que possa assegurar a auto-sufici&ecirc;ncia, mas haver&aacute;.<\/p>\n<p> P- N&atilde;o havia experi&ecirc;ncias de jornalismo independente?<\/p>\n<p> R- Sim, mas poucas e distantes. A maior parte dos jornalistas que trabalham comigo t&ecirc;m entre 20 e 35 anos, sendo que 24 deles viveram na guerra. Ou seja, conhecem pouco e nada de algo diferente.<\/p>\n<p> P- A Pajhwok come&ccedil;ou a transmitir not&iacute;cias nos dias anteriores &agrave; elei&ccedil;&atilde;o de 9 de outubro. Qual o resultado?<\/p>\n<p> R- Bom e um tanto desordenado. Aqui h&aacute; pouca ou nenhuma experi&ecirc;ncia em promo&ccedil;&atilde;o e marketing. T&iacute;nhamos de come&ccedil;ar antes das elei&ccedil;&otilde;es, embora n&atilde;o estiv&eacute;ssemos totalmente prontos. Montamos uma web provis&oacute;ria, mas estou organizando um relan&ccedil;amento para quando tivermos a definitiva. H&aacute; uma grande vantagem, podemos cobrir coisas inacess&iacute;veis para um estrangeiro, e nossos jornalistas t&ecirc;m um conhecimento interno que se demora anos para conseguir. Este &eacute; um pa&iacute;s multicultural, tribal, com camadas que foram se sobrepondo ao longo de milhares de anos de hist&oacute;ria. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o locais usam bastante nosso material, e continuam festejando cada vez que algu&eacute;m o faz dando o devido cr&eacute;dito. Cada vez s&atilde;o mais. Por&eacute;m, a distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; complexa. Pouqu&iacute;ssimos meios possuem Internet, entre 80% e 90% dos afeg&atilde;os s&atilde;o analfabetos, as r&aacute;dios locais s&atilde;o o meio mais importante, j&aacute; que a produ&ccedil;&atilde;o de televis&atilde;o &eacute; complexa, cara e caminha lentamente.<\/p>\n<p> P- Qual a infra-estrutura da Pajhwok?<\/p>\n<p> R- A central fica em Cabul, onde somos cerca de 120 pessoas. H&aacute; quatro sucursais, em Herat, Jalalabad, Mazar-e-Sharif e Kandahar, com dois correspondentes em cada uma e muitos colaboradores externos. Agora expandiremos a rede para as principais cidades e prov&iacute;ncias. Temos toda a tecnologia moderna e uma casa muito grande em Cabul, com um jardim verde rodeado por rosas altas.<\/p>\n<p> P- Como consegue jornalistas?<\/p>\n<p> R- Colocamos an&uacute;ncios e as pessoas aparecem. Muitos n&atilde;o s&atilde;o jornalistas, mas est&atilde;o atra&iacute;dos pela id&eacute;ia de s&ecirc;-lo. Todos passam pelo curso b&aacute;sico de forma&ccedil;&atilde;o. Cada manh&atilde; temos uma reuni&atilde;o para decidir a pauta do dia. A mec&acirc;nica requer um int&eacute;rprete, mas &eacute; t&atilde;o natural que j&aacute; nem nos damos conta. Tamb&eacute;m aqui h&aacute; forma&ccedil;&atilde;o: perguntar sem piedade o por que de cada nota, como ser&aacute; coberta, quais ser&atilde;o as fontes consultadas. Muitos possuem um insuficiente conhecimento gramatical de farsi ou pashto, os dois idiomas nos quais produzimos nosso material.<\/p>\n<p> P- H&aacute; mulheres entre seu pessoal?<\/p>\n<p> R- Mais do que homens, o que &eacute; um problema para cobrir certos assuntos e em determinadas horas do dia. Esta &eacute; uma realidade &quot;naturalmente&quot; machista. Mas as mulheres n&atilde;o convivem com isso do modo dram&aacute;tico que &eacute; pintado pelo Ocidente. Os homens acreditam que dominam, e o conseguem na superf&iacute;cie. As mulheres padecem nessa superf&iacute;cie, cruelmente, mas seus recursos as levam a profundidades e sutilezas que os homens nem imaginam. Agora estamos no Ramadan (m&ecirc;s sagrado mu&ccedil;ulmano). N&atilde;o se come nem se bebe &aacute;gua at&eacute; &agrave;s 17h25. a maioria deixa de trabalhar entre 1h e 15h, e a tradi&ccedil;&atilde;o &eacute; que as mulheres tenham a comida pronta &agrave;s 17h25. na ag&ecirc;ncia decidimos que se deveria continuar trabalhando pelo menos at&eacute; 18h, organizando turnos. A primeira rea&ccedil;&atilde;o dos homens foi dizer que as mulheres n&atilde;o poderiam participar do rod&iacute;zio. Insisti que deveriam dizer isso a elas. D&aacute; para imaginar o resultado. Sempre acontece alguma.<\/p>\n<p> P- De longe se v&ecirc; como bastante dif&iacute;cil o trabalho de recolher informa&ccedil;&atilde;o e divulg&aacute;-la em clima de guerra.<\/p>\n<p> R- Existe intimida&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia, s&eacute;rios problemas de seguran&ccedil;a e o pa&iacute;s est&aacute; geograficamente muito incomunic&aacute;vel. Mas as dificuldades principais s&atilde;o as que mencionei antes, e o que mais custa &eacute; liberar as perguntas sem as quais um jornalista n&atilde;o existe. Perguntar, sobretudo, por que? e para que? Questionar tudo, inclusive o modo como escrevemos.<\/p>\n<p> P &#8211; Ficar&aacute; vivendo no Afeganist&atilde;o?<\/p>\n<p> R- Meu contrato com a Pajhwok termina dia 28 de fevereiro, embora j&aacute; se saiba que n&atilde;o ser&aacute; suficiente. Quanto tempo viverei aqui? Quem sabe? Quando vim pela primeira vez era apenas por tr&ecirc;s meses. J&aacute; estou aqui h&aacute; um ano. Agora comecei a estudar farsi. Tenho alguns amigos muito bons. Sinto falta da minha mulher e dos meus filhos, embora eles j&aacute; vivam por sua pr&oacute;pria conta.(IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Montevid&eacute;u, 20\/01\/2005 &ndash; No Afeganist&atilde;o &quot;h&aacute; intimida&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia, problemas de seguran&ccedil;a&quot;, mas &quot;o que mais custa &eacute; liberar perguntas sem as quais um jornalista n&atilde;o existe. Perguntar por que e para que&quot;, explica o argentino Ricardo Grassi, embarcado na tarefa de criar uma imprensa independente nesse pa&iacute;s em guerra. Pajhwok Afghan News (algo como Not&iacute;cias Afeg&atilde;s Eco) come&ccedil;ou a transmitir informa&ccedil;&otilde;es pouco antes das elei&ccedil;&otilde;es nacionais de 9 de outubro. Na quarta-feira passada foi anunciada oficialmente a vit&oacute;ria do at&eacute; agora presidente interino, Hamid Kazai. O Afeganist&atilde;o continua ocupado por 20 mil soldados norte-americanos e cerca de mais tr&ecirc;s mil da Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (Otan).<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/comunicaes-a-aventura-de-construir-uma-imprensa-independente-no-afeganisto\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-62","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}