{"id":626,"date":"2005-05-24T00:00:00","date_gmt":"2005-05-24T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=626"},"modified":"2005-05-24T00:00:00","modified_gmt":"2005-05-24T00:00:00","slug":"mundo-pobreza-da-frica-divide-pases-ricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/05\/mundo\/mundo-pobreza-da-frica-divide-pases-ricos\/","title":{"rendered":"Mundo: Pobreza da &Aacute;frica divide pa&iacute;ses ricos"},"content":{"rendered":"<p>Londres, 24\/05\/2005 &ndash; A Gr&atilde;-Bretanha assegura que o desenvolvimento da &Aacute;frica ser&aacute; a prioridade da c&uacute;pula do Grupo dos Oito pa&iacute;ses mais poderosos do mundo, mas n&atilde;o conseguiu que se chegasse a um acordo sobre os mecanismos nesse sentido. Funcion&aacute;rios brit&acirc;nicos garantem que cresce o apoio entre as na&ccedil;&otilde;es mais ricas para a cria&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Financeiro Internacional (IFF, sigla em ingl&ecirc;s), proposto pelo ministro das Finan&ccedil;as, Gordon Brown. Mas n&atilde;o h&aacute; sinais de que os Estados Unidos abandonar&atilde;o ou modificar&atilde;o seu pr&oacute;prio projeto de programa de assist&ecirc;ncia, a Conta do Desafio do Mil&ecirc;nio, para concretizar o IFF antes de 6 de julho, quando come&ccedil;ar&aacute; a c&uacute;pula do G-8, em Gleneagles, na Esc&oacute;cia.<br \/> <!--more--> <br \/> O IFF procuraria, sendo constitu&iacute;do, canalizar os compromissos dos doadores para que os pa&iacute;ses pobres cumpram as Metas da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio, metas ambiciosas marcadas para serem atingidas at&eacute; 2015, entre elas a de reduzir pela metade a popula&ccedil;&atilde;o pobre do mundo. Tal institui&ccedil;&atilde;o serviria para arrecadar fundos de investimentos privados com destino ao desenvolvimento da &Aacute;frica, atrav&eacute;s da venda de b&ocirc;nus nos mercados de capitais. Os compromissos de assist&ecirc;ncia no futuro por parte dos governos seriam os que oferecessem seguran&ccedil;a aos possuidores de tais b&ocirc;nus.<\/p>\n<p> Entre as metas fixadas pela Assembl&eacute;ia Geral da ONU em sua sess&atilde;o inaugural de 2000, na presen&ccedil;a de numerosos chefes de Estado e de governo, figuram garantir a meninos e meninas acesso universal &aacute; educa&ccedil;&atilde;o, reduzir a mortalidade infantil e ampliar o acesso &agrave; &aacute;gua pot&aacute;vel. &quot;Sabemos o que os governos devem fazer. A ONU calculou que, para atingir essas metas, os pa&iacute;ses industrializados devem aumentar a ajuda, passando dos atuais US$ 50 bilh&otilde;es para US$ 100 bilh&otilde;es ao ano&quot;, afirmou o Tesouro brit&acirc;nico em um comunicado. &quot;Temos os mecanismos e nos comprometemos a fazer algo. O complexo plano consiste em comprometer os doadores a longo prazo para obter dinheiro&quot;, mediante pagamentos anuais ao IFF, ressaltou.<\/p>\n<p> Assim, o servi&ccedil;o poder&aacute; emitir b&ocirc;nus e coloc&aacute;-los no mercado com base nestes compromissos. O dinheiro obtido com a venda dos b&ocirc;nus ser&aacute; depois desembolsado em forma de doa&ccedil;&otilde;es aos pa&iacute;ses em desenvolvimento, e os investidores obteriam uma renda por sua contribui&ccedil;&atilde;o. Prev&ecirc;-se que esses t&iacute;tulos pagariam cerca de 5% ao ano ao longo de tr&ecirc;s d&eacute;cadas. Segundo o Tesouro brit&acirc;nico, o investimento em assist&ecirc;ncia superaria os custos da emiss&atilde;o. O Tesouro tamb&eacute;m calculou que o IFF aumentaria a ajuda ao desenvolvimento para al&eacute;m dos US$ 16 bilh&otilde;es ao ano oferecidos pelas na&ccedil;&otilde;es doadoras da ONU em 2002, na cidade mexicana de Monterrey.<\/p>\n<p> Al&eacute;m disso, a institui&ccedil;&atilde;o constituiria uma maneira de obrigar os doadores a cumprirem as promessas assumidas. &quot;Quase 70 pa&iacute;ses expressaram apoio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do IFF, incluindo Alemanha, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha, It&aacute;lia e Su&eacute;cia&quot;, disse &agrave; IPS Rob Ward, funcion&aacute;rio do Tesouro de Londres. Mas outros pa&iacute;ses &quot;consideram que o IFF &eacute; dif&iacute;cil de ser implementado. Estamos trabalhando com esses governos sobre esse ponto&quot;. De qualquer forma, o or&ccedil;amento de ajuda oficial ao desenvolvimento relativamente baixo de Alemanha e It&aacute;lia, frente ao restante do G-8, limitaria a efic&aacute;cia da proposta. Entre os pa&iacute;ses que n&atilde;o ap&oacute;iam a id&eacute;ia figuram Canad&aacute;, Estados Unidos e Jap&atilde;o. Ningu&eacute;m espera que a R&uacute;ssia se converta em um doador importante para o desenvolvimento da &Aacute;frica.<\/p>\n<p> Washington assumiu um enfoque diferente. Sua Conta para o Desafio do Mil&ecirc;nio se baseia mais sobre doa&ccedil;&otilde;es, e vincula a destina&ccedil;&atilde;o de dinheiro aos pa&iacute;ses receptores &agrave; &quot;governabilidade, erradica&ccedil;&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o, respeito pelos direitos humanos e ades&atilde;o ao estado de direito&quot;. Os defensores da Conta consideram que tal mecanismo promove a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o e as pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas que animam as empresas e os empreendedores. Isso significa, entre outras coisas, mercados mais abertos. Mas as condi&ccedil;&otilde;es incluiriam tamb&eacute;m o apoio &agrave; guerra contra o terrorismo lan&ccedil;ada pelos Estados Unidos. Por outro lado, essa iniciativa se concentra menos na &Aacute;frica do que a brit&acirc;nica.<\/p>\n<p> O presidente George W. Bush anunciou em 2002 que os Estados Unidos aumentariam em 50% sua assist&ecirc;ncia aos pa&iacute;ses em desenvolvimento nos tr&ecirc;s anos seguintes, um aumento de US$ 5 bilh&otilde;es ao ano em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de 2002, ao t&eacute;rmino de 2006. O programa de ajuda dos Estados Unidos est&aacute; estreitamente vinculado com seus interesses pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos, e n&atilde;o h&aacute; sinais de que mudar&aacute; seus planos antes da c&uacute;pula de julho. Os diferentes enfoques acrescentaram outra divis&atilde;o transatl&acirc;ntica, bem como dentro da Europa. N&atilde;o existe certeza quanto &agrave; capacidade de contribui&ccedil;&atilde;o de Alemanha e Fran&ccedil;a atrav&eacute;s de b&ocirc;nus governamentais para financiar o IFF.<\/p>\n<p> O comiss&aacute;rio de Com&eacute;rcio da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, Peter Mandelson, prop&ocirc;s uma iniciativa regional em torno do IFF, diante da impossibilidade de alcan&ccedil;ar um acordo a respeito com Washington. Mas somente Fran&ccedil;a e Gr&atilde;-Bretanha responderam, assim como avan&ccedil;ar para uma ajuda de 0,7% de seu produto interno bruto para a assist&ecirc;ncia oficial ao desenvolvimento, um compromisso do Norte industrial desde a d&eacute;cada de 70. Gordon Brown apelou para argumentos morais a fim de conseguir seu objetivo. &quot;Se continuarmos no ritmo atual de avan&ccedil;os na &Aacute;frica subsaariana, n&atilde;o atingiremos a meta da educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria universal at&eacute; 2015; o far&iacute;amos em 2150, com atraso de 135 anos&quot;, disse em um discurso no parlamento. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Londres, 24\/05\/2005 &ndash; A Gr&atilde;-Bretanha assegura que o desenvolvimento da &Aacute;frica ser&aacute; a prioridade da c&uacute;pula do Grupo dos Oito pa&iacute;ses mais poderosos do mundo, mas n&atilde;o conseguiu que se chegasse a um acordo sobre os mecanismos nesse sentido. Funcion&aacute;rios brit&acirc;nicos garantem que cresce o apoio entre as na&ccedil;&otilde;es mais ricas para a cria&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Financeiro Internacional (IFF, sigla em ingl&ecirc;s), proposto pelo ministro das Finan&ccedil;as, Gordon Brown. Mas n&atilde;o h&aacute; sinais de que os Estados Unidos abandonar&atilde;o ou modificar&atilde;o seu pr&oacute;prio projeto de programa de assist&ecirc;ncia, a Conta do Desafio do Mil&ecirc;nio, para concretizar o IFF antes de 6 de julho, quando come&ccedil;ar&aacute; a c&uacute;pula do G-8, em Gleneagles, na Esc&oacute;cia.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/05\/mundo\/mundo-pobreza-da-frica-divide-pases-ricos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":185,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-626","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/626","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/185"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=626"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/626\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=626"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=626"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=626"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}