{"id":6656,"date":"2010-06-02T14:50:12","date_gmt":"2010-06-02T14:50:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=6656"},"modified":"2010-06-02T14:50:12","modified_gmt":"2010-06-02T14:50:12","slug":"a-cadeia-alimentar-no-golfo-do-mexico-corre-perigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/06\/ambiente\/a-cadeia-alimentar-no-golfo-do-mexico-corre-perigo\/","title":{"rendered":"A cadeia alimentar no Golfo do M\u00e9xico corre perigo"},"content":{"rendered":"<p>Atlanta, Estados Unidos, 02\/06\/2010 &ndash; Cientistas e ambientalistas est\u00e3o preocupados com as consequ\u00eancias de longo prazo sobre a vida silvestre do vazamento de petr\u00f3leo que acontece h\u00e1 mais de um m\u00eas no Golfo do M\u00e9xico.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_6656\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/95561-20100601.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6656\" class=\"size-medium wp-image-6656\" title=\"Ave\/ Petroleo - Susan Keith\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/95561-20100601.jpg\" alt=\"Ave\/ Petroleo - Susan Keith\/IPS\" width=\"200\" height=\"118\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6656\" class=\"wp-caption-text\">Ave\/ Petroleo - Susan Keith\/IPS<\/p><\/div>  N\u00e3o h\u00e1 sinais de que seja poss\u00edvel controlar no curto prazo. A corrente mar\u00edtima est\u00e1 depositando animais na costa do Estado norte-americano da Ge\u00f3rgia. Foram encontradas aves mortas em piscinas de petr\u00f3leo e dispersantes, que inundaram seus h\u00e1bitats pantanosos.<\/p>\n<p>V\u00e1rias esp\u00e9cies de animais do Golfo do M\u00e9xico est\u00e3o em risco de extin\u00e7\u00e3o, como as tartarugas oliva e de couro, a baleia cachalote, algumas aves como o batu\u00edra melodiosa, e o esturj\u00e3o, segundo o Centro Biol\u00f3gico da Diversidade (CBD). Em raz\u00e3o do desastre, a organiza\u00e7\u00e3o pediu \u00e0 Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (EPA) dos Estados Unidos que acrescentasse o atum azul.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 centenas de aves e mam\u00edferos marinhos que s\u00e3o muito sens\u00edveis ao petr\u00f3leo\u201d, disse o professor Michael Blum, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Tulane. \u201cEsp\u00e9cies inteiras podem desaparecer. O pelicano pardo acaba de ser retirado da lista de animais em perigo. Se come\u00e7arem a morrer em grande quantidade, podem voltar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior\u201d, acrescentou. \u201cMuitas esp\u00e9cies que causam grande preocupa\u00e7\u00e3o, como as tartarugas e os golfinhos, se reproduzem, se alimentam ou atravessam esta regi\u00e3o em sua rota migrat\u00f3ria\u201d, explicou.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem golfinhos que passem apenas pelo Golfo do M\u00e9xico, mas ser\u00e3o t\u00e3o poucos os que n\u00e3o ser\u00e3o afetados pelo vazamento que possivelmente o ritmo de reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para impedir sua extin\u00e7\u00e3o, acrescentou. Ainda n\u00e3o se conhece o impacto que ter\u00e1 o vazamento e o uso sem precedentes de dispersantes t\u00f3xicos sobre as esp\u00e9cies silvestres, reconheceu a EPA. \u201cEstamos profundamente preocupados pelas coisas que desconhecemos, como o efeito no longo prazo sobre a vida aqu\u00e1tica\u201d, disse em entrevista coletiva esta semana a secret\u00e1ria da EPA, Lisa Jackson.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso realizar aut\u00f3psias rigorosas para determinar se os animais morrem devido ao vazamento ou por alguma outra raz\u00e3o, disse a Ag\u00eancia. Amostras do solo e do ar n\u00e3o apresentam n\u00edveis perigosos de contamina\u00e7\u00e3o no momento. \u201cDizem que n\u00e3o est\u00e1 claro, e \u00e9 bom dizer isso\u201d, afirmou Blum.<\/p>\n<p>\u201cComo cientista, \u00e9 preciso n\u00e3o ser ambicioso nem tirar conclus\u00f5es erradas. No entanto, sendo realista, vendo de perto o que ocorre e compreendendo o ecossistema, sentimos os efeitos imediatos da exposi\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo&#8221;, ressaltou. \u201cCertamente, quando o petr\u00f3leo chega \u00e0 costa, as consequ\u00eancias s\u00e3o vistas de forma imediata. Os peixes n\u00e3o podem respirar porque t\u00eam as guelras tapadas. Com o caranguejo acontece o mesmo. As plantas sufocam e t\u00eam dificuldades para realizar a fotoss\u00edntese\u201d, explicou Blum.<\/p>\n<p>\u201cO petr\u00f3leo se acumula nos p\u00e2ntanos em quantidades importantes\u201d, afirmou Jackson, que visitou a \u00e1rea do desastre duas vezes. A mar\u00e9 negra que chega at\u00e9 a costa \u00e9 um verdadeiro grude, segundo a especialista. \u201cColetamos amostra desse material. H\u00e1 muita especula\u00e7\u00e3o sobre sua composi\u00e7\u00e3o, buscamos dispersantes qu\u00edmicos e qualquer outra coisa que possam ter. A BP nos imp\u00f4s um dos maiores desafios ambientais de nossos tempos\u201d, acrescentou Jackson.<\/p>\n<p>No dia 20 de abril, explodiu uma torre de perfura\u00e7\u00e3o da British Petroleum (BP), provocando o maior vazamento de petr\u00f3leo na hist\u00f3ria da regi\u00e3o, afirmaram especialistas. As costas do Golfo do M\u00e9xico e os p\u00e2ntanos s\u00e3o locais de reprodu\u00e7\u00e3o de muitos animais. Os camar\u00f5es pequenos amadurecem ali e depois migram para o oceano, onde se convertem e alimento de peixes. Toda a cadeia alimentar ser\u00e1 afetada se em tr\u00eas ou quatro anos n\u00e3o houver adultos para emigrar. \u201cAs consequ\u00eancias s\u00e3o cumulativas. Existe um impacto imediato no sistema, mas a mortalidade \u00e9 relativamente pequena em compara\u00e7\u00e3o com os efeitos futuros. A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o ruim quanto poder\u00e1 ficar\u201d, afirmou Blum.<\/p>\n<p>Os projetos de perfura\u00e7\u00e3o apresentados por companhias como a BP ao governo dos Estados Unidos mostram atitude displicente em rela\u00e7\u00e3o ao risco previs\u00edvel de sua iniciativa para a fauna do Golfo do M\u00e9xico, lamentam organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais. \u201cUm dos projetos de explora\u00e7\u00e3o que li dizia que em caso de vazamento a vida silvestre poderia navegar ao redor\u201d, disse Miyoko Sakashita, diretor de oceanos da CBD. \u201cO peso recai sobre a fauna\u201d, disse. \u201cAlguns animais t\u00eam um sentido mais refinado e permanecem \u00e0 margem. Mas h\u00e1 estudos feitos em tartarugas indicando que v\u00e3o direto para a mancha\u201d, explicou Sakashita.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o do vazamento no Golfo do M\u00e9xico depender\u00e1 de muitos fatores, afirmam os cientistas. Ao que parece, continuar\u00e1 vazando petr\u00f3leo at\u00e9 agosto, mas n\u00e3o se sabe se o volume continuar\u00e1 sendo o mesmo ou se aumentar\u00e1. Tamb\u00e9m depender\u00e1 de a BP e o governo dos Estados Unidos conseguirem manter a mancha longe da costa por meio de barreiras ou tanques que aspirem a \u00e1gua com petr\u00f3leo, fa\u00e7am a separa\u00e7\u00e3o e a devolvam limpa ao oceano. \u00c9 mais f\u00e1cil separar a \u00e1gua oce\u00e2nica do petr\u00f3leo do que a dos p\u00e2ntanos, que, segundo Blum s\u00e3o como esponjas. Na temporada de furac\u00f5es, que aparentemente ser\u00e1 ativa, a mancha poder\u00e1 ser empurrada para a costa, o que s\u00f3 vai piorar a situa\u00e7\u00e3o dos p\u00e2ntanos. IPS\/Envolverde<\/p>\n<p>* Este artigo \u00e9 parte de uma s\u00e9rie de reportagens sobre biodiversidade produzida por IPS, CGIAR\/Bioversity International, IFEJ e Pnuma\/CB, membros da Alian\u00e7a de Comunicadores para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (http:\/\/www.complusalliance.org).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atlanta, Estados Unidos, 02\/06\/2010 &ndash; Cientistas e ambientalistas est\u00e3o preocupados com as consequ\u00eancias de longo prazo sobre a vida silvestre do vazamento de petr\u00f3leo que acontece h\u00e1 mais de um m\u00eas no Golfo do M\u00e9xico. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/06\/ambiente\/a-cadeia-alimentar-no-golfo-do-mexico-corre-perigo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":135,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[14],"class_list":["post-6656","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","tag-america-do-norte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/135"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6656"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6656\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}