{"id":667,"date":"2005-06-07T00:00:00","date_gmt":"2005-06-07T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=667"},"modified":"2005-06-07T00:00:00","modified_gmt":"2005-06-07T00:00:00","slug":"somlia-governo-vai-continuar-exilado-no-qunia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/06\/mundo\/somlia-governo-vai-continuar-exilado-no-qunia\/","title":{"rendered":"Som&aacute;lia: Governo vai continuar exilado no Qu&ecirc;nia"},"content":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, 07\/06\/2005 &ndash; O ressurgimento da viol&ecirc;ncia na cidade somaliana de Baidoa mais uma vez adiou o plano do presidente Abdullahi Yusuf Ahmed, exilado no Qu&ecirc;nia por raz&otilde;es de seguran&ccedil;a, de transferir o governo para seu pa&iacute;s, e n&atilde;o h&aacute; perspectivas de que a situa&ccedil;&atilde;o melhore a curto prazo. A outra op&ccedil;&atilde;o que Yusuf tem &eacute; instalar-se em Jowhar, a cerca de 90 quil&ocirc;metros de Mogad&iacute;scio, capital da Som&aacute;lia. A maioria dos 275 membros do Parlamento, tamb&eacute;m exilado em Nair&oacute;bi, aprovou h&aacute; algumas semanas o plano de mudan&ccedil;a do governo de Yusuf para qualquer dessas duas localidades, com a condi&ccedil;&atilde;o de que instale um pequeno escrit&oacute;rio representativo em Mogad&iacute;scio.<br \/> <!--more--> <br \/> Entretanto, a viol&ecirc;ncia voltou a deter os progressos pol&iacute;ticos. &quot;O gabinete do presidente ser&aacute; trasladado para a Som&aacute;lia o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel&quot;, garantiu o porta-voz governamental, Yusuf Baribari. Os debates no Parlamento sobre o lugar onde deve ser instalado o governo tiveram momentos de alta tens&atilde;o. Alguns legisladores chegaram, inclusive, a trocar socos e atirar cadeiras uns nos outros. Yusuf Ahmed n&atilde;o tem apoio popular em Mogad&iacute;scio, atualmente controlada por mil&iacute;cias ilegais, e por isso prefere instalar-se em Baidoa ou Jowhar, at&eacute; que esses grupos sejam desarmados e a seguran&ccedil;a restabelecida.<\/p>\n<p> Mas, isto n&atilde;o &eacute; compartilhado por alguns membros do parlamento, sobretudo os procedentes da capital. Os legisladores pedem que o governo se instale em Mogad&iacute;scio, como estabelece a Constitui&ccedil;&atilde;o de transi&ccedil;&atilde;o. O governo de transi&ccedil;&atilde;o foi instalado em Nair&oacute;bi no in&iacute;cio deste ano por causa de persistentes problemas de inseguran&ccedil;a no pa&iacute;s do Chifre da &Aacute;frica. As gest&otilde;es para sua mudan&ccedil;a para territ&oacute;rio somaliano caminhavam com relativo &ecirc;xito at&eacute; a semana passada, quando ocorreram os enfrentamentos em Baidoa, nos quais morreram 13 pessoas e 29 ficaram feridas.<\/p>\n<p> &quot;Lamentamos o ocorrido. Exortamos as partes envolvidas a se absterem de futuras a&ccedil;&otilde;es, especialmente devido ao custo em vidas humanas&quot;, disse Baribari a jornalistas em Nair&oacute;bi. &quot;Aqueles que est&atilde;o contra o plano de traslado se op&otilde;em &agrave; paz e, em particular, &agrave; seguran&ccedil;a da sociedade somaliana. &Eacute; lament&aacute;vel que depois de 14 anos de guerra ainda haja mais perdas de vidas. &Eacute; verdadeiramente lament&aacute;vel&quot;, acrescentou. A Som&aacute;lia, antiga col&ocirc;nia italiana, est&aacute; em guerra civil desde 1991, quando diferentes fac&ccedil;&otilde;es derrubaram o ditador Mohammed Siad Barre para, em seguida, envolverem-se em lutas internas. A prov&iacute;ncia de Puntland declarou sua autonomia em 1998 e a de Somalil&acirc;ndia, ex-col&ocirc;nia brit&acirc;nica anexada por Mogad&iacute;scio em 1960, declarou sua independ&ecirc;ncia em 1991, mas, ainda n&atilde;o foi reconhecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.<\/p>\n<p> Os cl&atilde;s Hawiye, Digle-Mirifle, Dir e Darod lutam entre si, e ainda existe um quinto, formado por 14 grupos minorit&aacute;rios. A guerra civil deixou mais de 300 mil mortos, segundo ag&ecirc;ncias humanit&aacute;rias. A interven&ccedil;&atilde;o da ONU ocorreu entre 1992 e 1995. Os combates em Baidoa, controlada pelo legislador Mohammed Ibrahim Habsad, come&ccedil;aram depois de uma s&eacute;rie de ataques cometidos pelas for&ccedil;as leais aos ministros Aden Madobe e Hassan Mohammed Nur &quot;Shatigadud&quot;, defensores da inten&ccedil;&atilde;o de Yusuf Ahmed de instalar seu gabinete nessa localidade. Habsade prefere que o governo seja trasladado para Mogad&iacute;scio, pois teme perder autoridade em Baidoa caso o presidente se fa&ccedil;a presente. Isto se deve ao fato de a localidade ficar pr&oacute;ximo da fronteira com a Eti&oacute;pia, de onde se presume que o mandat&aacute;rio recebeu apoio de simpatizantes, incluindo o envio de armas.<\/p>\n<p> N&atilde;o &eacute; a primeira vez que a Eti&oacute;pia se v&ecirc; envolvida em problemas internos da Som&aacute;lia. No m&ecirc;s passado, 10 ministros e legisladores somalianos acusaram o governo et&iacute;ope de colaborar com as mil&iacute;cias em Baidoa. &quot;Consideramos que estas a&ccedil;&otilde;es do governo et&iacute;ope s&atilde;o ilegais. Conclamamos a comunidade internacional, em particular o Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, para pressionar a Eti&oacute;pia para que, de uma vez por todas, detenha suas agress&otilde;es contra a popula&ccedil;&atilde;o somaliana&quot;, disse o parlamentar Abdalla Haji Ali. Mas, as autoridades da Eti&oacute;pia negaram as acusa&ccedil;&otilde;es. &quot;Essas afirma&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m fundamento. Estivemos envolvidos no processo de paz para a Som&aacute;lia por muito tempo. N&atilde;o teria sentido trabalhar para conseguir a paz e, depois, causar uma nova guerra.<\/p>\n<p> N&atilde;o h&aacute; maneira de estarmos envolvidos nas escaramu&ccedil;as&quot;, disse &agrave; IPS o enviado especial desse pa&iacute;s ao processo de paz somaliano, Abdul Aziz Ahmed.<\/p>\n<p> As conversa&ccedil;&otilde;es de paz sobre a Som&aacute;lia come&ccedil;aram em 2002 no Qu&ecirc;nia, com patroc&iacute;nio da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad), bloco regional integrado por Djibuti, Eti&oacute;pia, Qu&ecirc;nia, Som&aacute;lia, Sud&atilde;o e Uganda. A Igad foi chave para a cria&ccedil;&atilde;o do governo de transi&ccedil;&atilde;o. Por sua vez, Yusuf Ahmed realiza gest&otilde;es junto &agrave; Uni&atilde;o Africana para que esta envie um novo contingente internacional, que permita restabelecer a paz e cumprir o sonho de instalar o governo em seu pr&oacute;prio pa&iacute;s. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, 07\/06\/2005 &ndash; O ressurgimento da viol&ecirc;ncia na cidade somaliana de Baidoa mais uma vez adiou o plano do presidente Abdullahi Yusuf Ahmed, exilado no Qu&ecirc;nia por raz&otilde;es de seguran&ccedil;a, de transferir o governo para seu pa&iacute;s, e n&atilde;o h&aacute; perspectivas de que a situa&ccedil;&atilde;o melhore a curto prazo. A outra op&ccedil;&atilde;o que Yusuf tem &eacute; instalar-se em Jowhar, a cerca de 90 quil&ocirc;metros de Mogad&iacute;scio, capital da Som&aacute;lia. A maioria dos 275 membros do Parlamento, tamb&eacute;m exilado em Nair&oacute;bi, aprovou h&aacute; algumas semanas o plano de mudan&ccedil;a do governo de Yusuf para qualquer dessas duas localidades, com a condi&ccedil;&atilde;o de que instale um pequeno escrit&oacute;rio representativo em Mogad&iacute;scio.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/06\/mundo\/somlia-governo-vai-continuar-exilado-no-qunia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":472,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-667","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/472"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=667"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/667\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}