{"id":672,"date":"2005-06-08T00:00:00","date_gmt":"2005-06-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=672"},"modified":"2005-06-08T00:00:00","modified_gmt":"2005-06-08T00:00:00","slug":"desenvolvimento-grupo-acp-completa-30-anos-olhando-para-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/06\/mundo\/desenvolvimento-grupo-acp-completa-30-anos-olhando-para-o-futuro\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento: Grupo ACP completa 30 anos olhando para o futuro"},"content":{"rendered":"<p>Bruxelas, 08\/06\/2005 &ndash; Ao completar 30 anos desde sua cria&ccedil;&atilde;o, o grupo de 79 ex-col&ocirc;nias europ&eacute;ias da &Aacute;frica, do Caribe e do Pac&iacute;fico (ACP) pediu nesta semana urg&ecirc;ncia ao Norte industrializado para que n&atilde;o esque&ccedil;a das dificuldades que sofrem esses pa&iacute;ses. A comemora&ccedil;&atilde;o foi concebida como uma reivindica&ccedil;&atilde;o da diversidade cultural e da intera&ccedil;&atilde;o entre as na&ccedil;&otilde;es ACP entre si e com o resto do mundo, especialmente com a Europa. John Kaputin, natural de Papua-Nova Guin&eacute; e secret&aacute;rio-geral do ACP desde o m&ecirc;s passado, disse que este anivers&aacute;rio marca uma oportunidade para que o grupo avalie sua coopera&ccedil;&atilde;o com a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e eleve sua presen&ccedil;a pol&iacute;tica mundial.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;No m&ecirc;s da comemora&ccedil;&atilde;o de seus 30 anos de exist&ecirc;ncia, o grupo ACP organizar&aacute; v&aacute;rios atos em todo o mundo para sensibilizar o p&uacute;blico a respeito da realidade pela popula&ccedil;&atilde;o de nossos pa&iacute;ses&quot;, disse Kaputin &agrave; IPS. Tamb&eacute;m procurar&aacute;, em &quot;colabora&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es e aliados culturais&quot;, destacar &quot;sua criatividade e potencialidade s&oacute;cio-econ&ocirc;mica&quot;, afirmou. Um dos grandes &ecirc;xitos da coopera&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses ACP e a UE &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um novo tipo de v&iacute;nculo entre na&ccedil;&otilde;es ricas e pobres. Esta rela&ccedil;&atilde;o de &quot;coopera&ccedil;&atilde;o e solidariedade&quot; fez a alian&ccedil;a dos pa&iacute;ses ACP &quot;imperme&aacute;vel a qualquer fragmenta&ccedil;&atilde;o ou dissolu&ccedil;&atilde;o&quot;, considerou Kaputin.<\/p>\n<p> &quot;Esta coopera&ccedil;&atilde;o repousa sobre a solidariedade, a alian&ccedil;a e o compromisso, que v&atilde;o al&eacute;m de toda considera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que possa afetar as rela&ccedil;&otilde;es bilaterais&quot;, acrescentou Kaputin. No come&ccedil;o do s&eacute;culo XXI, o grupo de pa&iacute;ses ACP &eacute; o principal bloco regional do cen&aacute;rio internacional, com peso em institui&ccedil;&otilde;es como a Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Com&eacute;rcio (OMC), ressaltou. &quot;De fato, com o tempo o grupo ampliou sua gama de atividades e campos de a&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m do contexto da coopera&ccedil;&atilde;o com a UE, em sociedade com ag&ecirc;ncias e organiza&ccedil;&otilde;es internacionais como a Comunidade Brit&acirc;nica de Na&ccedil;&otilde;es (Commonwealth) e organismos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&quot; e f&oacute;runs do Sul em desenvolvimento, afirmou. De todo modo, Kaputin admitiu que n&atilde;o houve &ecirc;xitos significativos em muitas &aacute;reas.<\/p>\n<p> &quot;Nos 30 anos de nosso grupo, seus membros enfrentaram numerosos desafios de desenvolvimento, como a elevada pobreza, epidemias como a aids e desastres naturais. Isto requer a participa&ccedil;&atilde;o de todos os s&oacute;cios de desenvolvimento para encontrar solu&ccedil;&otilde;es, como o objetivo primordial de melhorar o bem-estar social e econ&ocirc;mico de nossos povos&quot;, acrescentou o secret&aacute;rio-geral da ACP. Kaputin insistiu em afirmar que os pa&iacute;ses ACP continuam trabalhando juntos para fortalecer seu papel na economia mundial, mas considerou que isso seria mais f&aacute;cil se houvesse maior investimento e vontade pol&iacute;tica. &quot;As for&ccedil;as din&acirc;micas em jogo na arena internacional e os inevit&aacute;veis desafios que derivam da atual tend&ecirc;ncia da globaliza&ccedil;&atilde;o requerem uma resposta din&acirc;mica e unificada&quot;.<\/p>\n<p> &quot;O grupo necessita, portanto, continuar refor&ccedil;ando sua visibilidade nos cen&aacute;rios nacional, internacional e regional, em particular a OMC e a ONU&quot;, afirmou Kaputin. &quot;A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; garantir que a cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de planos e programas de desenvolvimento em nossos pa&iacute;ses adotem um enfoque centrado na pessoa&quot;, acrescentou. O grupo ACP foi fundado em 6 de junho de 1975, quando 46 pa&iacute;ses assinaram, na Guiana, o Acordo de Georgetown, que confirmou uma identidade comum consolidada na solidariedade e no desejo do desenvolvimento econ&ocirc;mico e social, em coopera&ccedil;&atilde;o com a Europa. A UE deu &agrave; alian&ccedil;a um status permanente com a cria&ccedil;&atilde;o do Secretariado ACP, com sede em Bruxelas. Desde ent&atilde;o, o grupo cresceu at&eacute; chegar aos atuais 79 pa&iacute;ses de tr&ecirc;s continentes.<\/p>\n<p> Desde sua funda&ccedil;&atilde;o, o grupo ACP esteve envolvido em uma rela&ccedil;&atilde;o especial de coopera&ccedil;&atilde;o com a UE com acordos como as Conven&ccedil;&otilde;es de Lom&eacute;, as quais estabeleciam prefer&ecirc;ncias n&atilde;o rec&iacute;procas para a entrada de produtos dos pa&iacute;ses da &Aacute;frica, do Caribe e do Pac&iacute;fico no mercado europeu. O &uacute;ltimo dos tratados, assinado em junho de 2000, em Benin, &eacute; o Acordo de Cotonou, que fixa o contexto para o v&iacute;nculo comercial entre 77 pa&iacute;ses ACP e a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. Este conv&ecirc;nio tem o prop&oacute;sito expresso de lutar contra a pobreza atrav&eacute;s do di&aacute;logo pol&iacute;tico, da assist&ecirc;ncia ao desenvolvimento e da coopera&ccedil;&atilde;o comercial e econ&ocirc;mica, ao mesmo tempo que obriga os pa&iacute;ses ACP a respeitarem os direitos humanos e princ&iacute;pios democr&aacute;ticos para gozarem de prefer&ecirc;ncias comerciais nos mercados europeus.<\/p>\n<p> Os pa&iacute;ses-parte do acordo assinar&atilde;o sua revis&atilde;o em Luxemburgo no final deste m&ecirc;s. O presidente de Mo&ccedil;ambique, Armando Guebuza, tamb&eacute;m se congratulou pelos &ecirc;xitos lan&ccedil;ados desde 1975. &quot;Os atributos positivos do grupo ficam em evid&ecirc;ncia pelo crescimento de seus membros, que agora s&atilde;o 79. Suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o um exemplo brilhante de solidariedade entre pa&iacute;ses&quot;, disse Guebuza, que em junho de 2004 presidiu a &uacute;ltima reuni&atilde;o de c&uacute;pula de na&ccedil;&otilde;es da ACP. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruxelas, 08\/06\/2005 &ndash; Ao completar 30 anos desde sua cria&ccedil;&atilde;o, o grupo de 79 ex-col&ocirc;nias europ&eacute;ias da &Aacute;frica, do Caribe e do Pac&iacute;fico (ACP) pediu nesta semana urg&ecirc;ncia ao Norte industrializado para que n&atilde;o esque&ccedil;a das dificuldades que sofrem esses pa&iacute;ses. A comemora&ccedil;&atilde;o foi concebida como uma reivindica&ccedil;&atilde;o da diversidade cultural e da intera&ccedil;&atilde;o entre as na&ccedil;&otilde;es ACP entre si e com o resto do mundo, especialmente com a Europa. 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