{"id":68,"date":"2005-01-20T00:00:00","date_gmt":"2005-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=68"},"modified":"2005-01-20T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-20T00:00:00","slug":"meio-ambiente-londres-e-berlim-buscam-dinheiro-no-ar-limpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/meio-ambiente-londres-e-berlim-buscam-dinheiro-no-ar-limpo\/","title":{"rendered":"Meio Ambiente: Londres e Berlim buscam dinheiro no ar limpo"},"content":{"rendered":"<p>Londres, 20\/01\/2005 &ndash; A flamante alian&ccedil;a forjada pela Alemanha e Gr&atilde;-Bretanha para conter o aquecimento do planeta procurar&aacute; associar-se com empresas de todo o mundo com a inten&ccedil;&atilde;o de limpar o ar dos gases causadores do efeito estufa. A alian&ccedil;a surge como pontap&eacute; inicial de uma pot&ecirc;ncia conjunta brit&acirc;nico-alem&atilde; que tentar&aacute; concentrar boa parte do crescente mercado de engenharia ambiental. A sociedade, formada na embaixada da Gr&atilde;-Bretanha na Alemanha, declarou na semana passada que &quot;ir&aacute; explorar oportunidades&quot; abertas por usinas e sistemas energ&eacute;ticos cujos respons&aacute;veis procuram n&atilde;o prejudicar o meio ambiente. Os dois pa&iacute;ses previram que nos pr&oacute;ximos anos ser&atilde;o investidos US$ 16 bilh&otilde;es no setor energ&eacute;tico.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;Os delegados concordaram que Alemanha e Gr&atilde;-Bretanha devem trabalhar para aproveitar as atuais oportunidades para conduzir uma luta efetiva em termos de custos contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica&quot;, diz uma declara&ccedil;&atilde;o divulgada na confer&ecirc;ncia. Ambos pa&iacute;ses se congratulam em somar 97% da redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases que causam o efeito estufa da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (UE). Estes gases &#8211; como o di&oacute;xido de carbono e o metano &#8211; produto da queima de combust&iacute;veis s&oacute;lidos como petr&oacute;leo, g&aacute;s e carv&atilde;o, s&atilde;o, segundo a maioria dos cientistas, respons&aacute;veis pelo aquecimento do planeta.<\/p>\n<p> A alian&ccedil;a brit&acirc;nico-alem&atilde; considerou vital que os novos investimentos sejam dirigidos &quot;para formas mais eficientes de gera&ccedil;&atilde;o de energia, inclu&iacute;da a produ&ccedil;&atilde;o de carv&atilde;o mais limpo e o desenvolvido de fontes renov&aacute;veis, como o vento, as ondas marinhas e o sol&quot;. A Alemanha desenvolveu em grande medida as energias solar e e&oacute;lica. Por sua vez, a Gr&atilde;-Bretanha obteve grandes avan&ccedil;os no uso de ondas marinhas. Agora, ambas trabalhar&atilde;o juntas na explora&ccedil;&atilde;o de &quot;tecnologias limpas&quot;. Enquanto isso, a Fran&ccedil;a ignora quase que completamente estas formas de energia. Para este pa&iacute;s, energia de fontes renov&aacute;veis significa energia nuclear, e exporta essa tecnologia como ambientalmente amig&aacute;vel.<\/p>\n<p> Alemanha e Gr&atilde;-Bretanha procurar&atilde;o construir tecnologia para centrais de energia relativamente pequenas, e acreditam que obter&atilde;o um enorme mercado. Grandes ind&uacute;strias, cientistas e empres&aacute;rios dos dois pa&iacute;ses foram convocados para integrarem a alian&ccedil;a, lan&ccedil;ada formalmente pela rainha Elizabeth II da Gr&atilde;-Bretanha em sua visita de Estado a Berlim, na semana passada. Sua presen&ccedil;a na confer&ecirc;ncia foi simb&oacute;lica: a casa real brit&acirc;nica tem uma forte ascend&ecirc;ncia alem&atilde;. Os debates foram moderados pelo chefe-executivo do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Toepfer.<\/p>\n<p> Na reuni&atilde;o abordou-se o impacto social, econ&ocirc;mico e ambiental da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, com a finalidade de fixar objetivos com prazos para conter o fen&ocirc;meno al&eacute;m dos compromissos assumidos no Protocolo de Kyoto, a principal conven&ccedil;&atilde;o internacional sobre o assunto. Tamb&eacute;m estabeleceu objetivos em mat&eacute;ria de inova&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e social, vitais para reduzir o aquecimento planet&aacute;rio, e sobre atra&ccedil;&atilde;o de investimentos em novas tecnologias.<\/p>\n<p> &quot;O ano de 2004 foi extraordin&aacute;rio. Tivemos alguns dos piores desastres originados pelo clima que se tem registro, e tamb&eacute;m tivemos o avan&ccedil;o da ratifica&ccedil;&atilde;o russa do Protocolo de Kyoto&quot;, disse Sir David King, o chefe dos cientistas do escrit&oacute;rio do primeiro-ministro brit&acirc;nico, Tony Blair, ao destacar a necessidade de forjar a alian&ccedil;a brit&acirc;nico-alem&atilde;. &quot;Esta confer&ecirc;ncia analisa estes assuntos e cria uma nova agenda para a a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica que nos ajudar&aacute; a projetar um futuro mais est&aacute;vel e seguro no mundo em desenvolvimento e no mundo industrializado&quot;, afirmou King.<\/p>\n<p> &quot;Gr&atilde;-Bretanha e Alemanha podem trabalhar juntas na cria&ccedil;&atilde;o de modelos para que os outros sigam&quot;, disse &agrave; IPS, antes da reuni&atilde;o, Alison Lucas, do The Climate Group, uma organiza&ccedil;&atilde;o ambientalista brit&acirc;nica que teve durante a confer&ecirc;ncia sua apresenta&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade alem&atilde;. Estes dois pa&iacute;ses &quot;s&atilde;o vistos como l&iacute;deres mundiais nesse assunto&quot; porque tomaram medidas fortes para conter a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica em n&iacute;vel nacional, afirmou Lucas. Segundo cifras oficiais, a Alemanha reduziu em 19% suas emiss&otilde;es de gases causadores do efeito estufa e a Gr&atilde;-Bretanha reduziu as suas em 15% com rela&ccedil;&atilde;o a 1990. ambos concentraram no passado 97% das emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono da UE.<\/p>\n<p> &quot;Alemanha e Gr&atilde;-Bretanha, ambos com centros financeiros de base, como a City de Londres e Frankfurt, poderiam ter um papel importante ao convocarem os fundos de pens&atilde;o e de seguros europeus e mundiais&quot;, segundo King. Os dois pa&iacute;ses j&aacute; planejam redu&ccedil;&otilde;es em suas emiss&otilde;es al&eacute;m do Protocolo de Kyoto, assinado nessa cidade japonesa em 1997. O conv&ecirc;nio obriga os pa&iacute;ses industrializados a reduzirem suas emiss&otilde;es de gases que causam o efeito estufa em pelo menos 5% em rela&ccedil;&atilde;o a 1990 para o primeiro per&iacute;odo (2008-2012). A Gr&atilde;-Bretanha se prop&otilde;e reduzir suas emiss&otilde;es em 60% at&eacute; 2050 e a Alemanha em 40% at&eacute; 2020. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Londres, 20\/01\/2005 &ndash; A flamante alian&ccedil;a forjada pela Alemanha e Gr&atilde;-Bretanha para conter o aquecimento do planeta procurar&aacute; associar-se com empresas de todo o mundo com a inten&ccedil;&atilde;o de limpar o ar dos gases causadores do efeito estufa. A alian&ccedil;a surge como pontap&eacute; inicial de uma pot&ecirc;ncia conjunta brit&acirc;nico-alem&atilde; que tentar&aacute; concentrar boa parte do crescente mercado de engenharia ambiental. A sociedade, formada na embaixada da Gr&atilde;-Bretanha na Alemanha, declarou na semana passada que &quot;ir&aacute; explorar oportunidades&quot; abertas por usinas e sistemas energ&eacute;ticos cujos respons&aacute;veis procuram n&atilde;o prejudicar o meio ambiente. 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