{"id":6890,"date":"2010-07-20T14:13:02","date_gmt":"2010-07-20T14:13:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=6890"},"modified":"2010-07-20T14:13:02","modified_gmt":"2010-07-20T14:13:02","slug":"destaques-energia-renovavel-espanhola-ruma-para-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/07\/america-latina\/destaques-energia-renovavel-espanhola-ruma-para-oeste\/","title":{"rendered":"DESTAQUES: Energia renov\u00e1vel espanhola ruma para oeste"},"content":{"rendered":"<p>BARCELONA, Espanha, 20\/07\/2010 &ndash; (Tierram\u00e9rica).- As energias e\u00f3lica e solar na Am\u00e9rica Latina s\u00e3o um neg\u00f3cio atraente para empresas espanholas.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_6890\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/484_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6890\" class=\"size-medium wp-image-6890\" title=\"Central fotovoltaica de Arnedo em La Rioja, Espanha - Cortesia T-Solar\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/484_1.jpg\" alt=\"Central fotovoltaica de Arnedo em La Rioja, Espanha - Cortesia T-Solar\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6890\" class=\"wp-caption-text\">Central fotovoltaica de Arnedo em La Rioja, Espanha - Cortesia T-Solar<\/p><\/div>  Acossados pela recess\u00e3o e por cortes de subs\u00eddios na Espanha, empres\u00e1rios deste pa\u00eds apostam em encontrar no Sol e nos ventos latino-americanos seus futuros lucros. Em 2009, as firmas da Associa\u00e7\u00e3o Empresarial E\u00f3lica, com sede em Madri, atingiram 1.274 megawatts (MW) instalados na Am\u00e9rica Latina. Na cabe\u00e7a, o M\u00e9xico, com 650 MW, seguido de Brasil e Chile. Os planos preveem incurs\u00f5es na Argentina, com 700 MW, Peru, com 110 MW e Venezuela, com 100 MW, al\u00e9m de maiores investimentos no Brasil e no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>\u201cUm recente estudo indica que, at\u00e9 2025, os investimentos poderiam chegar a 46 mil MW instalados\u201d na Am\u00e9rica Latina, disse ao Terram\u00e9rica o diretor de pol\u00edticas energ\u00e9ticas da Associa\u00e7\u00e3o, Heikki Willstedt Mesa. As empresas fazem aposta de longo prazo, esperando alta nas cota\u00e7\u00f5es dos certificados outorgados no contexto do Protocolo de Kyoto contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, vigente desde 2005, que dever\u00e3o fazer parte de um novo acordo internacional para combater o aquecimento do clima. Trata-se de um mecanismo de mercado para promover o desenvolvimento de energias limpas, que n\u00e3o geram gases-estufa.<\/p>\n<p>O custo da energia e\u00f3lica \u00e9 determinado pela quantidade anual de horas de vento nas quais a gera\u00e7\u00e3o funciona com sua pot\u00eancia nominal, ou \u201cfator de carga\u201d, explicou Heikki. Se o fator de carga \u00e9 superior a 30%, o custo da gera\u00e7\u00e3o pode ficar entre US$ 60 e US$ 70 por MW\/hora (MWh). \u201cCom estes custos, quase todos os pa\u00edses poderiam competir com t\u00e9cnicas convencionais como o petr\u00f3leo\u201d, disse Heikki.<\/p>\n<p>Para que os parques e\u00f3licos sejam mais rent\u00e1veis, na Espanha foram criados subs\u00eddios, chamados de \u201cprimas\u201d, que pagam o MW gerado com uma fonte limpa acima do pre\u00e7o de mercado. Na Espanha, o setor de energias renov\u00e1veis recebe estas primas, pois sua produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o gera di\u00f3xido de carbono, o principal g\u00e1s-estufa, nem outros contaminantes. Este subs\u00eddio, em vigor desde 1994, tem sua fonte em um fundo que capta os recursos diretamente das tarifas pagas pelos usu\u00e1rios e os transfere \u00e0s empresas geradoras.<\/p>\n<p>\u201cMesmo com os ajustes decorrentes da crise econ\u00f4mica, estes investimentos ser\u00e3o mantidos, j\u00e1 que a Espanha \u00e9 um dos l\u00edderes mundiais em energias renov\u00e1veis, n\u00e3o apenas por pot\u00eancia instalada, mas pela ind\u00fastria j\u00e1 estabelecida\u201d, afirmou Heikki. A Espanha conta com um polo industrial e\u00f3lico. Entre as 240 empresas filiadas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o, existem desde fornecedores de pe\u00e7as at\u00e9 fabricantes de geradores e construtores de parques, distribu\u00eddas por todo o territ\u00f3rio. A pot\u00eancia e\u00f3lica instalada chega a 19 mil MW na Espanha, e no ano passado abastecia 13,5% da demanda nacional. J\u00e1 o total na Uni\u00e3o Europeia chega a 74 mil MW, equivalente a um investimento entre US$ 113 bilh\u00f5es e US$ 126 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O objetivo da UE \u00e9 que dentro de uma d\u00e9cada as fontes renov\u00e1veis gerem 230 mil MW. Contudo, as autoridades espanholas estudam um novo contexto regulat\u00f3rio para o setor energ\u00e9tico, que incluiria cortes nas primas para as empresas de tecnologia limpa e nos subs\u00eddios para fontes contaminantes, como o carv\u00e3o. Nesse contexto, a energia solar tamb\u00e9m olha para a Am\u00e9rica Latina. Este ano, as empresas espanholas T-Solar e Solarpack assumiram a produ\u00e7\u00e3o e venda de 173 gigawatts\/hora (GWh) anuais de energia fotovoltaica, licitados pelo governo do Peru.<\/p>\n<p>O plano compreende quatro unidades com pot\u00eancia individual de 20 MW que dever\u00e3o estar funcionando antes de 30 de junho de 2012, com investimento total de US$ 250 milh\u00f5es. A T-Solar vai promover e explorar duas e as demais estar\u00e3o a cargo de um cons\u00f3rcio formado com a Solarpack. O contrato, assinado em mar\u00e7o com o Organismo Supervisor do Investimento em Energia e Minera\u00e7\u00e3o (Osinergim), estabelece que as centrais fotovoltaicas fiquem nas regi\u00f5es de Tacna, Arequipa e Moquegua, no extremo sul do Peru.<\/p>\n<p>A grande radia\u00e7\u00e3o solar nessa \u00e1rea, com m\u00e9dia anual de 2.300 quilowatts\/hora por metro quadrado, foi determinante para a escolha do Peru, explicou ao Terram\u00e9rica o diretor de neg\u00f3cios internacionais da T-Solar, Enrique Barbudo. Outro elemento de atra\u00e7\u00e3o s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es do contrato de 20 anos: o sistema el\u00e9trico nacional comprar\u00e1 toda a eletricidade gerada a um pre\u00e7o de venda garantido, e com revis\u00e3o anual. Al\u00e9m disso, o Peru \u00e9 um dos pa\u00edses com maior crescimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o de energia duplicou nos \u00faltimos 14 anos, segundo a Sociedade Nacional de Minera\u00e7\u00e3o, Petr\u00f3leo e Energia, e espera-se que neste ano a demanda el\u00e9trica cres\u00e7a 6%.<\/p>\n<p>As autoridades se prop\u00f5em a fazer com que as fontes renov\u00e1veis forne\u00e7am 1.314 GWh anuais de eletricidade at\u00e9 2012. Desse total, a tecnologia solar participar\u00e1 com 181 GWh, a de biomassa com 813 GWh e a de vento com 320 GWh. A Solarpack est\u00e1 presente no Chile, Estados Unidos e Fran\u00e7a. A T-Solar se estendeu \u00e0 Fran\u00e7a, It\u00e1lia e \u00cdndia e explora novos projetos no Brasil, Chile e M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Por outro lado, na Espanha as incertezas sobram. \u201cEstamos desenvolvendo o que j\u00e1 t\u00ednhamos em andamento, e esperando que fique claro o contexto regulat\u00f3rio futuro para tomar decis\u00f5es\u201d, disse o diretor da T-Solar. As primas espanholas foram adotadas para se chegar a 2020 fornecendo 20% da eletricidade com fontes renov\u00e1veis, um objetivo da Uni\u00e3o Europeia. Entretanto, isso depender\u00e1 de diferentes fatores, segundo Heikki. Por exemplo, o montante dos subs\u00eddios, o cumprimento do prop\u00f3sito do bloco de abater em 20% as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono at\u00e9 2020, ou mesmo de aumentar para 30%, e o comportamento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, g\u00e1s e carv\u00e3o, afirmou.<\/p>\n<p>* A autora \u00e9 correspondente da IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BARCELONA, Espanha, 20\/07\/2010 &ndash; (Tierram\u00e9rica).- As energias e\u00f3lica e solar na Am\u00e9rica Latina s\u00e3o um neg\u00f3cio atraente para empresas espanholas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/07\/america-latina\/destaques-energia-renovavel-espanhola-ruma-para-oeste\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":42,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5,10],"tags":[18,21],"class_list":["post-6890","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","tag-europa","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/42"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6890\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}