{"id":693,"date":"2005-06-14T00:00:00","date_gmt":"2005-06-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=693"},"modified":"2005-06-14T00:00:00","modified_gmt":"2005-06-14T00:00:00","slug":"infncia-frica-paga-o-preo-da-inrcia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/06\/mundo\/infncia-frica-paga-o-preo-da-inrcia\/","title":{"rendered":"Inf&acirc;ncia: &Aacute;frica paga o pre&ccedil;o da in&eacute;rcia"},"content":{"rendered":"<p>Berlim, 14\/06\/2005 &ndash; Se o processo de desenvolvimento da &Aacute;frica subsaariana continuar no ritmo atual, a regi&atilde;o n&atilde;o alcan&ccedil;ar&aacute; a meta do mil&ecirc;nio de reduzir a mortalidade infantil antes de 2015, mas somente um s&eacute;culo depois. Isto significa que morrer&atilde;o 28 milh&otilde;es de crian&ccedil;as que se salvariam se fosse cumprido o objetivo no prazo estabelecido, adverte o &uacute;ltimo Informe sobre Desenvolvimento Humano, produzido pelo Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). &quot;Estes n&uacute;meros deveriam servir de alerta para os l&iacute;deres do Grupo dos Oito pa&iacute;ses mais industrializados&quot;, disse Kevin Watkins, diretor do informe, em uma reuni&atilde;o em Berlim.<br \/> <!--more--> <br \/> O relat&oacute;rio analisa tend&ecirc;ncias de diferentes indicadores relacionados com a mortalidade infantil, a pobreza e a educa&ccedil;&atilde;o, entre outros, e os compara com os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio estabelecidos pelos pa&iacute;ses-membros da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas em 2000. Especialistas indicam que, para alcan&ccedil;ar essas metas, &eacute; crucial que os pa&iacute;ses ricos aumentem seus fundos destinados a atividades de desenvolvimento e, tamb&eacute;m, ofere&ccedil;am condi&ccedil;&otilde;es de com&eacute;rcio mais justas e al&iacute;vio da d&iacute;vida externa das na&ccedil;&otilde;es mais pobres. Os l&iacute;deres do G-8 realizaram certos avan&ccedil;os nesse sentido ao oferecerem o cancelamento do total da d&iacute;vida dos Pa&iacute;ses Pobres Muito Endividados, na reuni&atilde;o de ministros das Finan&ccedil;as realizada na sexta-feira e s&aacute;bado, em Londres.<\/p>\n<p> Os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio incluem a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza extrema e da fome pela metade, educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria universal, redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna em tr&ecirc;s quartos e da mortalidade infantil em dois ter&ccedil;os, e combate &agrave; aids, mal&aacute;ria e outras doen&ccedil;as, bem como a promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&ecirc;nero. As metas espec&iacute;ficas devem ser cumpridas at&eacute; 2015 e t&ecirc;m como refer&ecirc;ncia os n&iacute;veis de 1990, mas, s&atilde;o poucos os pa&iacute;ses que est&atilde;o a caminho de cumpri-las nesse prazo. &quot;A in&eacute;rcia tem um alto custo em termos de vidas e potencial humano perdidos na &Aacute;frica&quot;, disse Watkins, acrescentando que os n&uacute;meros apresentados s&atilde;o uma tend&ecirc;ncia que pode mudar mediante pol&iacute;ticas nacionais e coopera&ccedil;&atilde;o internacional eficazes.<\/p>\n<p> Mas, se a tend&ecirc;ncia n&atilde;o mudar, 19 milh&otilde;es de meninos e meninas estar&atilde;o fora da escola em 2015 na &Aacute;frica subsaariana, diz o informe. Nessa regi&atilde;o, a mais pobre do mundo, vivem 37% dos 115 milh&otilde;es de crian&ccedil;as que n&atilde;o freq&uuml;entam a escola, mas, se prev&ecirc; que essa porcentagem aumentar&aacute;. Tanz&acirc;nia, Qu&ecirc;nia, Uganda e Ruanda conseguiram algum progresso em mat&eacute;ria de matr&iacute;cula escolar, mas, n&atilde;o quanto ao t&eacute;rmino do curso prim&aacute;rio, acrescenta o documento. O G-8 est&aacute; integrado pelos sete pa&iacute;ses mais industrializados (Gr&atilde;-Bretanha, Canad&aacute;, Fran&ccedil;a, Alemanha, It&aacute;lia, Jap&atilde;o e Estados Unidos) mais a R&uacute;ssia. Entre 6 e 9 de julho pr&oacute;ximo, seus m&aacute;ximos governantes se reunir&atilde;o na localidade escocesa de Gleneagles.<\/p>\n<p> Muitos grupos da sociedade civil aguardam decis&otilde;es cr&iacute;ticas para o desenvolvimento por parte dessa c&uacute;pula. Tilmann Br&uuml;ck, especialista em desenvolvimento do Instituto Alem&atilde;o para a Pesquisa Econ&ocirc;mica, disse que o G-8 deve adotar quatro medidas: aumentar a ajuda ao desenvolvimento, oferecer al&iacute;vio da d&iacute;vida, aceitar acordos comerciais justos e por fim aos conflitos. &quot;S&atilde;o v&aacute;rios itens, que se complementam, n&atilde;o se pode escolher um e deixar outro de lado&quot;, disse &agrave; IPS. Por exemplo, para reduzir a mortalidade infantil e aumentar a escolaridade &eacute; essencial que os pais tenham emprego, para poderem custear os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e envi&aacute;-los &agrave; escola, explicou.<\/p>\n<p> Mas, os pa&iacute;ses industrializados n&atilde;o oferecem aos pobres um acesso justo aos seus mercados, porque levantam barreiras ou subsidiam seus pr&oacute;prios produtos. &quot;Se colocarmos no mercado produtos a pre&ccedil;os muito abaixo dos custos de produ&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica, os agricultores africanos n&atilde;o poder&atilde;o vender sua produ&ccedil;&atilde;o&quot;, disse Br&uuml;ck. Quase a metade do or&ccedil;amento da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia se destina a subs&iacute;dios agr&iacute;colas, mas o presidente da Fran&ccedil;a, Jacques Chirac, disse &agrave; imprensa, na sexta-feira passada, que n&atilde;o estava disposto a aceitar mudan&ccedil;as a esse respeito. O informe do Pnud observa que, se for alcan&ccedil;ada a meta de reduzir &agrave; metade o n&uacute;mero de pessoas que vivem na extrema pobreza, com menos de um d&oacute;lar por dia, se dever&aacute; ao extraordin&aacute;rio crescimento da China e &Iacute;ndia, os pa&iacute;ses mais povoados do mundo.<\/p>\n<p> Mas, a &Aacute;frica subsaariana nem chegar&aacute; perto dessa meta. Segundo proje&ccedil;&otilde;es da ONU, em 2015, cerca de 353 milh&otilde;es de pessoas da regi&atilde;o viver&atilde;o na extrema pobreza, 219 milh&otilde;es a mais do que atualmente. Isso significa que a por&ccedil;&atilde;o regional da pobreza do planeta aumentar&aacute; de 29% para 53%. O desenvolvimento da &Aacute;frica e a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica figuram no topo da agenda da pr&oacute;xima c&uacute;pula do G-8. em c&uacute;pulas anteriores predominaram temas puramente econ&ocirc;micos. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berlim, 14\/06\/2005 &ndash; Se o processo de desenvolvimento da &Aacute;frica subsaariana continuar no ritmo atual, a regi&atilde;o n&atilde;o alcan&ccedil;ar&aacute; a meta do mil&ecirc;nio de reduzir a mortalidade infantil antes de 2015, mas somente um s&eacute;culo depois. Isto significa que morrer&atilde;o 28 milh&otilde;es de crian&ccedil;as que se salvariam se fosse cumprido o objetivo no prazo estabelecido, adverte o &uacute;ltimo Informe sobre Desenvolvimento Humano, produzido pelo Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). &quot;Estes n&uacute;meros deveriam servir de alerta para os l&iacute;deres do Grupo dos Oito pa&iacute;ses mais industrializados&quot;, disse Kevin Watkins, diretor do informe, em uma reuni&atilde;o em Berlim.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/06\/mundo\/infncia-frica-paga-o-preo-da-inrcia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-693","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/693\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}