{"id":6934,"date":"2010-07-28T15:35:44","date_gmt":"2010-07-28T15:35:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=6934"},"modified":"2010-07-28T15:35:44","modified_gmt":"2010-07-28T15:35:44","slug":"atencao-maternal-gratuita-e-cara-no-zimbabue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/07\/africa\/atencao-maternal-gratuita-e-cara-no-zimbabue\/","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o maternal gratuita \u00e9 cara no Zimb\u00e1bue"},"content":{"rendered":"<p>Bulawayo, Zimb\u00e1bue, 28\/07\/2010 &ndash; Enquanto os chefes de Estado e de governo da Uni\u00e3o Africana, reunidos em Kampala, discutem sobre quest\u00f5es de sa\u00fade materna e infantil, o Zimb\u00e1bue tem dificuldades para colocar em pr\u00e1tica suas pol\u00edticas nessa \u00e1rea devido ao elevado custo das consultas m\u00e9dicas. <!--more--> \u00c9 obrigat\u00f3rio que gr\u00e1vidas, mulheres que acabaram de dar \u00e0 luz e rec\u00e9m-nascidos recebam assist\u00eancia gratuita. Mas a queda da economia na \u00faltima d\u00e9cada obrigou os centros de sa\u00fade a buscarem renda pr\u00f3pria para cobrir os gastos.<\/p>\n<p>As mulheres se queixam de que n\u00e3o s\u00e3o atendidas porque n\u00e3o possuem dinheiro para pagar a consulta. Thandeka Mbwew, de 25 anos, at\u00e9 tem d\u00favidas em ter outro filho. Ela n\u00e3o tinha dinheiro para pagar os gastos m\u00e9dicos nem a ambul\u00e2ncia que a levaria ao hospital. H\u00e1 um m\u00eas teve seu filho e ainda n\u00e3o conseguiu juntar dinheiro para saldar a d\u00edvida. \u201cFoi dif\u00edcil ter este beb\u00ea\u201d, afirmou triste.<\/p>\n<p>Para ter um parto assistido em cl\u00ednicas e hospitais estatais, as gr\u00e1vidas devem pagar US$ 50, um ter\u00e7o do sal\u00e1rio mensal de um funcion\u00e1rio p\u00fablico de baixo escal\u00e3o. O pessoal hospitalar costuma dizer \u00e0s m\u00e3es que n\u00e3o podem ir embora enquanto n\u00e3o pagarem o que devem. Muitas delas optam por levar seus filhos clandestinamente. Uma m\u00e3e escondeu o beb\u00ea em uma jaqueta e fugiu.<\/p>\n<p>Outras vezes n\u00e3o recebem os documentos necess\u00e1rios para obter a certid\u00e3o de nascimento. \u201cNossos filhos n\u00e3o podem ser cidad\u00e3os at\u00e9 pagarmos. \u00c9 injusto\u201d, lamentou Thandeka. Al\u00e9m disso, seu filho tamb\u00e9m n\u00e3o pode receber assist\u00eancia m\u00e9dica. \u201cAs enfermeiras se negaram a fazer a visita quinzenal obrigat\u00f3ria a meu filho\u201d, afirmou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>A mortalidade infantil diminuiu de 65 mortes em cada mil nascidos vivos para 60, entre 1999 e 2006, muito abaixo da meta de 22, segundo estudo feito no ano passado sobre o progresso do quarto dos oito Objetivos de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Mil\u00eanio, que fala em reduzir a mortalidade infantil em dois ter\u00e7os e a materna em tr\u00eas quartos, at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>As outras metas s\u00e3o reduzir \u00e0 metade a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que vivem na indig\u00eancia e sofrem fome, conseguir educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria universal, promover a igualdade de g\u00eanero, lutar contra a expans\u00e3o do v\u00edrus HIV, da mal\u00e1ria e de outras doen\u00e7as, garantir a sustentabilidade ambiental, e gerar uma sociedade global para o desenvolvimento entre o Norte e o Sul.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o vai piorar se continuarem impondo que as mulheres paguem suas d\u00edvidas para que os beb\u00eas recebam os cuidados m\u00e9dicos necess\u00e1rios, alertam trabalhadores da sa\u00fade. As parteiras pressionam o governo para que elimine o custo total da assist\u00eancia m\u00e9dica. \u201cMuitas m\u00e3es nos culpam por n\u00e3o atendermos seus filhos\u201d, disse Ntandokayise Ndebele, que trabalha em uma cl\u00ednica num dos sub\u00farbios mais populosos desta cidade do Zimb\u00e1bue. \u201cPor\u00e9m, cumprimos ordens. Muitas delas desapareceram ap\u00f3s receberem tratamento\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O custo dos servi\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablica estimulou a prolifera\u00e7\u00e3o da medicina tradicional. \u201cQuando os centros m\u00e9dicos n\u00e3o atendem, as m\u00e3es buscam idosas que dizem conhecer ervas que podem curar seus filhos. Nem sempre funciona e correm riscos desnecess\u00e1rios\u201d, afirmou a enfermeira especializada Hilda Noko. O mercado de rem\u00e9dios \u00e0 base de ervas \u00e9 vis\u00edvel no terminal de \u00f4nibus de Renkini e no sub\u00farbio de Makokoba.<\/p>\n<p>O r\u00edgido corte de gastos sociais, devido aos programas de ajuste estrutural do final da d\u00e9cada de 90, prejudicou seriamente o sistema de sa\u00fade p\u00fablica deste pa\u00eds. Al\u00e9m disso, tampouco conseguiu recuperar a economia. Alguns governos africanos buscam formas de eliminar o custo do atendimento m\u00e9dico, com apoio dos doadores. Desde o ano passado, em Serra Leoa n\u00e3o se cobra pelo servi\u00e7o prestado a gr\u00e1vidas e a menores de cinco anos. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bulawayo, Zimb\u00e1bue, 28\/07\/2010 &ndash; Enquanto os chefes de Estado e de governo da Uni\u00e3o Africana, reunidos em Kampala, discutem sobre quest\u00f5es de sa\u00fade materna e infantil, o Zimb\u00e1bue tem dificuldades para colocar em pr\u00e1tica suas pol\u00edticas nessa \u00e1rea devido ao elevado custo das consultas m\u00e9dicas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/07\/africa\/atencao-maternal-gratuita-e-cara-no-zimbabue\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":92,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,6,7],"tags":[21,24],"class_list":["post-6934","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-direitos-humanos","category-saude","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/92"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6934"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6934\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}