{"id":6985,"date":"2010-08-10T15:22:00","date_gmt":"2010-08-10T15:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=6985"},"modified":"2010-08-10T15:22:00","modified_gmt":"2010-08-10T15:22:00","slug":"destaques-um-oceano-de-crustaceos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/08\/mundo\/destaques-um-oceano-de-crustaceos\/","title":{"rendered":"DESTAQUES: Um oceano de crust\u00e1ceos"},"content":{"rendered":"<p>VIENA, \u00c1ustria, 10\/08\/2010 &ndash; (Tierram\u00e9rica).- Os peixes representam apenas 12% de todas as esp\u00e9cies oce\u00e2nicas, afirma o Censo da Vida Marinha.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_6985\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/487_Sea-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6985\" class=\"size-medium wp-image-6985\" title=\"A estrela do mar quebradi\u00e7a (Ophiothrix suensonii) \u00e9 um equinodermo noturno muito comum no Caribe - C\u00e9sar Herrera \u2013 Cortesia Censo da Vida Marinha\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/487_Sea-2.jpg\" alt=\"A estrela do mar quebradi\u00e7a (Ophiothrix suensonii) \u00e9 um equinodermo noturno muito comum no Caribe - C\u00e9sar Herrera \u2013 Cortesia Censo da Vida Marinha\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6985\" class=\"wp-caption-text\">A estrela do mar quebradi\u00e7a (Ophiothrix suensonii) \u00e9 um equinodermo noturno muito comum no Caribe - C\u00e9sar Herrera \u2013 Cortesia Censo da Vida Marinha<\/p><\/div>  Quais seres vivos habitam os oceanos? Principalmente caranguejos, segundo o Censo da Vida Marinha, um esfor\u00e7o que consumiu dez anos de pesquisas. Crust\u00e1ceos como caranguejos, lagostas, camar\u00f5es, lapas e krill representam 19% de todas as esp\u00e9cies encontradas em 25 \u00e1reas oce\u00e2nicas cruciais, segundo o Censo, que ser\u00e1 publicado em outubro. Os peixes, entre eles os tubar\u00f5es, representam apenas 12% de todas as esp\u00e9cies oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>\u201cO Censo da Vida Marinha explorou novas \u00e1reas e novos ecossistemas, descobrindo novas esp\u00e9cies em novos lugares\u201d, disse Patricia Miloslavich, da Universidade Sim\u00f3n Bol\u00edvar, da Venezuela, uma das cientistas que dirigiram a pesquisa e encarregada dos estudos regionais. \u201cA maior parte desta informa\u00e7\u00e3o estava dispersa ou indispon\u00edvel, exceto em um plano muito local. Agora estar\u00e1 reunida, pela primeira vez, toda a informa\u00e7\u00e3o conhecida para criar uma base de conhecimentos sobre a vida dos oceanos\u201d, disse Patricia ao Terram\u00e9rica.<\/p>\n<p>Cerca de 360 cientistas avaliaram, analisaram e apresentaram suas conclus\u00f5es em uma s\u00e9rie de documentos publicados na primeira semana deste m\u00eas na revista PLoS ONE, de acesso livre pela Internet. As \u00e1guas da Austr\u00e1lia e do Jap\u00e3o possuem a maior diversidade biol\u00f3gica, com m\u00e9dia de quase 33 formas de vida, segundo o Censo. As \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico que banham a China, bem como o Mar Mediterr\u00e2neo e o Golfo do M\u00e9xico constituem as \u00e1reas com mais variedades de esp\u00e9cies conhecidas.<\/p>\n<p>A quantidade total de esp\u00e9cies n\u00e3o mant\u00e9m rela\u00e7\u00e3o com a abund\u00e2ncia de biomassa marinha nem com a produtividade de uma regi\u00e3o em particular, destacou Patricia. O estudo focou somente a biodiversidade, identificando os diferentes tipos de esp\u00e9cies encontradas nas 25 regi\u00f5es. O Censo descobriu que os animais mais conhecidos, como baleia, le\u00e3o marinho, foca, aves aqu\u00e1ticas, tartaruga e morsa representam entre 1% e 2% de todas as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Outra surpresa \u00e9 que existem muitas esp\u00e9cies end\u00eamicas, aquelas que s\u00e3o encontradas apenas em uma regi\u00e3o particular do oceano, em suas \u00e1guas de origem, disse em uma entrevista ao Terram\u00e9rica o autor principal do estudo, Mark Costello, do Laborat\u00f3rio Marinho Leigh, na Universidade de Auckland, na Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es relativamente isoladas de Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, Ant\u00e1rtida e \u00c1frica do Sul possuem a maioria das esp\u00e9cies end\u00eamicas. Os cientistas especulam que estas \u00e1reas possam ter sofrido menos extin\u00e7\u00f5es em raz\u00e3o do esfriamento produzido h\u00e1 milhares de anos, durante a \u00faltima era glacial. Aproximadamente metade das esp\u00e9cies marinhas dos oceanos da Nova Zel\u00e2ndia e Ant\u00e1rtida s\u00f3 pode ser encontrada ali.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies mais cosmopolitas s\u00e3o as menores e as maiores: as algas e as aves aqu\u00e1ticas e os mam\u00edferos marinhos, que passam suas vidas atravessando os mares. O peixe v\u00edbora (Chauliodus sloani) \u00e9 encontrado em mais de um quarto dos oceanos. Tamb\u00e9m s\u00e3o assombrosas as varia\u00e7\u00f5es entre as regi\u00f5es. Os peixes representam 28% das esp\u00e9cies do Oceano Atl\u00e2ntico ocidental tropical e do sudeste dos Estados Unidos, mas somente entre 3% e 6% do \u00c1rtico, Ant\u00e1rtida, B\u00e1ltico e Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Segundo Patricia, o Golfo do M\u00e9xico tamb\u00e9m \u00e9 um ponto importante em mat\u00e9ria de biodiversidade: mais de 8.300 esp\u00e9cies vivem nessa regi\u00e3o de intensa produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. No dia 20 de abril houve ali o pior vazamento de petr\u00f3leo da hist\u00f3ria, quando a plataforma de explora\u00e7\u00e3o Deepwater Horizon, que a gigante British Petroleum (BP) arrendava da firma su\u00ed\u00e7a Transocean, explodiu e dois dias depois afundou. S\u00f3 no come\u00e7o deste m\u00eas a BP declarou selado o po\u00e7o, que em julho tapara provisoriamente.<\/p>\n<p>Os lugares mais amea\u00e7ados deveriam ser protegidos por pol\u00edticas espec\u00edficas, afirmou Patricia. Um completo invent\u00e1rio das esp\u00e9cies do Golfo foi apresentado em 2009, mas as autoridades norte-americanas o ignoraram. O vazamento foi \u201cmuito frustrante\u201d, disse Patricia. Resta o triste consolo de que o dano causado possa ser medido com precis\u00e3o, j\u00e1 que existe uma base s\u00f3lida sobre quais esp\u00e9cies existiam ali antes do desastre.<\/p>\n<p>De acordo com Mark, cerca de 230 mil esp\u00e9cies marinhas estar\u00e3o identificadas em outubro, quando se completar o Censo. \u201cExistem mais de um milh\u00e3o de esp\u00e9cies marinhas. O que aprendemos nos \u00faltimos dez anos \u00e9 que o que n\u00e3o sabemos sobre os oceanos \u00e9, pelo menos, dez vezes mais do que o que sabemos\u201d, ressaltou. S\u00e3o mais conhecidos os oceanos pr\u00f3ximos de Austr\u00e1lia, China e Europa, e relativamente pouco o Atl\u00e2ntico ocidental tropical, o Pac\u00edfico oriental tropical e o \u00c1rtico canadense.<\/p>\n<p>Mark apontou v\u00e1rios estudos recentes que mostram como muitas esp\u00e9cies marinhas sofreram importantes redu\u00e7\u00f5es, em alguns casos de at\u00e9 90%, devido a atividades humanas que as deixaram \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o. As principais amea\u00e7as s\u00e3o a sobrepesca, a perda de habitat, as esp\u00e9cies invasoras e a contamina\u00e7\u00e3o, segundo o Censo.<\/p>\n<p>Os novos perigos s\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o das \u201czonas mortas\u201d \u2013 \u00e1reas oce\u00e2nicas com pouco oxig\u00eanio \u2013, aumento da temperatura da \u00e1gua e acidifica\u00e7\u00e3o causada pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica. \u201cO mar est\u00e1 em perigo\u201d, disse em um comunicado de imprensa a bi\u00f3loga Nancy Knowlton, da Smithsonian Institution. As criaturas oce\u00e2nicas \u201cn\u00e3o t\u00eam voto em nenhum organismo nacional ou internacional, mas est\u00e3o sofrendo e precisam ser ouvidas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>* * O autor \u00e9 correspondente da IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VIENA, \u00c1ustria, 10\/08\/2010 &ndash; (Tierram\u00e9rica).- Os peixes representam apenas 12% de todas as esp\u00e9cies oce\u00e2nicas, afirma o Censo da Vida Marinha. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/08\/mundo\/destaques-um-oceano-de-crustaceos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":194,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,4,11],"tags":[21],"class_list":["post-6985","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-mundo","category-politica","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/194"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6985\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}