{"id":7027,"date":"2010-08-17T14:38:59","date_gmt":"2010-08-17T14:38:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7027"},"modified":"2010-08-17T14:38:59","modified_gmt":"2010-08-17T14:38:59","slug":"unidades-especiais-salvam-bebes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/08\/saude\/unidades-especiais-salvam-bebes\/","title":{"rendered":"Unidades especiais salvam beb\u00eas"},"content":{"rendered":"<p>Bhubaneswar, \u00cdndia, 17\/08\/2010 &ndash; A indiana Banita Behera sentiu um n\u00f3 na garganta quando viu pela primeira vez suas g\u00eameas prematuras. Uma pesava 500 gramas e a outra 700.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_7027\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/79500.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7027\" class=\"size-medium wp-image-7027\" title=\"Uma unidade especial ajudou a salvar a filha de Banita, que nasceu com apenas 500 gramas. - Manipadma Jena\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/79500.jpg\" alt=\"Uma unidade especial ajudou a salvar a filha de Banita, que nasceu com apenas 500 gramas. - Manipadma Jena\/IPS\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7027\" class=\"wp-caption-text\">Uma unidade especial ajudou a salvar a filha de Banita, que nasceu com apenas 500 gramas. - Manipadma Jena\/IPS<\/p><\/div>  Entretanto, pareciam aferrar-se \u00e0 vida com seus punhos apertados. \u201cH\u00e1 esperan\u00e7a\u201d, disse o m\u00e9dico. Considera-se que 2,5 quilos \u00e9 o limite de baixo peso para rec\u00e9m-nascidos. As filhas de Banita foram enviadas \u00e0 Unidade de Cuidados para Rec\u00e9m-Nascidos Enfermos, do Hospital Capital de Bhubaneswar, no Estado de Orissa.<\/p>\n<p>A menina de 500 gramas \u201cera t\u00e3o pequena que seus \u00f3rg\u00e3os vitais n\u00e3o podiam funcionar adequadamente. Seus pulm\u00f5es n\u00e3o retinham o oxig\u00eanio e tampouco tinha for\u00e7as para mamar\u201d, recordou a enfermeira Saudamini Tripathy. Seus 14 anos de experi\u00eancia indicavam que as chances deste beb\u00ea sobreviver eram praticamente nulas. Por\u00e9m, foi a menor que sobreviveu para chegar a tempo \u00e0 Unidade de Cuidados. Sua irm\u00e3 n\u00e3o conseguiu.<\/p>\n<p>Banita, de 25 anos, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica mulher indiana a sofrer a morte de um rec\u00e9m-nascido por falta de cuidados m\u00e9dicos adequados em \u00e1reas remotas. Por ano, cerca de um milh\u00e3o de crian\u00e7as morrem na \u00cdndia em suas primeiras quatro semanas de vida. Estas mortes neonatais representam dois ter\u00e7os de todos os falecimentos de beb\u00eas no pa\u00eds, segundo o Sistema de Registro de Amostragens de 2008, elaborado pelo Minist\u00e9rio de Assuntos Internos.<\/p>\n<p>Aproximadamente dois ter\u00e7os destas mortes se concentram em cinco Estados: Madhya Pradesh, Uttar Pradesh, Rajast\u00e3o, Andhra Pradesh e Orissa. A maioria deles tem muita popula\u00e7\u00e3o, escasso desenvolvimento e abrigam comunidades aut\u00f3ctones que vivem em \u00e1reas inacess\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cO baixo peso ao nascer, combinado com uma desordem respirat\u00f3ria severa devido a infec\u00e7\u00f5es ou ao excesso de \u00e1gua nos pulm\u00f5es (que afetava a filha de Banita que sobreviveu), causa cerca de 70% das mortes neonatais em Orissa\u201d, disse o pediatra Chhayakanta Gouda, do hospital do distrito de Koraput, onde vivem muitas das comunidades ind\u00edgenas do Estado. Outras causas de morte s\u00e3o asfixia ao nascer ou devido a um trabalho de parto prolongado, septicemia e icter\u00edcia, acrescentou.<\/p>\n<p>S\u00e3o cerca de 200 Unidades de Cuidados para Rec\u00e9m-Nascidos Enfermos nos cinco Estados onde a mortalidade de beb\u00eas \u00e9 mais alta. Os avan\u00e7os s\u00e3o lentos. Entre 2004 e 2008, a quantidade de mortes de rec\u00e9m-nascidos caiu apenas de 37 para 36 para mil nascidos vivos. Unidades como a de Bhubaneswar contam com equipamentos de oxig\u00eanio, calefa\u00e7\u00e3o, controladores de apneia e outros aparelhos. Nos ber\u00e7\u00e1rios, minuciosamente desinfectados, a temperatura \u00e9 mantida em 36 graus. H\u00e1 um enfermeiro para cada tr\u00eas pacientes e em cada unidade ensina-se \u00e0s m\u00e3es como amamentar seus beb\u00eas com baixo peso.<\/p>\n<p>As m\u00e3es mais pobres, como Banita, t\u00eam acesso a essas unidades pelo equivalente a apenas US$ 0,25, em lugar dos US$ 40 pagos pelas demais, em centros subsidiados pelo governo. Aumentar o n\u00famero destas unidades \u00e9 o mais recente esfor\u00e7o do governo indiano para reduzir a mortalidade infantil (mortes antes de um ano de vida por mil nascidos vivos), para cumprir suas pr\u00f3prias metas e alcan\u00e7ar um dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio, de reduzir em dois ter\u00e7os esse n\u00famero at\u00e9 2015, em rela\u00e7\u00e3o a 1990.<\/p>\n<p>Atualmente, essa mortalidade na \u00cdndia \u00e9 de 53 por mil nascimentos vivos. O governo quer reduzi-la para 28\/1000 at\u00e9 2012. O \u00cdndice de Desenvolvimento Humano das Na\u00e7\u00f5es Unidas de 2009 colocou a \u00cdndia em 134\u00ba lugar em mortalidade infantil entre 182 pa\u00edses. Os altos custos conspiram contra a instala\u00e7\u00e3o de mais dessas unidades, segundo os funcion\u00e1rios. Uma com oito a 16 ber\u00e7os custa de US$ 10 mil a US$ 20 mil.<\/p>\n<p>Estas unidades d\u00e3o bons resultados. De mar\u00e7o a setembro do ano passado, sobreviveram 90% dos 448 rec\u00e9m-nascidos em estado cr\u00edtico admitidos na Unidade de Bhubaneswar. Na \u00e1rea predominantemente ind\u00edgena de Mayurbhanj, em Orissa, essas unidades salvaram 85% dos 3.500 beb\u00eas admitidos entre 2007 e 2009, segundo o governo estadual. As Unidades s\u00e3o parte fundamental de uma estrat\u00e9gia mais ampla chamada Manejo Integrado de Enfermidades Neonatais e Infantis.<\/p>\n<p>Neste programa baseado na comunidade, na fam\u00edlia e nos hospitais, trabalhadores da sociedade civil s\u00e3o treinados em t\u00e9cnicas de ressuscita\u00e7\u00e3o, manejo da hipotermia e preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m \u00e9 incentivada a amamenta\u00e7\u00e3o. Os dois programas integram a Miss\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Rural do governo federal, que pretende abrir novos centros de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade, acess\u00edveis, baratos e efetivos.<\/p>\n<p>\u201cToda crian\u00e7a que n\u00e3o chore nem se alimente de sua m\u00e3e logo ao nascer e que pese menos de 2,5 quilos precisa de cuidados m\u00e9dicos especiais. Essa \u00e9 a \u00fanica maneira de garantir sua sobreviv\u00eancia\u201d, disse Nirmala Dei, chefe de pediatria no Hospital Capital de Bhubaneswar. \u201cMinha filha nunca teria sobrevivido sem os cuidados das \u2018didis\u2019, irm\u00e3s mais velhas\u201d, como s\u00e3o chamadas as enfermeiras, disse Banita entre l\u00e1grimas de gratid\u00e3o. No final de julho, a menina pesava 870 gramas e chorava querendo mamar. Banita e as enfermeiras procuram por um nome para lhe dar. At\u00e9 agora, \u201ccampe\u00e3\u201d \u00e9 o mais votado. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bhubaneswar, \u00cdndia, 17\/08\/2010 &ndash; A indiana Banita Behera sentiu um n\u00f3 na garganta quando viu pela primeira vez suas g\u00eameas prematuras. 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