{"id":7183,"date":"2010-09-24T16:58:32","date_gmt":"2010-09-24T16:58:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7183"},"modified":"2010-09-24T16:58:32","modified_gmt":"2010-09-24T16:58:32","slug":"ricos-do-sul-tambem-cobram-caro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/09\/ultimas-noticias\/ricos-do-sul-tambem-cobram-caro\/","title":{"rendered":"Ricos do Sul tamb\u00e9m cobram caro"},"content":{"rendered":"<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 24\/09\/2010 &ndash; A coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses do Sul apresenta-se como chave na c\u00fapula de tr\u00eas dias que come\u00e7ou ontem em Nova York para revisar o compromisso mundial com os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio. O problema \u00e9 que no Sul tamb\u00e9m h\u00e1 grandes e pequenos, poderosos e fracos. <!--more--> \u201c\u00c9 muito emocionante olhar a coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul no contexto do que est\u00e1 ocorrendo aqui\u201d, disse Olav Kjorven, do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Trata-se de \u201cum elemento muito importante e dever\u00edamos dar mais aten\u00e7\u00e3o a ele, porque pode nos ajudar a acelerar o progresso rumo aos ODM\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Alguns se preocupam por esta coopera\u00e7\u00e3o poder reproduzir as desigualdades existentes entre os pa\u00edses ricos e pobres, especialmente nas \u00e1reas do com\u00e9rcio e da assist\u00eancia. \u201cH\u00e1 muitas coisas positivas em torno dela\u201d, mas isso n\u00e3o impede que seja problem\u00e1tica, disse \u00e0 IPS o diretor do cap\u00edtulo africano da Rede do Terceiro Mundo, Yao Graham.<\/p>\n<p>Como dentro do Sul em desenvolvimento convivem distintos casos, com na\u00e7\u00f5es menos adiantadas, como Som\u00e1lia e Afeganist\u00e3o, e pot\u00eancias emergentes, como China e \u00cdndia, preocupa a possibilidade de a coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul levar ao mesmo tipo de pol\u00edticas de ajuda sujeitas a condi\u00e7\u00f5es que muitos pa\u00edses pobres condenam.<\/p>\n<p>\u201cAs cr\u00edticas \u00e0 \u00cdndia como doadora se centram no fato de impor para sua ajuda ao exterior as mesmas condi\u00e7\u00f5es que se nega a aceitar como pa\u00eds receptor, vinculando sua assist\u00eancia \u00e0 compra de bens e servi\u00e7os indianos\u201d, escreveu Himanshu Jha em um informe apresentado no dia 17 pela organiza\u00e7\u00e3o Social Watch.<\/p>\n<p>O Escrit\u00f3rio do Assessor Especial das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a \u00c1frica divulgou ontem um relat\u00f3rio alertando que as intera\u00e7\u00f5es financeiras entre os s\u00f3cios de desenvolvimento do Sul podem ser potencialmente negativas. O informe pede urg\u00eancia \u00e0 \u00c1frica na ado\u00e7\u00e3o de uma posi\u00e7\u00e3o mais estrat\u00e9gica e para exercer maior controle sobre suas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com seus vizinhos do Sul.<\/p>\n<p>\u201cEmbora algumas economias emergentes tenham uma estrat\u00e9gia para a \u00c1frica, este continente n\u00e3o possui uma estrat\u00e9gia para as economias emergentes\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>Em 2007, as atividades comerciais entre os pa\u00edses africanos e outras na\u00e7\u00f5es pobres geraram US$ 148 bilh\u00f5es, o que implicou multiplicar por mais de 16 o faturamento de 1990. Embora os ganhos para os governos africanos aumentem a consequ\u00eancia destas rela\u00e7\u00f5es, o informe tamb\u00e9m mostra que o setor manufatureiro e da constru\u00e7\u00e3o foram prejudicados por abrirem seus mercados a s\u00f3cios do Sul.<\/p>\n<p>De fato, o projeto de documento final da C\u00fapula Mundial sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio se compromete a \u201cajudar a fortalecer e potencializar a capacidade comercial e a competitividade internacional dos pa\u00edses em desenvolvimento para garantir benef\u00edcios equitativos a partir de maiores oportunidades comerciais, e impulsionar o crescimento econ\u00f4mico\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, o documento tamb\u00e9m reconhece a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul, que \u00e9 mencionada seis vezes. \u201cEnfatizamos que a coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul n\u00e3o \u00e9 um substituto, mas um complemento, da coopera\u00e7\u00e3o Norte-Sul\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio definidos em 2000 pela Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas incluem reduzir pela metade o n\u00famero de pessoas que sofrem pobreza e fome, com rela\u00e7\u00e3o a 1990; garantir a educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria universal; promover a igualdade de g\u00eanero e reduzir a mortalidade infantil e a materna; combater a aids, a mal\u00e1ria e outras enfermidades; assegurar a sustentabilidade ambiental e fomentar uma associa\u00e7\u00e3o mundial para o desenvolvimento. Tudo isto at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>Um informe divulgado no dia 16 pelo Grupo de Tarefas sobre a Defasagem no \u00caxito dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio centra-se no impacto da crise econ\u00f4mica sobre a ajuda oficial ao desenvolvimento. Em 1970, os l\u00edderes mundiais se comprometeram a destinar 0,7% de seu produto interno bruto ao desenvolvimento, e atualmente esta porcentagem \u00e9 de apenas 0,33%.<\/p>\n<p>O informe mostra que as crises financeiras contribu\u00edram para o n\u00e3o cumprimento dos compromissos de assist\u00eancia, para os quais este ano faltam US$ 20 bilh\u00f5es. Assim, e apesar de representar uma pequena por\u00e7\u00e3o de toda a assist\u00eancia oficial ao desenvolvimento, a ajuda do Comit\u00ea de Assist\u00eancia para o Desenvolvimento e dos doadores dos pa\u00edses pobres \u00e9 cada vez mais importante, afirma.<\/p>\n<p>Em 2008, os pa\u00edses pobres e emergentes aportaram US$ 10 bilh\u00f5es em assist\u00eancia. Acredita-se que esse n\u00famero aumentou em 2009 e espera-se que chegue a US$ 15 bilh\u00f5es este ano. Estas estimativas s\u00e3o parciais, j\u00e1 que s\u00f3 representam o dinheiro de na\u00e7\u00f5es que informam suas atividades de assist\u00eancia junto \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4micos (OCDE), que recopila estes n\u00fameros. China, \u00cdndia e Venezuela, por exemplo, n\u00e3o informam seus esfor\u00e7os de ajuda junto a essa entidade, mas tamb\u00e9m s\u00e3o consideradas doadoras importantes.<\/p>\n<p>Mas a coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul \u201c\u00e9 muito mais do que transfer\u00eancias financeiras\u201d, explicou Olav. \u201cTrata-se de compartilhar conhecimentos e experi\u00eancia. A crise econ\u00f4mica mostrou que boa parte da inova\u00e7\u00e3o real que acontece no mundo para enfrentar a crise ocorre nos pa\u00edses em desenvolvimento, e levar a experi\u00eancia de \u00eaxitos em uma parte espec\u00edfica do mundo para outros pa\u00edses em desenvolvimento \u00e9 uma maneira muito efetiva e rent\u00e1vel de conseguir avan\u00e7ar nos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio\u201d, afirmou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 24\/09\/2010 &ndash; A coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses do Sul apresenta-se como chave na c\u00fapula de tr\u00eas dias que come\u00e7ou ontem em Nova York para revisar o compromisso mundial com os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio. 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