{"id":7191,"date":"2010-09-24T18:04:46","date_gmt":"2010-09-24T18:04:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7191"},"modified":"2010-09-24T18:04:46","modified_gmt":"2010-09-24T18:04:46","slug":"navegar-na-internet-sem-ser-levada-pela-onda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/09\/desenvolvimento\/navegar-na-internet-sem-ser-levada-pela-onda\/","title":{"rendered":"Navegar na Internet sem ser levada pela onda"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 24\/09\/2010 &ndash; A vida urbana e o acesso \u00e0s tecnologias da informa\u00e7\u00e3o abrem para as meninas e as adolescentes um leque de possibilidades: melhor educa\u00e7\u00e3o, acesso a sa\u00fade e in\u00fameras ideias e habilidades novas. Ao mesmo tempo, implicam v\u00e1rios perigos. Um informe apresentado ontem pela organiza\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria Plan International conclui que tanto a vida nas cidades como o f\u00e1cil acesso \u00e0 Internet e a outros servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o podem representar riscos significativos para as adolescentes. <!--more--> Trata-se do quarto estudo da s\u00e9rie \u201cPorque Sou uma Menina: o Estado das Meninas do Mundo 2010\u201d e tem o t\u00edtulo \u201cFronteiras Digitais e Urbanas: as Mo\u00e7as em uma Paisagem Mutante\u201d. \u201cA vida urbana e a tecnologia s\u00e3o dois terrenos de crescimento e oportunidades reais, mas isto tamb\u00e9m significa que as adolescentes e mulheres jovens podem estar em risco\u201d, disse \u00e0 IPS a editora do informe, Sharon Gould.<\/p>\n<p>A cada m\u00eas, as cidades do mundo em desenvolvimento aumentam em cerca de cinco milh\u00f5es de pessoas, com a chegada de imigrantes das \u00e1reas rurais que aspiram uma vida melhor para eles e para as fam\u00edlias que deixaram para tr\u00e1s. Estima-se que, at\u00e9 2030, cerca de 1,5 bilh\u00e3o de mo\u00e7as viver\u00e3o em \u00e1reas urbanas.<\/p>\n<p>As jovens que se mudam para as cidades t\u00eam mais probabilidades de ir \u00e0 escola. Nos pa\u00edses em desenvolvimento, o comparecimento escolar pode ser at\u00e9 37% maior para adolescentes entre 15 e 19 anos. O acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade tamb\u00e9m \u00e9 mais f\u00e1cil, o que reduz as mortes maternas e melhora a compreens\u00e3o da sa\u00fade sexual e reprodutiva. Estes benef\u00edcios est\u00e3o acompanhados de riscos significativos: falta de moradia, superpopula\u00e7\u00e3o e saneamento de m\u00e1 qualidade, tudo leva a um aumento dos abusos f\u00edsicos e sexuais contra as mulheres.<\/p>\n<p>Naturalmente, o ass\u00e9dio sexual n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno limitado \u00e0s na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento. Ruas, mercados e metr\u00f4s lotados d\u00e3o aos homens a oportunidade perfeita de assediar as jovens impunemente. Na Holanda, 40% das mulheres ouvidas em uma pesquisa pela Internet disseram n\u00e3o se sentir seguras ao caminhar sozinhas \u00e0 noite em suas pr\u00f3prias cidades. Os piores perigos enfrentam as mo\u00e7as que vivem em alguns dos assentamentos mais pobres do mundo ou nas ruas.<\/p>\n<p>Segundo o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), dos cerca de cem milh\u00f5es de menores de idade que vivem nas ruas das cidades de todo o mundo, aproximadamente 30% s\u00e3o meninas. N\u00e3o surpreende que as adolescentes sem lar sejam as mais vulner\u00e1veis a serem for\u00e7adas ao trabalho sexual, a mendigar ou trabalhar de gra\u00e7a para fugir da pobreza.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 fundamental garantir que as meninas tenham acesso aos muitos benef\u00edcios que uma cidade pode oferecer\u201d, disse Sharon. \u201cNas pesquisas feitas para o informe, os principais pontos em sua lista de melhorias eram melhor ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, transporte p\u00fablico mais seguro e mais pessoal de seguran\u00e7a\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Maior acesso \u00e0s tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o pode ser uma das vantagens de viver em uma cidade. Um bom conhecimento dessas ferramentas \u00e9 essencial para a maioria dos trabalhos, por isso a boa capacita\u00e7\u00e3o para as mo\u00e7as definitivamente melhora suas possibilidades de conseguir trabalho, sa\u00edrem da pobreza e terem poder. Muitas organiza\u00e7\u00f5es de mulheres tamb\u00e9m usam tecnologias como Internet, r\u00e1dio e televis\u00e3o para promover a igualdade de g\u00eanero, expor a viol\u00eancia contra as mulheres ou educ\u00e1-las em mat\u00e9ria de sa\u00fade sexual.<\/p>\n<p>Na medida em que a Internet e os demais meios de comunica\u00e7\u00e3o se tornam mais acess\u00edveis e muitas vezes s\u00e3o requisito para encontrar um bom trabalho, \u00e9 importante que adolescentes adquiram conhecimentos para us\u00e1-los de maneira segura, enfatiza o documento. Pela Internet, as adolescentes correm especial risco de entrar em contato com assediadores sexuais e de serem convencidas a conhec\u00ea-los pessoalmente, colocando-se, portanto, em uma situa\u00e7\u00e3o muito perigosa.<\/p>\n<p>Os potenciais perigos do ciberespa\u00e7o fazem com que algumas fam\u00edlias adiem o aprendizado das meninas em mat\u00e9ria de Internet ou a hora de dar um telefone celular. Embora isto possa proteg\u00ea-las em parte do ass\u00e9dio sexual, impede que as meninas aproveitem plenamente as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, o que lhes daria uma educa\u00e7\u00e3o completa e permitiria que avan\u00e7assem na vida, afirmam especialistas.<\/p>\n<p>\u00c9 importante fazer consultas \u00e0s meninas e mulheres jovens sobre os interc\u00e2mbios que mant\u00eam com outras pessoas na Internet, \u201cn\u00e3o para superproteg\u00ea-las, mas para torn\u00e1-las conscientes dos riscos e de como se protegerem deles\u201d, disse Sharon. O acesso \u00e0s tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o pode permitir que as mulheres tenham maior participa\u00e7\u00e3o na vida de suas comunidades e de seus pa\u00edses, adquirir novas habilidades ou conhecimentos espec\u00edficos que as ajudem a se proteger, por exemplo, do v\u00edrus HIV, causador da aids.<\/p>\n<p>\u201cTanto a vida urbana como o acesso a tecnologias da informa\u00e7\u00e3o deveriam dar \u00e0s meninas maiores oportunidades, sempre e quando os riscos s\u00e3o abordados. Contudo, as barreiras da pobreza e das atitudes sobre o que \u00e9 adequado para mo\u00e7as e mo\u00e7os significam que ser\u00e3o exigidos muitos investimentos nelas, tanto dentro como fora das fam\u00edlias, para que se alcance uma verdadeira igualdade\u201d, disse Sharon. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 24\/09\/2010 &ndash; A vida urbana e o acesso \u00e0s tecnologias da informa\u00e7\u00e3o abrem para as meninas e as adolescentes um leque de possibilidades: melhor educa\u00e7\u00e3o, acesso a sa\u00fade e in\u00fameras ideias e habilidades novas. Ao mesmo tempo, implicam v\u00e1rios perigos. 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