{"id":7233,"date":"2010-10-06T17:06:53","date_gmt":"2010-10-06T17:06:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7233"},"modified":"2010-10-06T17:06:53","modified_gmt":"2010-10-06T17:06:53","slug":"custos-fazem-africa-se-voltar-para-fontes-alternativas-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/10\/africa\/custos-fazem-africa-se-voltar-para-fontes-alternativas-de-energia\/","title":{"rendered":"Custos fazem \u00c1frica se voltar para fontes alternativas de energia"},"content":{"rendered":"<p>Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul, 06\/10\/2010 &ndash; Numerosos pa\u00edses da \u00c1frica oriental come\u00e7aram a mudar aos poucos a fonte de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, passando do carv\u00e3o para uma mais limpa, para reduzir custos. \u201cAinda falta, mas os pa\u00edses come\u00e7aram a pegar o touro pelos chifres\u201d, disse o especialista Mark Hankins. O principal motor da mudan\u00e7a \u00e9 o aumento do pre\u00e7o da eletricidade, explicou Mark, que trabalha h\u00e1 duas d\u00e9cadas como consultor em eletrifica\u00e7\u00e3o rural e energias renov\u00e1veis na \u00c1frica austral e oriental. \u201cNa \u00c1frica oriental, o pre\u00e7o \u00e9 de duas as cinco vezes maior do que na \u00c1frica do Sul, o que prejudica a ind\u00fastria e as fam\u00edlias\u201d, afirmou. <!--more--> Hankins participou da Semana da Energia da \u00c1frica, um encontro de quatro dias, organizado por empresas estatais e privadas nesta cidade sul-africana. Cerca de 150 especialistas internacionais, funcion\u00e1rios e representantes de empresas de g\u00e1s e petr\u00f3leo participaram da reuni\u00e3o, realizada de 27 a 30 de setembro. Outra raz\u00e3o para o interesse da \u00c1frica oriental nas energias renov\u00e1veis \u00e9 que a demanda por eletricidade supera a capacidade da rede el\u00e9trica, em parte devido ao r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico. \u201cA ind\u00fastria de diamantes e petr\u00f3leo e a agricultura s\u00e3o setores em crescimento e precisam de mais energia\u201d, disse Mark.<\/p>\n<p>\u201cDesde que me mudei para o Qu\u00eania, em 1993, me entusiasmam os progressos que vejo na \u00c1frica oriental em mat\u00e9ria de energia renov\u00e1veis\u201d, afirmou, e contou como foram constru\u00eddas no ano passado seis turbinas e\u00f3licas nas colinas de Ngong, sul do pa\u00eds. A obra, pr\u00f3xima a Nair\u00f3bi, agregou 5,1 megawatts \u00e0 rede el\u00e9trica e faz parte da primeira fazenda e\u00f3lica do Qu\u00eania. Outro projeto similar est\u00e1 previsto no pa\u00eds, com capacidade de 310 megawatts, e seria a maior fazenda e\u00f3lica do continente. O projeto, que inclui 300 turbinas de vento, custar\u00e1 US$ 408 milh\u00f5es. O Banco de Desenvolvimento Africano financiar\u00e1 70% e o restante caber\u00e1 a investidores holandeses e quenianos.<\/p>\n<p>O Qu\u00eania n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds da regi\u00e3o a considerar as energias renov\u00e1veis. \u201cUganda, Ruanda e Eti\u00f3pia fazem o mesmo, e tamb\u00e9m a Tanz\u00e2nia. Neste \u00faltimo, h\u00e1 uma fazenda e\u00f3lica que produz 50 megawatts e um projeto para construir outra semelhante\u201d, disse Mark. \u201cDe todas as regi\u00f5es do mundo, a \u00c1frica \u00e9 a que tem maior possibilidade de dar um grande salto para formas de energias mais limpas\u201d, devido \u00e0 abund\u00e2ncia de sol, \u00e1gua e vento, disse Christopher Clarke, diretor da Inspired Evolution Investment Management.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, 70% da eletricidade \u00e9 produzida a partir de carv\u00e3o. Em 2025, a propor\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser de 42%. Tamb\u00e9m estamos prevendo que, para o mesmo ano, a energia hidrel\u00e9trica e o g\u00e1s ser\u00e3o respons\u00e1veis por 60% e 150% da eletricidade respectivamente\u201d, acrescentou Christopher. A Tanz\u00e2nia come\u00e7ou a desenvolver a capacidade de gerar eletricidade a partir do g\u00e1s.<\/p>\n<p>O g\u00e1s natural n\u00e3o \u00e9 considerado uma fonte renov\u00e1vel, mas o processo \u00e9 muito mais limpo em compara\u00e7\u00e3o ao carv\u00e3o ou aos combust\u00edveis f\u00f3sseis como \u00f3leo combust\u00edvel e querosene. \u201cA demanda atual de g\u00e1s na Tanz\u00e2nia para produzir eletricidade supera os 2,9 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos di\u00e1rios\u201d, disse Oswald Mutaitina, gerente de finan\u00e7as e desenvolvimento empresarial da companhia Songas. \u201cProduzimos 1,9 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s ao dia, mas queremos duplicar essa quantidade. Para isso precisamos ampliar e melhorar a infraestrutura\u201d, disse Oswald, o que custar\u00e1 US$ 60 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A companhia, propriedade do Estado e de v\u00e1rias empresas privadas, extrai o g\u00e1s da Ilha de Songo Songo, situada diante da cidade tanzaniana de Dar-Es-Salaam, que tem quase 34 bilh\u00f5es de cent\u00edmetros c\u00fabicos de g\u00e1s natural. Al\u00e9m de extrair e vender g\u00e1s, a Songas tamb\u00e9m produz eletricidade. A empresa fornece 180 megawatts \u00e0 rede el\u00e9trica da Tanz\u00e2nia, segundo a pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n<p>A demanda crescente por energia a partir do g\u00e1s e n\u00e3o de fontes convencionais tem a ver com o custo. \u201cO g\u00e1s \u00e9 mais barato em compara\u00e7\u00e3o com combust\u00edveis l\u00edquidos, como \u00f3leo combust\u00edvel e querosene. Al\u00e9m disso, o g\u00e1s que usamos em nossa unidade \u00e9 local e n\u00e3o temos de importar. N\u00e3o dependemos das flutua\u00e7\u00f5es do mercado internacional\u201d, disse Oswald \u00e0 IPS. \u201cPodemos baixar o custo da eletricidade para US$ 0,06 por quilowatt\/hora\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o oferecido pela Independent Power Tanzania Ltd. ou Tsavo, no Qu\u00eania, \u00e9 de US$ 0,11 e US$ 0,12 por quilowatt\/hora, respectivamente. A amplia\u00e7\u00e3o da rede permitir\u00e1 dar eletricidade a mais pessoas na Tanz\u00e2nia, acrescentou Oswald. \u201cAgora, apenas 10% do pa\u00eds tem eletricidade. A situa\u00e7\u00e3o melhorar\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos\u201d, previu. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul, 06\/10\/2010 &ndash; Numerosos pa\u00edses da \u00c1frica oriental come\u00e7aram a mudar aos poucos a fonte de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, passando do carv\u00e3o para uma mais limpa, para reduzir custos. \u201cAinda falta, mas os pa\u00edses come\u00e7aram a pegar o touro pelos chifres\u201d, disse o especialista Mark Hankins. 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