{"id":7257,"date":"2010-10-14T19:57:44","date_gmt":"2010-10-14T19:57:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7257"},"modified":"2010-10-14T19:57:44","modified_gmt":"2010-10-14T19:57:44","slug":"sul-emerge-no-conselho-de-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/10\/mundo\/sul-emerge-no-conselho-de-seguranca\/","title":{"rendered":"Sul emerge no Conselho de Seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 14\/10\/2010 &ndash; O Sul em desenvolvimento ter\u00e1, pelo menos teoricamente, maior peso a partir de janeiro no Conselho de Seguran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Brasil, \u00cdndia, Nig\u00e9ria e \u00c1frica do Sul, na\u00e7\u00f5es emergentes e com crescente influ\u00eancia internacional, ocupar\u00e3o quatro das dez cadeiras n\u00e3o permanentes. O outro novo integrante eleito pela Assembleia Geral no dia 12 \u00e9 a Alemanha. Com cinco pot\u00eancias mundiais como membros permanentes com poder de veto (China, Estados Unidos, Fran\u00e7a, Gr\u00e3-Bretanha e R\u00fassia) o m\u00e1ximo \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a da ONU, que tem 15 integrantes no total, ser\u00e1 ainda mais poderoso no pr\u00f3ximo ano. <!--more--> \u00cdndia e Alemanha h\u00e1 tempo buscam um lugar permanente no Conselho de Seguran\u00e7a. O status n\u00e3o permanente de dois anos do Brasil vencer\u00e1 no final de 2011, e o do Jap\u00e3o em dezembro deste ano. A \u00c1frica do Sul \u00e9 um grande candidato declarado para um lugar permanente representando a regi\u00e3o africana. Al\u00e9m disso, no ano que vem o \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m estar\u00e1 integrado por dois poderosos blocos emergentes: Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China (Bric) e \u00cdndia, Brasil e \u00c1frica do Sul (IBSA).<\/p>\n<p>Ser\u00e1 um \u201cteste\u201d para a efetividade do Conselho, disse \u00e0 IPS um diplomata de uma na\u00e7\u00e3o em desenvolvimento que pediu para n\u00e3o ser identificado. Se ver\u00e1 se os poss\u00edveis membros permanentes conseguem marcar uma diferen\u00e7a no trabalho do Conselho de Seguran\u00e7a, acrescentou. A \u00cdndia, que foi eleita para o per\u00edodo 2011-2012, j\u00e1 ocupou por seis vezes um lugar n\u00e3o permanente no Conselho. A Alemanha j\u00e1 o integrou por quatro vezes, Brasil e Jap\u00e3o, dez cada um, o mandato mais longo na hist\u00f3ria do organismo, seguidos de Argentina com oito.<\/p>\n<p>Entretanto, o lugar fixo lhes foge pela profunda divis\u00e3o de opini\u00f5es entre os Estados-membros e pela retic\u00eancia dos cinco integrantes permanentes em ampliar o c\u00edrculo elitista. A \u00cdndia mostrou seu peso pol\u00edtico no cen\u00e1rio internacional ao reunir a maior quantidade de votos a favor de sua candidatura, 187, dos 192 integrantes da Assembleia Geral. A Col\u00f4mbia obteve 186, \u00c1frica do Sul 182, Portugal 150 e Alemanha 128. O m\u00ednimo necess\u00e1rio s\u00e3o 127 votos. Talvez, a maior surpresa tenha sido a retirada do Canad\u00e1, que estava atr\u00e1s de Portugal dentro do grupo de pa\u00edses da Europa ocidental.<\/p>\n<p>O embaixador indiano na ONU, Hardeep Singh Puri, disse aos jornalistas que a escolha \u201crefor\u00e7a nosso compromisso com o trabalho do conselho em assuntos que sempre priorizamos\u201d. O chanceler da \u00cdndia, S. M. Krishna, que participou das sess\u00f5es da Assembleia Geral de setembro em Nova York, conversou pessoalmente com os chanceleres de mais de 123 pa\u00edses. Quando esse pa\u00eds competiu com o Jap\u00e3o por um lugar permanente, em outubro de 1996, sofreu uma grande derrota. T\u00f3quio conseguiu 142 votos e Nova D\u00e9li apenas 40. Um desastre para os padr\u00f5es da ONU.<\/p>\n<p>Por ser secreto o voto, muitos pa\u00edses violaram seu compromisso, em alguns casos contra\u00eddo at\u00e9 por escrito, e n\u00e3o deram seu apoio. Por sua vez, o Jap\u00e3o utilizou seu peso econ\u00f4mico e aumentou suas promessas de ajuda, para reunir os votos necess\u00e1rios. A \u00cdndia, uma pot\u00eancia nuclear, se redimiu ao ser eleita para o Conselho de Direitos Humanos com a maior quantidade de votos, 173, na lista de candidatos asi\u00e1ticos, em compara\u00e7\u00e3o com Bangladesh com 160, Paquist\u00e3o 149 e Sri Lanka 123.<\/p>\n<p>A \u00cdndia hoje goza de um status de superpot\u00eancia na \u00c1sia e tamb\u00e9m foi uma na\u00e7\u00e3o benefici\u00e1ria da ajuda da qual agora \u00e9 um dos principais doadores. Al\u00e9m disso, \u00e9 um dos pa\u00edses que mais defende a amplia\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a dentro da ONU. \u201cEspera-se que os membros permanentes atuem de tal forma que transcendam os interesses nacionais ao tratarem quest\u00f5es relacionadas com a paz e a seguran\u00e7a internacional\u201d, afirmou Hardeep. \u201c\u00c9 importante que os membros permanentes reflitam a realidade contempor\u00e2nea e incluam uma representa\u00e7\u00e3o adequada de todas as regi\u00f5es do mundo\u201d, disse aos delegados.<\/p>\n<p>Brilham por sua aus\u00eancia<\/p>\n<p>Para destacar a necessidade de uma mudan\u00e7a radical na integra\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a, Hardeep lembrou um discurso do presidente da Fran\u00e7a, Nicolas Sarkozy, a estudantes da Universidade de Columbia (EUA) no final de mar\u00e7o. O chefe de Estado franc\u00eas fez, na ocasi\u00e3o, uma s\u00e9rie de perguntas ret\u00f3ricas.<\/p>\n<p>\u201cSabiam que nenhum pa\u00eds africano \u00e9 membro permanente do Conselho de Seguran\u00e7a\u201d, apesar dos milhares de milh\u00f5es que vivem no continente?, questionou. \u201cSabiam que nenhum pa\u00eds \u00e1rabe \u00e9 membro permanente do Conselho de Seguran\u00e7a?\u201d, apesar de neles viverem centenas de milh\u00f5es de pessoas, acrescentou. \u201cSabiam que a \u00cdndia, com um bilh\u00e3o de habitantes, que em 30 anos ser\u00e1 o pa\u00eds mais populoso do mundo, n\u00e3o \u00e9 membro permanente do Conselho de Seguran\u00e7a?\u201d, prosseguiu.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m disse que o Jap\u00e3o, terceira economia do mundo, tampouco pertence ao \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo de seguran\u00e7a da ONU, como tamb\u00e9m nenhum pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina. \u201cComo pode algu\u00e9m pretender que resolvamos as grandes crises, guerras e conflitos no contexto das Na\u00e7\u00f5es Unidas sem \u00c1frica, sem tr\u00eas quartos da \u00c1sia, sem Am\u00e9rica Latina e sem nenhum pa\u00eds \u00e1rabe?\u201d, insistiu Sarkozy.<\/p>\n<p>Hardeep afirmou: \u201cDigo isto pela incapacidade do sistema da ONU em captar o significado das mudan\u00e7as no cen\u00e1rio internacional desde a Segunda Guerra Mundial\u201d (1939-1945). Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, Estados Unidos, 14\/10\/2010 &ndash; O Sul em desenvolvimento ter\u00e1, pelo menos teoricamente, maior peso a partir de janeiro no Conselho de Seguran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Brasil, \u00cdndia, Nig\u00e9ria e \u00c1frica do Sul, na\u00e7\u00f5es emergentes e com crescente influ\u00eancia internacional, ocupar\u00e3o quatro das dez cadeiras n\u00e3o permanentes. O outro novo integrante eleito pela Assembleia Geral no dia 12 \u00e9 a Alemanha. 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