{"id":7317,"date":"2010-10-26T13:15:23","date_gmt":"2010-10-26T13:15:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7317"},"modified":"2010-10-26T13:15:23","modified_gmt":"2010-10-26T13:15:23","slug":"mais-mulheres-em-frentes-de-combate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/10\/mundo\/mais-mulheres-em-frentes-de-combate\/","title":{"rendered":"Mais mulheres em frentes de combate"},"content":{"rendered":"<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 26\/10\/2010 &ndash; A percep\u00e7\u00e3o de que as mulheres participam de conflitos armados fundamentalmente em for\u00e7as internacionais de paz est\u00e1 sofrendo uma gradual transforma\u00e7\u00e3o. <!--more--> Um crescente n\u00famero se converte em combatentes, inclusive realizando atentados suicidas no Afeganist\u00e3o, Iraque, Nepal, Palestina, Chech\u00eania e at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo no Sri Lanka.<\/p>\n<p>Um debate de uma semana sobre o papel das mulheres em paz e seguran\u00e7a, que come\u00e7ou ontem em Nova York, coincide com o d\u00e9cimo anivers\u00e1rio da hist\u00f3rica Resolu\u00e7\u00e3o 1325 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que reconhece a import\u00e2ncia delas nos esfor\u00e7os de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria-adjunta da ONU e representante especial para a quest\u00e3o das crian\u00e7as e os conflitos armados, Radhika Coomaraswamy, explicou \u00e0 IPS que as menores se uniam \u00e0s for\u00e7as armadas por diversas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas simplesmente s\u00e3o sequestradas de suas casas e obrigadas a se unir. Convertem-se em escravas sexuais e combatentes do Ex\u00e9rcito de Resist\u00eancia do Senhor (no norte de Uganda) e de grupos armados na Lib\u00e9ria e em Serra Leoa\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Em outras partes do mundo, integram-se nas fileiras de organiza\u00e7\u00f5es armadas por raz\u00f5es ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes \u00e9 uma mescla de ambas as coisas\u201d, disse Radhika, ex-relatora especial da ONU sobre viol\u00eancia contra as mulheres, e que viajou com frequ\u00eancia a regi\u00f5es de conflito na \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Recordou o caso de uma menina no Nepal que contou ter visto como insurgentes mao\u00edstas chegaram a uma escola e exortavam os alunos a aderirem \u00e0 \u201cresist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Radhika disse que a menina decidiu juntar-se aos mao\u00edstas porque \u201csentia que era o que se esperava de uma pessoa jovem\u201d.<\/p>\n<p>As mulheres representavam cerca de um ter\u00e7o das for\u00e7as rebeldes que durante dez anos enfrentaram o governo do Nepal. Em fevereiro, o Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o do Povo foi desmantelado e tr\u00eas mil menores desmobilizados, dos quais cerca de mil eram meninas.<\/p>\n<p>Um documento divulgado na semana passada pelo Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA), intitulado \u201cDo Conflito e da Crise \u00e0 Renova\u00e7\u00e3o: Gera\u00e7\u00f5es de Mudan\u00e7a\u201d, diz que os grupos feministas em geral afirmam que as mulheres s\u00e3o naturais pacifistas que preferem solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o violentas em lugar do enfrentamento, sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cEntretanto, desde tempos ancestrais, as mulheres foram \u00e0 guerra e os conflitos contempor\u00e2neos envolvem muitas mulheres, tanto por op\u00e7\u00e3o destas como por recrutamento for\u00e7ado\u201d, acrescenta o estudo.<\/p>\n<p>A pesquisa, elaborada por Barbara Crossette, ex-chefe do escrit\u00f3rio do jornal The New York Times na ONU, afirma que os conflitos \u00e9tnicos, de classe ou na\u00e7\u00e3o levam muitas mulheres a aderirem aos grupos armados ou, \u00e0s vezes, ao terrorismo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a alta tecnologia de guerra nos pa\u00edses industrializados atrai muitas mulheres em busca de carreiras militares, onde competem com os homens por posi\u00e7\u00f5es de comando.<\/p>\n<p>Os Tigres para a Liberta\u00e7\u00e3o da P\u00e1tria Tamil-Elam (LTTE), grupo rebelde que travou uma guerra civil de duas d\u00e9cadas contra o governo central do Sri Lanka, foi um dos pioneiros em utilizar mulheres como atacantes suicidas.<\/p>\n<p>At\u00e9 um quinto dos integrantes do LTTE era formado por meninas e mulheres, que assumiam posi\u00e7\u00f5es na frente de combate.<\/p>\n<p>Swati Parashar, conferencista na Universidade de Limerick, na Irlanda, disse no informe do UNFPA que \u201cas mulheres, que apoiam ou consentem a viol\u00eancia discriminada ou indiscriminada contra institui\u00e7\u00f5es do Estado e civis desarmados, n\u00e3o s\u00f3 redefinem as no\u00e7\u00f5es de nacionalismo, g\u00eanero e identidade religiosa como revelam sua complexidade e as problem\u00e1ticas rela\u00e7\u00f5es com o feminismo.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 que grau a participa\u00e7\u00e3o em atividades militantes e de combate armado proporciona \u00e0s mulheres oportunidades para transcender os papeis de g\u00eanero convencionais? Como essas mulheres s\u00e3o influenciadas por estes movimentos pol\u00edticos e como elas influem nesses movimentos?\u201d, perguntou.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante \u00e9 o que acontece com as mulheres quando termina o conflito.<\/p>\n<p>Nepal e Sri Lanka levam adiante um processo de reintegra\u00e7\u00e3o para as ex-combatentes ap\u00f3s o fim dos enfrentamentos.<\/p>\n<p>Segundo o informe do UNFPA, estas desempenharam papeis ativos durante a insurg\u00eancia no Nepal.<\/p>\n<p>\u201cForam combatentes, pessoal de seguran\u00e7a estatal, \u00fanico sustento da fam\u00edlia, pesquisadoras, ativistas, jornalistas e pol\u00edticas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Quando foi assinado o acordo de paz em 2006, tamb\u00e9m tiveram acolhida no processo de reconcilia\u00e7\u00e3o, acrescenta o UNFPA. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 26\/10\/2010 &ndash; A percep\u00e7\u00e3o de que as mulheres participam de conflitos armados fundamentalmente em for\u00e7as internacionais de paz est\u00e1 sofrendo uma gradual transforma\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2010\/10\/mundo\/mais-mulheres-em-frentes-de-combate\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,11],"tags":[21,24],"class_list":["post-7317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo","category-politica","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7317\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}