{"id":736,"date":"2005-06-28T00:00:00","date_gmt":"2005-06-28T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=736"},"modified":"2005-06-28T00:00:00","modified_gmt":"2005-06-28T00:00:00","slug":"unio-europia-imprensa-jovem-uma-arma-contra-as-drogas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/06\/mundo\/unio-europia-imprensa-jovem-uma-arma-contra-as-drogas\/","title":{"rendered":"Uni&atilde;o Europ&eacute;ia: Imprensa jovem, uma arma contra as drogas"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 28\/06\/2005 &ndash; Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o dedicados &agrave; juventude podem ajudar a detectar, monitorar e responder &agrave;s tend&ecirc;ncias emergentes no consumo de drogas nessa faixa et&aacute;ria, diz um informe apresentado na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. Na ind&uacute;stria de revistas, a chamada imprensa jovem &eacute; um neg&oacute;cio rent&aacute;vel. Editores e publicit&aacute;rios &quot;apostam na pesquisa com o prop&oacute;sito de conhecer a fundo seus leitores e elaboram os produtos para que reflitam os interesses, estilos de vida e modas de seu p&uacute;blico&quot;, diz o estudo do Observat&oacute;rio Europeu da Droga e da T&oacute;xico-Depend&ecirc;ncia (OEDT).<br \/> <!--more--> <br \/> Porta-vozes desse organismo da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia com sede em Lisboa citam os meios de comunica&ccedil;&atilde;o dedicados &agrave; juventude como poss&iacute;veis fontes de informa&ccedil;&atilde;o sobre novos &quot;modismos&quot; em termos de subst&acirc;ncias narc&oacute;ticas e destacam seu potencial como forma de preven&ccedil;&atilde;o de danos relacionados ao consumo de drogas entre os jovens. Devido &agrave; natureza &quot;clandestina&quot; do consumo dessas subst&acirc;ncias il&iacute;citas, existe normalmente um lapso entre o surgimento de uma nova tend&ecirc;ncia em seu uso e a produ&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de dados (consolidados) sobre essa droga, diz o informe apresentado domingo, por ocasi&atilde;o do Dia Internacional da Luta Contar o Uso Indevido e o Tr&aacute;fico Il&iacute;cito de Drogas.<\/p>\n<p> No par&aacute;grafo seguinte, admite-se que freq&uuml;entemente, em alguns pa&iacute;ses, a &quot;imprensa jovem&quot; percebe as novas tend&ecirc;ncias de consumo de droga &quot;muito antes de os analistas come&ccedil;arem a divulgar dados&quot;. Cita como exemplo os primeiros relatos sobre o uso de ecstasy (droga sint&eacute;tica que produz alucina&ccedil;&otilde;es) em ambiente recreativos e de dan&ccedil;as, inicialmente publicados, em meados dos anos 80\/90, por jornalistas que trabalhavam para revistas dedicadas &agrave; juventude, &agrave; m&uacute;sica e a estilos de vida. Entretanto, foi somente na d&eacute;cada seguinte que &quot;as ag&ecirc;ncias de informa&ccedil;&atilde;o sobre droga iniciaram a coleta e divulga&ccedil;&atilde;o de dados sobre essa sust&acirc;ncia&quot;, afirma o estudo.<\/p>\n<p> A esse respeito, o diretor-executivo do OEDT, Wolfgang Goetz, garante que &quot;a novidade e os estilos de vida s&atilde;o t&atilde;o importantes para compreender os padr&otilde;es de consumo de drogas il&iacute;citas quanto o s&atilde;o para a investiga&ccedil;&atilde;o sobre os consumidores em geral. As revistas para jovens que cont&ecirc;m refer&ecirc;ncias a drogas ou ao &aacute;lcool podem revelar muito sobre os h&aacute;bitos de consumo destas subst&acirc;ncias entre a juventude e completar o quadro que elaboramos a partir de fontes de rotina&quot;, ressaltou Goetz. A pesquisa o OEDT inclui cinco Estados-membros da UE, Finl&acirc;ndia, Gr&atilde;-Bretanha, Gr&eacute;cia, Irlanda e Portugal, e est&aacute; centrada em revistas de grande circula&ccedil;&atilde;o destinadas ao p&uacute;blico jovem, entre os 13 e 30 anos, que gosta de sair e se divertir e &eacute; interessado em modismos, analisando atitudes diante de diferentes drogas e o contexto e local de consumo.<\/p>\n<p> A an&aacute;lise inclui um total de 1.763 refer&ecirc;ncias textuais e visuais (como imagens de uma folha de maconha em uma camiseta) a drogas provenientes de 26 publica&ccedil;&otilde;es diferentes. O relat&oacute;rio inclui entre seus resultados mais not&oacute;rios o destaque para a forma muito negativa com que s&atilde;o apresentados a hero&iacute;na e o crack, enquanto esta percep&ccedil;&atilde;o muda quando se trata de outras drogas, mais usadas pelos jovens, apresentando nestes casos tanto benef&iacute;cios quanto os riscos. O relaxamento, a divers&atilde;o e o aumento da energia f&iacute;sica s&atilde;o indicados pelo estudo como as refer&ecirc;ncias mais positivas, enquanto entre as negativas se destacam os graves riscos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos do consumo de drogas.<\/p>\n<p> O ecstasy &eacute; a droga mais mencionada no tocante ao grave perigo f&iacute;sico e a maconha a mais citada em rela&ccedil;&atilde;o ao dano psicol&oacute;gico, seguido pelo &aacute;lcool e pela coca&iacute;na. Na an&aacute;lise das revistas juvenis dos cinco pa&iacute;ses escolhidos, em geral as drogas representam 19% de todas as refer&ecirc;ncias. As duas mencionadas com maior freq&uuml;&ecirc;ncia s&atilde;o maconha, com 17% de todas as drogas citadas, e o ecstasy, com 13% o que, segundo estudos do OEDT, sugere que &quot;estas s&atilde;o as subst&acirc;ncias que mais despertam o interesse dos jovens leitores&quot;. A coca&iacute;na representa 9% de todas as refer&ecirc;ncias, a hero&iacute;na e outros derivados do &oacute;pio 8%, os alucin&oacute;genos 5% e a gama-hidroxibuitirato (GHB) 2%.<\/p>\n<p> No entanto, 10% das men&ccedil;&otilde;es diziam respeito &agrave; combina&ccedil;&atilde;o com &aacute;lcool e 17% resultam da soma de pequenas quantidades de outras drogas, como anfetaminas e tranq&uuml;ilizantes. Nas revistas sujeitas a an&aacute;lise, as refer&ecirc;ncias a drogas aparecem de maneira regular ao longo do ano, mas &eacute; registrado um aumento significativo em julho, quando se intensifica a vida social dos jovens por causa do in&iacute;cio do per&iacute;odo de f&eacute;rias no hemisf&eacute;rio Norte. Estes resultados s&atilde;o corroborados pelas estimativas que prevalecem na estat&iacute;stica contida no informe anual de 2003 sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno da droga na UE e na Noruega (http:\/\/annualreport.emcdda.eu.int).<\/p>\n<p> A grande maioria das men&ccedil;&otilde;es a drogas surge nestas revistas atrav&eacute;s de relatos na forma de reportagens e entrevistas, incluindo declara&ccedil;&otilde;es de celebridades do mundo da m&uacute;sica, levando o OEDT a ressaltar sua preocupa&ccedil;&atilde;o sobre &quot;a potencia influ&ecirc;ncia que m&uacute;sicos e outras celebridades, que expressam opini&otilde;es positivas sobre drogas, podem exercer sobre os jovens&quot;. Entretanto, esta preocupa&ccedil;&atilde;o se reduz quando o estudo conclui que somente 10% das refer&ecirc;ncias eram opini&otilde;es de m&uacute;sicos famosos. Mais da metade dos artigos com men&ccedil;&otilde;es a droga eram de rep&oacute;rteres, 9% de peritos como m&eacute;dicos e pesquisadores cient&iacute;ficos e 6% tinham origem entre os pr&oacute;prios jovens.<\/p>\n<p> Alguns dos editores entrevistados para o estudo se mostraram convencidos de que suas revistas desempenham um papel na redu&ccedil;&atilde;o de danos, ao fornecer informa&ccedil;&atilde;o equilibrada sobre drogas. Em geral, n&atilde;o duvidam que suas publica&ccedil;&otilde;es, mais do que moldar os leitores, refletem seus interesses. O OEDT conclui que as publica&ccedil;&otilde;es para jovens constituem uma fonte de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til e de baixo custo para monitora&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o das tend&ecirc;ncias do consumo de drogas entre c&iacute;rculos de leitores definidos, ao refletir estilos de vida que revelam mais do que as estat&iacute;sticas oficiais sobre o comportamento e as atitudes dos jovens nesse &acirc;mbito.<\/p>\n<p> Por esse motivo, &quot;estas revistas poderiam ser aproveitadas para ajudar a preparar estrat&eacute;gias de resposta ao problema da depend&ecirc;ncia de drogas&quot;, diz o informe. Segundo Goetz, &quot;fica bastante claro que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o dedicados aos jovens ajudam a entender seus estilos de vida, mas, ainda n&atilde;o h&aacute; certezas sobre como podem, realmente, influenciar seu comportamento&quot;. Por essa raz&atilde;o, o diretor do OEDT recomenda no futuro um aprofundamento do estudo para determinar &quot;como se pode trabalhar construtivamente com os editores no sentido de explorar o papel da imprensa voltada aos jovens como uma maneira de transmitir informa&ccedil;&atilde;o factual sobre drogas aos seus leitores&quot;. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 28\/06\/2005 &ndash; Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o dedicados &agrave; juventude podem ajudar a detectar, monitorar e responder &agrave;s tend&ecirc;ncias emergentes no consumo de drogas nessa faixa et&aacute;ria, diz um informe apresentado na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. Na ind&uacute;stria de revistas, a chamada imprensa jovem &eacute; um neg&oacute;cio rent&aacute;vel. 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