{"id":778,"date":"2005-07-11T00:00:00","date_gmt":"2005-07-11T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=778"},"modified":"2005-07-11T00:00:00","modified_gmt":"2005-07-11T00:00:00","slug":"ambiente-a-rica-erva-dos-guaranis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/mundo\/ambiente-a-rica-erva-dos-guaranis\/","title":{"rendered":"Ambiente: A rica erva dos guaranis"},"content":{"rendered":"<p>SANTIAGO DE CUBA, 11\/07\/2005 &ndash; guarani. Esperam semear cinco mil hectares em 2007.<br \/> <!--more--> <br \/> ASSUN&Ccedil;&Atilde;O.- A crescente explora&ccedil;&atilde;o comercial, no Paraguai, da ka?a he?&ecirc; (erva rica, em guarani), ancestralmente usada por ind&iacute;genas como rem&eacute;dio e ado&ccedil;ante, se apresenta como uma rent&aacute;vel alternativa para que pequenos agricultores consigam renda todo o ano. Esta erva, cultivada pela etnia tupi-guarani, tem o nome cient&iacute;fico de Stevia rebauidiana Bertoni, j&aacute; que foi classificada pela primeira vez, em 1899, pelo s&aacute;bio su&iacute;&ccedil;o Mois&eacute;s Bertoni, e sua primeira an&aacute;lise qu&iacute;mica foi feita em 1905, pelo paraguaio Ov&iacute;dio Rebaudi. O estevios&iacute;deo, princ&iacute;pio ativo da ka?a he?&ecirc;, &eacute; entre 250 a 300 vezes mais doce do que o a&ccedil;&uacute;car de cana e &eacute; um ado&ccedil;ante n&atilde;o cal&oacute;rico, apto para ser consumido por diab&eacute;ticos porque o corpo humano n&atilde;o o metaboliza como glicose.<\/p>\n<p> Este ano, o Comit&ecirc; Misto de Especialistas em Aditivos Aliment&iacute;cios (Jecfa, sigla em ingl&ecirc;s), da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura (FAO), junto com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), que realiza determina&ccedil;&otilde;es de inocuidade, incluiu a est&eacute;via em uma lista tempor&aacute;ria como passo pr&eacute;vio para a definitiva passagem ao seu Codex Alimentarius. O Codex &eacute; uma compila&ccedil;&atilde;o de acordos internacionais sobre normas alimentares m&iacute;nimas e quest&otilde;es conexas, para proteger a sa&uacute;de do consumidor, assegurar a qualidade e facilitar o interc&acirc;mbio comercial de alimentos em alto n&iacute;vel. O Jecfa j&aacute; admitiu a ingest&atilde;o de at&eacute; dois miligramas di&aacute;rios da ka?a he?&ecirc;, &quot;e isso &eacute; muito&quot;, disse ao Terram&eacute;rica Juan Carlos Fischer, presidente da C&acirc;mara Paraguaia da Est&eacute;via.<\/p>\n<p> Nesse momento, houve &quot;uma explos&atilde;o&quot; da demanda internacional por essa erva, e atualmente os pedidos &quot;excedem em muito a produ&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria-prima&quot;, destacou. Embora seja origin&aacute;ria do Paraguai, a est&eacute;via tamb&eacute;m &eacute; produzida na &Aacute;sia, desde que, h&aacute; 35 anos, empres&aacute;rios japoneses interessados na planta observaram seu cultivo e o imitaram, primeiro em seu pa&iacute;s e, depois, na China. Hoje, as maiores &aacute;reas semeadas, e quase todas as unidades industriais, est&atilde;o na regi&atilde;o &Aacute;sia-Pac&iacute;fico. A China mant&eacute;m, segundo as temporadas, de 15 mil a 25 mil hectares semeados.<\/p>\n<p> O Paraguai iniciou seu atual programa produtivo em 1997, com 21 hectares semeados. Atualmente, dedica a essa atividade 800 hectares e os empres&aacute;rios esperam chegar a cinco mil em 2007. A &uacute;nica ind&uacute;stria de cristaliza&ccedil;&atilde;o da est&eacute;via no ocidente est&aacute; na cidade brasileira de Maring&aacute;, no Estado do Paran&aacute;, para onde &eacute; enviada integralmente a produ&ccedil;&atilde;o paraguaia. A ind&uacute;stria oriental da est&eacute;via movimenta anualmente cerca de US$ 250 milh&otilde;es. Em 2004, o Paraguai conseguiu vendas no valor de US$ 500 mil, e a expectativa &eacute; multiplicar por seis as opera&ccedil;&otilde;es nos pr&oacute;ximos dois anos.<\/p>\n<p> Prev&ecirc;-se que, no fim deste ano, investimentos paraguaios habilitar&atilde;o, nos arredores de Assun&ccedil;&atilde;o, uma ind&uacute;stria processadora, que demandar&aacute; investimento de at&eacute; US$ 4 milh&otilde;es, explicou ao Terram&eacute;rica a jornalista Noelia Riquelme, especializada em temas agr&iacute;colas. Riquelme disse que os maiores mercados consumidores de estevios&iacute;deo s&atilde;o, fora a &Aacute;sia, Estados Unidos, Alemanha, M&eacute;xico, Col&ocirc;mbia, Brasil e Argentina. Com a inclus&atilde;o do ado&ccedil;ante no Codex Alimentarius, se abrir&atilde;o as portas da maioria dos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, que j&aacute; demonstraram interesse, afirmou a jornalista.<\/p>\n<p> Enquanto o neg&oacute;cio ganha velocidade, um benef&iacute;cio cresce junto, devido &agrave; alta renda que o produtor pode conseguir e &agrave; grande quantidade de m&atilde;o-de-obra necess&aacute;ria para cuidar dos cultivos. Fischer explicou que sua C&acirc;mara sugere plantar de 50 mil a 60 mil mudas para cada meio hectare. Esse espa&ccedil;o d&aacute; emprego permanente a quatro pessoas para controle de pragas, que deve ser realizado &agrave; m&atilde;o, pois n&atilde;o s&atilde;o usados agroqu&iacute;micos nem inseticidas. O pequeno produtor pode ter, por ano, um retorno econ&ocirc;mico de at&eacute; US$ 1,6 mil para cada meio hectare semeado, &quot;um rendimento seis vezes maior do que o da soja (Glycine Max) e tr&ecirc;s vezes maior do que da mandioca&quot; (Manihot esculenta), tamb&eacute;m chamada yuca ou casava, ressaltou.<\/p>\n<p> Para 2007, os empres&aacute;rios do setor calculam que estar&atilde;o trabalhando nos programas produtivos cerca de 15 mil fam&iacute;lias camponesas. O Estado tamb&eacute;m decidiu dar prioridade ao cultivo da ka?a he?&ecirc;, &quot;o que nos permitiu recuperar em poucos meses todos os anos perdidos&quot;, enfatizou Fischer, se referindo aos avan&ccedil;os em mat&eacute;ria de regulamenta&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria e denomina&ccedil;&atilde;o de origem como aditivo alimentar. Estes esfor&ccedil;os tamb&eacute;m s&atilde;o apoiados em c&iacute;rculos cient&iacute;ficos. Especialistas do Instituto Agron&ocirc;mico Nacional desenvolveram uma nova variedade de est&eacute;via, denominada iret&eacute;, que permite conseguir o dobro de princ&iacute;pio ativo com a mesma quantidade de folhas, disse Riquelme. <\/p>\n<p> * O autor &eacute; colaborador da IPS.<\/p>\n<p> Artigo produzido para o Terram&eacute;rica, projeto de comunica&ccedil;&atilde;o dos Programas das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu&iacute;do pela Ag&ecirc;ncia Envolverde.<\/p>\n<p>Artigo produzido para o Terram&eacute;rica, projeto de comunica&ccedil;&atilde;o dos Programas das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu&iacute;do pela Ag&ecirc;ncia Envolverde.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SANTIAGO DE CUBA, 11\/07\/2005 &ndash; guarani. Esperam semear cinco mil hectares em 2007.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/mundo\/ambiente-a-rica-erva-dos-guaranis\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1864,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-778","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/778","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1864"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=778"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/778\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=778"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=778"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=778"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}