{"id":7782,"date":"2011-02-09T13:57:13","date_gmt":"2011-02-09T13:57:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7782"},"modified":"2011-02-09T13:57:13","modified_gmt":"2011-02-09T13:57:13","slug":"forum-social-mundial-zimbabuenses-contra-privatizacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/02\/africa\/forum-social-mundial-zimbabuenses-contra-privatizacoes\/","title":{"rendered":"F\u00d3RUM SOCIAL MUNDIAL: Zimbabuenses contra privatiza\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Harare, Zimb\u00e1bue, 09\/02\/2011 &ndash; Ativistas do Zimb\u00e1bue dirigem suas baterias no F\u00f3rum Social Mundial (FSM), que acontece em Dacar, contra as privatiza\u00e7\u00f5es e buscam a solidariedade de outros grupos para resistir \u00e0 renovada inten\u00e7\u00e3o do governo de vender empresas estatais.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_7782\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/86628.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7782\" class=\"size-medium wp-image-7782\" title=\"Escrit\u00f3rios da Autoridade de Fornecimento de Eletricidade do Zimb\u00e1bue, em Harare. - Stanley Kwenda\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/86628.jpg\" alt=\"Escrit\u00f3rios da Autoridade de Fornecimento de Eletricidade do Zimb\u00e1bue, em Harare. - Stanley Kwenda\/IPS\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7782\" class=\"wp-caption-text\">Escrit\u00f3rios da Autoridade de Fornecimento de Eletricidade do Zimb\u00e1bue, em Harare. - Stanley Kwenda\/IPS<\/p><\/div>  \u201cA privatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos temas que falamos em v\u00e1rias discuss\u00f5es. Vimos a devasta\u00e7\u00e3o que causa em muitos pa\u00edses onde foi realizada. Tudo o que faz \u00e9 deixar os pobres \u00e0 merc\u00ea dos ricos\u201d, disse \u00e0 IPS Darlington Madzonga, coordenador do F\u00f3rum Social Zimb\u00e1bue (FSZ).<\/p>\n<p>\u201cQueremos nos encaminhar para uma nova ordem mundial onde os governos consultem os cidad\u00e3os antes de hipotecarem a propriedade estatal com a privatiza\u00e7\u00e3o. Buscamos solidariedade internacional de movimentos sociais em todo o mundo em nossa luta contra a privatiza\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou. O FSZ \u00e9 membro do F\u00f3rum Social da \u00c1frica Austral, uma ampla coaliz\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es que promovem os direitos econ\u00f4micos e sociais na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O governo zimbabuense embarcou em um ambicioso programa de privatiza\u00e7\u00f5es, esperando reavivar as empresas estatais que sofrem perdas e representam uma carga para o or\u00e7amento nacional. O plano \u00e9 reestruturar, comercializar ou privatizar cerca de dez companhias p\u00fablicas este ano. O governo de unidade, formado pelos rivais partidos pol\u00edticos Uni\u00e3o Nacional Africana do Zimb\u00e1bue-Frente Patri\u00f3tica (Zanu-PF) e o Movimento pela Mudan\u00e7a Democr\u00e1tica, luta para recuperar a economia.<\/p>\n<p>O ministro de Empresas Estatais, Gordon Moyo, disse \u00e0 IPS que o governo est\u00e1 determinado a renovar as empresas p\u00fablicas, muitas em crise devido a anos de m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos realizando consultas com o objetivo de adotar a privatiza\u00e7\u00e3o, e usaremos o melhor modelo poss\u00edvel para beneficiar o povo do Zimb\u00e1bue\u201d, disse Gordon \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio de Estat\u00edsticas Financeiras informou que as companhias estatais, administradas de forma adequada, podem contribuir com 40% do produto interno bruto deste pa\u00eds pobre da \u00c1frica austral. Por exemplo, quando a Empresa de Ferro e A\u00e7o do Zimb\u00e1bue operava em sua plena capacidade, na d\u00e9cada de 1990, contribu\u00eda com 10% do PIB. Cr\u00edticos do programa dizem que a privatiza\u00e7\u00e3o prejudica os cidad\u00e3os que j\u00e1 sofrem devido \u00e0s altas tarifas e aos inadequados servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>\u201cEsperar fazer milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares de servi\u00e7os, que se sup\u00f5e est\u00e3o destinados a beneficiar o povo, \u00e9 algo injusto, j\u00e1 que s\u00e3o as pessoas que devem pagar por eles\u201d, disse \u00e0 IPS o ativista Hopewell Gumbo, da Coaliz\u00e3o do Zimb\u00e1bue Sobre D\u00edvida e Desenvolvimento (Zimcodd). \u201cVend\u00ea-las ao setor privado significa perda de controle estatal. Os recursos poderiam ser usados para qualquer outro fim\u201d, alertou. A coaliz\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o que trabalha pelos direitos sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Hopewell contou que, por exemplo, uma empresa como a Autoridade de Fornecimento de Eletricidade do Zimb\u00e1bue, ap\u00f3s ser privatizada, poder\u00e1 vender a energia para um pa\u00eds vizinho mais rico e ganhar mais, deixando os zimbabuenses literalmente na escurid\u00e3o. A \u00c1frica do Sul sofreu reiterados cortes de luz nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Masimba Kuchera, do Fundo de Solidariedade de Estudantes, um grupo de press\u00e3o do ensino superior, disse que a privatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 negativa em si mesma, mas afirmou que n\u00e3o deve ser feita em \u00e1reas fundamentais para a vida di\u00e1ria das pessoas. \u201cPor sua natureza, a privatiza\u00e7\u00e3o trata de reorientar as companhias para que deem lucro, por isso deve ficar restrita aos setores que n\u00e3o t\u00eam a ver com a sobreviv\u00eancia das pessoas. Servi\u00e7os como \u00e1gua, eletricidade, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser privatizados\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral do Congresso Zimbabuense de Sindicatos (ZCTU), Wellington Chibhebhe, disse \u00e0 IPS que \u201ca privatiza\u00e7\u00e3o se concentra em maximizar o lucro acima das necessidades, dos direitos e dos interesses humanos\u201d. Esta entidade acredita que a privatiza\u00e7\u00e3o causar\u00e1 uma explora\u00e7\u00e3o maci\u00e7a, considerando que a maioria das empresas estatais tem o monop\u00f3lio em seus mercados. Wellington citou o problema das altas tarifas cobradas para a eletricidade, \u00e1gua e o telefone.<\/p>\n<p>O economista Eric Bloch acredita que muitos dos temores sobre a privatiza\u00e7\u00e3o no Zimb\u00e1bue s\u00e3o infundados. \u201cA comiss\u00e3o de tarifas tratar\u00e1 da quest\u00e3o do pre\u00e7o excessivo e o conter\u00e1\u201d, disse \u00e0 IPS. No entanto, muitos acreditam que a comiss\u00e3o \u00e9 inoperante. Os defensores da privatiza\u00e7\u00e3o dizem que as falhas t\u00eam mais a ver com a falta de compromisso pol\u00edtico, maus projetos, recursos insuficientes, fraca administra\u00e7\u00e3o, e corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No passado, a privatiza\u00e7\u00e3o no Zimb\u00e1bue teve resultados diversos. Depois que os pre\u00e7os mundiais da platina, do cobre e da tantalita ca\u00edram no final dos anos 1990, tr\u00eas minas privatizadas fecharam e deixaram povoados fantasmas e milhares de desempregados. Um estudo feito pela Rede Africana de Pesquisa Trabalhista, intitulado \u201cPrivatiza\u00e7\u00e3o: Experi\u00eancias Africanas\u201d, constatou o \u00eaxito da venda da empresa Dairibord Zimbabwe Limited. Esta empresa conseguiu ampliar a produ\u00e7\u00e3o e fez novos investimentos locais e estrangeiros no Malaui. Obteve crescimentos reais em venda e no emprego, e ganhou divisas para o pa\u00eds. Tamb\u00e9m contribuiu para o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o l\u00e1ctea em pequena escala por meio de sistemas especiais de financiamento. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Harare, Zimb\u00e1bue, 09\/02\/2011 &ndash; Ativistas do Zimb\u00e1bue dirigem suas baterias no F\u00f3rum Social Mundial (FSM), que acontece em Dacar, contra as privatiza\u00e7\u00f5es e buscam a solidariedade de outros grupos para resistir \u00e0 renovada inten\u00e7\u00e3o do governo de vender empresas estatais. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/02\/africa\/forum-social-mundial-zimbabuenses-contra-privatizacoes\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":191,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,5,11],"tags":[],"class_list":["post-7782","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-economia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/191"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7782\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}