{"id":782,"date":"2005-07-11T00:00:00","date_gmt":"2005-07-11T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=782"},"modified":"2005-07-11T00:00:00","modified_gmt":"2005-07-11T00:00:00","slug":"ambiente-estao-na-patagnia-mede-a-camada-de-oznio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/mundo\/ambiente-estao-na-patagnia-mede-a-camada-de-oznio\/","title":{"rendered":"Ambiente: Esta&ccedil;&atilde;o na Patag&ocirc;nia mede a camada de oz&ocirc;nio"},"content":{"rendered":"<p>Buenos,  Aires, 11\/07\/2005 &ndash; Um observat&oacute;rio para medir a redu&ccedil;&atilde;o da camada de oz&ocirc;nio na estratosfera come&ccedil;ou a funcionar com &ecirc;xito na semana passada no sul da Argentina. Trata-se do primeiro laborat&oacute;rio de seu tipo na Am&eacute;rica Latina e promete fornecer dados mais precisos do que os de um sat&eacute;lite em movimento. &quot;A id&eacute;ia era testar os equipamentos para que come&ccedil;assem a trabalhar regularmente a partir de 15 de agosto, mas j&aacute; estamos obtendo os primeiros dados&quot;, disse &aacute; IPS o argentino Eduardo Quel, diretor do Centro de Pesquisas em Laser e Aplica&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m respons&aacute;vel pelo projeto.<br \/> <!--more--> <br \/> O observat&oacute;rio foi instalado no final de junho na Base A&eacute;rea Militar de Rio Gallegos, a 15 quil&ocirc;metros da cidade de mesmo nome, capital da austral prov&iacute;ncia de Santa Cruz. Na primavera do hemisf&eacute;rio Sul essa regi&atilde;o, conhecida como Patag&ocirc;nia, fica especialmente exposta &agrave; radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta mais nociva que passa pelo chamado &quot;buraco&quot; da camada de oz&ocirc;nio. &quot;Escolhemos Rio Gallegos porque depois de realizar um estudo com o servi&ccedil;o meteorol&oacute;gico concordamos que &eacute; o lugar onde as noites s&atilde;o mais claras, o que permite uma melhor observa&ccedil;&atilde;o&quot;, disse Quel. A base fornece alojamento e assist&ecirc;ncia para a equipe de trabalho.<\/p>\n<p> O g&aacute;s oz&ocirc;nio estratosf&eacute;rico encontra-se a uma dist&acirc;ncia entre 15 e 35 quil&ocirc;metros da superf&iacute;cie terrestre e age como uma camada protetora da biosfera, ao filtrar os raios ultravioletas prejudiciais que afetam flora e fauna e produzem nos seres humanos maior propens&atilde;o a doen&ccedil;as como c&acirc;ncer de pele e oculares, entre outras. Nos anos 70, a ci&ecirc;ncia come&ccedil;ou a descobrir que essa camada diminu&iacute;a em certas &eacute;pocas do ano e sobre algumas regi&otilde;es do planeta, especialmente no P&oacute;lo Sul, pela a&ccedil;&atilde;o de gases como os clorofluorcarbonos (CFC), utilizados em aeross&oacute;is e equipamentos de refrigera&ccedil;&atilde;o, que descomp&otilde;em as mol&eacute;culas do oz&ocirc;nio estratosf&eacute;rico.<\/p>\n<p> As emiss&otilde;es prejudiciais foram regulamentadas em 1987 agraves do Protocolo de Montreal, que estabeleceu metas obrigat&oacute;rias de elimina&ccedil;&atilde;o e subst&acirc;ncias substitutivas &agrave;s contaminantes. Mas somente em meados deste s&eacute;culo se conseguir&aacute; controlar o fen&ocirc;meno da redu&ccedil;&atilde;o, explicou &agrave; IPS o argentino Ruben Piacentini, membro do Instituto de F&iacute;sica da Universidade de Ros&aacute;rio. &quot;A situa&ccedil;&atilde;o nesta zona do planeta &eacute; complexa porque, embora as medi&ccedil;&otilde;es mostrem hoje uma estabiliza&ccedil;&atilde;o nos valores (de oz&ocirc;nio) dos &uacute;ltimos anos com poss&iacute;vel tend&ecirc;ncia &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; haver um recrudescimento se n&atilde;o forem cumpridas as normas e se todos os gases nocivos n&atilde;o forem substitu&iacute;dos&quot;, alertou.<\/p>\n<p> Ainda h&aacute; dificuldades para encontrar um substituto eficaz do brometo de metilo, um pesticida muito t&oacute;xico que &eacute; outra das subst&acirc;ncias que esgotam a camada de oz&ocirc;nio cuja completa elimina&ccedil;&atilde;o &eacute; estabelecida pelo Protocolo de Montreal at&eacute; 2015. No sul da Argentina, uma zona muito exposta &agrave;s radia&ccedil;&otilde;es solares, a preocupa&ccedil;&atilde;o por este fen&ocirc;meno est&aacute; sempre latente. O projeto do observat&oacute;rio come&ccedil;ou como um simples laborat&oacute;rio que funcionou desde 1998 nas instala&ccedil;&otilde;es do centro dirigido por Quel, nos arredores de Buenos Aires. Como essa tentativa teve &ecirc;xito, obteve-se ajuda da Ag&ecirc;ncia de Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional do Jap&atilde;o para desenvolver um instrumento semelhante mas de maior magnitude e precis&atilde;o pass&iacute;vel de ser levado para o sul, onde a visibilidade &eacute; melhor.<\/p>\n<p> O laborat&oacute;rio medir&aacute; diariamente a espessura da camada de oz&ocirc;nio at&eacute; 2007. A partir desse ano, o programa n&atilde;o contar&aacute; com financiamento japon&ecirc;s, mas poderia continuar com o apoio de organismos governamentais de apoio ao desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico. Aparentemente, a opera&ccedil;&atilde;o do laborat&oacute;rio &eacute; simples. Desde a base terrestre &eacute; projetado um raio laser que mede as part&iacute;culas de oz&ocirc;nio. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; captada em terra atrav&eacute;s de espelhos conectados a cabos de fibra &oacute;tica que a trasladam sob determinados par&acirc;metros para um computador, explicou o coordenador do projeto. Os dados recolhidos t&ecirc;m uma precis&atilde;o maior do que os obtidos pelo sat&eacute;lite Aura, colocado em &oacute;rbita pela ag&ecirc;ncia espacial norte-americana (Nasa) em 2004 com o mesmo objetivo. De qualquer maneira, as informa&ccedil;&otilde;es conseguidas por ambos se completar&atilde;o.<\/p>\n<p> A informa&ccedil;&atilde;o recolhida &eacute; repassada &agrave; Rede Internacional de Dados para Mudan&ccedil;a Estratosf&eacute;rica que se nutre de medi&ccedil;&otilde;es do oz&ocirc;nio fornecidas por outras esta&ccedil;&otilde;es similares, que operam na Ant&aacute;rtica e em pa&iacute;ses do hemisf&eacute;rio Norte, explicou Quel. Os instrumentos tamb&eacute;m fornecer&atilde;o dados para entender melhor o efeito estufa, que captura o calor dos raios solares, e que se intensificou nos &uacute;ltimos 200 anos pela contamina&ccedil;&atilde;o industrial. A esta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m vai medir a composi&ccedil;&atilde;o da contamina&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, os aeross&oacute;is naturais (como sal, areia e outros) e as subst&acirc;ncias emitidas pela atividade humanas. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Buenos,  Aires, 11\/07\/2005 &ndash; Um observat&oacute;rio para medir a redu&ccedil;&atilde;o da camada de oz&ocirc;nio na estratosfera come&ccedil;ou a funcionar com &ecirc;xito na semana passada no sul da Argentina. 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