{"id":7925,"date":"2011-03-14T16:57:32","date_gmt":"2011-03-14T16:57:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=7925"},"modified":"2011-03-14T16:57:32","modified_gmt":"2011-03-14T16:57:32","slug":"imigrantes-fogem-da-libia-com-grande-carga-para-seus-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/03\/africa\/imigrantes-fogem-da-libia-com-grande-carga-para-seus-paises\/","title":{"rendered":"Imigrantes fogem da L\u00edbia com grande carga para seus pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p>Berlim, Alemanha, 14\/03\/2011 &ndash; O \u00eaxodo maci\u00e7o de trabalhadores imigrantes que fogem da viol\u00eancia na L\u00edbia agravar\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica em seus pa\u00edses de origem, do Chade a Bangladesh, afirmam especialistas.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_7925\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/87837.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7925\" class=\"size-medium wp-image-7925\" title=\"Um refugiado de Bangladesh na fronteira entre a L\u00edbia e o Egito. - Acnur\/P. Moore\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/87837.jpg\" alt=\"Um refugiado de Bangladesh na fronteira entre a L\u00edbia e o Egito. - Acnur\/P. Moore\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7925\" class=\"wp-caption-text\">Um refugiado de Bangladesh na fronteira entre a L\u00edbia e o Egito. - Acnur\/P. Moore<\/p><\/div>  A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) calcula que havia mais de um milh\u00e3o de imigrantes trabalhando na L\u00edbia antes de come\u00e7ar a rebeli\u00e3o contra o regime de Muammar Gadafi, h\u00e1 um m\u00eas, que procediam fundamentalmente de pa\u00edses vizinhos, como Egito, Tun\u00edsia, Sud\u00e3o e Chade, al\u00e9m de alguns distantes, como Bangladesh e China.<\/p>\n<p>\u201cA OIT estima que mais de um milh\u00e3o de imigrantes trabalhava legal ou ilegalmente na L\u00edbia at\u00e9 o come\u00e7o deste ano\u201d, disse \u00e0 IPS Dorothea Schmidt, economista da organiza\u00e7\u00e3o e radicada no Cairo. Dorothea afirmou que a maioria dos imigrantes na L\u00edbia era da Tun\u00edsia e do Egito. A maior parte j\u00e1 regressou aos seus pa\u00edses de origem. Contudo, a situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria dos que permanecem em territ\u00f3rio l\u00edbio, especialmente os de Bangladesh e da \u00c1frica subsaariana, \u00e9 uma cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p>Informes do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (Acnur) e outros grupos humanit\u00e1rios indicam que dezenas de milhares de bengalis, sudaneses e chadianos fogem da viol\u00eancia das mil\u00edcias leais a Gadafi. Est\u00e3o em acampamentos perto das fronteiras l\u00edbias, esperando transporte para poderem regressar aos seus respectivos pa\u00edses. Em entrevista coletiva no dia 8, em Genebra, o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, confirmou informes de que trabalhadores imigrantes eram v\u00edtimas de viol\u00eancia e intimida\u00e7\u00e3o por for\u00e7as de Gadafi.<\/p>\n<p>\u201cUma equipe do Acnur na fronteira entrevistou um grupo de sudaneses que chegaram do Leste da L\u00edbia e contaram que l\u00edbios armados iam de casa em casa expulsando os africanos subsaarianos. Em um caso, uma menina sudanesa de 12 anos teria sido violentada\u201d, afirmou Adrian. Os refugiados sudaneses \u201cinformaram que muitos tiveram seus passaportes confiscados ou destru\u00eddos. Ouvimos declara\u00e7\u00f5es semelhantes de um grupo de chadianos que fugiu de Bengasi, Al Bayda e Brega nos \u00faltimos dias\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cNas duas fronteiras l\u00edbias, a maioria dos que esperavam por evacua\u00e7\u00e3o era de homens solteiros de Bangladesh. Neste momento, h\u00e1 uma escassez cr\u00edtica de voos de longa dist\u00e2ncia para esse e outros pa\u00edses asi\u00e1ticos e da \u00c1frica subsaariana\u201d, disse Edwards. O Acnur e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es est\u00e3o usando contribui\u00e7\u00f5es em dinheiro para pagar voos charter, e v\u00e1rios doadores ofereceram voos de longa dist\u00e2ncia. Entretanto, s\u00e3o necess\u00e1rios entre 40 e 50 voos para repatriar todos os imigrantes, e ainda mais apoio para conseguir que cheguem aos seus lares, acrescentou Adrian.<\/p>\n<p>Dorothea disse \u00e0 IPS que esse \u00eaxodo de trabalhadores da L\u00edbia representa maior carga social e econ\u00f4mica para seus pa\u00edses de origem. \u201cPara o Egito e outras na\u00e7\u00f5es, o regresso dos imigrantes da L\u00edbia \u00e9 fatal. De um lado, aumentar\u00e1 o n\u00famero de jovens desempregados, que j\u00e1 \u00e9 alto. Por outro, o dinheiro que mandavam e que apoiava economicamente suas fam\u00edlias agora acabou\u201d.<\/p>\n<p>A OIT estima que o total de remessas da L\u00edbia para Egito, Tun\u00edsia, Sud\u00e3o, Bangladesh e outros pa\u00edses chegava a US$ 1 bilh\u00e3o ao ano. Aproximadamente, metade desse dinheiro ia para o Egito. De acordo com o Banco Mundial, os eg\u00edpcios que trabalhavam fora de seu pa\u00eds enviaram \u00e0s suas fam\u00edlias US$ 7,6 bilh\u00f5es no ano passado.<\/p>\n<p>Dorothea alertou que sem ajuda econ\u00f4mica estrangeira e sem pol\u00edticas de \u00eaxito imediato, Egito e Tun\u00edsia n\u00e3o poder\u00e3o enfrentar o retorno de tantas pessoas. \u201cNa Tun\u00edsia, o desemprego saltou de 14% para 17% depois do regresso dos trabalhadores procedentes da L\u00edbia\u201d, afirmou. Sem perspectivas econ\u00f4micas imediatas, os jovens do Magreb voltar\u00e3o a abandonar seus pa\u00edses, muito possivelmente rumo \u00e0 Europa, acrescentou a especialista da OIT.<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es do Magreb n\u00e3o podem enfrentar as consequ\u00eancias econ\u00f4micas e sociais de um \u00eaxodo maci\u00e7o da L\u00edbia, alertou, por sua vez, o austr\u00edaco Robert Holzmann, diretor de pesquisas do Programa de Mobilidade Trabalhista no Centro de Marselha para a Integra\u00e7\u00e3o Mediterr\u00e2nea. \u201cNo curto prazo, n\u00e3o haver\u00e1 um \u00eaxodo maci\u00e7o. No entanto, no m\u00e9dio prazo a Europa dever\u00e1 se preparar para uma crescente imigra\u00e7\u00e3o vinda da regi\u00e3o do Magreb\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Robert recordou que ap\u00f3s o colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em 1991, e de seus sat\u00e9lites na Europa oriental, muitos trabalhadores emigraram para o Oeste do continente, sem importar as reformas econ\u00f4micas que foram aplicadas em seus pa\u00edses de origem. \u201cAlgo semelhante vai ocorrer nas na\u00e7\u00f5es do Magreb\u201d, explicou. \u201cNem mesmo as reformas mais auspiciosas bastar\u00e3o para criar trabalho suficiente e enfrentar o desemprego juvenil maci\u00e7o. Portanto, a Uni\u00e3o Europeia deveria lan\u00e7ar agora uma nova pol\u00edtica de manejo da imigra\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Por sua vez, Thomas Straubhaar, diretor do Instituto para Economia Internacional, com sede na cidade alem\u00e3 de Hamburgo, disse que a Europa n\u00e3o deveria ter medo da nova imigra\u00e7\u00e3o. \u201cA hist\u00f3ria mostra que pode ser um fator positivo no desenvolvimento de sociedades. Apesar das sangrentas causas do \u00eaxodo maci\u00e7o, a imigra\u00e7\u00e3o pode ser uma fonte de inova\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berlim, Alemanha, 14\/03\/2011 &ndash; O \u00eaxodo maci\u00e7o de trabalhadores imigrantes que fogem da viol\u00eancia na L\u00edbia agravar\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica em seus pa\u00edses de origem, do Chade a Bangladesh, afirmam especialistas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/03\/africa\/imigrantes-fogem-da-libia-com-grande-carga-para-seus-paises\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,5,11],"tags":[17,18,16],"class_list":["post-7925","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-economia","category-politica","tag-asia-e-pacifico","tag-europa","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7925","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/109"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7925"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7925\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}