{"id":80,"date":"2005-01-20T00:00:00","date_gmt":"2005-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=80"},"modified":"2005-01-20T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-20T00:00:00","slug":"economia-banco-mundial-insiste-na-velha-liberalizao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/economia-banco-mundial-insiste-na-velha-liberalizao\/","title":{"rendered":"Economia: Banco Mundial insiste na velha liberaliza&ccedil;&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 20\/01\/2005 &ndash; O Banco Mundial recomenda &agrave;s na&ccedil;&otilde;es pobres que continuem liberalizando sua economia em &quot;todas frentes&quot;. O conselho, inclu&iacute;do na nova edi&ccedil;&atilde;o do informe Perspectivas Econ&ocirc;micas Mundiais 2005, diz que as na&ccedil;&otilde;es credoras do Banco devem adotar uma estrat&eacute;gia de liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial &quot;em tr&ecirc;s frentes: unilateral, multilateral e regional&quot;. Assim, os pa&iacute;ses em desenvolvimento devem continuar eliminando tarifas alfandeg&aacute;rias e barreiras protecionistas. A recomenda&ccedil;&atilde;o est&aacute; dirigida a governos que j&aacute; come&ccedil;aram a trilhar o caminho da liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial e alcan&ccedil;aram acordos bilaterais ou regionais nesse campo.<br \/> <!--more--> <br \/> O relat&oacute;rio indica que os acordos comerciais regionais cresceram com rapidez, pois se multiplicaram por oito desde os anos 80, embora os pa&iacute;ses em desenvolvimento ainda n&atilde;o tenham se beneficiado do livre com&eacute;rcio. Entre os acordos regionais destacados pelo Banco Mundial figuram o Tratado de Livre Com&eacute;rcio da Am&eacute;rica do Norte, e, entre os bilaterais, o estabelecido por Estados Unidos e Chile, bem como outro entre a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e a &Aacute;frica do Sul. &quot;Os acordos comerciais regionais oferecem certos benef&iacute;cios a alguns pa&iacute;ses em desenvolvimento, no caso de sa&iacute;rem de tr&aacute;s do muro de prote&ccedil;&atilde;o&quot;, disse o economista-chefe do Banco e seu vice-presidente para Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Fran&ccedil;ois Bourguignon. Por&eacute;m, os acordos comerciais, ao favorecerem os pa&iacute;ses signat&aacute;rios, tamb&eacute;m implicam discriminar outros, acrescentou.<\/p>\n<p> Quase todos esses conv&ecirc;nios, prosseguiu Bourguignon, t&ecirc;m conseq&uuml;&ecirc;ncias adversas sobre os pa&iacute;ses exclu&iacute;dos. &quot;A maneira mais eficaz de abater esses efeitos negativos &eacute; abrir mais amplamente os mercados&quot;, sugeriu. &quot;Alguns acordos n&atilde;o est&atilde;o muito bem desenhados&quot;, disse, por sua vez, o principal redator do informe, Richard Newfarmer. &quot;Podem ter n&iacute;veis muito elevados de prote&ccedil;&atilde;o externa e desviar o com&eacute;rcio da fonte de menor custo, que pode ser tanto um pa&iacute;s da regi&atilde;o quando de fora dela&quot;, acrescentou. &quot;Ao criar com&eacute;rcio intra-regional&quot;, os acordos pagam &quot;um pre&ccedil;o muito alto, que pode custar renda nacional&quot;, ressaltou. Uma abertura multilateral dos mercados como a que &eacute; negociada na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio &quot;mant&eacute;m a promessa&quot; de grandes ganhos para todo o Sul em desenvolvimento, afirma o Banco Mundial. <\/p>\n<p> Segundo os cr&iacute;ticos do sistema financeiro multilateral, o Banco ap&oacute;ia os pa&iacute;ses industriais que procuram quebrar a resist&ecirc;ncia das na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento a abrirem suas fronteiras. Uma coaliz&atilde;o de 22 pa&iacute;ses em desenvolvimento, descontentes com o que consideram regras de com&eacute;rcio injustas promovidas pela OMC, impediram que a confer&ecirc;ncia ministerial da organiza&ccedil;&atilde;o realizada em Canc&uacute;n no ano passado chegasse a um acordo. Esse bloco protestava contra os pesados subs&iacute;dios, especialmente os agr&iacute;colas, que pa&iacute;ses ricos como Estados Unidos, Jap&atilde;o e os da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, concedem aos seus produtores. Depois do colapso da confer&ecirc;ncia de Canc&uacute;n, Washington se comprometeu a restaurar as negocia&ccedil;&otilde;es e desde ent&atilde;o exerce press&atilde;o sobre os pa&iacute;ses em desenvolvimento para que retornem &agrave; mesa. A pr&oacute;xima confer&ecirc;ncia ministerial da OMC est&aacute; prevista para dezembro de 2005 em Hong Kong. <\/p>\n<p> O Banco Mundial tradicionalmente incentiva a aplica&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios da economia liberal de mercado no mundo em desenvolvimento. Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil advertem que tais pol&iacute;ticas apenas ajudam as empresas dos pa&iacute;ses industrializados que dominam essa institui&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI). O Banco Mundial emprestou ao mundo em desenvolvimento cerca de US$ 20,1 bilh&otilde;es para 245 projetos em 2004, freq&uuml;entemente com a condi&ccedil;&atilde;o de implementarem reformas econ&ocirc;micas e aceitarem assessoramento t&eacute;cnico. Nos &uacute;ltimos tempos, as recomenda&ccedil;&otilde;es liberalizantes das duas institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido mais expl&iacute;citas. Al&eacute;m disso, ambas coordenam esfor&ccedil;os com a OMC para ganhar &quot;coer&ecirc;ncia&quot;. <\/p>\n<p> Em conseq&uuml;&ecirc;ncia, algumas organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil acusam o Banco Mundial e o FMI de &quot;gestores ocultos&quot; do sistema comercial mundial. Os cr&iacute;ticos argumentam que ambas institui&ccedil;&otilde;es, e n&atilde;o apenas a OMC, procuraram impor regras comerciais que favorecem a na&ccedil;&otilde;es ricas &agrave;s custas do Sul em desenvolvimento, e em muitas oportunidades recomendaram aceitar suas sugest&otilde;es em mat&eacute;ria de interc&acirc;mbio. A r&aacute;pida liberaliza&ccedil;&atilde;o recomendada pelo Banco Mundial, FMI e pela OMC prejudica os pa&iacute;ses pobres, incapazes de competirem com grandes produtores devido &agrave;s assimetrias de escala, de acordo com a sociedade civil. Em alguns casos, tais pol&iacute;ticas dizimaram a ind&uacute;stria local, que n&atilde;o p&ocirc;de fazer frente a importa&ccedil;&otilde;es baratas, e com freq&uuml;&ecirc;ncia subsidiadas, procedentes de na&ccedil;&otilde;es ricas. Mas &quot;um acordo multilateral &eacute; o &uacute;nico caminho para abrir os mercados agr&iacute;colas e reduzir, ou acabar, com os subs&iacute;dios nos pa&iacute;ses ricos&quot;, segundo Bourguignon. &quot;Estas reformas s&atilde;o de import&acirc;ncia cr&iacute;tica para os pobres, mas n&atilde;o est&atilde;o na mesa de negocia&ccedil;&otilde;es regionais&quot;, acrescentou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 20\/01\/2005 &ndash; O Banco Mundial recomenda &agrave;s na&ccedil;&otilde;es pobres que continuem liberalizando sua economia em &quot;todas frentes&quot;. O conselho, inclu&iacute;do na nova edi&ccedil;&atilde;o do informe Perspectivas Econ&ocirc;micas Mundiais 2005, diz que as na&ccedil;&otilde;es credoras do Banco devem adotar uma estrat&eacute;gia de liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial &quot;em tr&ecirc;s frentes: unilateral, multilateral e regional&quot;. Assim, os pa&iacute;ses em desenvolvimento devem continuar eliminando tarifas alfandeg&aacute;rias e barreiras protecionistas. A recomenda&ccedil;&atilde;o est&aacute; dirigida a governos que j&aacute; come&ccedil;aram a trilhar o caminho da liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial e alcan&ccedil;aram acordos bilaterais ou regionais nesse campo.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/economia-banco-mundial-insiste-na-velha-liberalizao\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-80","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}