{"id":804,"date":"2005-07-18T00:00:00","date_gmt":"2005-07-18T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=804"},"modified":"2005-07-18T00:00:00","modified_gmt":"2005-07-18T00:00:00","slug":"religio-cresce-o-temor-ao-extremismo-islmico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/religio-cresce-o-temor-ao-extremismo-islmico\/","title":{"rendered":"Religi&atilde;o: Cresce o temor ao extremismo isl&acirc;mico"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 18\/07\/2005 &ndash; A rejei&ccedil;&atilde;o ao extremismo isl&acirc;mico e &agrave; viol&ecirc;ncia aumenta nos pa&iacute;ses mu&ccedil;ulmanos, ao mesmo tempo em que cai a popularidade de Osama bin Laden, l&iacute;der da rede terrorista Al Qaeda. Entretanto, Bin Laden continua gozando de certo apoio na Jord&acirc;nia e no Paquist&atilde;o, segundo pesquisa internacional feita pelo Projeto Pew de Atitudes Mundiais (PGAP, sigla em ingl&ecirc;s). O estudo indica que uma crescente maioria de pessoas em na&ccedil;&otilde;es predominantemente mu&ccedil;ulmanas &#8211; em especial Marrocos, L&iacute;bano, Jord&acirc;nia e Indon&eacute;sia &#8211; acredita que a democracia pode funcionar bem em seus pa&iacute;ses e que &#8211; com exce&ccedil;&atilde;o de L&iacute;bano e Turquia &#8211; &eacute; bom que haja uma grande influ&ecirc;ncia do Isl&atilde; na vida p&uacute;blica.<br \/> <!--more--> <br \/> A pesquisa, feita antes dos ataques terroristas em Londres, nos quais mais de 50 pessoas morreram e centenas ficaram feridas, indica ainda que a maioria dos habitantes da Am&eacute;rica do Norte e da Europa &#8211; menos Alemanha e Holanda &#8211; tem uma vis&atilde;o positiva dos mu&ccedil;ulmanos. Entretanto, h&aacute; uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o quanto ao extremismo isl&acirc;mico, sobretudo na Alemanha, Espanha, Fran&ccedil;a, Holanda, &Iacute;ndia e R&uacute;ssia. O estudo divulgado na quinta-feira com o t&iacute;tulo &quot;Extremismo isl&acirc;mico: preocupa&ccedil;&atilde;o comum para a popula&ccedil;&atilde;o mu&ccedil;ulmana e ocidental&quot; foi feito com 17 mil pessoas na Alemanha, Canad&aacute;, Espanha, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha, Holanda, &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia, Jord&acirc;nia, L&iacute;bano, Marrocos, Pol&ocirc;nia, R&uacute;ssia e Turquia.<\/p>\n<p> O PGAP tem sede em Washington e &eacute; co-presidido pela ex-secret&aacute;ria de Estado norte-americano Madeleine Albright e pelo ex-embaixador dos Estados Unidos na Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas John Danforth. Este mesmo instituto divulgou em junho um estudo de atitudes em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos. Segundo este trabalho, com exce&ccedil;&atilde;o de &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia e R&uacute;ssia, a imagem de Washington caiu em todo o mundo, especialmente depois da reelei&ccedil;&atilde;o do presidente George W. Bush, em novembro.<\/p>\n<p> A pesquisa divulgada na quinta-feira revelou que nos pa&iacute;ses de maioria mu&ccedil;ulmana crescem os temores de que o extremismo isl&acirc;mico derive em viol&ecirc;ncia, na redu&ccedil;&atilde;o das liberdades pessoais, em divis&otilde;es internas e no fracasso econ&ocirc;mico. Entretanto, a maioria concorda que o Isl&atilde; deve ter um papel mais influente em seus pa&iacute;ses. Nas na&ccedil;&otilde;es de maioria crist&atilde;, por outro lado, em geral se associa o extremismo isl&acirc;mico com os mu&ccedil;ulmanos que vivem no Ocidente e n&atilde;o se integram &agrave; sociedade mas que, ao contr&aacute;rio, adquirem um sentido mais forte de sua identidade isl&acirc;mica. Isto causou especial preocupa&ccedil;&atilde;o na Alemanha, Fran&ccedil;a e Holanda. <\/p>\n<p> O estudo tamb&eacute;m constatou diferen&ccedil;as de aprecia&ccedil;&atilde;o entre os mu&ccedil;ulmanos sobre o significado de extremismo isl&acirc;mico. Alguns o definiram como uma &quot;atitude violenta de influ&ecirc;ncias n&atilde;o-mu&ccedil;ulmanas&quot; enquanto outros consideram que deriva de uma aplica&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida da &quot;sharia&quot;, ou lei isl&acirc;mica. A preocupa&ccedil;&atilde;o com o extremismo isl&acirc;mico &eacute; maior no Marrocos, Paquist&atilde;o e na Turquia. Tamb&eacute;m entre os crist&atilde;os do L&iacute;bano, mas n&atilde;o entre os mul&ccedil;umanos do mesmo pa&iacute;s. A maioria dos libaneses e jordanianos entrevistados disse que &quot;as pol&iacute;ticas e a influ&ecirc;ncia dos Estados Unidos&quot; s&atilde;o as principais causas do extremismo isl&acirc;mico em seus pa&iacute;ses, enquanto marroquinos e paquistaneses atribu&iacute;ram o fen&ocirc;meno &agrave; &quot;pobreza e &agrave; falta de empregos&quot;. <\/p>\n<p> O &uacute;ltimo estudo do PGAP constatou que o apoio ao terrorismo e a outras formas de viol&ecirc;ncia diminuiu no mundo isl&acirc;mico desde 2002, quando foi realizada a primeira pesquisa. Por exemplo, a propor&ccedil;&atilde;o de entrevistados para os quais &quot;a viol&ecirc;ncia contra civis est&aacute; justificada em certos casos&quot; caiu de 73% para 38% entre os libaneses mu&ccedil;ulmanos, de 33% para 25% entre os paquistaneses e de 27% para 15% entre os indon&eacute;sios. Entretanto, na Turquia este &iacute;ndice se manteve em 14% dos consultados e na Jord&acirc;nia aumentou de 43% para 57%.<\/p>\n<p> Em rela&ccedil;&atilde;o a Osama bin Laden, 60% dos jordanianos ouvidos disseram ter &quot;alguma&quot; ou &quot;muita&quot; confian&ccedil;a no m&aacute;ximo chefe da Al Qaeda como l&iacute;der mundial, contra 55% da &uacute;ltima pesquisa. No Paquist&atilde;o, o apoio ao homem mais procurado por todos os servi&ccedil;os de intelig&ecirc;ncia norte-americanos passou de 45% para 51%. Entretanto, nos demais pa&iacute;ses predominantemente mu&ccedil;ulmanos estudados, a imagem de Bin Laden caiu drasticamente. Na Indon&eacute;sia, por exemplo, passou de 58% para 35%, e no Marrocos caiu de 49% para 26%.<\/p>\n<p> A pesquisa tamb&eacute;m constatou que no Ocidente se tem uma opini&atilde;o melhor sobre os mu&ccedil;ulmanos do que habitantes de pa&iacute;ses isl&acirc;micos t&ecirc;m de crist&atilde;os e judeus. A porcentagem de ocidentais que disseram ter uma opini&atilde;o &quot;muito&quot; ou &quot;bastante&quot; favor&aacute;vel dos mu&ccedil;ulmanos variou entre 40%, na Alemanha, e 72%, na Gr&atilde;-Bretanha. Cinq&uuml;enta e oito por cento dos jordanianos e indon&eacute;sios entrevistados disseram ter uma vis&atilde;o favor&aacute;vel dos crist&atilde;os, vis&atilde;o esta compartilhada por um ter&ccedil;o dos marroquinos e mais de um quinto dos turcos e paquistaneses. A exce&ccedil;&atilde;o foram os libaneses, pois 91% deles disseram ter opini&atilde;o positiva sobre os que professam a f&eacute; crist&atilde;.<\/p>\n<p> Mais de 85% dos consultados em pa&iacute;ses ocidentais disseram ter uma opini&atilde;o &quot;muito&quot; ou &quot;bastante&quot; favor&aacute;vel aos judeus. Somente 18% dos turcos ouvidos compartilham desta vis&atilde;o, a maior porcentagem entre os pa&iacute;ses de maioria mu&ccedil;ulmana. Treze por cento dos indon&eacute;sios, 8% dos marroquinos e 5% dos paquistaneses responderam ter boa opini&atilde;o sobre os judeus, enquanto na Jord&acirc;nia e no L&iacute;bano &quot;a rejei&ccedil;&atilde;o aos judeus &eacute; universal&quot;, concluiu a pesquisa. Diante da pergunta qual religi&atilde;o &eacute; mais violenta, 61% dos canadenses e 88% dos holandeses responderam ser o Isl&atilde;. Nos pa&iacute;ses mu&ccedil;ulmanos, a maioria respondeu que &eacute; o juda&iacute;smo. (IPS\/Envolverde) <\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 18\/07\/2005 &ndash; A rejei&ccedil;&atilde;o ao extremismo isl&acirc;mico e &agrave; viol&ecirc;ncia aumenta nos pa&iacute;ses mu&ccedil;ulmanos, ao mesmo tempo em que cai a popularidade de Osama bin Laden, l&iacute;der da rede terrorista Al Qaeda. Entretanto, Bin Laden continua gozando de certo apoio na Jord&acirc;nia e no Paquist&atilde;o, segundo pesquisa internacional feita pelo Projeto Pew de Atitudes Mundiais (PGAP, sigla em ingl&ecirc;s). O estudo indica que uma crescente maioria de pessoas em na&ccedil;&otilde;es predominantemente mu&ccedil;ulmanas &#8211; em especial Marrocos, L&iacute;bano, Jord&acirc;nia e Indon&eacute;sia &#8211; acredita que a democracia pode funcionar bem em seus pa&iacute;ses e que &#8211; com exce&ccedil;&atilde;o de L&iacute;bano e Turquia &#8211; &eacute; bom que haja uma grande influ&ecirc;ncia do Isl&atilde; na vida p&uacute;blica.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/religio-cresce-o-temor-ao-extremismo-islmico\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-804","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=804"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/804\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}