{"id":810,"date":"2005-07-19T00:00:00","date_gmt":"2005-07-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=810"},"modified":"2005-07-19T00:00:00","modified_gmt":"2005-07-19T00:00:00","slug":"sade-alegremia-ou-a-filosofia-para-ser-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/sade-alegremia-ou-a-filosofia-para-ser-feliz\/","title":{"rendered":"Sa&uacute;de: Alegremia, ou a filosofia para ser feliz"},"content":{"rendered":"<p>Cuenca,  Equador, 19\/07\/2005 &ndash; Com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de 1.200 pessoas procedentes de 77 pa&iacute;ses e o lema &quot;Construir um mundo mais saud&aacute;vel&quot; come&ccedil;ou no domingo a II Assembl&eacute;ia Mundial de Sa&uacute;de dos Povos, que terminar&aacute; no pr&oacute;ximo s&aacute;bado. Durante o encontro ser&aacute; analisada a atual situa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria mundial, com a inten&ccedil;&atilde;o de propor solu&ccedil;&otilde;es para seus problemas e alternativas para &quot;aproxim&aacute;-la do povo&quot;, a partir da defini&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de como um direito humano fundamental. Entre as atividades previstas se destaca a apresenta&ccedil;&atilde;o do Informe Alternativo sobre a Sa&uacute;de na Am&eacute;rica Latina, realizado pelo Observat&oacute;rio Latino-americano de Sa&uacute;de, na quarta-feira, e o F&oacute;rum Global da Inf&acirc;ncia, durante toda a semana, que tem a participa&ccedil;&atilde;o de 500 meninos e meninas. O F&oacute;rum est&aacute; no contexto do Festival Mundial da Esperan&ccedil;a e Alegremia que, segundo seus organizadores, &quot;tenta criar um novo modelo de sa&uacute;de&quot;.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;A medicina &eacute; doen&ccedil;a. J&aacute; a vida em comunidade, o sentido de pertin&ecirc;ncia a uma cultura e &agrave; natureza s&atilde;o sa&uacute;de&quot;, disse o m&eacute;dico argentino Julio Monsalvo. Como parte dos modelos de mudan&ccedil;a para um mundo saud&aacute;vel, Monsalvo acredita na &quot;alegremia&quot;, que define como &quot;uma filosofia para ser feliz&quot;. Segundo o m&eacute;dico, &quot;o amor, a &aacute;gua, o abrigo, a alegria e a arte tornam poss&iacute;vel a sa&uacute;de e a felicidade. A solidariedade e o sentimento de pertin&ecirc;ncia &agrave; natureza talvez sejam a s&iacute;ntese destes novos modelos&quot;, acrescentou. H&aacute; 30 anos, em um &quot;ex&iacute;lio interno&quot;, Monsalvo viveu com os &iacute;ndios toba, uma das 24 etnias do norte da Argentina, e essa experi&ecirc;ncia o levou a aprofundar seus conhecimentos sobre esta filosofia.<\/p>\n<p> O m&eacute;dico diz que os tobas vivem em harmonia com seu entorno, e que aprendeu muito ao ver &quot;que eles n&atilde;o batiam nas crian&ccedil;as, pensavam antes de falar, sabiam ouvir e que cada indiv&iacute;duo pensava e agia em fun&ccedil;&atilde;o da comunidade&quot;. Para ele, &quot;N&atilde;o pode existir sa&uacute;de se n&atilde;o existir uma aut&ecirc;ntica vida em comunidade com os demais e com a natureza&quot;. Para o cientista, o modelo do pensamento ocidental &eacute; a domina&ccedil;&atilde;o, e se baseia em uma estirpe de homens ansiosos para dominar tudo por meio da ci&ecirc;ncia e do pensamento positivista. &quot;Essa vis&atilde;o tem uma s&eacute;rie de conseq&uuml;&ecirc;ncias que em nossos dias se tornam escandalosas: a explora&ccedil;&atilde;o suicida da natureza, o utilitarismo desenfreado, a destrui&ccedil;&atilde;o dos valores das culturas originais&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p> Monsalvo acredita que a conserva&ccedil;&atilde;o dos valores das culturas tradicionais &eacute; o ponto de partida para resistir a essa deteriora&ccedil;&atilde;o da vida e &agrave; &quot;homogeneiza&ccedil;&atilde;o cultural dirigida desde os centros de poder&quot;. Tamb&eacute;m argumentou que existe uma nova ci&ecirc;ncia, &quot;talvez representada por Franz Kapra, que em seus momentos de reflex&atilde;o encontra muitas semelhan&ccedil;as com os valores dos povos origin&aacute;rios&quot;, como os povos andinos com os quais viveu. Para Monsalvo, &quot;alegremia&quot; &eacute; a alegria que o ser humano leva no sangue, a energia capaz de vencer o medo, a incerteza e o ego&iacute;smo, e que irradia pensamentos positivos, energia e esperan&ccedil;a para fam&iacute;lias, sociedades e institui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> O F&oacute;rum Global da Inf&acirc;ncia tem o prop&oacute;sito de aprofundar no processo educacional mediante a &quot;eco-alfabetiza&ccedil;&atilde;o&quot; das crian&ccedil;as. Segundo os organizadores, esse processo acontece discutindo, analisando, defendendo a soberania alimentar de cada regi&atilde;o, promovendo o cuidado, a distribui&ccedil;&atilde;o e a prote&ccedil;&atilde;o das fontes de &aacute;gua, conscientizando sobre a contamina&ccedil;&atilde;o do ar e, em geral, impulsionando a solidariedade e o amor. &quot;Esta proposta promove o cuidado com o ar e a &aacute;gua e uma alimenta&ccedil;&atilde;o sadia, com a pr&aacute;tica da arte como modelo de educa&ccedil;&atilde;o interativa, pregando amor, solidariedade e afeto, e incentivando abrigo para todas as crian&ccedil;as do planeta&quot;, disse Luz Ord&oacute;&ntilde;ez, coordenadora do F&oacute;rum.<\/p>\n<p> &quot;O F&oacute;rum acontecer&aacute; durante toda a semana com uma s&eacute;rie de eventos nos quais o jogo e a arte ser&atilde;o eixos para que meninos e meninas, atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o, se fa&ccedil;am ouvir, defendendo o meio ambiente que n&oacute;s adultos estamos destruindo&quot;, afirmou Luz. Como disse o te&oacute;logo brasileiro Leonardo Boff, &quot;se existe um desafio essencial do ser humano na atual etapa hist&oacute;rica, &eacute; salvar a casa comum, isto &eacute;, a Terra. Isso significa, implicitamente, liberar o homem de um sistema que paradoxalmente &#8211; e isto &eacute; novo &#8211; criou todos os mecanismos para sua autodestrui&ccedil;&atilde;o&quot;, acrescentou Luz. A aspira&ccedil;&atilde;o dos organizadores &eacute; de que o F&oacute;rum Global da Inf&acirc;ncia, o Festival da Esperan&ccedil;a e Alegremia e a II Assembl&eacute;ia Mundial da Sa&uacute;de dos Povos sejam oportunidades para &quot;reoxigenar a alegria, para apostar na vida, celebrar a diversidade e a esperan&ccedil;a e tecer uma rede planet&aacute;ria que d&ecirc; abrigo ao g&ecirc;nero humano&quot;.<\/p>\n<p> Nesta segunda-feira no F&oacute;rum, crian&ccedil;as, professores e demais participantes discutiram as contradi&ccedil;&otilde;es do mundo: o ar deve ser puro, mas est&aacute; contaminado nas cidades, e a &aacute;gua &eacute; essencial para a vida, mas milh&otilde;es de seres humanos n&atilde;o t&ecirc;m acesso a ela. Tamb&eacute;m haver&aacute; debates sobre a contamina&ccedil;&atilde;o do ar, mudan&ccedil;a clim&aacute;tica prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, falta de moradia para milh&otilde;es de pessoas em extrema pobreza, efeitos da migra&ccedil;&atilde;o nas crian&ccedil;as e trabalho infantil. Ser&atilde;o debatidos ainda seguran&ccedil;a e soberania alimentar como fatores para uma vida saud&aacute;vel, amea&ccedil;ada pela produ&ccedil;&atilde;o de alimentos com conservantes, colorantes, agrot&oacute;xicos e transg&ecirc;nicos.<\/p>\n<p> A primeira Assembl&eacute;ia Mundial da Sa&uacute;de dos Povos aconteceu em Bangladesh no ano passado e foi um &ecirc;xito pela participa&ccedil;&atilde;o ativa de delegados de mais de 70 pa&iacute;ses e pela forma&ccedil;&atilde;o de uma rede internacional por um mundo saud&aacute;vel. Para o m&eacute;dico Arturo Quizhpe Peralta, coordenador da II Assembl&eacute;ia, espera-se que no Equador sejam aprofundadas as discuss&otilde;es realizadas em Bangladesh e se consolidem alian&ccedil;as para construir um mundo mais saud&aacute;vel. Para Francisco Hidalgo Flor, do Centro de Estudos e Assessoria em Sa&uacute;de do Equador, esta Assembl&eacute;ia tamb&eacute;m &eacute; uma forma de criar espa&ccedil;os onde se expresse a &quot;outra globaliza&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p> &quot;A Assembl&eacute;ia Mundial de Cuenca &eacute; um encontro de representantes de setores populares, cient&iacute;ficos alternativos e sindicatos que promovem uma medicina intercultural e humanizada, que se unem na busca de um mundo mais saud&aacute;vel&quot;, afirmou Flor. Segundo o analista, trata-se de um acontecimento de enorme riqueza, pela diversidade de delega&ccedil;&otilde;es e amplitude do debate, pois a situa&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de ser&aacute; analisada a partir de diferentes &oacute;ticas: direitos humanos, ecologia, desarmamento militar, culturas ancestrais e conhecimentos populares. &quot;Um lugar de destaque ter&aacute; a difus&atilde;o do Informe Alternativo da Sa&uacute;de dos Povos, que &eacute; a concretiza&ccedil;&atilde;o desta constru&ccedil;&atilde;o de perspectivas a partir de vis&otilde;es cr&iacute;ticas sobre a situa&ccedil;&atilde;o no mundo da sa&uacute;de das maiorias&quot;, afirmou Flor. &quot;A Assembl&eacute;ia &eacute; parte de um processo que busca se contrapor aos embates das pol&iacute;ticas neoliberais que pretendem acentuar a individualiza&ccedil;&atilde;o e atomiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, bem como as ondas de privatiza&ccedil;&atilde;o que reduzem ainda mais ao cesso aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de&quot;, afirmou. (IPS\/Envolverde) <br \/> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br \/> Estados Unidos: O mundo segundo os falc&otilde;es americanos<br \/> Por Jim Lobe<\/p>\n<p> Washington, 18\/07\/2005 &#8211; Nunca &eacute; f&aacute;cil se defender e atacar ao mesmo tempo, mas quando o terreno pol&iacute;tico treme e perigosos vazamentos surgem desde a Casa Branca e Downing Street, &eacute; ainda mais dif&iacute;cil. Pelo menos essa &eacute; a sensa&ccedil;&atilde;o que deixam as &uacute;ltimas manobras pol&iacute;ticas da extrema direita norte-americana. Por um lado, falc&otilde;es e neoconservadores est&atilde;o na defensiva frente a aliados t&iacute;midos que querem se retirar do Iraque e opositores democratas que pedem a cabe&ccedil;a do assessor presidencial Karl Rove, considerado o &quot;c&eacute;rebro&quot; do presidente George W. Bush. Por outro, tentam persuadir seus compatriotas a se prepararem para enfrentar novos inimigos no que chamam de a &quot;Quarta Guerra Mundial&quot;.<\/p>\n<p> Os falc&otilde;es se puseram na defensiva ao saberem que a Gr&atilde;-Bretanha planeja reduzir sua presen&ccedil;a no Iraque, dos 8.500 soldados atuais para tr&ecirc;s mil em meados de 2006, segundo um informe do Minist&eacute;rio da Defesa brit&acirc;nico que vazou para a imprensa. Londres poderia come&ccedil;ar a retirar &quot;gradualmente&quot; suas tropas do Iraque, ao longo dos pr&oacute;ximos 12 meses, se os iraquianos puderem assumir sua pr&oacute;pria seguran&ccedil;a, confirmou no domingo o ministro brit&acirc;nico da Defesa, John Reid, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; rede de televis&atilde;o norte-americana CNN. Ao mesmo tempo, ficou-se sabendo que o Pent&aacute;gono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos) pretende reduzir substancialmente suas for&ccedil;as no Afeganist&atilde;o nos pr&oacute;ximos dois anos.<\/p>\n<p> As duas informa&ccedil;&otilde;es geraram irados protestos do diretor do seman&aacute;rio The Weekley Standar, William Kristol, que criticou longamente o secret&aacute;rio de Defesa, Donald Rumsfeld porque, a seu ver, n&atilde;o enviou um n&uacute;mero suficiente de soldados para o Iraque e Afeganist&atilde;o. O conte&uacute;do do memorando brit&acirc;nico &quot;&eacute; uma amea&ccedil;a maior do que qualquer outra coisa que ocorra diretamente em Londres&quot;, disse na semana passada a uma audi&ecirc;ncia do gabinete de especialistas American Entreprise Institute (AIE, Instituto Norte-Americano da Empresa). Em um artigo escrito juntamente com Gary Schmitt, diretor do Project for the New American Century (Projeto para o Novo S&eacute;culo Norte-americano), Kristol acusou Rumsfeld de &quot;colocar em risco a vis&atilde;o estrat&eacute;gica do presidente&quot;.<\/p>\n<p> Preocupado tamb&eacute;m de que, segundo pesquisas de opini&atilde;o, cada vez mais cidad&atilde;os consideram que Bush e seus aliados mentiram sobre as raz&otilde;es da invas&atilde;o do Iraque, Kristol dedicou mais da metade da &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o do Weekly Standar a um artigo intitulado &quot;A m&atilde;e de todas as conex&otilde;es&quot;. O autor da nota, Stephen Hayes, apresentou o que chamou de &quot;novas provas&quot; de um v&iacute;nculo operacional entre a organiza&ccedil;&atilde;o terrorista isl&acirc;mica Al Qaeda e o deposto presidente iraquiano Saddam Hussein. Ao mesmo tempo em que se esfor&ccedil;am para manter a guerra no Iraque e defender Rove da acusa&ccedil;&atilde;o de ter colocado em risco a seguran&ccedil;a nacional ao revelar a identidade de um agente secreto da Ag&ecirc;ncia Central de Intelig&ecirc;ncia (CIA), falc&otilde;es e neoconservadores despejam uma s&eacute;rie inesgot&aacute;vel de conselhos geoestrat&eacute;gicos, por meios de editoriais, colunas e apari&ccedil;&otilde;es no canal de televis&atilde;o Fox News.<\/p>\n<p> Alguns dos conselhos j&aacute; eram conhecidos, especialmente os relacionados com Ir&atilde; e S&iacute;ria, alvos favoritos dos neoconservadores para a pr&oacute;xima fase da &quot;guerra contra o terrorismo&quot;. De fato, desde a surpreendente vit&oacute;ria, em junho, do ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais do Ir&atilde;, os neoconservadores relan&ccedil;aram sua campanha pela &quot;mudan&ccedil;a de regime&quot; nesse pa&iacute;s. &quot;O pa&iacute;s est&aacute; maduro para a revolu&ccedil;&atilde;o&quot;, alertou Jefrrey Gedmin, diretor do Instituto Aspen, em Berlim, no seman&aacute;rio Weekley Standar. &quot;Este regime deve acabar&quot;, pediu com urg&ecirc;ncia, e observou que, com o processo de reforma constitucional da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia paralisado e mais a &quot;iminente morte pol&iacute;tica do presidente da Fran&ccedil;a, Jacques Chirac, e do chanceler alem&atilde;o, Gerhard Schroeder&quot;, Bush deveria alinhar o bloco europeu em uma campanha &quot;pelo movimento democr&aacute;tico no Ir&atilde;&quot;.<\/p>\n<p> E se essa estrat&eacute;gia falhar, &quot;Bush poderia decidir que o &uacute;nico mecanismo para deter as ambi&ccedil;&otilde;es (nucleares) da Rep&uacute;blica Isl&acirc;mica consiste em ataques militares espec&iacute;ficos&quot;, sugeriu Michael Rubin, da AEI. Por sua vez, Michael Ledeen, tamb&eacute;m da AEI, adotou a mesma linha em artigos publicados na semana passada no National Review Online, apontando para &quot;abundantes provas&quot; dos v&iacute;nculos iranianos com a Al Qaeda e a insurg&ecirc;ncia no Iraque. &quot;N&atilde;o sei se os iranianos tiveram a ver com os atentados de Londres&quot;, que deixaram mais de 50 mortos, &quot;mas realmente n&atilde;o importa, porque o Ir&atilde; &eacute; a for&ccedil;a mais poderosa da rede do terror&quot;, escreveu. &quot;N&atilde;o poderemos ter seguran&ccedil;a no Iraque a menos que coloquemos fim &agrave;s tiranias sanguin&aacute;rias de Teer&atilde; e Damasco&quot;, afirmou Ledeen, que em outra nota afirmou que as &quot;elites&quot; brit&acirc;nicas provocaram os ataques do dia 7 passado com &quot;sua rela&ccedil;&atilde;o especial com o mundo &aacute;rabe e seu &quot;anti-semitismo&quot;.<\/p>\n<p> Os falc&otilde;es da guerra tamb&eacute;m trataram de aproveitar, na &uacute;ltima semana, a preocupa&ccedil;&atilde;o do Congresso por uma oferta feita pela China para comprar a empresa norte-americana de petr&oacute;leo Unocal e pela visita esta semana do primeiro-ministro da &Iacute;ndia, Manmohan Singh, para sugerir uma ampla vis&atilde;o estrat&eacute;gica de aliados e inimigos. Clifford May, diretor da Funda&ccedil;&atilde;o para a Defesa das Democracias, exortou Washington a &quot;forjar novas alian&ccedil;as para uma nova era&quot;, que incluam Europa Oriental, Austr&aacute;lia, Israel, Jap&atilde;o e especialmente a &Iacute;ndia, a maior democracia do mundo&quot;. Outros neoconservadores argumentaram que Nova D&eacute;lhi &eacute; chave para contrapor-se &aacute;s ambi&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas da China. O Jap&atilde;o tamb&eacute;m o &eacute;, destacou Rich Lowry, editor do The Washington Times e do National Review, em uma coluna publicada no Times.<\/p>\n<p> &quot;A China se prepara para substituir os Estados Unidos nos planos econ&ocirc;mico e estrat&eacute;gico, e se for necess&aacute;rio, para nos derrotar militarmente nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas&quot;, advertiu Frank Gaffney, presidente do Centro para Pol&iacute;ticas de Seguran&ccedil;a. Em um artigo publicado no The Washington Times, Gaffney tamb&eacute;m sugeriu que, em raz&atilde;o dos atentados de Londres, o governo Bush deveria impedir a retirada unilateral de Israel da faixa de Gaza. &quot;N&atilde;o se deve permitir que um amigo cometa suic&iacute;dio&quot;, aconselhou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cuenca,  Equador, 19\/07\/2005 &ndash; Com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de 1.200 pessoas procedentes de 77 pa&iacute;ses e o lema &quot;Construir um mundo mais saud&aacute;vel&quot; come&ccedil;ou no domingo a II Assembl&eacute;ia Mundial de Sa&uacute;de dos Povos, que terminar&aacute; no pr&oacute;ximo s&aacute;bado. Durante o encontro ser&aacute; analisada a atual situa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria mundial, com a inten&ccedil;&atilde;o de propor solu&ccedil;&otilde;es para seus problemas e alternativas para &quot;aproxim&aacute;-la do povo&quot;, a partir da defini&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de como um direito humano fundamental. Entre as atividades previstas se destaca a apresenta&ccedil;&atilde;o do Informe Alternativo sobre a Sa&uacute;de na Am&eacute;rica Latina, realizado pelo Observat&oacute;rio Latino-americano de Sa&uacute;de, na quarta-feira, e o F&oacute;rum Global da Inf&acirc;ncia, durante toda a semana, que tem a participa&ccedil;&atilde;o de 500 meninos e meninas. O F&oacute;rum est&aacute; no contexto do Festival Mundial da Esperan&ccedil;a e Alegremia que, segundo seus organizadores, &quot;tenta criar um novo modelo de sa&uacute;de&quot;.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/sade-alegremia-ou-a-filosofia-para-ser-feliz\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":590,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-810","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/590"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/810\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}