{"id":814,"date":"2005-07-20T00:00:00","date_gmt":"2005-07-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=814"},"modified":"2005-07-20T00:00:00","modified_gmt":"2005-07-20T00:00:00","slug":"nuclear-estados-unidos-e-ndia-voltam-cooperar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/nuclear-estados-unidos-e-ndia-voltam-cooperar\/","title":{"rendered":"Nuclear: Estados Unidos e &Iacute;ndia voltam &agrave; cooperar"},"content":{"rendered":"<p>Nova D&eacute;lhi, 20\/07\/2005 &ndash; Mais de 30 anos depois que os Estados Unidos se retiraram de um acordo de coopera&ccedil;&atilde;o nuclear com &Iacute;ndia porque este pa&iacute;s realizou um teste at&ocirc;mico, os dois governos acertaram o rein&iacute;cio da colabora&ccedil;&atilde;o sobre energia nuclear para uso civil. Uma declara&ccedil;&atilde;o conjunta divulgada nesta ter&ccedil;a-feira em Washington pelo presidente George W. Bush e pelo visitante primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, diz que os Estados Unidos &quot;agora trabalhar&atilde;o com amigos e aliados para ajustar regimes internacionais a fim de permitir o pleno com&eacute;rcio de energia nuclear com a &Iacute;ndia&quot;. Na ess&ecirc;ncia, isto significa que o governo norte-americano aceitou a &Iacute;ndia como nova pot&ecirc;ncia nuclear, embora eufemisticamente a chame de &quot;na&ccedil;&atilde;o com avan&ccedil;ada tecnologia nuclear&quot;.<br \/> <!--more--> <br \/> O pacto tamb&eacute;m implica uma dilui&ccedil;&atilde;o do atual regime nuclear mundial, baseado o Tratado de N&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o Nuclear, que somente reconhece cinco pot&ecirc;ncias at&ocirc;micas, com poder de voto (Estados Unidos, Gr&atilde;-Bretanha, Fran&ccedil;a, R&uacute;ssia e China). Estes pa&iacute;ses cruzaram a fronteira nuclear antes de 1967, enquanto a &Iacute;ndia somente se autodeclarou pot&ecirc;ncia nuclear em maio de 1998, quando fez seu primeiro teste at&ocirc;mico aberto. No acordo assinado entre Bush e Singh, Washington promete vender materiais e equipamentos nucleares para a &Iacute;ndia e, tamb&eacute;m, envolv&ecirc;-la em &quot;avan&ccedil;adas &aacute;reas de pesquisa&quot;.<\/p>\n<p> Isto poderia significar um papel para a &Iacute;ndia no Reator Termonuclear Experimental Internacional, que testar&aacute; rea&ccedil;&otilde;es com fus&otilde;es. A fus&atilde;o libera energia atrav&eacute;s da aglomera&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada de n&uacute;cleos, ao contr&aacute;rio da fiss&atilde;o, na qual os n&uacute;cleos s&atilde;o divididos para liberar energia. Em troca, Nova D&eacute;lhi &quot;assumir&aacute; as mesmas responsabilidades&quot; e &quot;adquirir&aacute; os mesmos benef&iacute;cios e vantagens que outros pa&iacute;ses com avan&ccedil;ada tecnologia nuclear&quot;. Al&eacute;m de &quot;se esfor&ccedil;ar para prevenir a prolifera&ccedil;&atilde;o mundial de armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa&quot;, a &Iacute;ndia adotar&aacute; uma s&eacute;rie de medidas para &quot;identificar e separar instala&ccedil;&otilde;es e programas nucleares militares dos civis&quot;.<\/p>\n<p> Nova D&eacute;lhi tamb&eacute;m dever&aacute; apresentar uma declara&ccedil;&atilde;o sobre suas instala&ccedil;&otilde;es civis &agrave; Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica e submet&ecirc;-las &agrave;s suas normas, continuar com sua &quot;morat&oacute;ria unilateral de testes nucleares&quot; e trabalhar com os Estados Unidos para a conclus&atilde;o de um tratado multilateral sobre materiais f&iacute;sseis. O acordo tamb&eacute;m obriga a &Iacute;ndia a &quot;garantir os materiais e a tecnologia nuclear atrav&eacute;s de leis de controle de exporta&ccedil;&otilde;es&quot; e mediante a &quot;ades&atilde;o &agrave;s pautas do Regime de Controle da Tecnologia de M&iacute;sseis e ao Grupo de Provedores Nucleares&quot;, embora n&atilde;o perten&ccedil;a a nenhum dos dois. Nos Estados Unidos existem profundas divis&otilde;es sobre a reestrutura&ccedil;&atilde;o da nova ordem nuclear mundial para incluir a &Iacute;ndia.<\/p>\n<p> Especialistas como Ashley J. Tellis dizem que Washington deve integrar a &Iacute;ndia ao regime de n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o considerando-a uma pot&ecirc;ncia nuclear de fato e lhe transferindo tecnologia nuclear, mas sob salvaguardas. Outros, como George Perkovich, acreditam que &quot;os Estados Unidos e outros pa&iacute;ses n&atilde;o devem modificar o regime de n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o nuclear para atender o desejo da &Iacute;ndia de ter acesso &agrave; tecnologia nuclear&quot;. O &quot;custo de faltar com a palavra dada a pa&iacute;ses como Brasil, Jap&atilde;o, &Aacute;frica do Sul, Argentina, Su&eacute;cia e outros que renunciaram &agrave;s armas at&ocirc;micas &eacute; extremamente alto&quot;, advertiu Perkovich. Esses pa&iacute;ses s&atilde;o provedores nucleares, que provavelmente resistir&atilde;o &agrave; flexibiliza&ccedil;&atilde;o do regime mundial de n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> Tamb&eacute;m se prev&ecirc; resist&ecirc;ncia do lado indiano. &quot;O primeiro problema com o acordo &eacute; que n&atilde;o leva em considera&ccedil;&atilde;o que o espa&ccedil;o para uma coopera&ccedil;&atilde;o nuclear significativa entre &Iacute;ndia e Estados Unidos &eacute; muito limitado&quot;, afirmou A. Gopalakrishnan, engenheiro nuclear e ex-presidente da Junta Reguladora de Energia At&ocirc;mica da &Iacute;ndia. &quot;Os Estados Unidos n&atilde;o t&ecirc;m atualmente conhecimentos especializados no projeto, na constru&ccedil;&atilde;o, no funcionamento, na manuten&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a dos reatores que a &Iacute;ndia tem ou prev&ecirc; incluir em seu programa nuclear&quot;, observou. Washington n&atilde;o possui reatores comerciais de &aacute;gua pesada baseados em ur&acirc;nio natural, que s&atilde;o a base do programa nuclear indiano.<\/p>\n<p> Al&eacute;m da depend&ecirc;ncia externa &eacute; inaceit&aacute;vel para muitas autoridades indianas, especialmente do Departamento de Energia At&ocirc;mica. &quot;Neste departamento acreditamos na doutrina do autoabastecimento e na independ&ecirc;ncia em assuntos nucleares&quot;, afirmou uma fonte dessa institui&ccedil;&atilde;o, que pediu para n&atilde;o ser identificado. Entretanto, no passado a &Iacute;ndia importou clandestinamente tecnologia ou materiais nucleares de diversas fontes, como Estados Unidos, China, a ex-Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, R&uacute;ssia, Fran&ccedil;a, Noruega e Gr&atilde;-Bretanha. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova D&eacute;lhi, 20\/07\/2005 &ndash; Mais de 30 anos depois que os Estados Unidos se retiraram de um acordo de coopera&ccedil;&atilde;o nuclear com &Iacute;ndia porque este pa&iacute;s realizou um teste at&ocirc;mico, os dois governos acertaram o rein&iacute;cio da colabora&ccedil;&atilde;o sobre energia nuclear para uso civil. Uma declara&ccedil;&atilde;o conjunta divulgada nesta ter&ccedil;a-feira em Washington pelo presidente George W. Bush e pelo visitante primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, diz que os Estados Unidos &quot;agora trabalhar&atilde;o com amigos e aliados para ajustar regimes internacionais a fim de permitir o pleno com&eacute;rcio de energia nuclear com a &Iacute;ndia&quot;. Na ess&ecirc;ncia, isto significa que o governo norte-americano aceitou a &Iacute;ndia como nova pot&ecirc;ncia nuclear, embora eufemisticamente a chame de &quot;na&ccedil;&atilde;o com avan&ccedil;ada tecnologia nuclear&quot;.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/nuclear-estados-unidos-e-ndia-voltam-cooperar\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":827,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-814","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/827"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/814\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}