{"id":8316,"date":"2011-06-01T16:14:05","date_gmt":"2011-06-01T16:14:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=8316"},"modified":"2011-06-01T16:14:05","modified_gmt":"2011-06-01T16:14:05","slug":"energia-islandia-vai-duplicar-sua-geracao-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/06\/economia\/energia-islandia-vai-duplicar-sua-geracao-de-energia\/","title":{"rendered":"ENERGIA: Isl\u00e2ndia vai duplicar sua gera\u00e7\u00e3o de energia"},"content":{"rendered":"<p>Reikjavik, Isl\u00e2ndia, 01\/06\/2011 &ndash; A empresa estatal islandesa Landsvirkjun anunciou que vai duplicar sua capacidade geradora de energia nos pr\u00f3ximos 15 anos, combinando principalmente centrais hidrel\u00e9tricas e geot\u00e9rmicas, mas com a possibilidade de tamb\u00e9m usar fontes e\u00f3lica e maremotriz. <!--more--> Algumas dessas centrais foram anunciadas antes, mas n\u00e3o avan\u00e7aram devido \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o que encontraram, o que em alguns casos causou complica\u00e7\u00f5es no planejamento. Este foi o caso das tr\u00eas centrais no baixo Rio Thjorsa \u2013Hvammur, Holt e Urridafoss \u2013 projetadas entre 1998 e 2000.<\/p>\n<p>No distrito de Skafta h\u00e1 v\u00e1rias hidrel\u00e9tricas em estudo. A constru\u00e7\u00e3o de uma delas, a de Holmsar, pode estar a cargo da Landsvirkjun. Contudo, tamb\u00e9m h\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o nestes casos.<\/p>\n<p>\u00d3lafia Jakobsd\u00f3ttir integra a organiza\u00e7\u00e3o ambientalista Eldvatn, que opera na \u00e1rea onde ela vive. Diante da pergunta por que se op\u00f5em \u00e0 central, respondeu: \u201co distrito de Skafta \u00e9 um lugar tranquilo porque n\u00e3o h\u00e1 centrais el\u00e9tricas na regi\u00e3o. A de Holmsar prejudicar\u00e1 a reputa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. Uma reserva, linhas de transmiss\u00e3o, estradas, canais e outras obras de infraestrutura que ser\u00e3o parte do projeto podem ter efeito extremamente negativo sobre o turismo e a agricultura, que s\u00e3o as principais ind\u00fastrias de Skafta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSimplesmente por investigarmos a factibilidade de construir uma usina n\u00e3o significa que a construiremos\u201d, disse Ragna Sara Jonsdottir, diretora de comunica\u00e7\u00f5es corporativas da Landsvirkjun. \u201cApenas uma pequena propor\u00e7\u00e3o das usinas pesquisadas se converter\u00e1 em realidade. A decis\u00e3o final depende do que disser sobre o assunto o plano-mestre island\u00eas para os recursos energ\u00e9ticos hidrel\u00e9tricos e geot\u00e9rmicos\u201d, disse \u00e0 IPS. Este plano \u00e9 aguardado h\u00e1 v\u00e1rios anos e a previs\u00e3o \u00e9 que vir\u00e1 \u00e0 luz neste ver\u00e3o boreal.<\/p>\n<p>Embora a eletricidade da Isl\u00e2ndia proceda de fontes renov\u00e1veis, \u201cA Landsvirkjun concorda que as novas centrais el\u00e9tricas podem ser controversas\u201d, disse Ragna Arnadottir, vice-presidente da empresa. \u201cTamb\u00e9m queremos garantir pre\u00e7os maiores para a energia que produzimos\u201d, acrescentou. A Isl\u00e2ndia sempre se considerou um lugar barato para as empresas de alum\u00ednio, j\u00e1 que o pre\u00e7o que pagavam pela eletricidade estava vinculado ao pre\u00e7o do alum\u00ednio no mercado mundial. Este j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o caso. Agora, estas companhias t\u00eam de negociar o pre\u00e7o de sua energia el\u00e9trica com a Landsvirkjun.<\/p>\n<p>Cerca de 80% da energia produzida pela estatal destina-se \u00e0 ind\u00fastria pesada, que inclui f\u00e1bricas de alum\u00ednio. Entre suas 15 unidades est\u00e1 a controversa represa de K\u00e1rahnj\u00fakar, onde h\u00e1 poucos anos houve muitos protestos. Agora a obra \u00e9 conhecida como central el\u00e9trica de Flj\u00f3tsdalur e \u00e9 usada unicamente para alimentar a fundi\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio, no Leste do pa\u00eds. Esta foi a \u00faltima usina constru\u00edda pela Landsvirkjun.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima central \u00e9 geot\u00e9rmica e fica no Nordeste da Isl\u00e2ndia. Entretanto, ocorreu muito pouco em termos de constru\u00e7\u00e3o de novas usinas el\u00e9tricas desde a crise financeira de outubro de 2008. \u201cO financiamento foi dif\u00edcil devido \u00e0 crise banc\u00e1ria, mas o acesso da empresa ao financiamento melhora gradualmente\u201d, disse Jonsdottir.<\/p>\n<p>At\u00e9 certo ponto, o financiamento no pa\u00eds foi afetado pela disputa da Icesave, na qual a Isl\u00e2ndia resiste em devolver pagamentos a poupadores brit\u00e2nicos e holandeses que tinham contas com altos juros em bancos islandeses e perderam seu dinheiro quando estes faliram. \u201cA discuss\u00e3o sobre a Icesave e a incerteza vinculada a isto, sem d\u00favida, tiveram um efeito sobre o acesso da Landsvirkjun a financiamento, embora n\u00e3o em um grau a ponto de deter o fluxo de dinheiro para a companhia\u201d, disse Jonsdottir.<\/p>\n<p>Por fim, foram o Banco Europeu de Investimentos e o Banco N\u00f3rdico de Investimentos que deram dinheiro, junto com fontes islandesas, para a central hidrel\u00e9trica de Budarhals, cuja constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em novembro do ano passado. Espera-se que comece a operar no in\u00edcio de 2014. Budarhals alimentar\u00e1 a rede el\u00e9trica nacional, embora se suponha que tamb\u00e9m servir\u00e1 para aumentar a capacidade da fundi\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio da Straumsvik, administrada pela Rio Tinto Alcan no limite de Reykjavik.<\/p>\n<p>Embora Budarhals n\u00e3o seja afetada, a qualificadora de risco Standard &#038; Poor\u2019s acaba de baixar a qualifica\u00e7\u00e3o corporativa de longo prazo da Landsvirkjun, depois de t\u00ea-la reduzido para toda a Isl\u00e2ndia. Mas a empresa n\u00e3o se preocupa. \u201cEsperamos que esta classifica\u00e7\u00e3o seja tempor\u00e1ria, j\u00e1 que as perspectivas de longo prazo da empresa e da Isl\u00e2ndia s\u00e3o boas. Em geral, podemos dizer que isso encarecer\u00e1 o financiamento estrangeiro de novos projetos\u201d, disse Jonsdottir.<\/p>\n<p>A energia e\u00f3lica ainda n\u00e3o foi explorada comercialmente no pa\u00eds, mas a Landsvirkjun participa do projeto n\u00f3rdico de pesquisa Icewind, que estuda, entre outros assuntos, como funciona a energia e\u00f3lica em climas frios, a gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica no mar a o desenvolvimento de parques e\u00f3licos na Isl\u00e2ndia. Al\u00e9m disso, no Sul do pa\u00eds foi constru\u00eddo um mastro de 50 metros de altura para medir o vento. Ainda n\u00e3o \u00e9 certo que nos pr\u00f3ximos 15 anos as turbinas e\u00f3licas possam se converter em parte da matriz energ\u00e9tica da Landsvirkjun. \u201cDepender\u00e1 do resultado destas medidas, mas sou otimista\u201d, disse \u00dalfar Linnet, diretor de pesquisas da companhia.<\/p>\n<p>Considera-se que a energia e\u00f3lica combina bem com a hidrel\u00e9trica, j\u00e1 que se equilibram entre si nos momentos de m\u00e1xima demanda. Enquanto se produz energia e\u00f3lica precisa-se menos da hidrel\u00e9trica, e as reservas podem ser usadas de maneira mais eficiente. \u201cA energia maremotriz pode ser uma possibilidade em um prazo entre cinco e dez anos\u201d, disse Ing\u00f3lfur \u00d6rn Thorbjornsson, do Centro de Inova\u00e7\u00e3o da Isl\u00e2ndia. Enquanto isso, s\u00e3o feitas pesquisas na regi\u00e3o dos Fiordes Ocidentais e \u00e9 desenvolvido um prot\u00f3tipo com apoio do Centro. A Landsvirkjun fornece 74% da eletricidade da Isl\u00e2ndia. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reikjavik, Isl\u00e2ndia, 01\/06\/2011 &ndash; A empresa estatal islandesa Landsvirkjun anunciou que vai duplicar sua capacidade geradora de energia nos pr\u00f3ximos 15 anos, combinando principalmente centrais hidrel\u00e9tricas e geot\u00e9rmicas, mas com a possibilidade de tamb\u00e9m usar fontes e\u00f3lica e maremotriz. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/06\/economia\/energia-islandia-vai-duplicar-sua-geracao-de-energia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":124,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,10],"tags":[18,21],"class_list":["post-8316","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","tag-europa","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/124"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8316\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}