{"id":834,"date":"2005-07-26T00:00:00","date_gmt":"2005-07-26T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=834"},"modified":"2005-07-26T00:00:00","modified_gmt":"2005-07-26T00:00:00","slug":"pequim-o-futuro-das-relaes-entre-eua-e-coria-do-norte-novamente-em-jogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/pequim-o-futuro-das-relaes-entre-eua-e-coria-do-norte-novamente-em-jogo\/","title":{"rendered":"Pequim: O futuro das rela&ccedil;&otilde;es entre EUA e Cor&eacute;ia do Norte novamente em jogo"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 26\/07\/2005 &ndash; Estar&aacute; o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de fato disposto a renunciar ao seu sonho de promover uma &quot;mudan&ccedil;a de regime&quot; na Cor&eacute;ia do Norte, integrante do &quot;eixo do mal&quot; junto com Iraque e Ir&atilde;? Estar&aacute; o l&iacute;der norte-coreano, Kim Jong II, de fato preparado para desmantelar seu programa de desenvolvimento nuclear, inclusive as oito bombas desse tipo que, segundo os servi&ccedil;os de intelig&ecirc;ncia norte-americanos, teria em seu poder, em troca de Washington deixar de pressionar para tir&aacute;-lo do poder? Estas s&atilde;o duas das grandes perguntas que poder&atilde;o ser respondidas esta semana com o rein&iacute;cio, em Pequim, das chamadas &quot;conversa&ccedil;&otilde;es das seis partes&quot;, ap&oacute;s uma pausa de mais de um ano, destinadas a aliviar a tens&atilde;o criada na regi&atilde;o &Aacute;sia-Pac&iacute;fico pelo programa nuclear norte-coreano. Das conversa&ccedil;&otilde;es participam China, Cor&eacute;ia do Norte, Cor&eacute;ia do Sul, Estados Unidos, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;A esta altura, os dois lados est&atilde;o dispostos a examinar a possibilidade de um acordo. Mas cada parte deve ter muita aten&ccedil;&atilde;o no que oferece &agrave; outra. Chegamos a um ponto muito delicado&quot;, afirmou a analista Karin Lee, do grupo de press&atilde;o norte-americano Comit&ecirc; de Amigos sobre Legisla&ccedil;&atilde;o Nacional. O certo &eacute; que as conversa&ccedil;&otilde;es significam um grande al&iacute;vio para Pequim e Seul, alarmadas diante do crescente tom agressivo entre Washington e Pyongyang. Depois que a Cor&eacute;ia do Norte se autoproclamou pot&ecirc;ncia nuclear, em fevereiro, e que os servi&ccedil;os de intelig&ecirc;ncia norte-americanos afirmaram ter provas de iminentes testes nucleares norte-coreanos, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos enviou uma frota de avi&otilde;es-ca&ccedil;a para a Cor&eacute;ia do Sul. Esse movimento foi considerado uma demonstra&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a para impressionar e deixar clara a determina&ccedil;&atilde;o de Washington.<\/p>\n<p> Por outro lado, o governo Bush se esfor&ccedil;ou para mostrar que estava mais disposto do que antes a voltar &aacute; mesa de negocia&ccedil;&otilde;es. &quot;Estamos prontos para nos reunirmos com eles no contexto do processo das seis partes&quot;, disse em maio, a legisladores, o assistente do secret&aacute;rio de Estado para Assuntos Asi&aacute;ticos norte-americano, Christopher Hill. Estas declara&ccedil;&otilde;es foram seguidas por reuni&otilde;es bilaterais em Nova York, bem como de promessas de ajuda econ&ocirc;mica &agrave; Cor&eacute;ia do Norte por parte de Seul em troca do rein&iacute;cio das negocia&ccedil;&otilde;es. Pyongyang havia se levantado da mesa de di&aacute;logo argumentando &quot;hostilidade&quot; por parte de Washington, e disse que n&atilde;o retornaria a menos que os Estados Unidos mudassem sua atitude. Finalmente, ap&oacute;s v&aacute;rias tentativas, a Cor&eacute;ia do Norte concordou, no in&iacute;cio deste m&ecirc;s, a reiniciar as conversa&ccedil;&otilde;es esta semana.<\/p>\n<p> Agora, resta ver se Washington e Pyongyang de fato est&atilde;o comprometidos com o di&aacute;logo e dispostos a um acordo, ou simplesmente esperam o momento prop&iacute;cio de se acusaram mutuamente pelo fracasso desta nova iniciativa. Analistas como Scott Bruce, do independente Instituto Nautilus, com sede na Calif&oacute;rnia, duvidam de um desfecho positivo em Pequim. &quot;A Cor&eacute;ia do Norte s&oacute; demonstra boa vontade para ganhar mais tempo, pois pretende congelar o processo at&eacute; que haja um novo governo nos Estados Unidos&quot;, disse Bruce &agrave; IPS. Por sua vez, os Estados Unidos n&atilde;o ofereceram &agrave; Cor&eacute;ia do Norte nenhum incentivo substancial. O objetivo do governo Bush &eacute; dar a entender que Pyongyang na realidade n&atilde;o aceitar&aacute; &quot;nenhuma oferta razo&aacute;vel&quot;, para assim isolar o regime e promover sua derrubada, afirmou o analista. Outros observadores s&atilde;o mais otimistas, embora tamb&eacute;m cautelosos.<\/p>\n<p> A combina&ccedil;&atilde;o das dificuldades econ&ocirc;micas, a press&atilde;o da China, as ofertas de ajuda de Seul (especialmente de assist&ecirc;ncia em mat&eacute;ria de energia el&eacute;trica) e a promessa de Washington de mostrar mais respeito far&atilde;o com que a Cor&eacute;ia do Norte seja mais flex&iacute;vel, afirmou Alan Romberg, diretor do Programa &Aacute;sia-Pac&iacute;fico no independente Centro Henry L. Stimson. Romberg, ex-assessor em assuntos asi&aacute;ticos para o Departamento de Estado disse que se Washington der garantias &agrave; Cor&eacute;ia do Norte, pode-se chegar rapidamente a um acordo. Tanto Romberg quanto Lee t&ecirc;m muita esperan&ccedil;a em Hill, cujo &uacute;ltimo posto foi o de embaixador na Cor&eacute;ia do Sul. &Eacute; um negociador h&aacute;bil que goza de toda confian&ccedil;a de Bush. Hill &quot;na verdade quer testar uma variedade de caminhos para fazer as coisas funcionarem. Ele trabalhar&aacute; dentro dos par&acirc;metros oficiais que lhe foram dados, mas sem d&uacute;vida tentar&aacute; dilatar esses par&acirc;metros&quot;, afirmou Romberg.<\/p>\n<p> Por sua vez, Lee disse que, &quot;se o governo Bush der a Hill certa flexibilidade para negociar, mais do que apenas falar, as conversa&ccedil;&otilde;es poderiam ter &ecirc;xito&quot;. A analista tamb&eacute;m considerou promissor que Seul esteja disposta a oferecer um grande pacote de incentivos a Pyongyang mesmo fora das conversa&ccedil;&otilde;es das seis partes. Entretanto, os analistas concordam que &eacute; improv&aacute;vel haver um acordo da noite para o dia, e que estas primeiras reuni&otilde;es ser&atilde;o &quot;explorat&oacute;rias&quot; &quot;Perdemos muito terreno no ano passado&quot;, disse Lee para quem, na realidade, as conversa&ccedil;&otilde;es desta semana poderiam terminar com um acordo para iniciar verdadeiras negocia&ccedil;&otilde;es. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 26\/07\/2005 &ndash; Estar&aacute; o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de fato disposto a renunciar ao seu sonho de promover uma &quot;mudan&ccedil;a de regime&quot; na Cor&eacute;ia do Norte, integrante do &quot;eixo do mal&quot; junto com Iraque e Ir&atilde;? Estar&aacute; o l&iacute;der norte-coreano, Kim Jong II, de fato preparado para desmantelar seu programa de desenvolvimento nuclear, inclusive as oito bombas desse tipo que, segundo os servi&ccedil;os de intelig&ecirc;ncia norte-americanos, teria em seu poder, em troca de Washington deixar de pressionar para tir&aacute;-lo do poder? Estas s&atilde;o duas das grandes perguntas que poder&atilde;o ser respondidas esta semana com o rein&iacute;cio, em Pequim, das chamadas &quot;conversa&ccedil;&otilde;es das seis partes&quot;, ap&oacute;s uma pausa de mais de um ano, destinadas a aliviar a tens&atilde;o criada na regi&atilde;o &Aacute;sia-Pac&iacute;fico pelo programa nuclear norte-coreano. Das conversa&ccedil;&otilde;es participam China, Cor&eacute;ia do Norte, Cor&eacute;ia do Sul, Estados Unidos, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/07\/america-latina\/pequim-o-futuro-das-relaes-entre-eua-e-coria-do-norte-novamente-em-jogo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-834","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=834"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}