{"id":8629,"date":"2011-08-10T15:16:20","date_gmt":"2011-08-10T15:16:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=8629"},"modified":"2011-08-10T15:16:20","modified_gmt":"2011-08-10T15:16:20","slug":"ambiente-ouvir-o-povo-nao-as-corporacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/08\/mundo\/ambiente-ouvir-o-povo-nao-as-corporacoes\/","title":{"rendered":"AMBIENTE: \u201cOuvir o povo, n\u00e3o as corpora\u00e7\u00f5es\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 10\/08\/2011 &ndash; \u201cSe os governos ouvirem o povo em lugar das corpora\u00e7\u00f5es que contaminam, o pr\u00f3ximo compromisso mundial poder\u00e1 ser uma economia baseada nas energias renov\u00e1veis e na efici\u00eancia\u201d, disse em entrevista \u00e0 IPS o diretor de pol\u00edtica do Greenpeace Internacional, Daniel Mittler.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_8629\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8629\" class=\"size-medium wp-image-8629\" title=\"Daniel Mittler - Martin Horak\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/01.jpg\" alt=\"Daniel Mittler - Martin Horak\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8629\" class=\"wp-caption-text\">Daniel Mittler - Martin Horak<\/p><\/div>  A hist\u00f3rica C\u00fapula da Terra realizada em 1992 no Rio de Janeiro foi uma das confer\u00eancias ambientais fundamentais no plano internacional, criando ou refor\u00e7ando uma s\u00e9rie de tratados e protocolos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, biodiversidade, desertifica\u00e7\u00e3o e florestas.<\/p>\n<p>Quase 20 anos depois, enquanto a ONU se prepara para a Confer\u00eancia Rio+20, que acontecer\u00e1 entre 4 e 6 de junho do ano que vem no Brasil, os \u00eaxitos e fracassos daquela inst\u00e2ncia original s\u00e3o submetidos a um escrut\u00ednio cada vez maior. A IPS conversou com Mittler, para quem, desde a c\u00fapula de 1992, os governos n\u00e3o conseguiram progressos em mat\u00e9ria de desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>IPS: Dez anos depois da C\u00fapula da Terra houve outra confer\u00eancia em Johannesburgo. Por que \u00e9 importante uma nova reuni\u00e3o sobre desenvolvimento sustent\u00e1vel?<\/p>\n<p>DANIEL MITTLER: As confer\u00eancias em si mesmas nunca s\u00e3o importantes. Os resultados s\u00e3o. Nos \u00faltimos anos as grandes confer\u00eancias fracassaram. Rio+10, em Johannesburgo, por exemplo, adotou o que chamamos de \u201cPlano de In\u00e9rcia\u201d. As confer\u00eancias mundiais s\u00e3o fundamentais para gerar debates mundiais e permitem destacar os fracassos atuais e as oportunidades atuais e futuras. Desde a Rio 92, o desenvolvimento foi qualquer coisa, menos sustent\u00e1vel. Se tem algum sentido voltar ao Rio de Janeiro, os governos ter\u00e3o de levar a s\u00e9rio a implanta\u00e7\u00e3o das muitas promessas que assumiram nessa cidade e depois n\u00e3o cumpriram. As empresas ter\u00e3o que dimensionar as oportunidades oferecidas pelo desenvolvimento limpo e os que exercem press\u00e3o a favor do \u201csujo\u201d ter\u00e3o que ficar expostos por nos atrasarem. Para o Greenpeace, a Rio+20 somente ser\u00e1 importante se gerar avan\u00e7os reais para as pessoas e o planeta.<\/p>\n<p>IPS: Al\u00e9m do Greenpeace Internacional, o senhor trabalhou para a Amigos da Terra. Em que as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais contribuem para as reuni\u00f5es ambientais?<\/p>\n<p>DM: As organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais t\u00eam de fazer com que governos e empresas se responsabilizem por suas a\u00e7\u00f5es, t\u00eam de apresentar ideias de solu\u00e7\u00f5es e organizar o apoio p\u00fablico para que sejam dados passos concretos que beneficiem a popula\u00e7\u00e3o e o meio ambiente. Em muitos sentidos, os debates sobre a Rio+20 est\u00e3o apenas come\u00e7ando. As organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais devem se comprometer com eles com honestidade e serem firmes contra os que tentam criar uma \u201cfachada verde\u201d para neg\u00f3cios que funcionam como de costume. As organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais tamb\u00e9m devem resistir, simplesmente fazendo o tipo de campanha que realizavam h\u00e1 dez ou 20 anos. Devemos analisar a situa\u00e7\u00e3o atual e escolher insumos voltados para as \u00e1reas onde \u00e9 mais prov\u00e1vel que ocorra uma mudan\u00e7a real.<\/p>\n<p>IPS: Quais as sugest\u00f5es do Greenpeace Internacional para a Rio+20?<\/p>\n<p>DM: Temos muitas. A Confer\u00eancia deve apoiar uma revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica baseada nas energias renov\u00e1veis e na efici\u00eancia energ\u00e9tica, e fazer com que todos tenham acesso a energia. Governos e empresas devem se comprometer com um desmatamento zero at\u00e9 2020. Os pa\u00edses industrializados e as corpora\u00e7\u00f5es devem acabar com as pol\u00edticas e o tipo de financiamento que promovem o desmatamento. A Rio+20 deve fazer a transi\u00e7\u00e3o para uma economia verde que seja justa e equitativa, e se comprometer com uma agenda de trabalho decente. Deve fortalecer o sistema de governan\u00e7a que promova um \u201cambiente para o desenvolvimento\u201d, conferindo ao Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) o status de ag\u00eancia especializada. O Greenpeace exige um novo acordo de implanta\u00e7\u00e3o no contexto da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito do Mar, para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha e o manejo sustent\u00e1vel das atividades humanas em \u00e1reas que est\u00e3o al\u00e9m da jurisdi\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>IPS: O Greenpeace participar\u00e1 da reuni\u00e3o \u201cSociedades sustent\u00e1veis, cidad\u00e3os respons\u00e1veis\u201d, que acontecer\u00e1 de 3 a 5 de setembro em Bonn?<\/p>\n<p>DM: Sim, e estou ansioso para falar em um dos pain\u00e9is. Nosso plano de a\u00e7\u00e3o \u00e9 o que acabo de apresentar. Estes pontos s\u00e3o as provas-chave para saber se a Rio+20 nos far\u00e1 avan\u00e7ar para sociedades sustent\u00e1veis e se governos e empresas est\u00e3o prontos para responder \u00e0s necessidades dos pobres e do planeta, em lugar das ind\u00fastrias sujas e dos que fazem campanha a favor delas.<\/p>\n<p>IPS: O que vir\u00e1 depois da Rio+20?<\/p>\n<p>DM: O pr\u00f3ximo grande teste para a comunidade mundial ser\u00e1 em 2015, quando, provavelmente, os governos de muitos pa\u00edses n\u00e3o ter\u00e3o cumprido os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio. Se os governos ouvirem o povo em lugar das corpora\u00e7\u00f5es que contaminam, o pr\u00f3ximo poder\u00e1 ser um compromisso mundial com zero desmatamento e ado\u00e7\u00e3o de um instrumento legal para proteger as \u00e1guas de alto mar. As ind\u00fastrias limpas devem nos ajudar a garantir que os governos deixem de se interporem em seu caminho e levarem a s\u00e9rio a transi\u00e7\u00e3o para uma economia mundial justa e limpa. O que vir\u00e1 tamb\u00e9m depender\u00e1 de todos n\u00f3s. Convido todos a entrarem no site www.greenpeace.org para unirem-se a n\u00f3s na tarefa de conseguir que governos e empresas sejam respons\u00e1veis e apresentem solu\u00e7\u00f5es reais. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 10\/08\/2011 &ndash; \u201cSe os governos ouvirem o povo em lugar das corpora\u00e7\u00f5es que contaminam, o pr\u00f3ximo compromisso mundial poder\u00e1 ser uma economia baseada nas energias renov\u00e1veis e na efici\u00eancia\u201d, disse em entrevista \u00e0 IPS o diretor de pol\u00edtica do Greenpeace Internacional, Daniel Mittler. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/08\/mundo\/ambiente-ouvir-o-povo-nao-as-corporacoes\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":476,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,10,4,11],"tags":[21],"class_list":["post-8629","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","category-mundo","category-politica","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/476"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8629"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8629\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}