{"id":868,"date":"2005-08-04T00:00:00","date_gmt":"2005-08-04T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=868"},"modified":"2005-08-04T00:00:00","modified_gmt":"2005-08-04T00:00:00","slug":"onu-reforma-ofusca-metas-do-milnio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/08\/america-latina\/onu-reforma-ofusca-metas-do-milnio\/","title":{"rendered":"ONU: Reforma ofusca Metas do Mil&ecirc;nio"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 04\/08\/2005 &ndash; A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, criticada pelas falhas inerentes de sua estrutura pol&iacute;tica, est&aacute; t&atilde;o preocupada com sua reforma que a pr&oacute;xima C&uacute;pula do Mil&ecirc;nio pode perder de vista sua meta principal: um plano de a&ccedil;&atilde;o para combater a pobreza extrema e a fome. &quot;O desenvolvimento est&aacute; adiado principalmente pela propaga&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia de que as metas do mil&ecirc;nio j&aacute; foram estabelecidas e n&atilde;o h&aacute; nada para negociar&quot;, disse Saradha Iyer, da Rede do Terceiro Mundo, uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental com sede na Mal&aacute;sia que acompanha de perto as a&ccedil;&otilde;es da ONU. O mandato da c&uacute;pula, que acontecer&aacute; entre 14 e 16 do pr&oacute;ximo m&ecirc;s, consiste em avaliar o avan&ccedil;o rumo as Metas de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio fixadas pelos 191 Estados-membros da ONU em 2000.<br \/> <!--more--> <br \/> As Metas incluem a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza extrema e da fome pela metade, a educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria universal e a promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&ecirc;nero e a autonomia da mulher. Tamb&eacute;m incluem a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade em tr&ecirc;s quartos e da infantil em dois ter&ccedil;os, al&eacute;m do combate &agrave; aids, &agrave; mal&aacute;ria e a outras doen&ccedil;as. As metas espec&iacute;ficas devem ser cumpridas at&eacute; 2015 e t&ecirc;m como refer&ecirc;ncia os n&iacute;veis de 1990. Mas a julgar pelas tend&ecirc;ncias atuais, disse Iyer, a c&uacute;pula pode terminar concentrada na manuten&ccedil;&atilde;o da paz, no terrorismo, direitos humanos e a proposta para reforma do Conselho de Seguran&ccedil;a, o &oacute;rg&atilde;o executivo da ONU.<\/p>\n<p> &quot;A ONU deveria se concentrar em crises e emerg&ecirc;ncias humanit&aacute;rias e deixar as quest&otilde;es de terrorismo e seguran&ccedil;a com as grandes pot&ecirc;ncias, que sabem mais sobre isso&quot;, disse Iyer &agrave; IPS. &quot;Mas n&atilde;o nos enganemos&quot;, porque os recentes atentados na capital da Gr&atilde;-Bretanha e no Egito apenas fortalecer&atilde;o a resolu&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos para intensificar sua guerra &quot;contra todos n&oacute;s em nome do terrorismo&quot;, acrescentou. Por outro lado, disse que as negocia&ccedil;&otilde;es comerciais sobre o acesso aos mercados, &quot;que podem e devem trabalhar em benef&iacute;cio dos pa&iacute;ses em desenvolvimento&quot;, parecem destinadas ao fracasso.<\/p>\n<p> A C&uacute;pula do Mil&ecirc;nio foi descrita pelo secret&aacute;rio-geral da ONU, Kofi Annan, como &quot;a maior reuni&atilde;o de l&iacute;deres mundiais da hist&oacute;ria&quot;. Acontecer&aacute; entre os dias 14 e 16 de setembro e ter&aacute; as participa&ccedil;&otilde;es de 122 chefes de Estado, 55 chefes de governo e mais de 13 chanceleres e altos funcion&aacute;rios. Em uma entrevista &agrave; imprensa realizada ter&ccedil;a-feira, Nicola Reindorp, da organiza&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria Oxfam Internacional, expressou o temor de que a c&uacute;pula n&atilde;o produza um verdadeiro progresso para os mais pobres e vulner&aacute;veis se n&atilde;o estabelecer &quot;compromissos m&iacute;nimos&quot;. Reindorp classificou esses compromissos m&iacute;nimos em quatro: cumprimento das Metas do Mil&ecirc;nio, prote&ccedil;&atilde;o dos civis em conflitos armados, um tratado sobre com&eacute;rcio de armas e novas respostas a desastres humanit&aacute;rios.<\/p>\n<p> &quot;Estamos muito longe de cumprir as Metas do Mil&ecirc;nio at&eacute; 2015&quot;, advertiu. Segundo o ativista, os l&iacute;deres dos pa&iacute;ses mais poderosos tamb&eacute;m deveriam se comprometer a aumentar a ajuda para o desenvolvimento em um prazo determinado, permitir o acesso livre de cotas e tarifas alfandeg&aacute;rias para as exporta&ccedil;&otilde;es das na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento e ainda aliviar a d&iacute;vida dos pa&iacute;ses mais pobres. &quot;Este &eacute; o momento. S&oacute; nos restam 10 anos&quot; para o prazo de 2015, ressaltou. A pr&oacute;xima c&uacute;pula n&atilde;o s&oacute; revisar&aacute; o progresso feito at&eacute; agora como tamb&eacute;m fixar&aacute; a agenda de desenvolvimento para a pr&oacute;xima d&eacute;cada. &quot;No ritmo atual de progresso, muitas das metas do mil&ecirc;nio n&atilde;o ser&atilde;o alcan&ccedil;adas em v&aacute;rias partes do mundo&quot;, alertou a Oxfam em declara&ccedil;&atilde;o divulgada no m&ecirc;s passado. &quot;Tragicamente, o objetivo de eliminar a disparidade de g&ecirc;nero na educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria j&aacute; n&atilde;o ser&aacute; atingida&quot;, acrescentou a organiza&ccedil;&atilde;o, que tem sede em Londres.<\/p>\n<p> Desde o m&ecirc;s passado, a Assembl&eacute;ia Geral da ONU se ocupa com a proposta reestrutura&ccedil;&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a. O Conselho &eacute; o &uacute;nico organismo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas com faculdades para tomar decis&otilde;es de guerra e paz, e est&aacute; dominado por seus cinco membros permanentes e com poder de veto: Estados Unidos, Fran&ccedil;a, China, Gr&atilde;-Bretanha e R&uacute;ssia. Tem ainda 10 membros rotativos. Um comit&ecirc; de especialistas nomeado pelo secret&aacute;rio-geral realizou uma s&eacute;rie de propostas para a reforma da ONU que inclui iniciativas de amplia&ccedil;&atilde;o do Conselho, mas sem alterar o poder de veto exclusivo das cinco pot&ecirc;ncias nucleares mundiais. Brasil, Alemanha, Jap&atilde;o e &Iacute;ndia reclamam assentos permanentes para si e mais duas na&ccedil;&otilde;es africanas ainda n&atilde;o designadas. &quot;A apresenta&ccedil;&atilde;o formal de uma proposta de Brasil, Alemanha, Jap&atilde;o e &Iacute;ndia ofusca as metas do mil&ecirc;nio, que deveriam ser o centro de aten&ccedil;&atilde;o da comunidade internacional na C&uacute;pula do Mil&ecirc;nio&quot;, disse um diplomata asi&aacute;tico. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 04\/08\/2005 &ndash; A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, criticada pelas falhas inerentes de sua estrutura pol&iacute;tica, est&aacute; t&atilde;o preocupada com sua reforma que a pr&oacute;xima C&uacute;pula do Mil&ecirc;nio pode perder de vista sua meta principal: um plano de a&ccedil;&atilde;o para combater a pobreza extrema e a fome. &quot;O desenvolvimento est&aacute; adiado principalmente pela propaga&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia de que as metas do mil&ecirc;nio j&aacute; foram estabelecidas e n&atilde;o h&aacute; nada para negociar&quot;, disse Saradha Iyer, da Rede do Terceiro Mundo, uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental com sede na Mal&aacute;sia que acompanha de perto as a&ccedil;&otilde;es da ONU. O mandato da c&uacute;pula, que acontecer&aacute; entre 14 e 16 do pr&oacute;ximo m&ecirc;s, consiste em avaliar o avan&ccedil;o rumo as Metas de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio fixadas pelos 191 Estados-membros da ONU em 2000.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/08\/america-latina\/onu-reforma-ofusca-metas-do-milnio\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-868","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=868"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/868\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}